Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

«O demônio quer sangue de inocentes, quer violência e medo», fala o exorcista chileno Luis Escobar Torrealba.

infocatolica.com

ESTRUTURAS SOCIAIS DA MORTE


«O demônio quer sangue de inocentes, quer violência e medo», fala o exorcista chileno Luis Escobar Torrealba

Ir a supostos bruxos ou bruxas e à prática de ritos esotéricos são condutas que estão aumentando na América Latina, com consequências nefastas e mortais em alguns casos. A superstição, a sugestão, o medo e a ignorância tem um papel essencial nesta tendência que muitos meios de comunicação difundem com morbidez ou oferecem na  seção de classificados.
13/10/14

(Portaluz/InfoCatólica)

«A confusão, necessidades e ignorância é aproveitada pelos promotores desta nova corrente eclética para tirar suculentas ganâncias em detrimento dos bolsinhos de seus ingênuos clientes», fala o sacerdote chileno Luis Escobar Torrealba.


Escobar, exorcista da diocese de Rancagua no Chile, agrega que as pessoas acostumadas ao consumismo e satisfação imediata de suas necessidades buscam nos bruxos e magias soluções rápidas.

« Trata-se de não fazer outro esforço que não seja usar o dinheiro para… separar ou unir casais, amarrar o amor, comprar a boa sorte, curar-se sem ir ao médico, anular inimigos, encontrar trabalho, afastar as más vibrações, etc. Existe para tudo e é impressionante como inclusive cristãos dão as costas ao evangelho caindo na idolatria construindo  um deus a sua medida».

O sacerdote Escobar, por causa de seu trabalho, tem informação de primeira fonte sobre as consequências que estes atos acarretam para as pessoas e recordou que em dias recentes em sua região uma menina de sete anos «faleceu vítima de um ritual com características esotéricas impulsionado pela superstição, pela sugestão, o medo e a ignorância» (clique para ler a notícia).

Quantos casos mais ocorrem diariamente, que permanecem impunes?, se pergunta o sacerdote, e cita entre as possibilidades: «Consagração de bebês ao demônio. Bruxos que entregam  seus parentes ao inimigo para fazê-los herdar seus poderes. Sacrifícios humanos que ficam na escuridão… estruturas sociais de morte que surgem como espelhismos de bem estar em um mundo que se submerge nas trevas do erro».
Video muestra un exorcismo por dentro

Neste contexto do diálogo, Portaluz perguntou também ao Padre Escobar…

Como sugere prevenir estes riscos que mostra?

Jesus é o sol que vem do alto para iluminar os que vivem nas trevas e sombras de morte. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, quem o vê,    vê ao Padre, quem vai pela mão  de Cristo não se confunde, mas  sara e é libertado até da  morte.
Algum conselho prático para enfrentar o esotérico?

Hoje urge com mais força anunciar o Evangelho, para que quem   perdeu a esperança a recupere, os que estão enfermos se curem e os oprimidos sejam libertados. A superstição é um pecado e com ela abrimos a porta ao inimigo em nossa vida e nos fazemos escravos do medo e de quem administra as fontes que alimentam a idolatria da criatura.

Um cristão ama e o amor é o único antídoto contra Satanás, não o suporta.

Aquele que  ama nunca   fará dano ao outro, sempre buscará defender a vida, e procurará salvar no amor ao outro, porque Deus é amor. Enquanto que a superstição nos faz perder o essencial da vida: o gozo de vivê-la e também nos torna cegos diante da beleza de Deus que se manifesta no cotidiano da existência.

Quem ganha com a ação de bruxos e esotéricos?
O demônio quer sangue de inocentes, quer violência e medo…

É uma urgência eclesial enfrentar esta realidade?

Como Igreja temos a responsabilidade de dispor tudo de bom para estes novos paralíticos, cegos e leprosos que necessitam ser curados por Jesus; necessitamos a fé da mulher cananeia que cruza fronteiras para chegar a rogar por sua filha, aquela que não teme se arriscar  socialmente para estar na presença do Senhor, aquela que não teme a desqualificação social por aproximar-se de Cristo, pois ela sabe que é o único que pode curar  sua filha.

Uma Igreja que cruza fronteiras, que não tema a desqualificação social que faz o mundo, uma igreja que não  teme nem o poder político, uma igreja que não   teme a morte nem a perseguição porque se sente amada… Uma igreja que não teme perder postos de privilégio por salvar  seus filhos e filhas. Todos batizados são a Igreja e a todos nos toca renovar-nos e ser daqueles que se amam e que dão uma boa notícia ao mundo e que por essa notícia e por essa experiência, se convertem. Bendito o homem que confia no Senhor e põe sua confiança n'Ele. Será como uma árvore plantada junto à água, que estende suas raízes para a corrente; não teme que chegue o calor, e suas folhas estão sempre verdes.

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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Era ácido e insultante, desprezava a fé de sua esposa... mas um homem o abraçou e mudou sua vida

religionenlibertad.com

Renê Araya foi a um encontro convidado por um amigo.
Era ácido e insultante, despreciaba la fe de su esposa... pero un hombre le abrazó y cambió su vida
Era ácido e insultante, desprezava a fé de sua esposa... mas um homem o abraçou e mudou sua vida


Às vezes um abraço pode expressar mais sobre Deus e o amor que mil explicações teológicas, e assim mudar corações

Portaluz/ReL- 29 agosto 2014 -religionenlibertad.com

Grosserias e uma linguagem ambígua eram parte da violência cotidiana com  que o chileno Renê Araya estabelecia uma errática e agressiva comunicação com sua esposa Marcela.

