Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

8 idéias de Chesterton e os distributistas contra a política partidária, para regenerar a democracia.

ReligionenLibertad.com 

Por exemplo, julgar quem não cumprir promessas eleitorais.

8 idéias  de Chesterton e os distributistas contra a política partidária, para regenerar a democracia.

8 ideas de Chesterton y los distributistas contra la partitocracia, para regenerar la democracia
Chesterton em Brighton em 1935 - seguindo  Leão XIII, os distributistas buscavam um sistema alternativo ao comunismo e ao capitalismo e seus abusos

Ignacio Perez Tormo/Aleteia.org- 1 julho 2014-religionenlibertad.com  

Em 1891, o Papa Leão XIII proclamou a Encíclica Rerum Novarum, a qual condenava os dois únicos sistemas econômicos conhecidos no Ocidente desde a Idade Média, o Capitalismo e o Comunismo. 

Em 1926, com o fim de propor uma terceira alternativa de acordo com as diretrizes sociais da Igreja, G. K. Chesterton e Hilaire Belloc, em união com a revista G.K.’s Weekly fundaram em Londres a Liga Distributista. 

George Bernard Shaw, Hilaire Belloc e GK Chesterton.

O modelo consiste em criar pequenas comunidades de proprietários. Nele, rege o princípio de subsidiariedade, ou seja, a máxima participação dos cidadãos e a mínima intervenção do Estado. 

O objeto deste artigo é dar uma resposta às questões feitas pelo Observatório Internacional Cardeal Van Thuan sobre se a doutrina distributista é aplicável ao problema atual da política partidária.

O envelhecimento dos partidos políticos
Começou a se  chamar “política partidária” à burocratização do sistema de partidos políticos. Belloc e Cecil Chesterterton, irmão do conhecido Gilbert K., em 'The party system' (1911) descrevem os fenômenos que observam entre os parlamentares em tempos de crise. As instituições públicas não funcionam. As campanhas eleitorais são caras e não servem para formar a vontade do eleitor. A corrupção da classe política se converte em hábito.

A burocratização dos partidos políticos implica uma desaceleração dos reflexos,  que impede tomar decisões com agilidade. Está, portanto, relacionado com o envelhecimento das sociedades, as quais precisam renova-se. No entanto, há soluções. Uma visão histórica transversal, Chesterton, Belloc e outros distributistas, no-las oferecem.

Belloc e Chesterton
1. As comunidades hão de ter um tamanho reduzido
Cada comunidade de pessoas deve ter uma “medida humana”. A família é o arquétipo da medida humana. Uma sociedade que não se pode contar em número de famílias não é feita na medida do ser humano.

2. O pacto pela verdade
Quando os hábitos da corrupção se  arraigaram e se  converteram em  costume nacional, é difícil de eliminá-lo. Previamente para aplicar o sistema distributista, é necessário um “pacto pela verdade” de toda a comunidade em que se leve os parlamentares inoperantes ao ridículo social. Não será agradável, mas “todo câncer precisa de uma cirurgia”, disse Belloc.

3. Por os corruptos diante dos Tribunais
Observa Chesterton, em 'Os limites da prudência (1926), que quando dizemos que a Justiça deve agir contra um político ou um banqueiro, geralmente aprovamos rindo. Esse riso significa que não   contemplamos a medida como possibilidade real.

O sentido comum indica que não há nenhuma força superior em nenhum povo que impeça levar um corrupto para prisão. É preciso que a Polícia investigue a sério. É habitual que os Agentes descubram antes  um vagabundo que  maltratou  seu cão ou que  feriu os sentimentos de seu papagaio, que  Rockefeller querendo perpetrar um trust do petróleo, mesmo encontrando uma mancha de graxa na toalha.

4. O executivo não pode dissolver-se antes de que expire seu mandato.
As campanhas eleitorais são caras e incômodas. O Governo que ficar em minoria, deverá submeter-se à nova maioria, realizando inclusive as políticas de seu adversário, até que termine a legislatura.

