Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

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O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A escritora Birgit Kelle denuncia a aliança das ideologias comunistas e capitalistas para debilitar as familias, a maternidade e a feminilidade.

ReligionenLibertad.com

Denuncia manobras tomadas de manuais comunistas clássicos


«Menina, abotoa a blusa»: a escritora Birgit Kelle é contra as mentiras do feminismo anti-família
«Chica, abróchate la blusa»: la escritora Birgit Kelle contra las mentiras del feminismo antifamilia

A escritora Birgit Kelle denuncia a aliança das ideologias comunistas e capitalistas para debilitar as familias, a maternidade e a feminilidade

Vito Punzi / Tempi.it-28 janeiro 2014-religionenlibertad.com

Birgit Kelle, nascida em 1975 e de origem romeno-germânica, se ganhou sem buscar  a vingança mediática europeia só  nos últimos meses, desde a publicação de seu livro, intitulado em sua edição italiana 'Allora chiuditi la camicetta. Un grido contro la follia dell’uguaglianza («Então abotoa a blusa. Um grito contra a loucura da igualdade»).

Birgit Kelle (www.birgit-kelle.de) trabalha faz anos como publicitária em jornais e revistas como Welt, Focus e Junge Freiheit, mas sua presença em debates públicos sobre temas relacionados com o papel da mulher, a família e a educação literalmente se duplicou.

O último teve lugar em 24 de janeiro em Siegen, organizado pela seção local da CDU, o partido cristão-democrata, onde Kelle se tem confrontado sobre o tema “Feminismo hoje” com Zana Ramadani, fundadora de “Femen Alemanha”, mas também membro do partido de Angela Merkel.

«Não necessitamos de um feminismo que represente só  os interesses de algumas mulheres que querem constantemente que me liberte contra minha vontade», disse Kelle sobre as Femen.

«Nós somos diferentes –  respondeu Ramadani –, somos auto-conscientes, caminhamos com a cabeça alta e o fazemos com o peito desnudo. É muito raro ver isto hoje, porque a sociedade prefere que  só  se vejam as mulherzinhas, não as mulheres fortes».



-"Abotoa a blusa"... Senhora Kelle, o que quer  dizer escolhendo o título de seu último livro?
-No ano passado, na Alemanha, houve nos meios de comunicação um debate muito duro sobre o que é sexismo e  o que não é. Este conceito pode ser definido só  pelas mulheres, os homens não têm mais nada que dizer sobre isto. Basta que um homem equivocado olhe de maneira equivocada, diga uma palavra equivocada no momento equivocado e imediatamente é chamado sexista.

»Contemporaneamente vivemos em uma sociedade “hiper-sexualizada”, na qual são precisamente as mulheres as que se apresentam voluntariamente em atitudes sedutoras e disponíveis. Atitudes que se consideram chique, esperando inclusive que as mulheres sejam assim.

»Pensei no título de meu livro quando li que a atriz americana Megan Fox, definida normalmente como sensual, em uma entrevista declarou que queria abandonar este estereótipo e que queria ser considerada uma atriz. Porém algumas semanas depois vi, no entanto, uma foto sua na capa de uma revista de glamour americana vestida só  com roupa interior e  disse a mim mesma: “Então, coloca a blusa se quer  que te vejam os olhos”.



»O que quero dizer com isto, é que é a mesma mulher a que deve refletir e perceber se ressalta a própria inteligência ou a própria aparência. Se uma mulher se apresenta semi-desnuda não deve se assustar  se a atenção do outro se concentra só  em suas qualidades físicas.

- Por que se enraivece a propósito do debate sobre o modelo de mulher dona de casa?
- Porque como donas de casa devemos justificar-nos continuamente e explicar porque escolhemos esta vida.   Definem-nos como não emancipadas, como “galinhas na cozinha”. E no entanto criamos  nossos filhos os quais, com seus trabalhos, farão pagamentos aos outros, enquanto nós não recebemos nenhum  pagamento. Assim não  pode continuar.