O projeto matrimonial e da família com Marcela  ficava para ele cada vez mais alheio. Nesse mar de confusão e compulsões transcorria sua vida.

Cresceu sem referências, buscou na New Age
Renê cresceu sem referências que calçassem ou nutrissem sua fé. Foram então  os livros de metafísica e algumas ideias da New Age, “como o crer que Deus era energia”, as únicas bases de uma tíbia busca espiritual que tampouco era para ele uma questão significativa.

E  mais, Renê se sentia sempre “impulsionado por  algo que batia em meu interior ao ponto de ser um jovem complicado, com mal gênio, violento, eu era desagradável”.

Desfrutava inclusive, recorda, quando se burlava das expressões de piedade das pessoas.

Uma esposa firme na oração e louvor
Marcela, a esposa, se refugiava pacientemente na oração. Ela desde jovem participava na pastoral de sua paróquia e ao se casar  com Renê um de seus momentos de maior felicidade e consolo era participar de um grupo de louvor ao Espírito Santo.

Se algo tinha claro esta esposa é que não renunciaria à esperança de que seu esposo, algum dia, se convertesse.

No entanto, só a ideia de ter que ir com sua esposa à uma missa, causava uma explícita reação de compulsivo rechaço em Renê.

“Recordo que às vezes  dizia para ela: «Como você pode ficar na catequese!»… mas usando palavras violentas, grosseiras. Minha esposa formou então um grupo de oração, regressava feliz e eu a recebia muito mal. Inclusive  tentei forçá-la para que deixasse de ir à missa!”.

Por causa de um amigo, aceitou ir a um encontro especial
Mesmo não dobrando seus joelhos diante de nada nem ninguém, comentou Renê, talvez porque  um amigo também recebesse o mesmo convite, aceitou ir a um Encontro de Pais no Espírito (EPE)… sem ter muita noção do que se tratasse aquilo.



“Tinha mais de 30 anos nesse ano de 1993 quando vivi aquela experiência onde o Senhor, durante o retiro, se pronunciou sutilmente… pura misericórdia de Deus. Como Ele sabia que eu era exigente, raivoso –que inclusive falava com duplo sentido, com muitos palavrões e tratando violentamente as pessoas-, se valeu de muitas pessoas para ser conquistado”, recorda, hoje sereno e emocionado.

Era Pentecostes e as recordações daquela jornada são intensas na  memória de Renê: “Se até houve um casamento! Se falava do amor. Inclusive houve um homem que me abraçou, me tomou de repente, e me disse: «Eu te amo tal como você é». Nesse instante caí de joelhos e entendi... O Senhor foi sábio”.

O retiro foi o ponto de partida para uma série de acontecimentos que lentamente curaram Renê.

Entre eles, veio depois um encontro da Renovação Carismática Católica onde “vi que Deus estava vivo, não era uma história; vi autênticos milagres nas pessoas… o perdão, a cura espiritual e física”, proclama este convertido à fé.



Deixar de fumar, mudar de hábitos
E como na Sagrada Escritura se narra, também ele, que muito tinha recebido, aprendeu de igual forma a testemunhar… “Antes fumava muito, duas carteiras de cigarros ao dia. Recordo que em um retiro, um sacerdote nos disse que se queríamos deixar nossos vícios nos decidíssemos nesse instante e que o Senhor nos ia   curar. E eu fiquei pensando. Nesse instante orei: «Senhor, eu   tentado  deixar de fumar por muitos anos, mas não pude… te entrego meus cigarros». Nesse momento não os joguei fora, passou pouco mais de um mês e então de improviso peguei os cigarros de meu bolso, busquei os que estavam no aparador de minha casa e os pus  no lixo. A partir desse dia, prometi deixar de fumar”.

Renê recorda este passo a passo onde foi morrendo o “homem velho”, curando, libertando. Para ele compartilhar seu testemunho é gratidão com Deus… “Porque, quando Deus passou a estar em primeiro lugar, sobre todas as coisas, eu me enamorei completamente de minha esposa. É belo! porque quando dou a prioridade a Deus, transborda o amor”.

Com Marcela completou 28 anos de casamento, têm duas filhas e faz algum tempo é monitor dos Encontros de Pais no Espírito (EPE), os mesmos que iniciaram sua conversão.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A morte sempre foi um mistério enraizado na existência do homem, um tema obscuro, doloroso e muitas vezes evitado por nossa cultura, porque compreendemos a morte como sinônimo do final.

 As Almas do Purgatório



As Almas do Purgatório, longe de ser esses fantasmas horríveis e vingativos que durante muito tempo nos vendeu a televisão e a crença popular, são muito pelo contrário, o fruto da Misericórdia infinita que nosso Deus tem para nós, sua criação, muitas vezes ingratos e maus para com nosso Deus.

A morte sempre foi um mistério enraizado na existência do homem, um tema obscuro, doloroso e muitas vezes evitado por nossa cultura, porque compreendemos a morte como sinônimo do final.

Numerosas crenças falam de diferentes destinos da alma, depois  que esta deixa o corpo da pessoa falecida, mas para nós cristãos, a morte simplesmente é a passagem para a “verdadeira vida”, a “vida eterna”.

