Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

terça-feira, 8 de abril de 2014

«A quantidade de pessoas vem se confessar porque o Papa disse que Deus é misericordioso» Muitos sacerdotes informaram um importante aumento de confissões pela insistência do Papa no sacramento da Penitência.

ReligionenLibertad.com

Ricardo Reyes, autor de «Cartas entre o céu e a terra»

«Cantidad de personas vienen a confesarse porque el Papa ha dicho que Dios es misericordioso»
«A quantidade de pessoas vem se confessar porque o Papa  disse que Deus é misericordioso»

Muitos sacerdotes informaram  um importante aumento de confissões pela insistência do Papa no sacramento da Penitência.

Salvatore Cernuzio / Zenit- 3 abril 2014-religionenlibertad.com

Às vezes, de uma simples conversa  entre amigos durante um jantar pode nascer um fruto bom para toda a humanidade. Bastou uma simples pergunta de um católico não-praticante sobre a importância da missa para que o padre Ricardo Reyes Castillo, sacerdote do Panamá, incardinado em Roma, desse vida a uma correspondência epistolar na qual, graças aos seus estudos no Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo de Roma, explicasse porque, para ser cristão, é fundamental viver a Eucaristia.

O resultado foi: Cartas entre o céu e a terra (Voz de Papel), volume  subdividido em doze cartas, escritas com uma linguagem acessível e que se dirige aos crentes e não crentes para ajudá-los a redescobrir o valor da missa e a beleza de Deus.

O livro, já em sua terceira edição em italiano, acaba de ser publicado também em espanhol e foi apresentado em Roma pelo cardeal Antonio Canizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino, e pelo Padre Giuseppe Midili, P.Cam., diretor do Ofício litúrgico da diocese de Roma.

-Dom Ricardo, conte-nos antes de tudo como nasceu a ideia deste livro…

-Um amigo advogado, um homem muito preparado, de boa cultura, um dia me disse: “Ricardo,  estudei em institutos católicos, conheço a missa de memória, mas tenho uma dificuldade em ir à missa; me sinto incoerente, porque pronuncio muitas fórmulas e faço alguns gestos dos quais não conheço o verdadeiro significado. E para mim as palavras e os gestos tem muito valor. Eu não posso ir diante de um juiz e dizer algo se não for com uma intenção precisa, e menos ainda ir diante do Senhor”. Por isto me propus  explicar-lhe cada palabra e gesto da missa através de alguns e-mails que depois se converteram em verdadeiras cartas que deram vida a este livro.



- Qual é a mensagem ou, se queremos, o desafio deste livro?

-Que a verdadeira renovação litúrgica passa através da educação litúrgica. Penso que hoje não precisa explicar conceitos complexos, porque vivemos em uma cultura descristianizada e sem fé. Temos que voltar a começar pelas bases:  que significa dizer em  nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?  Que coisa significa “o Senhor esteja convosco”? Concretamente, as fórmulas que se dizem durante a celebração  que tem a ver com a vida dos fiéis? No livro tratei de responder  estas perguntas através de 12 cartas, nas quais mantive três pontos de união: a parte litúrgica que estava explicando, um episódio da Escritura que estivesse em relação com esse momento litúrgico, e minha experiência pessoal.



- Qual é sua experiência pessoal?

-Refiro-me principalmente a tudo aquilo que  vivi  no último ano durante o qual  escrevi o livro. Experiências alegres e tristes que continuamente cito nas diferentes cartas: desde a morte de um querido amigo, até os episódios que vivo na paróquia de São  Basílio, que é uma região muito difícil de Roma, na cual trabalho e que se situa atrás do cárcere de Rebibbia. Está caracterizada por problemas de drogas e delinquência, mas ao mesmo tempo é um lugar que possui uma grande humanidade. Viver entre estas grandes dores e dificuldades me  ajuda  a entender a necessidade que temos todos de regressar ao essencial. Eu vi  que tudo isto é real porque muitas pessoas da paróquia, gente humilde, leu o livro,  encontrando respostas e foram ajudadas a viver ainda melhor a celebração. Isto me  consolou muito.

-Será devido a  linguagem simples que  utilizou no livro?   Encontrou dificuldade para simplificar temas tão complexos para todo tipo de público?

-Certamente não foi um trabalho fácil. Junto ao pedido de meu amigo, o livro nasceu também por um desafio que me fez o cardeal Canizares depois de ter defendido minha tese doutoral da Sagrada Liturgia na Santo Anselmo. O cardeal me disse: “Muito bom seu trabalho, mas agora tem que ‘traduzir’ para que todas as pessoas possam entender o que  estudam”. Neste projeto me foram úteis meus estudos, mas também as obras de autores como Lewis e Tolkien, que em seus livros conseguiram traduzir grandes conceitos de nossa fé com uma linguagem atrativa para todo tipo de pessoas. Creio que é muito importante, sobretudo hoje, introduzir o cristão em certas noções que são a base sobre a qual se apoia nossa fé.  Tratei de fazê-lo, evitando uma linguagem infantil e tratando de construir melhor um manual simples que pudesse ser lido velozmente, mas que ao mesmo tempo pudesse ser um instrumento para aprofundar.

-Um estilo que recorda as homilias e os discursos do Papa Francisco: essenciais, breves, eficazes, ricos de conteúdo. O que pensa deste Papa?
-Estou muito agradecido a Deus por este Papa. Traz consigo uma nova esperança que a mim pessoalmente me  ajudou muito.   Anima-me também a alegria que graças a Ele  vê nas pessoas,   nos de minha paróquia, quantidades de pessoas que vêm   se confessar  porque “o Papa disse que Deus é misericordioso”. Penso que temos ainda que conhecê-lo mais e entender seu modo de agir. Também do ponto de vista litúrgico.

-Seu livro anterior falava do tema de "A unidade no pensamento litúrgico" de Joseph Ratzinger.  Você vê  aspecto de continuidade entre os dois pontífices, em particular do   ponto de vista litúrgico?
-O que nos  deixou Ratzinger sobre a liturgia não é uma modalidade, mas um equilíbrio. Bento XVI  abriu uma janela para alguns aspectos, como por exemplo, a dimensão escatológica da Eucaristia, este céu que se abre, ou o conceito de orientação de  oração dirigida para o leste, como também o crucifixo sobre o altar, ou o latim; e assim poderia seguir nomeando alguns conceitos da tradição. A grandeza de Ratzinger foi a de iluminar a importância destes aspectos, sem pretender voltar para trás, mas redescobrir seu valor para poder utilizá-los no modo de celebrar atual. O Papa Francisco está levando adiante tudo aquilo que seu predecessor havia introduzido em um modo novo e essencial. Uma coisa não nega a outra: tem que evitar uma visão dualística da liturgia “ou inovadores ou tradicionalistas”.
A liturgia é mais ampla e esta é sua beleza; e nós somos chamados a ter a capacidade de ler a beleza da simplicidade da liturgia que nos está regalando o Papa Bergoglio, sem pensar que é o oposto à beleza que nos abriu o Papa Ratzinger. Mais ainda, penso que Bento XVI não obstante, foi considerado por muitos como um tradicionalista, nos preparou para acolher o genuíno que trás consigo o Papa Francisco.