»Para a mulher devem existir diferentes oportunidades que sejam boas e justas. Mas o sistema econômico, a política, os meios de comunicação e sobretudo as feministas nos explicam continuamente como devemos mudar nossa vida. Todos querem libertar-nos, mas eu não quero ser libertada. Eu  gosto de minha vida. E ninguém faz política para um modelo de vida como nós queremos.

- Qual é a relação entre a política atual [se compreende que do anterior governo de Merkel, ndr] para os jardins de infância e a liberdade das mulheres, ou seja, das mães?
-A política para os jardins de infância foi vendida como apoio à “liberdade de escolha”, como liberdade para a mulher  poder exercer uma profissão, como liberdade de poder dispor  nossos filhos. Na realidade se trata de uma política decididamente unilateral que não tem em conta a liberdade de poder educar e acompanhar o crescimento dos próprios filhos.

»Portanto, se trata de uma grande mentira, porque na realidade   sempre as mulheres não têm uma possibilidade real de escolha: de fato, uma família que não pode viver com um só salário e recebe um subsídio para o jardim de infância e não um apoio econômico genérico não tem, efetivamente, nenhuma liberdade de escolha.

-A propósito do tema da mulher de carreira ou da mulher dona de casa, parece que existe uma coalizão entre a ideologia socialista e a capitalista: Qual é sua opinião a respeito?
-Também é surpreendente como se podem realizar estranhas alianças e como a história se repete. É útil se perguntar: por que escolher uma política familiar que impulsione as mulheres a ter o menor tempo possível para viver com seus filhos e estejam o quanto antes à disposição do mercado de trabalho?

»Isto leva à exploração: exploração das famílias, das mulheres e, sobretudo, das crianças. Em troca, o sistema econômico consegue um benefício. Portanto, voltam a ter um elevado conteúdo político as perguntas sobre quem deve educar os filhos e segundo quais critérios. E precisamente a respeito deste tema temos que dar-nos conta de como a história se repete.

»É um sinal distinto dos regimes totalitários se apoderar  das crianças e subtraí-los quanto antes possível da esfera de influência de seus pais. Temos aprendido nas ditaduras comunistas ou em qualquer outro tipo de regimes.



»Aconselho sempre que se leia “O ABC do comunismo” de Bujarin e Preobrazenskiy; mesmo  esta obra fazendo referência a  1920, os paralelos com a realidade de hoje são evidentes e terríveis.

»Uma citação: «À sociedade  pertence o mais original e fundamental direito à educação das  crianças. A partir deste ponto de vista as pretensões dos padres de apoiar, mediante a educação dada em casa, sua cegueira, não só  devem ser rechaçadas, mas que tem que ser objeto de escárnio… Por este motivo a educação social não é necessária só  por considerações pedagógicas; ela leva em si, de fato, enormes vantagens econômicas. Centenas, milhares, milhões de mães, graças à atuação da educação social, são liberadas para a produção e para o desenvolvimento de seu modelo cultural. São libertadas dessa economia doméstica que mata o espírito e desse infinito número de pequenos deveres que estão vinculados à educação familiar das crianças».

-Você nasceu na Romênia e  conheceu o realismo socialista.  Quais são as diferenças substanciais entre esse regime  e o democrático de seu atual país, Alemanha?  E o que considera que há em comum?
-A diferença substancial é a da liberdade de opinião. Em nossos países democráticos temos a possibilidade de dizer o que pensamos. Podemos comprometer-nos politicamente e podemos criticar o governo sem que nossa vida corra nenhum risco. Na Itália  levaram diante da justiça o ex-chefe de governo Berlusconi e isto em um país comunista é impensável. Portanto, esta liberdade há também que defendê-la.

»Possivelmente nas nações democráticas as pessoas correm o risco de se sentirem saciadas de liberdade. Possuem direitos que nem sequer utilizam. Não se comprometem politicamente e renunciam inclusive a ir votar. Sempre se reconhece o valor da liberdade só  quando se perde.