É por isso que na nossa Fé, se conhece o destino da alma depois da morte, que longe de ficar vagando em um espaço indefinido ou simplesmente morrer com o corpo, é reclamada por nosso Senhor, pelo preço que pagou na Cruz, para participar com Ele, da felicidade verdadeira que pressupõe  compartilhar a vida eterna no paraíso, contemplando para sempre a Face de Deus.

A alma do cristão está convidada desde o batismo a participar do Céu, para converter-se em um “Santo de Deus”, para gozar, degustar, amar, sentir e experimentar o verdadeiro amor que é Deus   co  todo seu séquito celestial. Mas é aqui que, Deus nosso Senhor, respeitando nossa liberdade não forçará  nossa alma a segui-lo ao Céu, mas nos deixará  escolher o destino da nossa eternidade. E nesta escolha só existem dois caminhos: o Céu e o Inferno.

Pensando ligeiramente nos perguntamos,  quem poderia escolher o Inferno? Porém mesmo que pareça mentira são muitos os que escolhem este caminho.

É porque o ódio, a inveja, a devassidão, a libertinagem, a falta de amor ao próximo, a vida tíbia e desinteressada pelas coisas de Deus tornam que já em vida façamos uma plena recusa de Deus, assumidos no pecado e sem que isto nos importe demasiado estamos fazendo uma aceitação implícita do que Satanás oferece.

É por isso que chegado o momento depois da morte, nosso próprio estado de iniquidade e pecado nos pode levar a escolher como em vida um caminho equivocado…

No entanto, ali é onde começa a desempenhar mais plenamente a Misericórdia de Deus, como resposta a um arrependimento sincero e um desejo total de estar com Ele. O Purgatório, nos ajudará a queimar, todos os vestígios do pecado que nossa alma carrega em sua viagem ao céu, para assim apresentar-nos diante de nosso Senhor, limpos, puros, totalmente livres de toda atadura.

NT: 'Rezemos com grande compaixão para as pessoas que morreram, começando pelos nossos queridos familiares, por nossos conhecidos, pelos que vemos todos os dias nos noticiários, pelos que morrem repentinamente.'
'Um grande ato de amor e caridade é rezarmos com grande amor e misericórdia pelos defuntos. Deus está no não tempo, portanto se rezamos por uma pessoa falecida valerá pelo tempo que viveu, isso dizia um padre muito santo que quando criança dava aulas de catequese no colégio da cidade em que morava. Sempre é tempo, especialmente pelos suicidas.'



Fonte: jesustebusca.com.ar 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O escritor Paulo Coelho é um autor católico como ele disse ser ou um promotor da Nova Era?

ReligionenLibertad.com

O autor de "O Alquimista, o escritor Paulo Coelho é um autor católico como ele disse ser  ou um promotor da Nova Era?


Luis Santamaria/Aleteia- 27 julho 2014 - religionenlibertad.com  

O brasileiro Paulo Coelho (Rio de Janeiro, 1947) é um dos escritores mais traduzidos e lidos na atualidade, além de ser uma referência espiritual para muitas pessoas. Confessa-se cristão e disse ler constantemente a Bíblia (que cita em seus livros), além de ter estudado em um colégio jesuíta, viaja a Lourdes com frequência e afirma que o Caminho de Santiago mudou sua vida, pelo qual muitos leitores assumem que, ao lê-lo, se encontram com uma cosmovisão e uma espiritualidade totalmente compatíveis com o cristianismo. 

No entanto, um olhar para sua pessoa e  sua obra revela que estamos diante de um dos maiores difusores contemporâneos da Nova Era, com claras raízes no ocultismo.

Um personagem de extremos cativado pelo ocultismo
Mesmo que existam algumas biografias de Paulo Coelho, nos acercaremos por suas próprias palavras para repassar sua imagem   e ver o que há por detrás de seu pensamento, sua espiritualidade e seus escritos. Em 1999 o jornalista espanhol Juan Arias publicou 'As confissões do peregrino', um livro-entrevista, como resultado de longas conversas com Coelho, repassou a vida inteira do escritor, sem deixar de lado os detalhes mais escuros e escabrosos.

Perda da fé, comunista, hippie e drogas
Nascido em 1947, estudou em um colégio de   jesuítas no qual disse ter perdido a fé. Inconformista por natureza, aderiu às doutrinas marxistas, e daí passou ao movimento hippie, que se converteu em sua nova família. Nestos momentos entrou  fundo no mundo da droga e do sexo. 

Entrar em uma seita ocultista...

Depois começou sua busca mística, se interessou pelo orientalismo e inclusive caiu nas seitas. Até que “meu caráter extremista me levou a buscar algo mais forte, o que estava à esquerda da esquerda da busca espiritual”. Incorporou-se à sociedade secreta más “difícil” que encontrou e se aproximou da figura do importante ocultista Aleister Crowley. Após dois anos naquela seita, teve uma experiência forte da presença do Mal em sua casa, e pensou que fosse morrer, mas, depois de encontrar um versículo bíblico que o inspirou, deixou o ocultismo.

