Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O jogo da ouija tem um lado imoral; e neste sentido, o Padre Roman del Real assegura que tanto entre os judeus do Antigo Testamento como no cristianismo se considera ofensa a Deus invocar os mortos, porque é um sinal de desconfiança, de falta de fé na vontade de Deus.





Perigo com a ouija! (“Trata-se de um tabuleiro que tem inscrito o abecedário, os números e um “sim” e um “não”, sobre o qual se desliza uma tabuinha em forma de flecha ou de mãozinha ―originalmente era um copo― que  vai parando nas letras para ir interpretando a suposta resposta do espírito invocado”.)

Cresce a venda destes tabuleiros devido a um filme de terror financiado parcialmente pela empresa de brinquedos que os comercializa.


 O jogo da ouija tem um lado imoral; e neste sentido, o Padre Roman del Real assegura que tanto entre os judeus do Antigo Testamento como no cristianismo se considera ofensa a Deus  invocar os mortos, porque é um sinal de desconfiança, de falta de fé na vontade de Deus.

Chegou ao México um filme de terror baseado no jogo da ouija; se trata da história fictícia de alguns jovens que brincam com o dito tabuleiro adivinhatório até despertar  vários demônios que tentarão acabar com eles.

O filme –que foi bem recebido entre os jovens e adolescentes– na realidade é um negócio perfeito, pois alguém poderia pensar que a trama, como tantas outras histórias de terror, tem um valor educativo ao ensinar que brincar com o oculto é perigoso, é o contrário, pois a produção foi financiada parcialmente pela empresa norte-americana de brinquedos que produz e comercializa estes tabuleiros, cuja venda se  incrementou nos países em que se   apresentou o filme.

Desta maneira, o filme, em lugar de ensinar o jovem a ser prudente, seduz com a ideia de brincar com fogo e sobreviver a ele, pondo em perigo sua saúde emocional, como constataram inumeráveis sacerdotes em todo o mundo.


História e funcionamento da ouija

Em entrevista para 'Desde la fé', o Padre Sérgio Roman del Real, especialista em piedade popular, assegura que no século XIX   ficaram na moda os chamados espiritas e as sociedades de estudo do sobrenatural. Foi neste contexto que surgiu a ouija, cujo nome   parece  provir de duas palavras, “oui” e “ja”, que significam “sim” em francês e alemão respectivamente; ou, que é um sim repetitivo.

Assim é descrito: “Trata-se de um tabuleiro que tem inscrito o abecedário, os números e um “sim” e um “não”, sobre o qual se desliza uma tabuinha em forma de flecha ou de mãozinha ―originalmente era um copo― que  vai parando nas letras para ir interpretando a suposta resposta do espírito invocado”.

O sacerdote explica que por médium se entende uma pessoa que pode comunicar-se com os mortos ou com os demônios; é o meio para conhecer respostas que se ignoram. Assim, na ouija o médium é a pessoa que maneja a tabuinha sobre o tabuleiro, colocando sua mão suavemente sobre ela e deixando-a correr “livremente” à inspiração do espírito por seu turno.

Sobre como se move, diz o Padre Roman del Real que “pode ser que o médium mova a tabuinha segundo sua vontade consciente, e então o jogo é somente uma piada, um engano para a vítima inocente.

Mas também pode ocorrer que a tabuinha realmente se mova “sem a vontade consciente” do médium, e nesse caso temos o que os psicólogos chamam um engano inconsciente.

A tabuinha da ouija se converte assim em uma “tela” que expressa o inconsciente do médium e que dá uma resposta que jamais daria o consciente. Desta maneira, a ouija se converte em algo assim como um telefone com linha direta ao sub-consciente.

É possível a comunicação com os mortos?

Então não é um telefone ao “além”? Não podem os mortos comunicar-se conosco? Estes questionamentos tem inquietado sempre a humanidade por essa necessidade de penetrar no oculto, o que   faz que abundem pessoas que inventam métodos para falar com os mortos. Os que o fazem se chamam “nigromantes”.

É certo que há uma série de fenômenos estranhos que tradicionalmente se atribuíam aos espíritos dos mortos e que os cientistas sérios explicam hoje como fenômenos para-psicológicos ou paranormais. ‘São obra de espíritos encarnados; não desencarnados’, assim  explica  Gonzalez Quevedo, jesuíta parapsicólogo de reconhecido prestígio.

No entanto, ­–diz o Padre Sérgio G. Roman– a Igreja católica aceita   que seres do "além" possam se comunicar com os vivos, como no caso dos anjos, mensageiros de Deus, que anunciam algo aos mortais, ou no  caso das aparições de Jesus, a Virgem ou os Santos.

“Porém crer que podemos perturbar o descanso dos mortos é ir   contra a doutrina cristã sobre o destino final dos defuntos. A parábola que nos contou Jesus sobre Epulon, o homem rico que do   inferno solicitou que enviassem ao pobre Lázaro que avisasse  seus irmãos que tinha um castigo, nos faz ver que os mortos não têm porque voltar, se já temos  Moisés e os profetas”.

Não obstante, o jogo da ouija tem um lado imoral. Diz o Padre Roman del Real: "Sim, brincar com a ouija constitui num pecado; e além disso  representa um perigo  quanto ao desequilíbrio emocional, muitas vezes grave, dos que com ela jogam. De maneira que a ouija é uma porta, mas não ao “Além”, mas à perda da sanidade mental”.

Por Vladimir Alcântara
Artigo originalmente publicado por SIAME



http://www.aleteia.org/es/sociedad/contenido-agregado/peligro-con-la-ouija-5807456328351744?page=2

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Natal, onde fica Jesus? A perda do sentido do Natal é dramático do ponto de vista da fé.

forumlibertas.com 


Natal, onde fica Jesus?