5. Eliminam-se os fundos à disposição do executivo excluídos do controle do Parlamento 
A pergunta é:  Que faria uma pessoa com a chave de uma caixa forte  que depois não tem que dar contas  a ninguém? Essa é a questão deste tipo de fundos. Deverá levantar-se a isenção de seu controle ao Parlamento. É tanto como por uma nova fechadura na caixa.

6.Os cidadãos podem levar  um representante diante de um Tribunal por não cumprimento de promessas eleitorais 
Hão de se habilitar leis com este fim. Para ganhar em juízo, deve assistir-nos a razão legal. Não basta com a razão moral. Hoje, a razão legal e a moral não tem porque coincidir, podem ser distintas.  Oxalá chegue o dia em que a cada razão moral, lhe corresponda uma razão legal!

7. A volta da Europa à Fé
Como ensinava Frei Vincent McNabb, o pai espiritual do Distributismo, em sua Carta aberta a um jovem distributista: “Se ainda não  se sentiu chamado ao estado de votos matrimoniais, escolhe outros votos – em  que o misticismo e o ceticismo  tem demostrado que por si só podem redimir a Economia”. McNabb é consciente de que os modelos sociais estão sujeitos na Terra à Lei universal do tempo, porque falham ou falecem. McNabb põe mais alto a felicidade de seu jovem amigo, mostrando  Cristo que redime.

Belloc não está falando exatamente da Fé-virtude, mas do acordo social sobre certos princípios religiosos e a observância de determinadas normas morais. O Distributismo nasceu de acordo com a doutrina social da Igreja, com o desenvolvimento que tinha alcançado nesse momento. Para estar conforme  a tradição da Igreja que é “viva”, hoje os distributistas deveriam evoluir até o conceito de “inculturação”, introduzido nos tempos de São João Paulo II. Essa socialização de Fé manifesta o impulso apostólico-missionário, tão próprio da Fé teologal. Os princípios religiosos penetram nas culturas, as quais interagem com outras culturas por meio da, por ex., internet. A socialização da Fé compreende, e inclusive supera, o critério convencional de Belloc.

8. Um  remédio específico: O sistema de representação com mandado. 
Belloc e Cecil Chesterton no The party system, propõem uma solução rupturista, ou seja, não se trata de introduzir melhorias no sistema, mas de mudá-lo. Deve substituir-se lentamente todo um sistema eleitoral por outro, como na História, uma Civilização sucede a outra. O único limite é conservar a essência da Democracia. Esta consiste em aprovar as Leis que quer a população; e em rechaçar as que não quer. Tudo mais, como os partidos ou as campanhas, é só  sua maquinaria.

A Democracia só  funciona em pequenas comunidades. A imagem seria a dos anciãos de um povo que se reúne debaixo de uma árvore, fumam seus cachimbos, falam e tomam decisões.

Escolhem-se delegados. Cada um, representa um grupo de pessoas, as quais lhe mandam por escrito votar com uma linguagem simples “sim” ou “não”. Esse encargo documentado é o mandado que dá nome a esse tipo de representação. 

Evolução posterior dos distributistas
Belloc em sua maturidade, evoluiu desde os planteamentos revolucionários do The Party System, para o continuísmo. Apreciou que romper um sistema estável, bom ou mal, gerava tanta força expansiva, como a que unia  seus componentes. Influenciou-o, no final de sua carreira, o meditar  que chamou “o isolamento da alma”, que havia produzido a grande ruptura: a Reforma Protestante.

A maior parte da obra de G. K. Chesterton sobre o Distributismo, a desenvolveu no período anterior ao seu Batismo na Igreja Católica. Mesmo a frase sendo ambígua, cabe dizer que Chesterton trabalhava para o Reino, quando o surpreendeu a Igreja.

Conheça mais  Chesterton em seus livros


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sábado, 28 de junho de 2014

A beleza da música, a liturgia e a Regra de São Bento levaram David para a Igreja Católica.

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Em uma abadia sentiu a presença de Deus
La belleza de la música y liturgia y la Regla de San Benito llevaron a David a la Iglesia Católica
A beleza da música, a liturgia e a Regra de São Bento levaram   David  para a Igreja Católica.