... e passou ao grupo esotérico da Ordem RAM
Mais adiante, com 34 anos, visitou o campo de concentração de Dachau, onde teve uma experiência espiritual muito profunda que o marcou, uma espécie de iluminação. Foi então quando entrou em um grupo esotérico, a Ordem RAM.  Em que consiste? Segundo ele, “se trata de uma ordem fundada há mais de cinco séculos, dentro da Igreja católica. Nela se transmite uma linguagem simbólica, através de uma tradição mais  oral. Mas não é nada secreto. O RAM é mais uma prática do sagrado que uma teoria do mesmo. Por isso somos um grupo muito pequeno. De fato, sigo tendo só  quatro discípulos”. Depois fez o Caminho de Santiago, experiência que marcou sua vida e o confirmou como católico convencido, segundo ele (e que explicou mais adiante).

Da alquimia vivida à novela 'O Alquimista'

Sem dúvida alguma, o texto que  consagrou  Coelho como referência literária e espiritual mundial foi sua novela 'O Alquimista'.

O jesuíta Fernando Castelli, crítico cultural, afirma que “mais que uma novela, é uma fábula sapiencial, a história de uma iniciação”. Além disso, acrescenta, “é um carrossel de ideias esotéricas” que destaca por seu vago misticismo e inclusive panteísmo (no fundo, toda a realidade é divina, se identifica com Deus), e que não deixa de ser “uma mensagem de salvação  ou de caráter ético-religioso”.

O autor enche o texto com citações de sabedoria e até da Sagrada Escritura. Observam alguns lugares comuns da Nova Era: toda a realidade é uma coisa só, e o universo funciona, assim, harmonicamente; há uma “Alma do Mundo”, que torna possível o movimento e a vida; há um saber que  abarca tudo –presente, passado e futuro–, que pode ser adquirido através da iniciação e que nos dá suas pistas em forma de intuições; a morte não existe como tal, já que não  deixa de existir, mas o indivíduo se submerge no coletivo, mudando só  sua forma de ser. 

Em busca da Pedra Filosofal

Respondendo ao seu título, a novela se centra no mundo da alquimia, que não é outra coisa que a clássica busca da Pedra Filosofal (capaz de converter os metais em ouro) e do Elixir da Longa Vida. Um sinônimo desta empresa alquímica é um conceito que Paulo Coelho repete em outros livros: “a Grande Obra”. 

Para cada pessoa, se trata da auto-realização e a felicidade, uma meta que no autor recebe o atrativo nome de “Lenda Pessoal”, e que pode conhecer-se através dos desejos e sonhos da juventude, quando a pessoa não se  corrompeu pelo materialismo do mundo. Por isso é fundamental escutar o próprio coração: “escuta  teu coração. Ele  conhece tudo, porque provém da Alma do Mundo, e um dia retornará a ela”.

Todos somos Deus...

No final, a redação de Coelho leva a identificar a pessoa com a Divindade, quando se  realizou a Grande Obra: “e o rapaz se submergiu na Alma do Mundo e viu que a Alma do Mundo era parte da Alma de Deus, e viu que a Alma de Deus era sua própria alma. E que podia, portanto, realizar milagres”. 

Como disse Castelli, no escritor brasileiro “a ordem da graça é substituída pela ordem da natureza, uma natureza que tem em si mesma a capacidade de se divinizar”.

Um Caminho de Santiago manipulado

Em sua primeira obra abordou o Caminho de Santiago: Diário de um mago. Depois, sobretudo na Espanha, acrescentou o sub-título 'O peregrino de Compostela'. 

Trata-se de uma novela de estilo autobiográfico, onde narra como, quando vai  receber a espada de mago como momento culminante de sua iniciação esotérica na Ordem RAM, convertendo-se assim em Mestre, se vê privado dela e é enviado por seus superiores ao Caminho de Santiago para encontrá-la ali, se tornando  digno de possuí-la, e só realizando esta peregrinação interior poderá converter-se em mago, sua máxima aspiração. Para isso conta com a ajuda de Petrus, seu guia no Caminho, que cumpre a função de mestre ou iniciado que o acompanha e instrui.
El escritor Paulo Coelho es un autor católico como él dice ser ¿o un promotor de la Nueva Era?
Paulo Coelho 
Mistura de esoterismo com cristianismo

Com esse jogo típico da narrativa esotérica contemporânea apresenta ao leitor como reais, fatos bastante inverossímeis ou, ao menos, muito difíceis de comprovar, mesmo estando geográfica e cronologicamente localizados (trajetória do Caminho francês, ano de 1986). 

Encontramos também ecos de  chamanismo, ao comparar sua experiência com a de Carlos Castanheda em sua relação com o misterioso personagem do mestre indígena Don Juan. E tudo isso mesclado com elementos cristãos, ao introduzir momentos de oração e referências bíblicas. Relata uma cerimônia templária no castelo de Ponferrada, e no final encontra sua espada em 'O Cebreiro'.

Coelho resume assim o ensinamento que ele mesmo  achou em sua peregrinação jacobina: “o extraordinário reside no Caminho das Pessoas Comuns”, uma compreensão “que agora trato de compartilhar com outros”. Encontramos, pois, um empenho em popularizar o esotérico, subtraindo-o do âmbito  inicial e oferecendo-o ao resto dos mortais em um impulso prometeico. 

As práticas RAM...
No Caminho, Paulo Coelho se encontra com anjos e demônios, é testemunha de milagres, luta contra seus impulsos internos… e seu mestre, Petrus, lhe vai ensinando alguns rituais r exercícios conhecidos como “as práticas do RAM”, que aparecem soltas ao longo do livro, se intercalando  no texto, até o número de onze. São os exercícios que levam ao verdadeiro Conhecimento e que o autor compartilha com seus leitores para favorecer o crescimento espiritual.