-Você no livro fala muito de sofrimento, afirmando que é evidente que o homem sofre: “basta subir no metrô de qualquer cidade europeia” para perceber isto, que é também culpa de uma cultura descristianizada e sem fé. Que resposta dá seu livro a isto?

-A resposta é que temos que regressar à Eucaristia, que é o coração de nossa fé, a fonte e o cume  de nosso ser cristãos. No  fundo, todos somos chamados a ser Eucaristias viventes, a ser homens e mulheres capazes de  irmos aos outros. Por fim, temos que voltar a descobrir este alimento espiritual. Só se vivermos a Eucaristia em profundidade, nós conseguiremos encontrar o sentido pleno de nossa vida. Não é só algo que pode nos ajudar; se trata do essencial; é uma exigência primordial na vida do cristão; um dom imenso que o Senhor nos  deixou e que temos que saborear completamente, se não queremos permanecer estranhos a nosso batismo e divididos profundamente dentro de nosso ser.


 FICHA TÉCNICA COMPRA ONLINE

Título: Cartas entre cielo y tierra Ocio Hispano

Autor: Ricardo Reyes Castillo

Editorial: Voz de papel

Páginas: 187 páginas

Precio 16,99 euros



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segunda-feira, 24 de março de 2014

Uma mãe explicou o que sentiu quando lhe disseram que seu bebê tinha síndrome de Down.

ReligionenLibertad.com 

A jornalista Mar Velasco
Una madre explica qué sintió cuando le dijeron que su bebé era un síndrome de Down

Uma mãe explicou o que sentiu quando lhe disseram que seu bebê tinha síndrome de Down.

Francisco, um menino com síndrome de Down

Luis del Real Espanyol / ReL- 23 março 2014-religionenlibertad.com  

Mar Velasco, colaboradora habitual de Religión en Libertad e professora da universidade CEU-San Pablo, teve seu primeiro filho há três meses. Era um menino muito esperado. Seus pais, Fran e Mar, fizeram muitos planos para o bebê que brilhava. Também seus avós Miguel Angel e Chelo...  e nasceu com uma severa cardiopatia e com síndrome de Down.

Mar Velasco conta na coluna do semanário Alfa y Omega -que com tanta maestria  foi dirigido por seu pai durante 20 anos-, como recebeu a notícia: "Em minha cabeça passavam todos os tópicos recordáveis e em intervalos me invadiam ondas de medo, o medo que produz o monstro do desconhecimento. Que vida levaria meu filho?  Como seguiria adiante?  Quanto e como viveria?  Como se educa  uma criança com síndrome de Down?".

"Rezei em silêncio: ´Senhor, Tu nos destes, dá-nos agora forças para levá-lo adiante´ ".

Passados os três meses, a oração de Mar mudou: "Hoje  percebo  que a oração tinha que ter feito é outra: ´Senhor, dá ao meu filho paciência para suportar  uns pais tão desajeitados, tão frouxinhos e tão ignorantes´". 

O pequeno Fran "nos ensinou a conjugar o verbo amar e a desterrar o adjetivo perfeito em uma sociedade competitiva que tende a rechaçar os mais fracos", diz Mar.

A seguir, o artigo na íntegra de Mar Velasco que  publicou no semanário Alfa y Omega em seu último número:

A gramática do amor

Hoje, na Espanha, existem 35.000 pessoas com síndrome de Down, pessoas que levam anos levantando sua voz serena diante da sociedade, exigindo os mesmos direitos que o resto,  tentando explicar ao mundo que são mais as coisas que nos unem que as que nos distinguem, que têm uma vida plena e feliz, que não precisa  ter medo de trazê-los ao mundo, e que o afã da perfeição é sempre um cálculo imperfeito, soberbo e injusto.

Ensinou-nos a conjugar o verbo amar... Se há um ano tivessem me recordado que o dia 21 de março é o Dia Mundial da síndrome de Down, o teria valorizado durante dois minutos e teria apagado da minha mente, tão cheia dessas coisas que se pensa que são importantes. O ser humano tem a triste capacidade de eliminar rapidamente de registrar o que não lhe afeta de alguma maneira direta, em um egoísta e de certo modo compreensível mecanismo de auto-defesa. 

Este ano, em troca, a mim, a nós, a toda minha família, nos  tocou despertar para a realidade da síndrome de Down, esse grande desconhecido (junto com todas as outras síndromes, incapacidades e enfermidades raras) para a grande maioria.

Aprender o que é a síndrome de Down
Eu fazia parte dessa maioria para quem a síndrome de Down é esse lugar da memória povoado de crianças eternas colhidos da mão de seus pais, afastados nos confins de suas limitações, longe das alegrias do mundo. Mas em apenas três meses -os três meses que completa agora nosso pequeno Francisco-  aprendi  sobre esta síndrome mais que em toda minha vida. Eu li livros, falei com pais, consultei as associações especializadas, espalhadas em todos os rincões da Internet e visto milhares de vídeos até   perceber, por fim, do equívoco que estava.

Serenas lições de vida
-«Deixem de murmurar no corredor e digam-me o que acontece com meu menino».

Francisco, o bebê mais esperado e querido do mundo, acabava de nascer havia apenas algumas horas e estava na incubadora porque necessitava de oxigênio. Nasceu lo, loiro, loiríssimo, até o ponto de surpreender o anestesista, e branquíssimo de pele, até o ponto de indignar  seu pai, um moreno de olhos castanhos que tratava de encontrar nele algum parentesco físico: «Só  tinha herdado as orelhas..!» Após os primeiros momentos de alegria, e ainda na nebulosa que se segue ao parto, o via sussurrar junto com meus pais, em tom sombrio, distante de minha cama. Assustei-me muito.

-«Digam o que acontece com meu menino, tem alguma coisa? É grave?»