A perda do sentido do Natal é dramático do  ponto de vista da fé

Josep Miró i Ardèvol

Uma recente enquete da associação inglesa 'Christmas Stars with Christ' com 2.000 famílias,  apontou uns dados que mostram o afastamento cultural e social que as pessoas tem de Jesus com relação ao seu Natal, apesar desta data ser a comemoração de seu nascimento; de seu aniversário, vejamos. A amostra é suficientemente ampla  para que a margem de erro  nos faça duvidar dos resultados, porque se trata de 2.000 entrevistas.

O panorama que mostra é o seguinte:

1. Um terço das crianças de 10 a 13 anos não sabe que o  Natal assinala o nascimento de Jesus.

2. 90% dos adultos não podem fazer quatro afirmações corretas sobre o nascimento de Jesus.

3. 12% crê que o Papai Noel saiu da Bíblia.

4. 7% crê que a árvore de Natal saiu da Bíblia.

5. 50 % dos entrevistados afirmou que Jesus não é relevante em suas celebrações natalinas.

Naturalmente, este é o resultado de uma sociedade concreta, a inglesa, e não tem porque ser equivalente a nossa. Ali em definitivo, o anglicanismo, uma religião de estado onde os sacerdotes e os bispos são funcionárias e funcionários do Estado, ficou reduzido a uma mínima expressão, tanto que os praticantes dominicais católicos, uma confissão minoritária, são mais numerosos que os anglicanos. 
Feitas estas reservas, há que dizer que na sociedade espanhola, e muito menos nos países latino-americanos, existem indícios claros de que essa tendência vai na mesma direção. 
Não é um dado menor que   nas iluminações públicas destas festas tenha desaparecido praticamente toda referência que leve um implícito religioso. 
Primeiro foram as imagens que mais ou menos podiam recordar a gruta. Depois foi a vez da estrela de Davi e assim  chegamos a um nível de abstração tal que em grande medida a única coisa que nos mostram são luzes de cores combinadas com mais ou menos acerto. 
Cada vez mais pessoas “felicitam as festas” e menos o Natal, e é evidente que o consumo  devorou na maioria a dimensão religiosa da festa. Neste sentido, ressalto, o mercado  “comeu” o ato religioso. Também influi que progressivamente o tipo de religião vai sendo expulso da escola pública, com uma constância entomológica que em alguns casos leva a seus autores –claustros de centros- a substituir a gruta por “uma paisagem de inverno”.

A perda do sentido do Natal é dramática do ponto de vista da fé porque se perde a origem do grande acontecimento humano, o maior depois da criação, e também é uma tragédia cultural para a sociedade porque se não se sabe o que é Natal não se pode entender nossa cultura nem nossa história. 
Naturalmente, esta dimensão do tempo religiosa e secular é teimosa e, eventualmente, vai voltar. Um exemplo disso  temos em sua recuperação dos que foram países da URSS onde o Natal  rebrotou com força, ou o caso cubano, onde o regime  castrista aboliu as festas de Natal, que acabaram sendo recuperadas antes da visita de João Paulo II.

Diria que parece mais perigoso o mercado e o hedonismo que as ditaduras.

Recuperar a festa de Natal em seu sentido primitivo é uma tarefa de todos e começa pelo próprio testemunho pessoal, e é também um grande trabalho que a Igreja, diocese a diocese, há de promover lá onde o princípio deste desfalecimento se produza.


http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=32157&id_seccion=27#.VJlh-nLtc_k.twitter

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Com a eutanásia e o suicídio assistido tomando conta, nós vivemos em um mundo Kevorkian.

lifenews.com 

jackkevorkian
Jack Kevorkian

Com a eutanásia e o suicídio assistido tomando conta, nós vivemos em um mundo Kevorkian
 
por Wesley J. Smith | Washington, DC | LifeNews.com | 12/8/14

Em meio ao furor da mídia com Brittany Maynard, ocorreu-me como foi profético Jack Kevorkian  sobre o quão profundamente a cultura da morte deveria assumir a cultura do Ocidente. Então, eu levei para as páginas do Weekly Standard para emitir um aquecimento na tempestade. A partir de "A Visão de Kevorkian:"


A última vez que os meios de comunicação invadiram tão fervorosamente em favor do suicídio assistido foi quando eles elogiaram a campanha do suicídio assistido desafiante de Jack Kevorkian na década de 1990. Como mais tarde fariam com Maynard, a mídia lançou intensa emotividade para os relatórios e análises, concentrando-se quase exclusivamente no sofrimento daqueles que queriam morrer e  o não da sociedade radical que Kevorkian esperava que sua campanha pela morte traria.

Kevorkian está morto, mas as políticas que ele defendia estão se tornando realidade - um pouco aqui, outro pouco lá- em grande parte do Ocidente.

Eu passo por uma  alarmante e deprimente ladainha. Aqui está uma amostra:



A lista de propostas Kevorkian que estão sendo implementadas ou propostas como um meio de "morte com dignidade" poderiam continuar e continuar:


Kevorkian escreveu na revista Medicina e de Direito (1986) que os leigos devem ser autorizados a assistir suicídios. Hoje, a legislação pendente do suicídio assistido da Escócia propõe a criação de uma profissão  nova, o "facilitador suicídio licenciado" - que seriam autorizados a assistir suicídios daqueles encontrados em condições médicas sugeridas por um médico.

Kevorkian argumentou que a eutanásia deve estar disponível para bebês e crianças. Na Holanda, as crianças com doenças terminais e seriamente deficientes são sacrificados sob o que é conhecido como Protocolo de Groningen, enquanto a Bélgica recentemente legalizou o suicídio assistido por crianças sem restrições de idade.

Kevorkian acreditava  que os corpos daqueles que são sendo sacrificados devem ser usados para o benefício da sociedade. Ele até tirou os rins de ex-policial Joseph Tushkowski - um tetraplégico, ele ajudou no suicídio - oferecendo-lhes em conferência de imprensa, "o primeiro a chegar, o primeiro a ser servido". Na Bélgica agora os casais fazem a eutanásia com a colheita de órgãos. Os médicos  nos seminários realizados estão pedindo que os pacientes com deficiência neuromusculares devem ser considerados os principais candidatos quando eles têm "boas órgãos." A Holanda está agora na elaboração de normas para fazer o mesmo.