Para que nós tenhamos uma ideia de como entende o autor a peregrinação, observemos o que lhe disse supostamente um monge   que conheceu em Roncesvalles: “a Rota Jacobina é só  um dos quatro caminhos. É o Caminho da Espada. Pode trazer  Poder, mas não é suficiente”. Para sua pergunta pelos outros caminhos, o padre Jorge afirma: “Conhece  pelo menos dois. O Caminho de Jerusalém, que é o Caminho de Copas ou do Graal, te dará a capacidade de fazer milagres; e o Caminho de Roma ou Caminho de Bastos, que te permite a comunicação com outros mundos”. 

Contatar com o demônio pessoal...
Durante sua peregrinação, Paulo foi instruído em como contatar com seu demônio pessoal ( que chama Mensageiro) e entabular o Bom Combate, para  achar o Ágape. Como pode se ver,  emprega uma linguagem de cunho cristão mas  reinterpreta simbolicamente e no marco conceitual do esoterismo, posto que se repetem constantemente as alusões à Grande Obra e à Tradição (termos alquímicos, como vimos antes).

Seus conceitos de Deus são:  católicos ou mágicos?
Coelho afirma ser um mago, “mas como  são todos os que sabem ler a linguagem oculta das coisas em busca de seu destino pessoal”. 

Tem uma visão negativa das religiões, porque, disse, “quando alguém vem e te diz: Deus é isso, é aquilo, meu Deus é mais forte que o teu. Então começam as guerras. A única maneira de escapar disso é entender que a busca da espiritualidade é uma responsabilidade pessoal que não pode transferir nem encomendar aos outros”. 

Para ele, no fundo, a religião é estarmos unidos uns aos outros adorando, não importa como. Seu relativismo doutrinal fica patente quando, depois de reconhecer que aceita sem problemas os dogmas da fé católica, afirma que “todas as religiões tem seus dogmas, que são paradigmas do mistério mais profundo e misterioso”.

Coelho, é católico ou esotérico?
É católico Paulo Coelho? Como vimos, ele se declara assim. Quando dá detalhes, afirma que o catolicismo “está em minhas raízes culturais, em meu sangue”. Frente a possibilidade do ateísmo, o brasileiro escolheu esta fé “como a forma de comungar com o mistério, com outras pessoas que creem como eu. E isso não tem nada a ver com o sacerdote que celebra a missa. O dogma é algo que está mais além dos ritos, a busca do mistério é uma busca de grande liberdade”. 

Daí, a crítica para o religioso institucionalizado. Quando o jornalista Arias lhe pergunta: “Crê que toda busca espiritual necessita de uma Igreja instituída?”  Coelho responde: “Não. Ao contrário, precisa estar muito atento quando entra  em uma igreja para que não tentem substituir  a tua responsabilidade”. Para ele, Deus “é uma experiência de fé. E nada mais… não existe um Deus na medida de todos, porque é algo muito pessoal”.

Espiritualidade, sim, mas… assim?
O teólogo da libertação Leonardo Boff disse ter defendido sempre   Paulo Coelho porque, nas palavras de Juan Arias, “considera que   num mundo tão distraído e frio ele desperta com seus livros o amor pelo mistério e pelo espírito”. 

O estilo direto, simples e cativante do autor faz de seus livros uma leitura fácil e agradável, para o consumo das massas. Além disso, como ele mesmo reconhece, não se trata de simples literatura fantástica: “a maioria de meus livros, mesmo sendo narrações literárias, não são ficção. São coisas verdadeiras que eu  vivi”.  Apresenta-se como um mestre de sabedoria, de um saber acessível ao grande público, e com fórmulas para ser feliz de uma forma muito simples.

Na esteira da Nova Era
Não só  estamos diante de um hábil escritor que tem sabido aproveitar a sede espiritual de muitas pessoas para fazer o marketing de seus livros. Suas raízes ocultistas e as linhas principais de suas obras o situam diretamente na esteira da Nova Era. 

No final, a salvação se encontra no próprio indivíduo, no próprio ser humano, que descobre sua própria divindade e não necessita nem da Igreja, nem religião alguma, nem salvador… nem Deus. Por isso, conclui o jesuíta Fernando Castelli, “sua mensagem é ingênua e perigosa”.

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

8 idéias de Chesterton e os distributistas contra a política partidária, para regenerar a democracia.

ReligionenLibertad.com 

Por exemplo, julgar quem não cumprir promessas eleitorais.

8 idéias  de Chesterton e os distributistas contra a política partidária, para regenerar a democracia.

8 ideas de Chesterton y los distributistas contra la partitocracia, para regenerar la democracia
Chesterton em Brighton em 1935 - seguindo  Leão XIII, os distributistas buscavam um sistema alternativo ao comunismo e ao capitalismo e seus abusos

Ignacio Perez Tormo/Aleteia.org- 1 julho 2014-religionenlibertad.com  

Em 1891, o Papa Leão XIII proclamou a Encíclica Rerum Novarum, a qual condenava os dois únicos sistemas econômicos conhecidos no Ocidente desde a Idade Média, o Capitalismo e o Comunismo. 

Em 1926, com o fim de propor uma terceira alternativa de acordo com as diretrizes sociais da Igreja, G. K. Chesterton e Hilaire Belloc, em união com a revista G.K.’s Weekly fundaram em Londres a Liga Distributista. 