Meu marido se aproximou de minha cama, e afogando um soluço, me disse: «Tem traços Down. Francisco tem síndrome de Down...». Surpreendentemente, não me senti triste, mas estava em choque: durante todo a gravidez nos disseram que o menino vinha perfeito. E no entanto, aqui estava Francisco, com sua síndrome e sua cardiopatia severa que tinha que operar em alguns meses. De repente, todos os projectos, ilusões e projetos que alguém gera quando espera  que nasça um filho se desmoronaram. Em minha cabeça passavam todos os tópicos recordáveis e em intervalos me invadiam ondas de medo, o medo que produz o monstro do desconhecimento.  Que vida levaria meu filho? Como seguiria adiante?  Quanto e como viveria? Como se educa uma criança com síndrome de Down? Pensei como são importantes   os pequenos detalhes e a longo prazo nas coisas de Deus: a  princípio,  não entende nada, mas quando, com o passar do tempo, contempla os traços da vida com perspectiva, tudo é coberto com uma nova luz. Rezei em silêncio: «Senhor, Tu nos destes, dá-nos agora forças para levá-lo adiante».

Hoje percebo  que a oração tinha que fazer seria outra: «Senhor, dá ao meu filho paciência para suportar  uns pais tão desajeitados, tão frouxinhos e tão ignorantes». Porque, afortunadamente, temos aprendido algo.

"Ensinou-nos a conjugar o verbo amar"
Francisco se  encarregou de demonstrar-nos que é um bebê que só   se distingue dos demais por um invisível cromossomo a mais. E não  deixou de dar-nos serenas lições de vida. Mesmo sabendo que isto  só começou, Francisco nos ensinou a não projetar além do maravilhoso dia a dia, a desfrutar muito mais das coisas pequenas, dos pequenos resultados conseguidos com um maior esforço, como quando tenta levantar a cabeça em uma simpática luta sem tréguas contra sua hipotonia muscular. Ensinou-nos a dar graças à vida, sem nos preocupar  mais que o justo pelo que possa ocorrer amanhã. E, o mais importante, nos  ensinou a conjugar o verbo amar e a desterrar o adjetivo perfeito em uma sociedade competitiva que tende a rechaçar os mais fracos.
 

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quinta-feira, 13 de março de 2014

Aparições da Virgem em Ruanda (1)"A Virgem ensinou: a importância do rosário, a oração sincera, penitência, amar, ter uma fé viva, conversão, sobretudo um chamado à reconciliação ".

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Aparições da Virgem em Ruanda (1)

Juan Garcia Inza -  1 dezembro 2013 - religionenlibertad.com

Na década de 80 do século XX a Virgem esteve muito ativa. Várias manifestações tiveram lugar nestes anos: Em Garabandal começaram as aparições no ano de 1961, também em Medjugorje, em Prado Novo (El Escorial), em Ruanda, etc., foram nesta década dos anos 80. Seguramente muitos leitores não conhecem bem as aparições tão importantes que tiveram lugar em Ruanda, e que foram aprovadas pela Hierarquia da Igreja. Oferecemos neste post um relato das mesmas que me chegou por e-mail de Jorge Abril.
Em Kibeho (Rwanda) a Virgem se apresentou na língua local convidando à conversão, à oração e ao jejum.
…VER VÍDEOS…

Em 19 de agosto de 1982, mostrou aos videntes terríveis batalhas, rios de sangue, e cadáveres semeados por toda a parte  como aviso do que sucederia e os ruandeses não se convertessem. Estas revelações foram documentadas anos antes do massacre.

Em 1994 aconteceu esse massacre onde morreram mais de um milhão de pessoas.

Em Kibeho (Ruanda), no início da década de 1980, a Virgem   apareceu a sete adolescentes: três delas internas em um pensionato regido pelas Irmãs Benebikira, em um meio pobre, e outras três camponesas e uma pastora.

Os videntes começaram a ter aparições de Jesus e Maria de forma independente,  formando um grupo a partir do passar do tempo e diante da direção que a própria Mãe Celestial lhes brindava.

Segundo o relato dos videntes, a Virgem se apresentou em língua local como «Nyina wa Jambo» -«Mãe do Verbo»-, convidando à conversão, à oração e ao jejum. Esta aparição também se conhece como Nossa Senhora das Dores.



SITUAÇÃO E MOMENTO HISTÓRICO DE RUANDA

Ruanda está situada no centro da África e é um dos países mais pobres do mundo, sendo sua economia essencialmente agrícola. A maior parte de seus habitantes são católicos, enquanto uma porcentagem de pessoas professam cultos africanos e uma minoria é muçulmana.

Por séculos, os Tutsis, gente de altíssima estatura, dominaram os Hutus, sendo as duas tribos predominantes em Ruanda. Uma guerra civil terminou com o domínio dos Tutsis em 1959 e muitos deles saíram exilados para outros lugares da África. Em 1963 os Tutsis exilados invadiram o país com um falso golpe de estado que terminou em uma terrível matança. As rivalidades entre os Hutus levaram a um golpe que levou  Juvenal Habyarimana, católico, à presidência, substituindo  Gregoire Kayibanda, que tinha governado por 11 anos.

Depois de uma invasão e outro golpe  dos Tutsis, se estabeleceu uma democracia multipartidária. Muitas lutas raciais levaram a um acordo de paz em 1993, entre o governo e os rebeldes da Frente Patriótica Ruandesa, liderada pelos Tutsis.

Quando a Virgem apareceu em Ruanda em 1981, a situação política era muito complexa e os conflitos étnicos pareciam aumentar, chegando a confrontos violentos entre as tribos dominantes.

Kibeho é uma população de 50.000 habitantes situada ao sul desse país próximo da fronteira com o Burundi.



A HISTÓRIA DAS APARIÇÕES

Em 28 de novembro de 1981, às 12:35 hs, no refeitório da escola de Kibeho, Alphonsine Mumureke (17 anos), ouviu uma voz que a chamava: “Minha filha”. Dirigiu-se até o corredor e viu  uma bela mulher. Descreveu-a assim: “Tinha um vestido branco sem costuras e na cabeça um véu também branco. Não saberia definir a cor de sua pele, mas era de uma beleza incomparável. Tinha as mãos juntas à altura do peito, com os dedos para o céu”.

A jovem lhe perguntou: “ Quem és?”. A resposta foi: “Eu sou a Mãe do Verbo”. E seguiu: “Venho para te tranquilizar  porque eu escutei tuas orações. Queria que tuas companheiras tivessem fé porque não creem com força suficiente”.