David Ozab com sua filha Anna... antes de tornar-se católico em 2011, decidiu aplicar o espírito da Regra de São Bento em sua vida como esposo e pai

P.J.G./ReL - 17 junho 2014 - religionenlibertad.com  

David Ozab vive em Eugene, Oregon, e entrou na Igreja Católica em 2011. Em criança foi batizado como episcopaliano (anglicanos dos Estados Unidos, nas formas e ritos dos protestantes mas parecidos com o catolicismo), mas sua família não era muito praticante.

David é músico e considera que Deus  foi guiando   sua vida espiritual “com sussurros”. Um primeiro sussurro, por exemplo,  escutou sendo um jovem estudante do instituto. Sua mãe o presenteou com um livro de segunda mão cheio de desenhos sobre a história dos barcos. 

Quando o abriu, uma estampinha do Sagrado Coração  deslizou entre seus dedos. Ele não sabia nada desta devoção, sua simbologia nem seu sentido católico: só   parecia uma imagem bonita. “Se você quiser pendurar esta imagem faça um buraco aqui”, se lia em certo ponto. E durante toda sua vida a levou   onde fosse: ainda pendura junto a sua cama.

A música clássica e sacra
David crê que Deus também o guiou ao dar a ele a coragem para anunciar aos seus pais que ia  estudar música no “conservatório” e não em uma academia externa. A primeira opção o faria  entrar  na música clássica e regrada. A segunda, suspeita, o teria levado para um mundo alternativo, talvez de música noturna, álcool e clubes.

Na escola de música David se submergiu nas grandes composições sacras de Beethoven, Mozart, Palestrina… cujas obras mais sublimes eram as missas. Ele só  ia  de vez em quando à paróquia episcopaliana, mas o que via –procissão de entrada, santus, agnus dei, etc…- encaixava com o estudo e o que cantava nos coros. A beleza da liturgia de séculos antigos o seguia em sua vida civil e profissional.

Depois conheceu a Júlia,  que seria sua esposa. Ela era católica e sua fé a tinha ajudado em momentos muito difíceis. De novo, a via da beleza o fez pensar em Deus: “soube que Deus criou sua beleza física e também nutriu as sementes da fé que floresciam em sua beleza espiritual”.

A primeira Missa
Julia o animou a acompanhá-la em uma “Missa do Galo”, e aquilo funcionou como um primeiro despertar religioso. 

David começou a ir a uma paróquia episcopaliana, por ser a igreja de seu batismo e infância. Sua liturgia era do estilo “high church”: solene, ritual, música sacra, incenso… 

Em poucas semanas  comprou uma cópia do Livro de Oração Comum,  que se usa em toda a liturgia episcopaliana, e o usou para rezar cada dia por sua conta. “Sua bela linguagem me atraía, criando um espaço silencioso e orante em meu coração onde podia falar com Deus sem me preocupar  com as palavras exatas”.

A conexão com São Bento
Depois aprendeu que parte da origem deste livro, com seu ritmo de orações em distintos momentos do dia, era herdeiro da vida monástica, e mais  concreto da forma em que São Bento tinha criado as primeiras comunidades orantes de monges, com suas horas e divisões do dia, em princípios do século VI. 

Isso o fez querer conhecer mais esse estilo de vida. Pôs-se a ler a Regra de São Bento. 

“No princípio me parecia algo distante. Eu não era um monge, para que queria saber os horários de comida e a organização do sono em um monastério? No entanto, com tempo e ajuda comecei a ver a beleza simples das sugestões práticas de São Bento. Um amor simples e sacrificado: disso se tratava. Não necessitava seguir a Regra como um monge, mas me sentia impulsionado a manter o espírito da Regra como esposo e pai”.

Uma experiência na abadia
Tendo experimentado esse espírito, começou ir a um retiro anual na abadia beneditina de Mount Angel, a 90 minutos de sua casa. É uma abadia muito viva, fundada há 125 anos, com mais de 50 monges. 