George Bernard Shaw, Hilaire Belloc e GK Chesterton.

O modelo consiste em criar pequenas comunidades de proprietários. Nele, rege o princípio de subsidiariedade, ou seja, a máxima participação dos cidadãos e a mínima intervenção do Estado. 

O objeto deste artigo é dar uma resposta às questões feitas pelo Observatório Internacional Cardeal Van Thuan sobre se a doutrina distributista é aplicável ao problema atual da política partidária.

O envelhecimento dos partidos políticos
Começou a se  chamar “política partidária” à burocratização do sistema de partidos políticos. Belloc e Cecil Chesterterton, irmão do conhecido Gilbert K., em 'The party system' (1911) descrevem os fenômenos que observam entre os parlamentares em tempos de crise. As instituições públicas não funcionam. As campanhas eleitorais são caras e não servem para formar a vontade do eleitor. A corrupção da classe política se converte em hábito.

A burocratização dos partidos políticos implica uma desaceleração dos reflexos,  que impede tomar decisões com agilidade. Está, portanto, relacionado com o envelhecimento das sociedades, as quais precisam renova-se. No entanto, há soluções. Uma visão histórica transversal, Chesterton, Belloc e outros distributistas, no-las oferecem.

Belloc e Chesterton
1. As comunidades hão de ter um tamanho reduzido
Cada comunidade de pessoas deve ter uma “medida humana”. A família é o arquétipo da medida humana. Uma sociedade que não se pode contar em número de famílias não é feita na medida do ser humano.

2. O pacto pela verdade
Quando os hábitos da corrupção se  arraigaram e se  converteram em  costume nacional, é difícil de eliminá-lo. Previamente para aplicar o sistema distributista, é necessário um “pacto pela verdade” de toda a comunidade em que se leve os parlamentares inoperantes ao ridículo social. Não será agradável, mas “todo câncer precisa de uma cirurgia”, disse Belloc.

3. Por os corruptos diante dos Tribunais
Observa Chesterton, em 'Os limites da prudência (1926), que quando dizemos que a Justiça deve agir contra um político ou um banqueiro, geralmente aprovamos rindo. Esse riso significa que não   contemplamos a medida como possibilidade real.

O sentido comum indica que não há nenhuma força superior em nenhum povo que impeça levar um corrupto para prisão. É preciso que a Polícia investigue a sério. É habitual que os Agentes descubram antes  um vagabundo que  maltratou  seu cão ou que  feriu os sentimentos de seu papagaio, que  Rockefeller querendo perpetrar um trust do petróleo, mesmo encontrando uma mancha de graxa na toalha.

4. O executivo não pode dissolver-se antes de que expire seu mandato.
As campanhas eleitorais são caras e incômodas. O Governo que ficar em minoria, deverá submeter-se à nova maioria, realizando inclusive as políticas de seu adversário, até que termine a legislatura.

5. Eliminam-se os fundos à disposição do executivo excluídos do controle do Parlamento 
A pergunta é:  Que faria uma pessoa com a chave de uma caixa forte  que depois não tem que dar contas  a ninguém? Essa é a questão deste tipo de fundos. Deverá levantar-se a isenção de seu controle ao Parlamento. É tanto como por uma nova fechadura na caixa.

6.Os cidadãos podem levar  um representante diante de um Tribunal por não cumprimento de promessas eleitorais 
Hão de se habilitar leis com este fim. Para ganhar em juízo, deve assistir-nos a razão legal. Não basta com a razão moral. Hoje, a razão legal e a moral não tem porque coincidir, podem ser distintas.  Oxalá chegue o dia em que a cada razão moral, lhe corresponda uma razão legal!

7. A volta da Europa à Fé
Como ensinava Frei Vincent McNabb, o pai espiritual do Distributismo, em sua Carta aberta a um jovem distributista: “Se ainda não  se sentiu chamado ao estado de votos matrimoniais, escolhe outros votos – em  que o misticismo e o ceticismo  tem demostrado que por si só podem redimir a Economia”. McNabb é consciente de que os modelos sociais estão sujeitos na Terra à Lei universal do tempo, porque falham ou falecem. McNabb põe mais alto a felicidade de seu jovem amigo, mostrando  Cristo que redime.

Belloc não está falando exatamente da Fé-virtude, mas do acordo social sobre certos princípios religiosos e a observância de determinadas normas morais. O Distributismo nasceu de acordo com a doutrina social da Igreja, com o desenvolvimento que tinha alcançado nesse momento. Para estar conforme  a tradição da Igreja que é “viva”, hoje os distributistas deveriam evoluir até o conceito de “inculturação”, introduzido nos tempos de São João Paulo II. Essa socialização de Fé manifesta o impulso apostólico-missionário, tão próprio da Fé teologal. Os princípios religiosos penetram nas culturas, as quais interagem com outras culturas por meio da, por ex., internet. A socialização da Fé compreende, e inclusive supera, o critério convencional de Belloc.

8. Um  remédio específico: O sistema de representação com mandado. 
Belloc e Cecil Chesterton no The party system, propõem uma solução rupturista, ou seja, não se trata de introduzir melhorias no sistema, mas de mudá-lo. Deve substituir-se lentamente todo um sistema eleitoral por outro, como na História, uma Civilização sucede a outra. O único limite é conservar a essência da Democracia. Esta consiste em aprovar as Leis que quer a população; e em rechaçar as que não quer. Tudo mais, como os partidos ou as campanhas, é só  sua maquinaria.