Kevorkian propôs a criação de centros regionais de morte para fazer o "serviço" mais acessível. Na Holanda, os médicos fazem chamadas da 'casa eutanásia' enquanto clínicas de eutanásia móvel viajam para lares de idosos e em outros lugares, a fim de facilitar suicídios nos casos em que os médicos pessoais possam recusar pedidos de eutanásia.

Há mais exemplos, é claro, mas eu vou deixar você ler o artigo.

Estamos nos tornando um mundo Kevorkian. Nós não temos que aceitar, não, não é tarde demais para fazer algo, mas a menos que se curvem em direção à indiferença e sucumbam à bludgeoning emocional, Kevorkian será o rosto que você vai ver no espelho.

LifeNews.com Nota: Wesley J. Smith, JD, é um consultor especial do Centro de Bioética e Cultura e um advogado de bioética que bloga no Exeptionalism Humano.

http://www.lifenews.com/2014/12/08/with-euthanasia-and-assisted-suicide-taking-hold-everywhere-we-live-in-a-kevorkian-world/


domingo, 30 de novembro de 2014

"Recebi 5.475 Chagas em meu Corpo. Se desejas honrâ-las recita todos os dias quinze vezes o Padre Nosso e a Ave Maria juntamente com as orações que Eu próprio te ensinarei, durante um ano inteiro. Quando o ano findar, terás honrado cada uma de minhas Chagas."

As Quinze Orações Reveladas por Nosso Senhor à Santa Brígida

Recomendações de Pio IX

Estas orações foram tiradas de um livro impresso em Tolouse em 1740 e publicado pelo Pe. Adriano Parvilliers, da Companhia de Jesus, missionário apostólico da Terra Santa, com aprovação, permissão e recomendação de propagá-las.

O Papa Pio IX teve ensejo de examinar estas orações e as aprovou a 31 de maio de 1862, reconhecendo-as como autênticas e de grande proveito para o bem das almas.

As Promessas

Tendo Santa Brígida orado longamente com a intenção de saber quantas Chagas Nosso Senhor recebeu durante sua terrível Paixão, o Salvador, recompensando sua paciência, apareceu-lhe um dia e disse-lhe:
"Recebi 5.475 Chagas em meu Corpo. Se desejas honrâ-las recita todos os dias quinze vezes o Padre Nosso e a Ave Maria juntamente com as orações que Eu próprio te ensinarei, durante um ano inteiro. Quando o ano findar, terás honrado cada uma de minhas Chagas."