Abadia beneditina de Mount Angel, no Oregon

“Ali na igreja da abadia, imerso nos cantos das horas monásticas e ajoelhado diante de um ícone de Cristo sobre p Tabernáculo, irrompi em pranto comovido pela beleza de Sua Presença. Deus me abraçou. Sempre esteve ali, mas eu agora   sabia”.

A experiência diante do Sacrário, a proximidade com os monges, a estampinha do Sagrado Coração junto a sua cama… todo assinalava a Igreja católica como o lar preparado para ele. 

Deus na capela
Ingressou no RCIA, o curso habitual nas paróquias americanas que querem aderir à Igreja como ele. Na primeira sessão, os cursilhistas visitaram uma capela com o Santíssimo exposto.

“Havia gente em oração silenciosa, de joelhos. Também eu me ajoelhei e fiz o sinal da cruz. Ao fazê-lo, senti uma onda de eletricidade que me percorria, e por fim reconheci a voz que sempre tinha ouvido. Encontrei meu amor, minha fé e minha igreja. Deus me salvou através de belos sussurros”, concluiu seu testemunho no Why I’m Catholic.  

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Era um hindu «não satisfeito» e sua noiva lhe apresentou Cristo... hoje é católico por sua catequese.

ReligionenLibertad.com

Jason Jaysharmah, oficial da marinha de origem indiana.

Era un hindú «no satisfecho» y su novia le presentó a Cristo... hoy es católico por sus catequesis
 Um casal de namorados

Era um hindu «não satisfeito» e sua noiva lhe apresentou   Cristo... hoje é católico por sua catequese

AsiaNews - 3 maio 2014 - religionenlibertad.com 

"Minha conversão não foi uma mudança de religião, mas uma mudança radical do coração" e as razões residem por acreditar em ter abraçado "a única e verdadeira fé". Porque "se o cristianismo fosse uma religião entre muitas", logo "meus sacrifícios não teriam nenhum sentido". Em troca, foram " a verdade e o amor" as forças que "me empurraram para aceitar  Cristo" como "meu Senhor". Isto é o que explica Jason Jaysharmah, oficial da marinha de origem indiana, antes um hindu teimoso que vinha de uma família rica, que na Malásia  decidiu se converter ao catolicismo.

Seguiu o caminho da iniciação cristã de adultos na igreja da Divina Misericórdia em Shah Alam, capital de Selangor, um dos 13 estados que  formam o país asiático. O semanário católico Herald Malásia  contou a história, desde o primeiro encontro - por amor - com o cristianismo, até a decisão de ser batizado.

Em paz com a identidade cultural hindu
Oficial de la Marinha, Jason Jaysharmah diz que é "orgulhoso de minha identidade como indiano", disse que está "completamente em paz com minha identidade cultural hindu"; a família de origem não  acolheu com satisfação a decisão de abraçar o catolicismo, uma opção "livre" e "ninguém me empurrou ou me ameaçou com a força".

"Meus pais nunca  aceitaram minha escolha - disse - e de alguma maneira se sentem feridos e rechaçados [... mas, na realidade] agora estão felizes porque   respeitam minha decisão".

Sua mulher foi fundamental em sua conversão
Ele vem de uma família rica, e graças à profissão tem uma fonte de renda substancial. E o primeiro encontro com a fé cristã, disse, é o resultado do amor de uma mulher (católica, conhecida em sua cidade natal) e que agora se  converteu em sua esposa. O filho mais velho de três irmãos, a pouco teve "o atrativo da religião", mas das explicações recebidas dos pais na religião hindu "não se sentia satisfeito" e " encontrei-me desejando algo mais".

Ele fala da fé católica como "uma relação com Deus através de Jesus, em lugar de uma religião", e é por esta razão que descreve a conversão "não como uma mudança de religião, mas  como uma mudança radical de coração".