A Democracia só  funciona em pequenas comunidades. A imagem seria a dos anciãos de um povo que se reúne debaixo de uma árvore, fumam seus cachimbos, falam e tomam decisões.

Escolhem-se delegados. Cada um, representa um grupo de pessoas, as quais lhe mandam por escrito votar com uma linguagem simples “sim” ou “não”. Esse encargo documentado é o mandado que dá nome a esse tipo de representação. 

Evolução posterior dos distributistas
Belloc em sua maturidade, evoluiu desde os planteamentos revolucionários do The Party System, para o continuísmo. Apreciou que romper um sistema estável, bom ou mal, gerava tanta força expansiva, como a que unia  seus componentes. Influenciou-o, no final de sua carreira, o meditar  que chamou “o isolamento da alma”, que havia produzido a grande ruptura: a Reforma Protestante.

A maior parte da obra de G. K. Chesterton sobre o Distributismo, a desenvolveu no período anterior ao seu Batismo na Igreja Católica. Mesmo a frase sendo ambígua, cabe dizer que Chesterton trabalhava para o Reino, quando o surpreendeu a Igreja.

Conheça mais  Chesterton em seus livros


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sábado, 28 de junho de 2014

A beleza da música, a liturgia e a Regra de São Bento levaram David para a Igreja Católica.

ReligionenLibertad.com 

Em uma abadia sentiu a presença de Deus
La belleza de la música y liturgia y la Regla de San Benito llevaron a David a la Iglesia Católica
A beleza da música, a liturgia e a Regra de São Bento levaram   David  para a Igreja Católica.

David Ozab com sua filha Anna... antes de tornar-se católico em 2011, decidiu aplicar o espírito da Regra de São Bento em sua vida como esposo e pai

P.J.G./ReL - 17 junho 2014 - religionenlibertad.com  

David Ozab vive em Eugene, Oregon, e entrou na Igreja Católica em 2011. Em criança foi batizado como episcopaliano (anglicanos dos Estados Unidos, nas formas e ritos dos protestantes mas parecidos com o catolicismo), mas sua família não era muito praticante.

David é músico e considera que Deus  foi guiando   sua vida espiritual “com sussurros”. Um primeiro sussurro, por exemplo,  escutou sendo um jovem estudante do instituto. Sua mãe o presenteou com um livro de segunda mão cheio de desenhos sobre a história dos barcos. 

Quando o abriu, uma estampinha do Sagrado Coração  deslizou entre seus dedos. Ele não sabia nada desta devoção, sua simbologia nem seu sentido católico: só   parecia uma imagem bonita. “Se você quiser pendurar esta imagem faça um buraco aqui”, se lia em certo ponto. E durante toda sua vida a levou   onde fosse: ainda pendura junto a sua cama.

A música clássica e sacra
David crê que Deus também o guiou ao dar a ele a coragem para anunciar aos seus pais que ia  estudar música no “conservatório” e não em uma academia externa. A primeira opção o faria  entrar  na música clássica e regrada. A segunda, suspeita, o teria levado para um mundo alternativo, talvez de música noturna, álcool e clubes.

Na escola de música David se submergiu nas grandes composições sacras de Beethoven, Mozart, Palestrina… cujas obras mais sublimes eram as missas. Ele só  ia  de vez em quando à paróquia episcopaliana, mas o que via –procissão de entrada, santus, agnus dei, etc…- encaixava com o estudo e o que cantava nos coros. A beleza da liturgia de séculos antigos o seguia em sua vida civil e profissional.

Depois conheceu a Júlia,  que seria sua esposa. Ela era católica e sua fé a tinha ajudado em momentos muito difíceis. De novo, a via da beleza o fez pensar em Deus: “soube que Deus criou sua beleza física e também nutriu as sementes da fé que floresciam em sua beleza espiritual”.

A primeira Missa
Julia o animou a acompanhá-la em uma “Missa do Galo”, e aquilo funcionou como um primeiro despertar religioso. 

David começou a ir a uma paróquia episcopaliana, por ser a igreja de seu batismo e infância. Sua liturgia era do estilo “high church”: solene, ritual, música sacra, incenso… 

Em poucas semanas  comprou uma cópia do Livro de Oração Comum,  que se usa em toda a liturgia episcopaliana, e o usou para rezar cada dia por sua conta. “Sua bela linguagem me atraía, criando um espaço silencioso e orante em meu coração onde podia falar com Deus sem me preocupar  com as palavras exatas”.

A conexão com São Bento
Depois aprendeu que parte da origem deste livro, com seu ritmo de orações em distintos momentos do dia, era herdeiro da vida monástica, e mais  concreto da forma em que São Bento tinha criado as primeiras comunidades orantes de monges, com suas horas e divisões do dia, em princípios do século VI. 

Isso o fez querer conhecer mais esse estilo de vida. Pôs-se a ler a Regra de São Bento. 

“No princípio me parecia algo distante. Eu não era um monge, para que queria saber os horários de comida e a organização do sono em um monastério? No entanto, com tempo e ajuda comecei a ver a beleza simples das sugestões práticas de São Bento. Um amor simples e sacrificado: disso se tratava. Não necessitava seguir a Regra como um monge, mas me sentia impulsionado a manter o espírito da Regra como esposo e pai”.