Promessas feitas a Santa Brígida, por Jesus Cristo Crucificado, e a todos os que diariamente   rezarem com devoção estas orações pelo período de um ano:
• Aquele que recitar estas orações atingirá o mais alto grau de perfeição.
• Colocarei minha vitoriosa Cruz diante dele como auxílio e defesa contra os ataques de seus inimigos.
• Quinze dias antes da morte, terá um perfeito conhecimento de todos os seus pecados e uma profunda contrição deles.
• Quinze dias antes da morte, lhe darei a comer meu Precioso Corpo a fim de que não padeça a fome eterna; e também lhe darei a beber meu Precioso Sangue para que não sofra sede eternamente.
•Antes de sua morte, virei a ele com minha amadíssima Mãe.
• Receberei benignamente a sua alma, e a levarei para a eterna alegria.
• E, tendo lá chegado, lhe darei a beber um trago singular da fonte da minha Divindade, o que não farei, absolutamente, a outros que não hajam recitado as minhas orações.
• Livrarei do purgatório quinze almas de sua linhagem.
• Quinze pecadores de sua linhagem serão convertidos.
• Quinze almas de sua linhagem serão confirmadas e preservadas em graça.
• Faço saber que, se alguém, tendo vivido em estado de pecado mortal por trinta anos, recitar ou tiver a intenção de recitar estas orações devotamente, Eu, o Senhor, lhe perdoarei todos os seus pecados.
• E se tiver passada toda a sua vida fazendo a própria vontade, e estiver para morrer no dia seguinte, sua vida será prolongada.
• Defendê-lo-ei contra as tentações do demônio.
• Preservarei e guardarei os seus cinco sentidos.
• Preservá-lo-ei da morte súbita.
• Sua alma será livre da morte eterna.
• Obterá tudo o que pedir a Deus e à Santíssima Virgem.
•Terá assegurada sua participação no supremo coro dos Anjos.
• O que ensinar estas orações a outro terá contínua alegria e mérito por toda a eternidade.
• No local em que estas orações são ou forem rezadas no futuro, Deus estará presente com sua graça.
• Cada vez que recitar estas orações, obterá 100 dias de indulgência. 
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Primeira Oração
Ó Jesus Cristo, doçura eterna para aqueles que Vos amam, alegria que ultrapassa toda alegria e todo o desejo, salvação e amor dos pecadores arrependidos aos quais declarastes: "As minhas delícias são estar com os filhos dos homens", tendo assumido nossa natureza para nossa salvação, lembrai-Vos dos motivos que Vos levaram a tal coisa e dos sofrimentos que suportastes, desde o primeiro instante de Vossa Conceição até o tempo de Vossa Santa Paixão, assim como havia sido decretado e estabelecido desde toda a eternidade por Deus uno e trino.
Lembrai-Vos, Senhor, de que, celebrando a Ceia com os vossos discípulos, depois de lhes haverdes lavado os pés, destes-lhes o Vosso Sagrado Coração e precioso Sangue e consolando-os docemente lhes predissestes Vossa Paixão iminente. Lembrai-Vos da tristeza e da amargura que experimentastes em vossa alma, como o testemunhastes, Vós mesmo, por estas palavras: "Minha alma está triste até a morte".
Lembrai-Vos, Senhor, dos temores, angústias e dores que suportastes em vosso Corpo Santíssimo antes do Suplício da Cruz, quando, depois de terdes rezado por três vezes, derramando suor de sangue, fostes traído por um dos vossos discípulos, pertencente à nação eleita, acusado por testemunhas falsas e iniquamente condenado à morte por três juízes no tempo solene da Páscoa. Lembrai-Vos de que fostes traído, escarnecido e despojado das vossas próprias vestes; de que Vos velaram os olhos, de queVos deram bofetadas, de que fostes atado a uma coluna, flagelado e coroado de espinhos.
Pela memória que conservo dessas penas e dores, concedei-me antes da morte, uma verdadeira contrição, a oportunidade de me confessar com sinceridade e a remissão de todos os meus pecados.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Segunda Oração
Ó Jesus, verdadeira alegria dos Anjos e paraíso de delícias, lembrai-Vos dos horríveis tormentos que suportastes, quando vossos inimigos, como leões furiosos, Vos cercaram, e por meio de mil injúrias, escarros, bofetadas, arranhões e outros inauditos suplícios, Vos atormentaram. Em consideração desses insultos e desses tormentos, eu Vos suplico que Vos digneis libertar-me dos meus inimigos visíveis e invisíveis e que, a sombra de vossas asas, eu encontre a proteção da salvação eterna.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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  Terceira Oração
O Verbo Encarnado, onipotente Criador do mundo, que sois imenso, incompreensível, e podeis conter o universo no espaço da palma de uma mão, lembrai-Vos da dor, repleta de amargura, que experimentastes quando os soldados, pregando na cruz Vossas sagradas mãos e pés, transpassaram-nos com agudos cravos. Que dores suportastes, oh! Jesus, quando os pérfidos algozes feriram vossos membros, destroncaram as juntas de vossos ossos, e estiraram vosso Corpo de todos os lados. Eu Vos suplico, pela lembrança destas dores suportadas por Vós na Cruz, que Vos digneis conceder-me que Vos ame e Vos tema quanto é necessário. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Quarta Oração
Ó Jesus, médico celeste, lembrai-Vos dos sofrimentos e das dores que sentistes em vossos já lacerados membros, quando a Cruz foi levantada. Da planta dos pés até o alto da cabeça nenhuma parte do Vosso Corpo esteve isenta de tormentos; e, entretanto, esquecido de vossos sofrimentos, rezastes por vossos, inimigos dizendo: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem”.
Por esta desmedida caridade e misericórdia e em memória de tais dores, fazei com que eu me recorde de Vossa Paixão, para que esta opere em mim uma perfeita contrição e a remissão de todos os meus pecados. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Quinta Oração
Ó Jesus, espelho do esplendor eterno, lembraiVos da tristeza que sentistes quando, contemplando a predestinação daqueles que deviam ser salvos pelos méritos de Vossa Santa Paixão, considerastes, ao mesmo tempo, que muitos homens d'Ela não se aproveitariam. Por este abismo de compaixão e pela bondade que manifestastes ao bom ladrão, dizendo-lhe: "Hoje estarás comigo no Paraíso", eu Vos suplico, ó piedoso Jesus, que na hora de minha morte, useis de misericórdia para comigo. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre Nosso, Ave Maria.

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Sexta Oração
O Jesus, Rei amável, lembrai-Vos da dor que experimentastes quando, nu e desprezado, fostes levantado na Cruz, sem terdes quem Vos consolasse entre vossos amigos e conhecidos, com exceção de Vossa Mãe bem-amada, a qual entregastes ao discípulo predileto, dizendo:
"Mulher, eis aí o teu filho" E a João: "Eis aí tua Mãe!"
Eu Vos suplico com confiança, piedosíssimo Jesus, pela espada de dor que então transpassou a alma dEla, que tenhais compaixão de mim nas minhas angústias e tribulações, tanto corporais como espirituais, e me consoleis, trazendo-me ajuda e gáudio em todas as provações e adversidades.
Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Sétima Oração
Ó Senhor Jesus Cristo, fonte inexaurível de doçura que, por uma profunda ternura de amor, dissestes sobre a Cruz: “Tenho sede!” isto é, desejo sumamente a salvação do gênero humano, acendei em nós, Vos rogamos, a vontade de operar perfeitamente, extinguindo, por completo, em mim, a sede das concupiscências pecaminosas e o ardor dos prazeres mundanos.
Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Oitava Oração
Ó Senhor Jesus Cristo, doçura dos corações e suavidade dos espíritos, pelo amargo sabor do fel e do vinagre que por nós provastes na hora de Vossa morte, concedei-nos a nós, míseros pecadores, a graça de receber Vosso Corpo e Vosso Preciosíssimo Sangue durante nossa vida e na ora de nossa morte, não indignamente mas para remédio e consolo de nossas almas. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Nona Oração
O Senhor Jesus Cristo, alegria do espírito, lembrai-Vos da angústia e da dor que suportastes quando, mergulhado na amargura ao sentir aproximar-se a morte, insultado e ultrajado pelos judeus, clamastes a Vosso Pai, dizendo:
"Meu Deus, Meu Deus, por que Me abandonastes?"
Por essa angústia eu Vos suplico que não me abandoneis na hora de minha morte. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Décima Oração
Ó Senhor Jesus Cristo, princípio e último termo de vosso próprio amor, que por nós fostesmergulhado num mar de dores, da planta dos pés até o alto da cabeça. Vos suplico que, por vossas largas e profundíssimas Chagas, me ensineis a cumprir perfeitamente, com sincera caridade, vossa lei e mandamentos. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
PadreNosso,AveMaria
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Décima-Primeira Oração
Ó Senhor Jesus Cristo, profundo abismo de piedade e misericórdia, suplico-Vos, pela profundidade de vossas Chagas que penetraram até a medula de vossos ossos e atingiram até vossas entranhas, que Vos digneis arrancar-me do lodaçal de pecados em que estou submerso, e ocultar-me dentro de vossas Chagas. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Décima-Segunda Oração
Ó Jesus Cristo, espelho de verdade, sinal de unidade, laço de caridade, lembrai-Vos dos inumeráveis ferimentos de que se cobriu Vosso Corpo, dilacerado pelos ímpios judeus e coberto pela púrpura de Vosso próprio Sangue adorável.
Inscrevei, por misericórdia, com este mesmo Sangue em meu coração, as Vossas Chagas, a fim de que pela meditação de Vossa dor e de
Vosso amor, se renove em mim, todos os dias, a dor pelos Vossos sofrimentos, aumente o meu amor, e eu persevere em dar-Vos graças continuamente até o fim de minha vida, ou seja, até
que eu me encontre finalmente convosco, cheio de todos os bens e de todos os méritos que Vos dignastes dar-me, do tesouro de vossa Paixão.
Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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 Décima-Terceira Oração
Ó Senhor Jesus Cristo, Rei invictíssimo e imortal, lembrai-Vos da dor que Vos acabrunhou quando sentistes esgotadas todas as forças de Vosso Corpo e de Vosso Coração; e inclinastes a cabeça, dizendo: "Tudo está consumado!”
Por esta angústia e por esta dor, eu Vos suplico que tenhais piedade de mim quando soar a minha última hora e minha alma estiver turbada nos exteriores da agonia. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.
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Décima-Quarta Oração
Ó Jesus Cristo, Filho unigênito do Pai, esplendor e imagem de sua substância, lembrai-Vos da humilde recomendação que lhe dirigistes, dizendo: "Meu Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito!" Depois expirastes, com a cabeça inclinada e as entranhas de vossa misericórdia abertas para nos resgatar. Por essa preciosíssima morte, eu Vos suplico, ó Rei dos Santos, que me façais forte em resistir ao demônio, ao mundo e à carne, a fim de que, estando morto para o mundo, eu possa viver somente para Vós. Na hora da morte; recebei, eu Vos peço, minha alma que deseja retornar para sua pátria, depois de longo exílio e peregrinação.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.