Numa reunião que houve há quase dois anos, "quando vi pela primeira vez minha noiva, um  católico devoto em minha própria cidade natal". Suas famílias não deram seu consentimento para o matrimônio, dos dois futuros esposos, porque pertenciam a diferentes religiões, explica Jason, "Não tinha nem ideia de se converter  ao catolicismo". Depois, com o tempo,  chegou a decisão de se aprofundar nas Escrituras, no Evangelho e no  Antigo Testamento com sua esposa.

Uniu-se ao caminho de iniciação cristã adulta, mas  pôde assistir só  a lição introdutória por causa do trabalho no mar. Portanto, foi a esposa que lhe fez o curso durante longas conversas telefônicas, "enquanto  eu estava em mar aberto".

"É ela - acrescentou - meu livro da fé". Durante as viagens leu a Bíblia e viu o filme sobre a vida de Jesus, tratando de averiguar a razão porque muitos, antes dele, decidiram se converter ao catolicismo". No entanto, as razões eram mais de caráter intelectual", concluiu o homem, e só  graças à relação com sua esposa e sua experiência pessoal de fé e na vida diária, que entendeu "as verdadeiras razões" que o levaram "a aceitar   Cristo como Meu Senhor".


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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Junho, o Mês do Amor. O Coração de Jesus preside este dourado mês de junho e o Coração de Jesus é e será eternamente o centro de todos os amores.



O mês do amor

O Coração de Jesus preside este dourado mês de junho e o Coração de Jesus é e será eternamente o centro de todos os amores. 
«Rei e centro de todos os corações», invoca a Igreja. O amor é a grande força que move o mundo, o poder misterioso, oculto, difícil de explicar, mas positivamente eficaz, o único eficaz. O ódio, tão demolidor às vezes, não realiza nada, mas é um amor ao revés.

«Meu amor é o peso que me leva, por ele sou arrastado aonde quer que vá», disse com frase lapidária Santo Agostinho. Muito se tem escrito sobre o amor. Muito se seguirá dizendo e escrevendo até o fim dos tempos. A matéria é inesgotável. Mas todos os amores empalidecem e diminuem diante deste gigante amante que é Cristo. Amor foi sua vida, amor sua morte, amor suas palavras, amor seus exemplos, amor seu tempo, amor sua eternidade.

Que diferente seria o mundo se conhecessem tal como é a formosura do amor de Jesus! Não haveria então olhos de homens capazes de ser hipnotizados por esses fogos fátuos, enganosos e caducos sempre, que se acendem às vezes nas noites de febre de nossa imaginação enferma. Diante desta chama divina, inextinguível, mais formosa e rutilante que quanto mais se olha, mais se alegra, essas luzinhas de artifício se extinguiriam sem remédio.

Amor dos amores, Jesus Divino, que vieste ao mundo para ensinar-nos a amar, semeando teu coração nos sulcos baldios dos peitos humanos tantas quantas vezes te dás na Santa Hóstia, faz-nos entender de uma vez, o que é o amor. 

Quanto fastio, quanto vazio, quanto remorso, quanta podridão atrás do amor humano, que não vem a ser mais que um disfarce do egoísmo mais feroz! Fartura, plenitude, paz, alegria, limpeza do amor de Deus, que eleva, que dignifica, que espiritualiza. Será possível a  mínima vacilação entre estes dois extremos?

Coração de Jesus, verdadeiro amante dos horríveis, neste teu mês, escolhido  por Ti, para dar-te a conhecer e fazer-te honrar como Amor desprezado e desconhecido, volte outra vez a passar pelo mundo, como uma chuva de fogo que acende e transforma os corações.

Fr. Antônio de Pádua


sexta-feira, 16 de maio de 2014

A cantora Celines mudou sua música comercial por uma de louvor após verificar que «Jesus está vivo»

ReligionenLibertad.com


A cantora Celines mudou sua música comercial por uma de louvor após verificar que «Jesus está vivo»
La cantante Celinés cambió su música comercial por una de alabanza tras palpar que «Jesús está vivo»
A cantora Celines

Rome Reports- 4 maio 2014-religionenlibertad.com  

Com tinha somente dez anos compôs sua primeira canção. Desde então Celines Diaz não se afastou da mídia. Começou escrevendo música comercial e em 2001 assinou um contrato com uma discográfica internacional.