A experiência se repetiu no dia seguinte, domingo 29 de novembro, e durante o mês de dezembro, cada sábado, sempre no refeitório ou no pátio da escola.

A primeira reação dos professores e alunas foi de ceticismo. Ninguém acreditou. Suas companheiras afirmavam que a ouviam falar em outros idiomas como francês, inglês, kinyarwanda e outros, que não conheciam. Muitos a ridicularizavam. Porém pouco depois outras jovens afirmaram ter tido também aparições da Virgem Santíssima.

Segundo Alphonsine, “a Virgem veio a Kibeho para preparar a humanidade para a vinda de seu Filho”. Alphonsine continuou tendo aparições durante um período de vários anos e afirmava ter um segredo, confiado a ela pela Virgem, o qual não devia revelar até que Ela o indicasse.

A última aparição a Alphonsine teve lugar em 28 de novembro de 1989, há sete anos da primeira. Alphonsine foi filmada durante algumas aparições. Um doutor da comissão de investigação da Igreja examinou a jovem durante a aparição.

Em janeiro de 1982, foi Nathalie Mukamazimpaka, uma jovem de 18 anos, muito equilibrada e tranquila, que viu a Virgem, quase por 2 anos, até  3 de dezembro de 1983.

Em 2 de março de 1982 , Marie Claire Mukamgango, de 21 anos começa a ter aparições. Estas terminaram em 15 de setembro do mesmo ano. Havia expressado em diversas ocasiões que não acreditava nessas coisas. A Virgem lhe falou 18 vezes, sempre no colégio de Kibeho; e lhe encarregou da missão de difundir a devoção do Rosário das Sete Dores de Maria.

Mais tarde o número de videntes aumentou, chegando a ser sete. Outras três jovens e um jovem asseguravam receber aparições da Virgem Maria e de Jesus. Eles eram Stephanie Mukamurenzi, de 14 anos; Agnes Kamagaju, de 22, e Vestine Salima, também de 22 anos. Esta última era muçulmana, mas em 1983 recebeu o batismo. Ela foi a primeira que disse ter visto  Jesus em 13 de abril de 1982, que se apresentou como “o Pastor de toda a terra”.

Pouco depois, Segatashya (convertido depois com o nome de Emanuel), sem nenhum conhecimento da religião cristã, assegurou ter visto também  Cristo em julho de 1982. Depois das aparições se converteu tomando o nome de Emanuel.   Ensinou-lhe o Pai Nosso e o catecismo. Emanuel relata:“Eu não sabia nada da Igreja nem de Jesus. A primeira vez que entrei em uma igreja foi depois da aparição. Não sabia fazer o sinal da cruz, nem conhecia o significado da cruz que via na missão”. O Senhor lhe confiou depois uma missão evangelizadora que realizou, não sem dificuldades, nos países vizinhos. Expulso do Burundi, teve êxito no Zaire em 1986 e 1987, e evangeliza agora em seu próprio país.

AS MENSAGENS

A Virgem ensinou: a importância do rosário, a oração sincera, penitência, amar, ter uma fé viva, conversão, sobretudo um chamado à reconciliação. Também chamou para a renúncia do pecado. Lamentou-se da idolatria, irreverência, materialismo, hipocrisia, imoralidade sexual. E disse para deixar de ir por dois caminhos, é necessário seguir um só, que leva a Cristo.

Alphonsine disse que a Virgem veio para preparar a humanidade para a vinda de seu Filho:
“O mundo está chegando ao seu fim. O regresso de Jesus está muito próximo… A Rainha dos Anjos vem para aconselhar-nos a nos preparar para a vinda de seu Filho. Temos que sofrer com Jesus, rezar e sermos apóstolos para preparar-nos para sua vinda”.

Emanuel recebeu também advertências de nossa Mãe Celeste:
“Não têm muito tempo para se prepararem para o juízo final. Devem mudar suas vidas, renunciar ao pecado. Orem e preparem-se para sua própria morte e para o fim dos tempos. Devem se preparar, enquanto ainda resta  tempo. Aqueles que fazem o bem, irão ao Céu. Se fazem o mal, se condenarão a si mesmos sem oportunidade de apelação alguma. Não percam tempo e comecem agora mesmo a orar e fazer o bem. Não restam muito tempo, e Jesus está voltando”.

Jesus também disse a Emanuel:
“Muita gente trata  seu próximo desonestamente. O mundo está cheio de ódio. Vocês saberão que minha segunda vinda está perto quando virem o estouro de guerras religiosas. Então, saibam que eu estou a caminho”.

A Virgem Maria também disse aos videntes:
“Eu  venho para preparar  o caminho do Meu Filho, para vosso bem, e vocês não querem compreender. O tempo que resta é pouco, e vocês estão tão distraídos e ausentes. Estão concentrados nas cosas deste mundo, que são passageiras. Eu vi   muitos de meus filhos se perderem, e  venho para mostrar  o caminho verdadeiro”. 

Em 5 de agosto de 1982, Maria  disse a Natália:
“Eu falo mas  vocês não compreendem. Quero-os por de pé mas permanecem na terra. Chamo-vos mas estão surdos. Quando farão o que lhes peço? Permanecem indiferentes a todas as minhas reclamações. Mas quando entenderão? Quando se interessarão pelo que quero dizer a vocês? Dou-lhes muitos sinais mas seguem incrédulos.  Até quando seguirão surdos aos meus chamados? “.

A Maria Clara  disse:
“Quando me faço ver por alguém para lhe falar, o que quero é dirigir-me para todo o mundo. Se agora venho à paróquia de Kibeho, isso não significa que só  venha para Kibeho ou para a diocese de Butare ou quem sabe para Ruanda ou talvez para a África. Eu me dirijo a todo o mundo”.

Em outra ocasião  disse a mesma vidente:
“Peço-lhes o arrependimento. Se recitassem esta coroa (a das  sete dores) meditando, então teriam a força para arrepender-se. Hoje muitos não sabem mais pedir perdão. Esses colocam novamente  meu Filho na Cruz. Por isso Eu quis vir para recordar, sobretudo aqui em Ruanda, porque aqui há ainda pessoas humildes que não estão agarradas ao dinheiro e as riquezas”.

Na última aparição a Alphonsine, Maria lhe disse:
Para os jovens: “Diga-lhes que não destruam seu futuro com uma forma de vida equivocada, que pode ter um peso muito grande em seu futuro. Não percam o Céu pelo mundo. Tenham a força para lutar um bom combate. Deixem que os jovens que rezam com fervor o sigam fazendo e ignorem os que dizem que estão perdendo seu tempo. Aqueles que rezam terão sua recompensa. Orem, orem, orem… sigam o Evangelho de meu Filho”.