-Você escreveu: «Queremos mais assentamentos gauleses». O que quer dizer?
-Eu disse  a propósito das famílias. Na Alemanha se justifica  cada vez mais a generalizada educação em idade infantil em grupos e comunidades citando sempre um provérbio africano segundo o qual se necessita toda uma aldeia para educar uma criança. Querem nos convencer de que para dirigir um filho pela reta via da vida não bastam seus pais, mas  se necessita  toda a sociedade. Tomado isto de  um determinado ponto de vista pode ser justo, porque uma criança necessita muitos exemplos. Na Alemanha, no entanto, nos comportamos como se se pudesse prescindir dos pais, até dizer e crer, assim ao menos o sustentam alguns políticos, que o Estado é melhor que os pais para educar as crianças.



»Pois bem, com essa piada queria dizer que não necessitamos de aldeias africanas, mas mais assentamentos gauleses, como diz no  famoso comic de Asterix. Cada família deveria ser um núcleo, um ninho de resistência para nos defender   do ataque do Estado os nossos filhos. Como famílias devemos defender a liberdade de poder educar  nossos filhos até o ponto que consideramos justo.

-Você é católica.  Quanto de sua posição a respeito da família e a   educação depende desta pertença?
-Estas convicções as tinha antes de me converter  ao catolicismo. Converti-me há dois anos, mas faz pelo menos dez anos que escrevo contra uma política de  família que não compartilho. Em minha fé atual   me sinto confirmada como mulher e como mãe. A Igreja é a última instituição que me acolhe assim, tal como sou, que não tenta constantemente mudar meu ser mulher e não me obriga a me aventurar  por rotas vitais que não quero percorrer.

»Sou mulher e  gosto de ser mulher, com uma tipicidade só  minha. Deste modo sou também mãe e poder educar  meus filhos é para mim uma grande satisfação. A Igreja católica me diz: está  no bom caminho. E isto me faz mais forte.



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sábado, 11 de janeiro de 2014

«Para que ir a missa? Se não tenho vontade!»: conheça a resposta, muito lógica, do padre Loring.

ReligionenLibertad.com

«¿Para qué ir a misa? ¡Si no tengo ganas!»: conozca la respuesta, muy lógica, del padre Loring

Um propósito para 2014: não faltar à missa

«Para que ir a missa? Se não tenho vontade!»: conheça a resposta, muito lógica, do padre Loring

O que afasta  muitos da missa não é o sono nem a preguiça, mas a ignorância

ReL  - 2 janeiro 2014 - religionenlibertad.com

O padre jesuíta Jorge Loring, que faleceu no dia de Natal p.p aos 92 anos de idade, se tornou famoso por suas respostas diretas para perguntas diretas. Ao longo de sua vida viu como se reduzia a porcentagem de pessoas que assistiam a Missa aos domingos.

Em sua opinião, tinha mais a ver com a ignorância que com a preguiça ou a falta de fé. 

Em seu livro "Histórias de uma vida apostólica" (De Buena Tinta), explica como respondia à pergunta "por que me pedem para ir à missa, se não tenho vontade?"

Reproduzimos aqui.

Por que tem que ir à missa, 
por Jorge Loring, sj

É de dar pena a tremenda ignorância religiosa que existe sobre o valor da Santa Missa.

Muitos dizem que não vão à Missa porque não sentem nada. Estão em um erro.

O cristianismo não é questão de emoções, mas de valores. Os valores estão  acima das emoções e não precisa delas.

Uma mãe não precisa ter ou não vontade de cuidar de seu filho, pois seu filho é para ela um valor.

Quem sabe o que vale uma Missa, não precisa ter ou não vontade para ir. Procura não perder nenhuma, e vai de boa vontade.

A vontade não coincide sempre em ter vontade. Você vai ao dentista voluntariamente, porque compreende  que tem  que ir; mas pode ser que não tenha nenhuma vontade de ir.

Alguns dizem que não vão à Missa porque para eles isso não tem sentido. Como vai  ter sentido se têm uma lamentável ignorância religiosa?

