Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

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O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Vimos dois cavalos ajoelhados diante da Igreja unidos a uma carroça fechada.



O capricho dos cavalos

Em 1970, quando eu era vice-pároco da paróquia da Imaculada de Barletta e assistente local e regional da Juventude Franciscana, depois da Santa Missa dominical para os jovens, às dez da manhã, enquanto tirava os ornamentos sagrados, entrou na sacristia a senhora Livia D'Adduzzio. Dado que tinha escutado falar de Luisa Piccarreta numa homilia, me disse que era de Corato e que tinha conhecido Luisa em sua juventude.

Eu prestei muita atenção nas palavras da senhora D'Adduzzio, terciária franciscana, que frequentava regularmente a paróquia.

Era a esposa de Savino D'Adduzzio, um grande bem-feitor do convento: foi ele quem financiou as pinturas do padre Ugolino da Belluno, realizadas no santuário.

A família D'Adduzzio era muito rica; possuía muitas terras, mas o matrimônio formado por Savino e Livia não tinha filhos.

Marquei uma hora com a senhora D'Adduzzio para gravar suas recordações sobre a Serva de Deus. No dia seguinte, me dirigi, às nove da manhã, à casa dos D'Adduzzio, que ficava numa transversal da rua Milano, a uns cinquenta metros da paróquia.

A senhora D'Adduzzio estava muito bem informada da vida e dos fenômenos referentes a Luisa. Alguns eu os ignorava completamente. Disse-me também que conhecia bem minha tia Rosaria e Angelina, a irmã de Luisa, e que também tinha participado dos funerais da Serva de Deus.

Entre tantas coisas que me contou, falando com entusiasmo, chamou minha atenção o fenômeno dos cavalos, que eu desconhecia. Fiz com que repetisse várias vezes o episódio e tomei notas.

Eis aqui seu testemunho: «Em 1915 eu tinha dez anos e me encontrava com minha mãe em Santa Maria Greca, onde se desenrolavam solenemente as Santas Quarenta Horas. Enquanto estávamos escutando a reflexão eucarística do sacerdote, ouvimos um grande alvoroço, procedente do exterior da igreja: palavras e gritos de um homem que dizia: «já, já» e ruídos de chicotadas.

Todos os jovens que se encontravam na igreja, impulsionados pela curiosidade, saíram imediatamente, seguidos do sacerdote e de alguns fiéis. Vimos dois cavalos ajoelhados diante da Igreja unidos a uma carroça fechada.

O sacerdote compreendeu imediatamente do que se tratava e ajoelhando-se disse: «É Luisa a Santa, que está adorando a Jesus na Eucaristia».

Todos nos ajoelhamos no meio de um grande silêncio e, depois de não sei quanto tempo, o sacerdote abriu a porta da carroça; disse algumas palavras a Luisa; logo, prontamente, os cavalos se levantaram e partiram.

Todos voltamos à igreja, e seguimos escutando a meditação do presbítero».

Depois do relato, lhe fiz algumas perguntas: «Está segura de que naquela carroça se achava precisamente Luisa?. Eu sabia que Luisa não saía nunca de casa».

«É verdade -me respondeu-; suas saídas eram raríssimas e noturnas, só motivadas por fatores higiênicos, para eliminar as parasitas dos colchões de palha ou de lã, e especialmente as pulgas e insetos, comuns num ambiente camponês».

«Como pode assegurar que os cavalos se ajoelharam para permitir a Luisa adorar a Jesus na Eucaristia?».

«Só posso dizer que todos creram no milagre e o fenômeno foi objeto de discussões em toda Corato.

Certamente, houve muitos que não creram, especialmente os sacerdotes, que pregaram que Luisa não tinha nada a ver, que tinha sido só um capricho dos cavalos, que por pura casualidade se tinham detido diante da igreja de Santa Maria Greca, negando que naquela carroça estivesse Luisa».

Fiz-lhe uma última pergunta: «Está você segura de que naquela carroça se achava Luisa?». «Seguríssima -me respondeu-. Eu vi Luisa na carroça quando o sacerdote abriu a porta e lhe falou. Parece-me que o sacerdote era don Gennaro di Gennaro».

«Porém era o confessor de Luisa, nomeado pelo bispo?», insisti.

«Isso não sei; só posso afirmar que era um santo sacerdote, estimado em toda Corato e que tinha recebido unma graça de Luisa».

Com estas palavas terminou a conversa com a senhora D'Adduzzio.


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