Às famílias: “Em momentos de dificuldades e grandes provas, recordem a Sagrada Família de Nazaré, que teve uma vida de dificuldades em meio de grande pobreza. Não esqueçam que Deus é mais poderoso que toda a maldade do mundo”.

Para aqueles que estão consagrados a Deus: “Suas vidas são muito importantes para Deus. Deverão permanecer fiéis aos seus votos. Os sacerdotes em particular,  devem  oferecer eles mesmos enquanto oferecem o santo sacrifício da missa”.

Para os que tem autoridade: “São chamados a servir. Se roubam o povo, arruínam o serviço ao qual foram chamados. Compartilhem, não assassinem, não persigam, respeitem os direitos do homem, porque se agem  contra os direitos do homem, não terão êxito e isto se voltará contra eles mesmos”.

Aos intelectuais: “Receberam o conhecimento para ajudar os outros a chegar à verdade, que é Deus. Professar o ateísmo insulta e ofende a Deus”.

(Continuará)

Juan Garcia Inza, é autor, editor e responsável pelo Blog 'Uma alma para o mundo', alojado no espaço da web de www.religionenlibertad.com



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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

«Os católicos são firmes em sua fé»: isso atraiu o jovem hindu Chhetri em se batizar no Nepal.

ReligionenLibertad.com

Uma minoria que cresce em um país hindu em 80% hinduísta..

«Os católicos são firmes em sua fé»: isso atraiu o jovem hindu Chhetri em se batizar  no Nepal.
«Los católicos son firmes en su fe»: eso atrajo al joven hindú Chhetri a bautizarse en Nepal

Catedral da Assunção em Katmandu - tem que se tirar os sapatos e se sentar  nas almofadas.


ReL / AsiaNews  - 26 fevereiro 2014 - religionenlibertad.com


Siddhanta Chhetri, de 25 anos, é estudante universitário no Nepal  e no dia 23 de fevereiro p.p recebeu sua primeira comunhão na catedral da Assunção em Katmandu.

Convertido ao catolicismo de   origem hinduísta, o jovem declarou à Ásia News que ir à igreja o ajuda a superar seus problemas, e que boa parte dos jovens no Nepal vivem um hinduísmo feito de práticas vazias, que não preenchem de verdade.

"Vejo milhares de jovens nepaleses, sobretudo de religião hinduísta, que vivem uma espiritualidade árida e estão confusos", explica Chhetri.

"Falta-lhes um  verdadeiro guia. Também eu tinha dúvidas sobre minha vida e minha carreira. Quando comecei a frequentar de modo regular a igreja, a falar com os sacerdotes e outros jovens católicos, fui encontrando meu caminho".

A experiência pessoal de Chhetri é que o hinduísmo consiste em boa parte em práticas de mera tradição, ou inclusive superstição, que levam  um deserto espiritual a muitos jovens.

"Isto levou  muitos garotos a cair na criminalidade ou no uso de drogas. O que eu aprendi da Igreja é que a espiritualidade é um grande instrumento para melhorar. Os católicos são pessoas satisfeitas porque são sólidos na fé em Jesus e vivem segundo a Palavra de Deus", explica o jovem.

Chhatri completou seu caminho de catecúmeno na catedral da Assunção. "Neste momento-comenta a AsiaNews, Bhim Rai, un catequista- estamos preparando mais de 20 pessoas".

O Padre  Richard Rai, um sacerdote da catedral, explica: "Nós servimos a qualquer pessoa que nos necessite. As pessoas vem   ver-nos para um conselho, e nós os escutamos e assistimos segundo nosso sentir. E muitos, católicos e não católicos, visitam nossa igreja. Muitos aprendem a viver em Cristo"


Uma Igreja que nasce do zero
Nepal, encaixado no Himalaia, entre a colossal China e a gigantesca Índia, conta com 30 milhões de habitantes,   80% são de religião hindu e  11 % budistas. Os cristãos são uma ínfima minoria.

Considera-se que em 1960 não viviam no país nem dez cristãos. Mesmo tendo chegado missionários católicos portugueses já   no século XVII, sempre foi difícil criar missões. De 1810 a 1950, enquanto o cristianismo se estendia na Índia e África, por exemplo, não houve no Nepal nem um clérigo cristão, nem um missionário estrangeiro.

Hoje, contam com seu próprio bispo, nativo nepalês, o Vigário Apostólico Antony Francis Sharma, que lidera as comunidades católicas: 8 paróquias e 36 igrejas não paroquiais. Estes Natais foram os terceiros celebrados publicamente: a Monarquia nepalesa, que caiu em 2006, restringia muitíssimo a liberdade religiosa e os sinais públicos cristãos.

“Mesmo sendo hindu, eu gosto da festa do Natal. Muitos de meus amigos são cristãos e agora se converteram em uma tradição para nós trocarmos bons desejos e presentes. E na noite de Natal, acendo velas e oro pela paz”, comentava para a agência Ásia News, Niru Chanda, uma jovem indiana de 19 anos.

Nestes anos desde que caiu a monarquia, os católicos passaram a ser de uns 4.000 a mais de 10.000. Mantém mais de 20 escolas e oferecem instrução a dezenas de milhares de refugiados chegados do Butão, de cultura budista.

O que cresce com grande velocidade são as comunidades protestantes, sobretudo pentecostais, que são mais ágeis (e às vezes mais superficiais) em seu trabalho missionário. Há quem fale de um total de 1 o 2 milhões de cristãos já no  país.
 

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Kim Yu-na, a rainha da patinação artística, foi cativada pela ternura de umas freiras: é católica desde 2008.

ReligionenLibertad.com

Usou música do argentino Piazzola como um sinal ao Papa?

A Kim Yu-na, la reina del patinaje, le cautivó la ternura de unas monjas: es católica desde 2008

Kim Yu-na, a rainha da patinação artística, foi cativada pela ternura de umas freiras: é católica desde 2008.
Kim Yu-na ganhou a medalha de prata  em Sochi, com música de Astor Piazzola...  um convite ao Papa?

P. J. Gines/ReL- 21 fevereiro 2014-religionenlibertad.com

Deus a fez para patinar: seus  treinadores perceberam quando ela tinha 5 anos e se focou no esporte com os melhores formadores. Aos 12 anos era a campeã absoluta de patinação artística em seu país.