A ninguém podemos convencer do que não conhece. A quem carece de cultura, tampouco um museu lhe diz alguma coisa. Mas uma joia não perde valor porque existem pessoas que não sabem apreciá-la. É preciso saber descobrir o valor que tem as coisas para poder apreciá-las.

Outros dizem que não vão à Missa porque não lhes agrada, e para ir de má vontade, é preferível não ir.

Se a Missa fosse uma diversão, seria lógico ir só  quando agrada. Mas as coisas obrigatórias precisamos fazer com vontade ou sem vontade.

Nem todo o mundo vai à aula ou ao trabalho porque lhe agrada. Às vezes precisamos ir sem vontade, porque temos obrigação de ir.

Que alguém fume ou deixe de fumar, conforme a vontade que tenha, tudo bem. Porém ir ao trabalho não pode depender de  ter ou não vontade. O mesmo acontece com a Missa.

O cumprimento das obrigações não se limita a quando se tem vontade. O sensato é por boa vontade em fazer o que se deve.

(Sob estas linhas, o padre Loring dá algumas respostas claras a um jovem estudante)



Muitos cristãos não se dão conta do valor incomparável da Santa Missa.

Na missão de Torrevieja (Alicante), os missionários se alojavam  em um hotel. Eu falava no cassino para a juventude maior de dezesseis anos.

Durante o almoço nos disse o padre Pardo:
—Hoje disse aos estudantes uma coisa que lhes deixou impactado.
— O que?
—Falando do valor da Missa disse-lhes que se  me dessem um milhão de dólares para que deixasse a Missa, deixaria o milhão, não a Missa. Ficaram com  caras de admiração!

E eu lhe disse: —Magnífica ideia!

Eu faria o mesmo. Uns dias depois ao dizer eu isto em algumas conferências que estava dando em Ecija, o milhão me pareceu pouco, e disse: dez, cincoenta, cem,  bilhões, nem por todo o ouro do mundo deixaria eu de celebrar uma só Missa.

Repartindo  bilhões de dólares eu poderia fazer muito bem: mas ajudo mais a humanidade celebrando uma Missa; pois os  bilhões de dólares tem um valor finito, e a Santa Missa é de valor infinito.

Quando sabe o que vale uma Missa, não te importa  os sacrifícios que tenha que fazer para não perdê-la.

Em uma ocasião eu viajava  de Barcelona a Sevilha no trem expresso que em Barcelona chamavam «o sevilhano» e em Sevilha «o catalão».

Saímos de Barcelona às onze da noite. Chegava-se a Sevilha às seis da tarde do dia seguinte. Pela manhã as pessoas do compartimento pegavam seus lanchinhos para se alimentarem. Eu com meu livro, sem levantar a cabeça.

Chegou o meio-dia e as pessoas tornaram a pegar seus lanchinhos. E eu, nada. As pessoas ao  que eu não tomava nada, me ofereciam:
—Padre, quer um pouquinho?
—Não. Muito obrigado.
—Mas se não comeu nada desde que saímos de Barcelona.
—É  que ao chegar em Sevilha quero celebrar a Missa.

Naquele tempo o jejum eucarístico tinha que ser guardado desde a meia-noite  anterior. Não se podia tomar nem um copo de água antes da Missa. As pessoas ficaram admiradas. Mas eu preferia não tomar nada e poder celebrar a Missa ao chegar.

Em Sevilha, quando cheguei em minha casa, tomei banho e fui celebrar a Missa, me deram  para celebrar às nove da noite. Então  tomei o café da manhã, almocei e jantei, tudo junto.   Sacrifiquei-me um pouco, mas celebrei a Missa que vale muito mais.

O que vale uma missa  expressa o padre Royo, O.P., dizendo: «Uma só missa glorifica a Deus mais que toda a glória que lhe dão todos os santos do céu, incluindo a Santíssima Virgem, por toda a eternidade».

Isto parece exagero, mas quando explicam o compreende. A glória que dão os santos e a Virgem é glória de criatura. A Santíssima Virgem é a joia da humanidade, a pérola da criação, mas criatura. E na Santa Missa é Cristo-Deus quem se sacrifica; e isto vale muito mais.


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