No entanto, rapidamente percebeu  que lhe faltava algo na vida. Foi em um retiro espiritual quando soube que queria cantar só para Deus. 

Uma experiência com Deus
"Estava dedicada à música secular -disse Celines Diaz-, mas ali   naquele retiro foi tão grande e maravilhosa minha experiência com Deus, com seu perdão, com seu amor, que ali pôde descobrir que Jesus está vivo. E desde esse momento quis  entregar  minha vida,  que seria minha música”.

Cada ano ela e sua banda percorrem a América Latina e  os Estados Unidos transmitindo com suas letras e melodias a Palavra de Deus. 

"Para este ano de 2014 temos em projeto o lançamento de nosso segundo disco `Deus é fiel´. Estamos bem emocionados, bem contentes de compartilhar com vocês tudo o que Deus foi colocando nestes anos, e que através da música queremos compartilhá-lo”, fala Celines Diaz.

Com uma agenda repleta de eventos, Celines espera seguir repartindo alegria e transmitir a fé com suas canções durante muitos anos mais.

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

21 fatos surpreendentes que provavelmente não sabia sobre o Papa João Paulo II.

ReligionenLibertad.com 

Multitarefa, memória prodigiosa, trabalhador manual...
21 hechos sorprendentes que probablemente no sabías sobre el Papa Juan Pablo II
21 fatos surpreendentes que provavelmente não sabia sobre o Papa João Paulo II
As viagens de João Paulo II lhe deram uma visibilidade nova de todo o mundo

John Houde / ImpactingCulture.com- 26 abril 2014-religionenlibertad.com  

1. Em seus tempos de interpretação teatral, era ele que salvava a situação com sua memória prodigiosa. 
Todos sabemos que João Paulo II sentia uma forte paixão pelo teatro e a literatura em geral,  inclusive desde que era um adolescente. Mas o que eu não sabia é que uma vez salvou a situação com sua incrível memória. 

Um dos personagens em uma produção faltou dois dias antes da estréia. E  imagino que não dispunham de substitutos naquele momento. 

A mente absorbente do jovem Karol simplesmente tinha memorizado o papel de todos os personagens durante os ensaios, e se ofereceu para interpretar dois personagens. Que siga a música!

2. Em seus acampamentos com o grupo de gente jovem,  costumava  ler “Cartas do Diabo ao seu Sobrinho” de CS Lewis junto ao fogo do acampamento. 
Muitos de nós sabemos que o Padre Wojtyla se encantava de passar o tempo com os jovens em atividades ao ar livre durante seu tempo de pároco na Polônia; e mais tarde como Cardeal seguiu mantendo esse costume. Essas saídas tinham que ser clandestinas porque estavam proibidas pelos dirigentes comunistas. Iam  descer o rio em um caiaque, ou   praticar montanhismo, chegando a celebrar missas em uma canoa virada para baixo. 



Parece ser que ao redor do fogo durante as vigílias noturnas cantavam textos de poetas e escritores em geral e liam textos tirados de alguns desses livros, incluindo o clássico “Cartas do Diabo ao seu Sobrinho” (publicada pela primeira vez em 1942). 

3. Ironicamente, os comunistas “queriam” que fosse arcebispo de Cracóvia. 
Mesmo o governo comunista permitindo a igreja polonesa de nomear os candidatos à sede vacante, o governo se reservava o direito de veto sobre qualquer candidato que não lhe interessasse. 

Continuaram com sua censura aos candidatos até que conseguiram colocar  seu homem: Karol Wojtyla.



Imagina  que momento incômodo quando o homem que você mesmo  selecionou se converte em Papa e depois regressa à Polônia para derrotar o comunismo. Provavelmente o maior exemplo de subestimar  alguém na história dos fracassos.

4. Removeu uma montanha de excrementos com uma pá
NÃO VAMOS  POR UMA IMAGEM AQUI

A João Paulo II nunca caíram os anéis por trabalhar em trabalhos duros, ou sujos, ou na hora de realizar os trabalhos mais baixos. 