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Décima-Quinta Oração
Ó Jesus, vida verdadeira e fecunda, lembrai-Vos da abundante efusão de Vosso Sangue que derramastes de Vosso Sagrado Corpo, quando depois de inclinada vossa cabeça, o soldado Longino Vos abriu o lado, de onde jorraram as últimas gotas de sangue e água. Por esta tão amarga Paixão feri, eu vo-Lo rogo, dulcíssimo Jesus, meu coração, a fim de que dia e noite eu verta lágrimas de amor. Convertei-me totalmente a Vós para que meu coração seja Vossa perpétua morada; minha conversão Vos agrade e seja de Vós aceite; e o termo final de minha vida seja edificante, para que Vos louve eternamente com todos os santos. Assim seja.
Ó dulcíssimo Senhor Jesus Cristo, tende misericórdia de mim, pecador.
Ó Jesus, Filho de Deus, nascido de Maria Virgem, crucificado para salvação dos homens, ora reinante nos Céus, tende piedade de nós.
Padre-Nosso, Ave Maria.

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Oração Final
Senhor meu Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, aceitai esta oração com o mesmo entranhado amor com que suportastes todas as Chagas de Vosso Santíssimo Corpo; tende compaixão de nós, e concedei a todos os fiéis Vossa misericórdia, Vossa graça, a remissão de todas as culpas e penas e a vida eterna. Assim seja.

sábado, 15 de novembro de 2014

Zbigniew Stankevics, voz potente para com a vida e a família.Quase foi abortado, foi comunista, fez yoga, tomou Jesus como Mestre… e agora é arcebispo.

ReligionenLibertad.com

Casi lo abortaron, fue comunista, hizo yoga, tomó a Jesús como Maestro… y ahora es arzobispo
Zbigniew Stankevics, voz potente para com a vida e a família

Quase foi abortado, foi comunista, fez yoga, tomou  Jesus como Mestre… e agora é arcebispo


O arcebispo Stankevics de Riga exemplifica com sua vida os avatares étnicos e espirituais da Europa Oriental, e toma com força sua identidade católica

Pablo J. Gines/ReL - 29 octubre 2014 - religionenlibertad.com

Uma das vozes que soaram com mais força no passado Sínodo da Família em defesa da doutrina católica sobre o matrimônio e a família foi a do arcebispo de Riga (Letônia), Zbigniew Stankevics, um homem com um passado peculiar: pressionaram  sua mãe para que o abortasse, teve formação científica em inteligência artificial, foi membro da juventude do Partido Comunista, durante anos buscou o sentido da vida no yoga e nas religiões orientais e tomou   Cristo como Mestre (e Senhor) em um grupo ecumênico na   Moscou soviética. 

Um país que se divorcia em 77%

Com uma taxa de divórcio de 77% os letões   sabem quase tudo sobre a desestruturação da família. Stankevics fala, no entanto, que os que se casam pela Igreja na Letônia só  registram uma taxa de ruptura de 14%, apesar do ambiente divorcista do país. 

Durante o Sínodo, Stankevics falou na Rádio Vaticana com  ideias claras: “A missão dos padres sinodais não é fazer uma abertura mal definida, mas aplicar na situação atual o ensinamento da Igreja”.

E acrescentou: “temos de enfrentar os desafios contemporâneos sem perder nossa identidade católica e sem renunciar à verdade sobre o matrimônio”. 

De volta a Riga após o Sínodo, o arcebispo assegurou à imprensa local: “O ensinamento da Igreja não mudou nem se espera que mude. Nem o Sínodo nem o Papa podem mudar o que está escrito no Evangeho, que contém as verdades fundamentais. O problema hoje consiste em reavivar essa realidade”.