Em 20 de fevereiro p.p, em Sochi obteve a medalha de prata, com a música de “Adios, Nonino”, do argentino Astor Piazzola. Eis seu currículo impressionante:

- Medalha de ouro ( recorde mundial) nos Jogos Olímpicos de Vancouver 2010
- Campeã do Mundo (2009, 2013)
- Campeã dos Quatro Continentes (2009)
- Campeã do Grand Prix (2006-2007, 2009)
- Campeã da Coreia do Sul (2003-2006, 2013, 2014)
- Sub-campeã do Mundo (2010,2011)
- Sub-campeã do Grand Prix (2008)
- Medalhista de bronze no Mundial (2007-2008)

E é rica. Segundo a revista Forbes, a sexta desportista melhor paga  da história, sobretudo depois de sua medalha de ouro dos jogos de inverno de Vancouver 2010. Kim Yu-na é um  dos rostos mais populares da Coreia, amada por seus compatriotas… e as marcas comerciais.

Se usa Dior, se esgota nas lojas
Depois  que  a câmera  a mostrou usando um batom de Dior enquanto esperava seu turno para patinar, o produto se esgotou, detalha a Forbes. Dior patrocinou então todos seus produtos de maquiagem. A tecnológica sul coreana Samsung Electronics é outra de suas patrocinadoras, entre muitas outras. Seu rosto na televisão é sucesso certo. Às vezes, também canta.

Agora, após sua prata em Sochi, “destronada” pela jovenzinha russa Adelina Sotnikova, parece que Kim Yu-na se retirará dos circuitos de competição, algo que já havia anunciado. Está há 11 anos ganhando prêmios e está no mais alto. Adiantou a agência Yonhap que tratará de se converter em membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

E sem dúvida seguirá sua tarefa filantrópica e solidária. Desde 2009  doou publicamente 1,7 milhões de dólares para obras de caridade, especialmente ajudas a esportistas jovens sem recursos, danificados por tragédias naturais na Ásia, crianças enfermas, etc… muitas vezes através da seção coreana da Unicef. Provavelmente doou também muito sem publicidade.

Quase 6 anos como católica
Em 2008 ela e sua mãe se batizaram como católicas. Na Coreia os católicos sã uns 10% da população, mas é o país do mundo com mais batismos de adultos (leia aqui porque), com uma igreja vibrante, jovem e entusiasta.

Se o Papa Francisco for à Coreia, existem rumores, sem dúvida se encontrará com Kim Yu-na. Talvez por isso escolheu a música do músico argentino para sua atuação em Sochi:  um convite ao Papa?

Assim  viram os telespectadores coreanos



Kim Yu-na, como tantos outros esportistas de elite neste turbilhão competitivo, levava uma vida bastante solitária, concentrada, com seu pai, sua irmã, e sobretudo sua mãe e seus médicos. O médico mais relevante em sua carreira era o doutor Cho, católico devoto, que atende muitos esportistas… e também atrai pacientes católicos. Então na clínica Kim encontrava com freiras católicas que a surpreendiam especialmente por sua simpatia e ternura, conforme detalhou o jornal “Christian Post”.

A Virgem da Medalha Milagrosa
Em 2006-2007, com uma hérnia de disco e más condições físicas, decidiu competir no Campeonato do Mundo. Uma das freiras a presenteou com  uma medalhinha da Virgem (a Medalha Milagrosa, popular desde o século XIX). Colocou a medalha na competição, ficou em terceiro lugar e bateu um récordr de pontos… tudo um êxito para uma contundida!

Quis  saber mais da fé, e a cativou se encontrar  com o amor gratuito, incondicional de Jesus e a Virgem, um amor que não se fixa em sucessos e medalhas nem em lesões ou incapacidades. Não necessitava ser campeã de nada para receber esse amor e ser transformada por ele!

O sacerdote que preparou a Kim Yu-na e  sua mãe para o batismo declarou que tinha se impressionado com a fome da jovem em conhecer mais e a alegria que encontrava na fé, e que absorvia cada ensinamento com um entusiasmo e pureza que a maravilhava.

Nome de cristã: Stella
Em maio de 2008 mãe e filha se batizaram. Ela tomou o nome de batismo de Stella, por causa dos nomes marianos: Stella Maris, Stella Matutina…


O cardeal de Seul, Nicholas Cheong Jin-suk, está encantado com a patinadora: “Stella Kim chegou ao coração de todos os coreanos e lhes deu muita felicidade porque  superou diversas dificuldades e deu o melhor de si mesma”, declarou após os jogos de Vancouver.



Ela se persigna antes de competir (no vídeo o vemos em competições de 2008 e posteriores), no geral já na pista durante os momentos de aquecimento. Em várias ocasiões se   viu os espectadores nos estádios fazê-lo, quase sem perceber, ao mesmo tempo que ela.

A competição da vida
Retirada da competição esportiva, fica a competição da vida. Tem muito claro -e lhe dá humildade- que em seu caso a ajudaram já desde menina: "Meus treinadores me disseram que meus músculos e a estrutura do corpo eram perfeitos para patinar. Nasci com um bom instrumento, talvez mais que o talento e tive sorte que meus treinadores notaram isso desde o princípio e me ajudaram a desenvolver todas as habilidades, muita gente não sabe que nascem dessa maneira".

Talvez por isso tem especial sensibilidade na ajuda às crianças. Em 2012, por exemplo, entregou quase 60.000 dólares para um programa dos salesianos (com uma rede forte na Coreia) que quer construir 100 escolas primárias no devastado Sudão do Sul. O padre Donatti, missionário salesiano famoso na Coreia, disse que a escola construída com a doação de Kim terá seu nome.



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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Os dez dias que viveu o bebê Zion comoveram o mundo e «os aproximaram do céu» para seus pais e irmãos. O pequeno os fez ver que somos de Deus e para Deus.

ReligionenLibertad.com

O pequeno os fez ver que somos de Deus e para Deus

Los diez días que vivió el bebé Zion conmueven al mundo y «acercan el cielo» a sus padres y hermanos

Os dez dias que viveu o bebê Zion comoveram o mundo e «os aproximaram do céu» para seus pais e irmãos


Os seis membros da família Blick celebraram cada dia da vida de seu menor membro.

C.L./ReL- 14 fevereiro 2014-religionenlibertad.com

Quando Robbyn estava de vinte semanas de gravidez, soube que a criança que carregava dentro de si tinha a síndrome de Edwards, também conhecida como trissomia 18, uma alteração cromossômica que produz graves problemas nos órgãos internos do feto. Se sobreviver ao parto, normalmente a criança morre dentro de seu primeiro mês de vida extra-uterina.