Uma experiência na abadia
Tendo experimentado esse espírito, começou ir a um retiro anual na abadia beneditina de Mount Angel, a 90 minutos de sua casa. É uma abadia muito viva, fundada há 125 anos, com mais de 50 monges. 



Abadia beneditina de Mount Angel, no Oregon

“Ali na igreja da abadia, imerso nos cantos das horas monásticas e ajoelhado diante de um ícone de Cristo sobre p Tabernáculo, irrompi em pranto comovido pela beleza de Sua Presença. Deus me abraçou. Sempre esteve ali, mas eu agora   sabia”.

A experiência diante do Sacrário, a proximidade com os monges, a estampinha do Sagrado Coração junto a sua cama… todo assinalava a Igreja católica como o lar preparado para ele. 

Deus na capela
Ingressou no RCIA, o curso habitual nas paróquias americanas que querem aderir à Igreja como ele. Na primeira sessão, os cursilhistas visitaram uma capela com o Santíssimo exposto.

“Havia gente em oração silenciosa, de joelhos. Também eu me ajoelhei e fiz o sinal da cruz. Ao fazê-lo, senti uma onda de eletricidade que me percorria, e por fim reconheci a voz que sempre tinha ouvido. Encontrei meu amor, minha fé e minha igreja. Deus me salvou através de belos sussurros”, concluiu seu testemunho no Why I’m Catholic.  

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Era um hindu «não satisfeito» e sua noiva lhe apresentou Cristo... hoje é católico por sua catequese.

ReligionenLibertad.com

Jason Jaysharmah, oficial da marinha de origem indiana.

Era un hindú «no satisfecho» y su novia le presentó a Cristo... hoy es católico por sus catequesis
 Um casal de namorados

Era um hindu «não satisfeito» e sua noiva lhe apresentou   Cristo... hoje é católico por sua catequese

AsiaNews - 3 maio 2014 - religionenlibertad.com 

"Minha conversão não foi uma mudança de religião, mas uma mudança radical do coração" e as razões residem por acreditar em ter abraçado "a única e verdadeira fé". Porque "se o cristianismo fosse uma religião entre muitas", logo "meus sacrifícios não teriam nenhum sentido". Em troca, foram " a verdade e o amor" as forças que "me empurraram para aceitar  Cristo" como "meu Senhor". Isto é o que explica Jason Jaysharmah, oficial da marinha de origem indiana, antes um hindu teimoso que vinha de uma família rica, que na Malásia  decidiu se converter ao catolicismo.

Seguiu o caminho da iniciação cristã de adultos na igreja da Divina Misericórdia em Shah Alam, capital de Selangor, um dos 13 estados que  formam o país asiático. O semanário católico Herald Malásia  contou a história, desde o primeiro encontro - por amor - com o cristianismo, até a decisão de ser batizado.

Em paz com a identidade cultural hindu
Oficial de la Marinha, Jason Jaysharmah diz que é "orgulhoso de minha identidade como indiano", disse que está "completamente em paz com minha identidade cultural hindu"; a família de origem não  acolheu com satisfação a decisão de abraçar o catolicismo, uma opção "livre" e "ninguém me empurrou ou me ameaçou com a força".

"Meus pais nunca  aceitaram minha escolha - disse - e de alguma maneira se sentem feridos e rechaçados [... mas, na realidade] agora estão felizes porque   respeitam minha decisão".

Sua mulher foi fundamental em sua conversão
Ele vem de uma família rica, e graças à profissão tem uma fonte de renda substancial. E o primeiro encontro com a fé cristã, disse, é o resultado do amor de uma mulher (católica, conhecida em sua cidade natal) e que agora se  converteu em sua esposa. O filho mais velho de três irmãos, a pouco teve "o atrativo da religião", mas das explicações recebidas dos pais na religião hindu "não se sentia satisfeito" e " encontrei-me desejando algo mais".

Ele fala da fé católica como "uma relação com Deus através de Jesus, em lugar de uma religião", e é por esta razão que descreve a conversão "não como uma mudança de religião, mas  como uma mudança radical de coração".

Numa reunião que houve há quase dois anos, "quando vi pela primeira vez minha noiva, um  católico devoto em minha própria cidade natal". Suas famílias não deram seu consentimento para o matrimônio, dos dois futuros esposos, porque pertenciam a diferentes religiões, explica Jason, "Não tinha nem ideia de se converter  ao catolicismo". Depois, com o tempo,  chegou a decisão de se aprofundar nas Escrituras, no Evangelho e no  Antigo Testamento com sua esposa.

Uniu-se ao caminho de iniciação cristã adulta, mas  pôde assistir só  a lição introdutória por causa do trabalho no mar. Portanto, foi a esposa que lhe fez o curso durante longas conversas telefônicas, "enquanto  eu estava em mar aberto".

"É ela - acrescentou - meu livro da fé". Durante as viagens leu a Bíblia e viu o filme sobre a vida de Jesus, tratando de averiguar a razão porque muitos, antes dele, decidiram se converter ao catolicismo". No entanto, as razões eram mais de caráter intelectual", concluiu o homem, e só  graças à relação com sua esposa e sua experiência pessoal de fé e na vida diária, que entendeu "as verdadeiras razões" que o levaram "a aceitar   Cristo como Meu Senhor".


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