Sem medo de ir contra-corrente

Stankevics é um homem corajoso  que nunca se importou de ir contra-corrente. Por exemplo, muitos nacionalistas letões o criticaram quando propôs que seria bom que todos na Letônia conhecessem o idioma russo, que tem como próprio quase um terço da população, mas que o resto associa com a odiada ocupação soviética que durou de 1940 a 1990.

“Eu gosto de me comunicar  com as pessoas em seu próprio idioma”, explicou ele. “Tenho familiares com os quais falo em polonês, outros em russo e outros em letão. Em família só usamos o polonês; na escola usava o letão; usava o russo no grupo Ecumênico e o uso muito para ler literatura. Depois aprendi inglês e italiano”.

Quando planejaram abortá-lo

Outro momento em que chamou a atenção do povo letão (ali só 20% da população é católica) foi quando se debatia para ampliar o aborto no país em 2002. Ele na época era um simples sacerdote recém ordenado. 

Revelou em um texto intitulado “Porque fui afortunado” que era um sobrevivente do aborto: pressionaram  sua mãe para que o abortasse. 

As pressões não eram de ninguém de longe: era sua própria tia, irmã dela, médica,  que lhe dizia que abortasse por uma causa “gravíssima”: ter 40 anos. Por sorte, a mãe de Stankevics, de fé católica e origem polonesa, se negou apesar do ambiente abortista generalizado da era soviética.

O padre Stankevics em 2002 insistiou em proclamar o ensinamento católico: “A Igreja sempre  manteve que qualquer aborto intencionalmente provocado é moralmente mau”. Contudo, a Letônia aprovou o aborto livre durante as 12 primeiras semanas de gravidez, porém debido a mudanças de hábitos e econômicas e ao esforço de organizações pró-vida o aborto foi decaíndo no país: em 1991, com ritmos ainda soviéticos, havia quase 45.000 abortos (frente a 34.000 nascimentos vivos). Em 2011 os abortos eram 7.000 ao ano.

Do marxismo ao karatê e o yoga

A história de fé de Stankevics é a de alguém que busca contra-corrente. 

Na infância deixou a fé católica de sua mãe e assumiu os ensinamentos, com aparência tão científicas e racionais, do marxismo que lhe ensinavam na escola. 



Propaganda soviética em letão

“Na época soviética nos lavaram o cérebro com a ideologia e   acreditei no marxismo”, explica rindo para a revista bielorrussa Cerkov.by. “Esta ideologia nos livros ficava muito bem, como teoria, mas sua encarnação na vida real era terrível. Com o tempo decidi seguir buscando com ajuda da ciência. Deram-me para escolher como campo profissional entre a física nuclear, a cibernética e a inteligência artificial. Escolhi esta última”.

E aprendendo o que é a inteligência leva a aprender o que é a alma. E o homem. 

Também  notava na natureza: havia escalada e passeava pela montanha. Uma vez esteve 21 dias viajando a pé pela natureza, dormindo sempre no chão em saco de dormir. E notava que havia algo mais.

Entendeu que o material não é tudo, que havia um mistério, algo sagrado e transcendente, na existência. 

“Alguns flashes deste mistério os entrevi quando comecei a fazer karatê. Sua filosofia me levou ao yoga, e ali descobri o que negava o marxismo: descobri que há uma dimensão espiritual na existência”.

Não lhe interessava o cristianismo, que apenas conhecia e lhe parecia algo velho e caduco. Pensou que as religiões orientais marcavam o caminho. E se focou no yoga.

“Praticava o yoga muito a sério. Cada dia praticava, sentado na posição de loto. Porém depois de alguns anos entrei em crise. Entendi que Deus existia, sim, mas que não podia conectar-me com Ele. O yoga não me ajudava a conseguir este objetivo. Passavam os anos e continuava longe de conseguir. Nesse momento me encontrei com alguns jovens cristãos, de distintas denominações, que estavam juntos no grupo Ecumena, primeiro em Moscou, depois em Riga. Entre eles me senti conpreendido”.

Todo yogui busca um Mestre, alguém que lhe ensine como contactar com o absoluto, com a iluminação. E o jovem Stankevics decidiu tomar como mestre a Jesus.

“Senti que o Mestre que eu em vão buscava no yoga e através do qual podia aproximar-me de Deus era Jesus, o Cristo”.

Avisando a Juventude Comunista
Assim começou sua aproximação da fé cristã. Durante 10 anos foi um jovem engenheiro, que lia livros sobre o cristianismo e crescia na fé.

Em certo momento, como era membro do Konsomol, a juventude comunista, teve que tomar partido, ou melhor dizendo, deixar o partido.

A princípio muitos colegas engenheiros o viam como alguém peculiar, um “crente”, mas sem pressioná-lo. Finalmente foi ao comitê do Konsomol e declarou que suas crenças eram contrárias aos estatutos da organização e que acreditava em Deus. "Aí veio o pânico", recorda. 

Tentaram lhe convencer de que o que enobrece ao homem é acreditar no partido, não em Deus. Como ele não cedia, o tiraram da militância.



Jovens do Konsomol letão desfilavam orgulhosos em Riga, na década de 80, com seus uniformes de Fusileiros Vermelhos Letões... hoje a simbologia comunista, como a nazista, estão proibidas na Letônia 

“O comunismo se equivoca sobretudo na compreensão da pessoa”, explica anos depois Stankevics. “O comunismo vê o ser humano como um cruel produto da matéria. Por que caiu o socialismo? A economia foi só  uma causa secundária. Na realidade, era o homem que se afogava por falta de ar!”

Em 1990, caiu o Muro de Berlim e independentes os países bálticos, começou a estudar teologia em Lublin; foi ordenado sacerdote em 1996, continuou seus estudos em Roma e em 2010 Bento XVI o nomeou Arcebispo de Riga. 