Ela e seu marido Josh Blick, pais de outros quatro filhos, não   duvidaram, apesar de que sugeriram que abortasse: "Nossa escolha é sempre a vida e lhe dar  uma oportunidade", afirmou a jovem. E assim nasceu Zion em 11 de janeiro deste ano, levando a alegria a este matrimônio de Illinois (Estados Unidos), onde ele é pastor da comunidade cristã de Alpine Chapel. Decidiram que cada dia dos que tivessem o pequeno em casa seria o absoluto protagonista de sua vida.

Cada minuto
Porque tinham prognosticado que morreria durante a gravidez, primeiro; durante o parto, depois; aos poucos minutos de nascer, quando nascesse. Mas o pequeno, que pesou 2,1 kg, resistia, e teve forças suficientes para conhecer o lar familiar durante uma semana. "Foi nossa maior alegria. Nossos filhos rezavam continuamente para que pudesse vir para casa", conta sua mãe: " Foram uma alegria e uma plenitude tão grandes!".

Desde que entrou pela porta gravaram em vídeo os melhores momentos da existência de Zion, sem saber quanto duraria. "Literalmente não o tirei dos braços em sete dias", disse Robbyn: "Foi querido e mimado cada segundo de sua vida".Deu-lhes tempo para celebrar com um bolo sua primeira semana. No nono dia teve alguns  problemas de respiração, que conseguiu superar.

Morte em paz
Mas no dia seguinte Deus o levou consigo após uma morte "em paz e perfeita" rodeado dos seus: "Está com Jesus, que é onde melhor pode estar", transmitiram os Blick aos seus quatro desconsolados pequenos.

O jovem casal preparou um vídeo e o colocou na Rede (ver abaixo), e se  converteu em viral, além de ser mostrado por televisões de todo o mundo.

http://videos.religionenlibertad.com/video/nmePtiRbeZ/Los-10-dias-que-vivio-Zion-regalo-de-Dios

Dão graças a Deus

"Meu doce e precioso Zion, você é meu presente", disse Robbyn nele: "Cada vez que respirava era um momento para respirar a beleza da perfeição de Deus. Cada batimento de seu coração era uma medida de amor. Quando escutou a voz de seu pai, olhou para ell. Beijei seu rosto um milhão de vezes, e queria ter podido beijar um milhão de vezes mais".

No vídeo também se escuta a voz de Josh: "Quero que saiba que não tem que ser grande ou alto nem gritar para nos chamar. Não teve que subir  em um púlpito nem escrever um livro para chamar nossa atenção. Simplesmente, fez. Fez  em seus dez dias sobre a terra mais do que jamais pude esperar. É a coisa mais difícil que  já vivi. Mas quero que saiba quanto orgulhoso  estou de você".

Os Blick dão graças a Deus por permitir que Zion tenha formado parte de suas vidas. E é também a mensagem que  querem transmitir: que essa vida que lhes propuseram suprimir tinha um sentido. "Ele fez o céu um pouquinho mais próximo de nosso coração", disseram ambos dirigindo-se ao Senhor: "Seu amor por ele nos recorda cada dia para que vivemos. Obrigada por compartilhar  Zion conosco".



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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A escritora Birgit Kelle denuncia a aliança das ideologias comunistas e capitalistas para debilitar as familias, a maternidade e a feminilidade.

ReligionenLibertad.com

Denuncia manobras tomadas de manuais comunistas clássicos


«Menina, abotoa a blusa»: a escritora Birgit Kelle é contra as mentiras do feminismo anti-família
«Chica, abróchate la blusa»: la escritora Birgit Kelle contra las mentiras del feminismo antifamilia

A escritora Birgit Kelle denuncia a aliança das ideologias comunistas e capitalistas para debilitar as familias, a maternidade e a feminilidade

Vito Punzi / Tempi.it-28 janeiro 2014-religionenlibertad.com

Birgit Kelle, nascida em 1975 e de origem romeno-germânica, se ganhou sem buscar  a vingança mediática europeia só  nos últimos meses, desde a publicação de seu livro, intitulado em sua edição italiana 'Allora chiuditi la camicetta. Un grido contro la follia dell’uguaglianza («Então abotoa a blusa. Um grito contra a loucura da igualdade»).

Birgit Kelle (www.birgit-kelle.de) trabalha faz anos como publicitária em jornais e revistas como Welt, Focus e Junge Freiheit, mas sua presença em debates públicos sobre temas relacionados com o papel da mulher, a família e a educação literalmente se duplicou.

O último teve lugar em 24 de janeiro em Siegen, organizado pela seção local da CDU, o partido cristão-democrata, onde Kelle se tem confrontado sobre o tema “Feminismo hoje” com Zana Ramadani, fundadora de “Femen Alemanha”, mas também membro do partido de Angela Merkel.

«Não necessitamos de um feminismo que represente só  os interesses de algumas mulheres que querem constantemente que me liberte contra minha vontade», disse Kelle sobre as Femen.

«Nós somos diferentes –  respondeu Ramadani –, somos auto-conscientes, caminhamos com a cabeça alta e o fazemos com o peito desnudo. É muito raro ver isto hoje, porque a sociedade prefere que  só  se vejam as mulherzinhas, não as mulheres fortes».



-"Abotoa a blusa"... Senhora Kelle, o que quer  dizer escolhendo o título de seu último livro?
-No ano passado, na Alemanha, houve nos meios de comunicação um debate muito duro sobre o que é sexismo e  o que não é. Este conceito pode ser definido só  pelas mulheres, os homens não têm mais nada que dizer sobre isto. Basta que um homem equivocado olhe de maneira equivocada, diga uma palavra equivocada no momento equivocado e imediatamente é chamado sexista.

»Contemporaneamente vivemos em uma sociedade “hiper-sexualizada”, na qual são precisamente as mulheres as que se apresentam voluntariamente em atitudes sedutoras e disponíveis. Atitudes que se consideram chique, esperando inclusive que as mulheres sejam assim.

»Pensei no título de meu livro quando li que a atriz americana Megan Fox, definida normalmente como sensual, em uma entrevista declarou que queria abandonar este estereótipo e que queria ser considerada uma atriz. Porém algumas semanas depois vi, no entanto, uma foto sua na capa de uma revista de glamour americana vestida só  com roupa interior e  disse a mim mesma: “Então, coloca a blusa se quer  que te vejam os olhos”.