A ideologia do prazer e o materialismo
A situação atual é também época de desafios. “Até então o ateísmo era teórico, agora vivemos um materialismo prático”, lamenta. Condena “a ideologia do bem estar, da carreira pelo poder, a riqueza, o prazer.  Tragamos sem pestanejar porque não tínhamos fundamentos espirituais”, explica, aludindo aos países pós-soviéticos. 

Defendendo o celibato
Stankevics defende a tradição da Igreja Católica do celibato sacerdotal, que é estranha para os letões luteranos (25% da população, com pastores casados) e para os ortodoxos ( 35%, com monges e bispos celibatários mas que ordenam párocos  a homens casados). 

“A lógica do celibato é simples: Jesus não era casado, era completamente dedicado à vontade do Padre Celeste”, explica. “Quando uma pessoa aceita esse chamado, quando assume conscientemente este sacrifício, se torna fértil, isso se converte em um carisma. Porque pelas próprias forças naturais não podemos, só  Deus com sua graça nos torna capazes. O homem casado serve, antes de tudo, a sua família. Não tendo família, pode  dedicar o melhor à paróquia, à diocese, ao povo”, assegura o arcebispo. 

Que as pregações sejam entendidas
Stankevics assinala que um problema comum na “cristandade” atual é que hoje  “o idioma da pregação deve aproximcar-se das pessoas”, que faz falta talento e dar “sermões anunciadores”. 

“Se o número de paroquianos não aumenta, o sacerdote deveria refletir. Por que? O povo muitas vezes não recebe um alimento espiritual adequado, não se sente acolhido, sente frio no templo, o amor é resfriado”.

E explica qual é sua prioridade hoje: “Meu objetivo estratégico é o renascimento espiritual da Letônia, convido a cooperar e considero aliadas todas as pessoas de boa vontade”. Isso inclui os ortodoxos: “não somos competidores mas aliados. Há tantas pessoas sem fé que temos trabalho suficiente na salvação dos perdidos”.

(Com material de Grani.lv, LifeSiteNews, Pribalt.info e Cerkov.by)




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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

«O demônio quer sangue de inocentes, quer violência e medo», fala o exorcista chileno Luis Escobar Torrealba.

infocatolica.com

ESTRUTURAS SOCIAIS DA MORTE


«O demônio quer sangue de inocentes, quer violência e medo», fala o exorcista chileno Luis Escobar Torrealba

Ir a supostos bruxos ou bruxas e à prática de ritos esotéricos são condutas que estão aumentando na América Latina, com consequências nefastas e mortais em alguns casos. A superstição, a sugestão, o medo e a ignorância tem um papel essencial nesta tendência que muitos meios de comunicação difundem com morbidez ou oferecem na  seção de classificados.
13/10/14

(Portaluz/InfoCatólica)

«A confusão, necessidades e ignorância é aproveitada pelos promotores desta nova corrente eclética para tirar suculentas ganâncias em detrimento dos bolsinhos de seus ingênuos clientes», fala o sacerdote chileno Luis Escobar Torrealba.


Escobar, exorcista da diocese de Rancagua no Chile, agrega que as pessoas acostumadas ao consumismo e satisfação imediata de suas necessidades buscam nos bruxos e magias soluções rápidas.

« Trata-se de não fazer outro esforço que não seja usar o dinheiro para… separar ou unir casais, amarrar o amor, comprar a boa sorte, curar-se sem ir ao médico, anular inimigos, encontrar trabalho, afastar as más vibrações, etc. Existe para tudo e é impressionante como inclusive cristãos dão as costas ao evangelho caindo na idolatria construindo  um deus a sua medida».

O sacerdote Escobar, por causa de seu trabalho, tem informação de primeira fonte sobre as consequências que estes atos acarretam para as pessoas e recordou que em dias recentes em sua região uma menina de sete anos «faleceu vítima de um ritual com características esotéricas impulsionado pela superstição, pela sugestão, o medo e a ignorância» (clique para ler a notícia).

Quantos casos mais ocorrem diariamente, que permanecem impunes?, se pergunta o sacerdote, e cita entre as possibilidades: «Consagração de bebês ao demônio. Bruxos que entregam  seus parentes ao inimigo para fazê-los herdar seus poderes. Sacrifícios humanos que ficam na escuridão… estruturas sociais de morte que surgem como espelhismos de bem estar em um mundo que se submerge nas trevas do erro».
Video muestra un exorcismo por dentro

Neste contexto do diálogo, Portaluz perguntou também ao Padre Escobar…

Como sugere prevenir estes riscos que mostra?

Jesus é o sol que vem do alto para iluminar os que vivem nas trevas e sombras de morte. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, quem o vê,    vê ao Padre, quem vai pela mão  de Cristo não se confunde, mas  sara e é libertado até da  morte.
Algum conselho prático para enfrentar o esotérico?

Hoje urge com mais força anunciar o Evangelho, para que quem   perdeu a esperança a recupere, os que estão enfermos se curem e os oprimidos sejam libertados. A superstição é um pecado e com ela abrimos a porta ao inimigo em nossa vida e nos fazemos escravos do medo e de quem administra as fontes que alimentam a idolatria da criatura.

Um cristão ama e o amor é o único antídoto contra Satanás, não o suporta.

Aquele que  ama nunca   fará dano ao outro, sempre buscará defender a vida, e procurará salvar no amor ao outro, porque Deus é amor. Enquanto que a superstição nos faz perder o essencial da vida: o gozo de vivê-la e também nos torna cegos diante da beleza de Deus que se manifesta no cotidiano da existência.

Quem ganha com a ação de bruxos e esotéricos?
O demônio quer sangue de inocentes, quer violência e medo…

É uma urgência eclesial enfrentar esta realidade?

Como Igreja temos a responsabilidade de dispor tudo de bom para estes novos paralíticos, cegos e leprosos que necessitam ser curados por Jesus; necessitamos a fé da mulher cananeia que cruza fronteiras para chegar a rogar por sua filha, aquela que não teme se arriscar  socialmente para estar na presença do Senhor, aquela que não teme a desqualificação social por aproximar-se de Cristo, pois ela sabe que é o único que pode curar  sua filha.

Uma Igreja que cruza fronteiras, que não tema a desqualificação social que faz o mundo, uma igreja que não  teme nem o poder político, uma igreja que não   teme a morte nem a perseguição porque se sente amada… Uma igreja que não teme perder postos de privilégio por salvar  seus filhos e filhas. Todos batizados são a Igreja e a todos nos toca renovar-nos e ser daqueles que se amam e que dão uma boa notícia ao mundo e que por essa notícia e por essa experiência, se convertem. Bendito o homem que confia no Senhor e põe sua confiança n'Ele. Será como uma árvore plantada junto à água, que estende suas raízes para a corrente; não teme que chegue o calor, e suas folhas estão sempre verdes.

http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=22191&utm_medium=email&utm_source=boletin&utm_campaign=bltn141013

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Era ácido e insultante, desprezava a fé de sua esposa... mas um homem o abraçou e mudou sua vida

religionenlibertad.com

Renê Araya foi a um encontro convidado por um amigo.
Era ácido e insultante, despreciaba la fe de su esposa... pero un hombre le abrazó y cambió su vida
Era ácido e insultante, desprezava a fé de sua esposa... mas um homem o abraçou e mudou sua vida


Às vezes um abraço pode expressar mais sobre Deus e o amor que mil explicações teológicas, e assim mudar corações

Portaluz/ReL- 29 agosto 2014 -religionenlibertad.com

Grosserias e uma linguagem ambígua eram parte da violência cotidiana com  que o chileno Renê Araya estabelecia uma errática e agressiva comunicação com sua esposa Marcela.

O projeto matrimonial e da família com Marcela  ficava para ele cada vez mais alheio. Nesse mar de confusão e compulsões transcorria sua vida.

Cresceu sem referências, buscou na New Age
Renê cresceu sem referências que calçassem ou nutrissem sua fé. Foram então  os livros de metafísica e algumas ideias da New Age, “como o crer que Deus era energia”, as únicas bases de uma tíbia busca espiritual que tampouco era para ele uma questão significativa.

E  mais, Renê se sentia sempre “impulsionado por  algo que batia em meu interior ao ponto de ser um jovem complicado, com mal gênio, violento, eu era desagradável”.

Desfrutava inclusive, recorda, quando se burlava das expressões de piedade das pessoas.

Uma esposa firme na oração e louvor
Marcela, a esposa, se refugiava pacientemente na oração. Ela desde jovem participava na pastoral de sua paróquia e ao se casar  com Renê um de seus momentos de maior felicidade e consolo era participar de um grupo de louvor ao Espírito Santo.

Se algo tinha claro esta esposa é que não renunciaria à esperança de que seu esposo, algum dia, se convertesse.

No entanto, só a ideia de ter que ir com sua esposa à uma missa, causava uma explícita reação de compulsivo rechaço em Renê.

“Recordo que às vezes  dizia para ela: «Como você pode ficar na catequese!»… mas usando palavras violentas, grosseiras. Minha esposa formou então um grupo de oração, regressava feliz e eu a recebia muito mal. Inclusive  tentei forçá-la para que deixasse de ir à missa!”.

Por causa de um amigo, aceitou ir a um encontro especial
Mesmo não dobrando seus joelhos diante de nada nem ninguém, comentou Renê, talvez porque  um amigo também recebesse o mesmo convite, aceitou ir a um Encontro de Pais no Espírito (EPE)… sem ter muita noção do que se tratasse aquilo.



“Tinha mais de 30 anos nesse ano de 1993 quando vivi aquela experiência onde o Senhor, durante o retiro, se pronunciou sutilmente… pura misericórdia de Deus. Como Ele sabia que eu era exigente, raivoso –que inclusive falava com duplo sentido, com muitos palavrões e tratando violentamente as pessoas-, se valeu de muitas pessoas para ser conquistado”, recorda, hoje sereno e emocionado.

Era Pentecostes e as recordações daquela jornada são intensas na  memória de Renê: “Se até houve um casamento! Se falava do amor. Inclusive houve um homem que me abraçou, me tomou de repente, e me disse: «Eu te amo tal como você é». Nesse instante caí de joelhos e entendi... O Senhor foi sábio”.

O retiro foi o ponto de partida para uma série de acontecimentos que lentamente curaram Renê.

Entre eles, veio depois um encontro da Renovação Carismática Católica onde “vi que Deus estava vivo, não era uma história; vi autênticos milagres nas pessoas… o perdão, a cura espiritual e física”, proclama este convertido à fé.



Deixar de fumar, mudar de hábitos
E como na Sagrada Escritura se narra, também ele, que muito tinha recebido, aprendeu de igual forma a testemunhar… “Antes fumava muito, duas carteiras de cigarros ao dia. Recordo que em um retiro, um sacerdote nos disse que se queríamos deixar nossos vícios nos decidíssemos nesse instante e que o Senhor nos ia   curar. E eu fiquei pensando. Nesse instante orei: «Senhor, eu   tentado  deixar de fumar por muitos anos, mas não pude… te entrego meus cigarros». Nesse momento não os joguei fora, passou pouco mais de um mês e então de improviso peguei os cigarros de meu bolso, busquei os que estavam no aparador de minha casa e os pus  no lixo. A partir desse dia, prometi deixar de fumar”.

Renê recorda este passo a passo onde foi morrendo o “homem velho”, curando, libertando. Para ele compartilhar seu testemunho é gratidão com Deus… “Porque, quando Deus passou a estar em primeiro lugar, sobre todas as coisas, eu me enamorei completamente de minha esposa. É belo! porque quando dou a prioridade a Deus, transborda o amor”.

Com Marcela completou 28 anos de casamento, têm duas filhas e faz algum tempo é monitor dos Encontros de Pais no Espírito (EPE), os mesmos que iniciaram sua conversão.

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