»O que quero dizer com isto, é que é a mesma mulher a que deve refletir e perceber se ressalta a própria inteligência ou a própria aparência. Se uma mulher se apresenta semi-desnuda não deve se assustar  se a atenção do outro se concentra só  em suas qualidades físicas.

- Por que se enraivece a propósito do debate sobre o modelo de mulher dona de casa?
- Porque como donas de casa devemos justificar-nos continuamente e explicar porque escolhemos esta vida.   Definem-nos como não emancipadas, como “galinhas na cozinha”. E no entanto criamos  nossos filhos os quais, com seus trabalhos, farão pagamentos aos outros, enquanto nós não recebemos nenhum  pagamento. Assim não  pode continuar.

»Para a mulher devem existir diferentes oportunidades que sejam boas e justas. Mas o sistema econômico, a política, os meios de comunicação e sobretudo as feministas nos explicam continuamente como devemos mudar nossa vida. Todos querem libertar-nos, mas eu não quero ser libertada. Eu  gosto de minha vida. E ninguém faz política para um modelo de vida como nós queremos.

- Qual é a relação entre a política atual [se compreende que do anterior governo de Merkel, ndr] para os jardins de infância e a liberdade das mulheres, ou seja, das mães?
-A política para os jardins de infância foi vendida como apoio à “liberdade de escolha”, como liberdade para a mulher  poder exercer uma profissão, como liberdade de poder dispor  nossos filhos. Na realidade se trata de uma política decididamente unilateral que não tem em conta a liberdade de poder educar e acompanhar o crescimento dos próprios filhos.

»Portanto, se trata de uma grande mentira, porque na realidade   sempre as mulheres não têm uma possibilidade real de escolha: de fato, uma família que não pode viver com um só salário e recebe um subsídio para o jardim de infância e não um apoio econômico genérico não tem, efetivamente, nenhuma liberdade de escolha.

-A propósito do tema da mulher de carreira ou da mulher dona de casa, parece que existe uma coalizão entre a ideologia socialista e a capitalista: Qual é sua opinião a respeito?
-Também é surpreendente como se podem realizar estranhas alianças e como a história se repete. É útil se perguntar: por que escolher uma política familiar que impulsione as mulheres a ter o menor tempo possível para viver com seus filhos e estejam o quanto antes à disposição do mercado de trabalho?

»Isto leva à exploração: exploração das famílias, das mulheres e, sobretudo, das crianças. Em troca, o sistema econômico consegue um benefício. Portanto, voltam a ter um elevado conteúdo político as perguntas sobre quem deve educar os filhos e segundo quais critérios. E precisamente a respeito deste tema temos que dar-nos conta de como a história se repete.

»É um sinal distinto dos regimes totalitários se apoderar  das crianças e subtraí-los quanto antes possível da esfera de influência de seus pais. Temos aprendido nas ditaduras comunistas ou em qualquer outro tipo de regimes.



»Aconselho sempre que se leia “O ABC do comunismo” de Bujarin e Preobrazenskiy; mesmo  esta obra fazendo referência a  1920, os paralelos com a realidade de hoje são evidentes e terríveis.

»Uma citação: «À sociedade  pertence o mais original e fundamental direito à educação das  crianças. A partir deste ponto de vista as pretensões dos padres de apoiar, mediante a educação dada em casa, sua cegueira, não só  devem ser rechaçadas, mas que tem que ser objeto de escárnio… Por este motivo a educação social não é necessária só  por considerações pedagógicas; ela leva em si, de fato, enormes vantagens econômicas. Centenas, milhares, milhões de mães, graças à atuação da educação social, são liberadas para a produção e para o desenvolvimento de seu modelo cultural. São libertadas dessa economia doméstica que mata o espírito e desse infinito número de pequenos deveres que estão vinculados à educação familiar das crianças».

-Você nasceu na Romênia e  conheceu o realismo socialista.  Quais são as diferenças substanciais entre esse regime  e o democrático de seu atual país, Alemanha?  E o que considera que há em comum?
-A diferença substancial é a da liberdade de opinião. Em nossos países democráticos temos a possibilidade de dizer o que pensamos. Podemos comprometer-nos politicamente e podemos criticar o governo sem que nossa vida corra nenhum risco. Na Itália  levaram diante da justiça o ex-chefe de governo Berlusconi e isto em um país comunista é impensável. Portanto, esta liberdade há também que defendê-la.

»Possivelmente nas nações democráticas as pessoas correm o risco de se sentirem saciadas de liberdade. Possuem direitos que nem sequer utilizam. Não se comprometem politicamente e renunciam inclusive a ir votar. Sempre se reconhece o valor da liberdade só  quando se perde.

-Você escreveu: «Queremos mais assentamentos gauleses». O que quer dizer?
-Eu disse  a propósito das famílias. Na Alemanha se justifica  cada vez mais a generalizada educação em idade infantil em grupos e comunidades citando sempre um provérbio africano segundo o qual se necessita toda uma aldeia para educar uma criança. Querem nos convencer de que para dirigir um filho pela reta via da vida não bastam seus pais, mas  se necessita  toda a sociedade. Tomado isto de  um determinado ponto de vista pode ser justo, porque uma criança necessita muitos exemplos. Na Alemanha, no entanto, nos comportamos como se se pudesse prescindir dos pais, até dizer e crer, assim ao menos o sustentam alguns políticos, que o Estado é melhor que os pais para educar as crianças.



»Pois bem, com essa piada queria dizer que não necessitamos de aldeias africanas, mas mais assentamentos gauleses, como diz no  famoso comic de Asterix. Cada família deveria ser um núcleo, um ninho de resistência para nos defender   do ataque do Estado os nossos filhos. Como famílias devemos defender a liberdade de poder educar  nossos filhos até o ponto que consideramos justo.

-Você é católica.  Quanto de sua posição a respeito da família e a   educação depende desta pertença?
-Estas convicções as tinha antes de me converter  ao catolicismo. Converti-me há dois anos, mas faz pelo menos dez anos que escrevo contra uma política de  família que não compartilho. Em minha fé atual   me sinto confirmada como mulher e como mãe. A Igreja é a última instituição que me acolhe assim, tal como sou, que não tenta constantemente mudar meu ser mulher e não me obriga a me aventurar  por rotas vitais que não quero percorrer.

»Sou mulher e  gosto de ser mulher, com uma tipicidade só  minha. Deste modo sou também mãe e poder educar  meus filhos é para mim uma grande satisfação. A Igreja católica me diz: está  no bom caminho. E isto me faz mais forte.



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