Pouco depois do poder mudar de mãos na Polônia dos nazistas aos comunistas, Karol e seus companheiros seminaristas puderam voltar ao seminário, que tinha caído em um estado físico deplorável e necessitava arranjos patentes. Os canos tinham se congelado, e as latrinas se encontravam em um estado de profundo caos. Havia que tirar montanhas de excrementos gelados com pás e transportar em carrinhos para longe dali. 

Na próxima vez que  encarregarem você de uma tarefa por mais desagradável que seja lembre-se de que João Paulo II já fez antes de você.

5. Continuou com a prática de esqui até completar 73 anos. 
Uma de minhas histórias favoritas é a daquele menino de 8 anos que se encontrou com João Paulo II na pista de esqui. Fizeram um par de descidas juntos, e a mãe do menino não queria dar crédito ao que seu imaginativo filho tivesse estado esquiando com o Papa, até que o menino o apresentasse a ela. 



6. Viajou à lua três vezes durante sua vida. 
Bom, a mesma distância, pelo menos: 1.140.000 km! O homem tinha uma missão, e sentia que seu chamado como pastor da igreja universal implicava sair pelos caminhos e reunir-se com seu rebanho universal. “Não se supõe que devo ser o papa de todo o mundo?”, sempre dizia. 



7. Qual foi “o dia mais feliz de sua vida”? 
Segundo ele mesmo, esse foi o dia em que canonizou a irmã Faustina como a primeira santa do milênio. 
Sua devoção à Divina Misericórdia foi um dos temas centrais de sua vida, algo muito próximo e muito querido para seu coração, especialmente como polonês que era. 
“Não há nada que o homem necessite mais que a Divina Misericórdia”. 

8. Escreveu este profundo poema
Durante a invasão nazista, quando Karol tinha que trabalhar em uma pedreira em condições abaixo de zero (e caminhar durante 30 minutos na madrugada para chegar ali), foi testemunha da morte de um companheiro trabalhador em uma explosão de dinamite. Mais tarde escreveu este poema: 

"Tombaram-no no solo, suas costas contra uma folha de cascalho.
Chega a esposa, destroçada pela angústia; seu filho regressa da escola…
As pedras se movem de novo: um vagão lamenta as flores.
De novo a corrente elétrica penetra no profundo dos muros.
Porém o homem leva consigo a estrutura profunda do mundo.
Onde, quanto maior é a ira, maior também a explosão de amor".

9. Realizou um par de movimentos a lá James Bond para iludir a polícia secreta. 
Quando foi bispo na Polônia durante a dominação comunista, a polícia secreta estava constantemente gravando furtivamente suas conversas e estudando seus movimentos. Quando chegou a se converter em Papa tinham recopilado informações sobre sua pessoa que enchiam 18 caixas de arquivo.



Em uma ocasião em que o arcebispo necessitava ter uma reunião secreta com Karol, o motorista de Wojtyla montou uma pequena e perigosa cena no meio do trânsito que fez perder os perseguidores de vista. Rapidamente Karol mudou de carro sem que ninguém  percebesse e assim pôde se reunir  com o arcebispo em paz. As piadas, para vocês, amigos comunistas.

10. Os royalties de seus livros construíram igrejas na Iugoslávia 
João Paulo II, durante toda sua vida foi um "doador". Doou-se a si mesmo e doou seu tempo e seu talento.

Como exemplo, após publicar "Cruzando o umbral da esperança", que vendeu milhões de cópias, ofereceu os primeiros royalties para reconstruir igrejas destruídas no conflito da Iugoslávia.

Também se sabe que doou as roupas novas que lhe compraram e ficou com as velhas.

11. Recebeu o sacramento da reconciliação do Padre Pio. 
Em 1947, o Padre Wojtyla visitou o Padre Pio, e este o ouviu em confissão. O Papa João Paulo II o canonizaria 55 anos depois.

12. Seu predecessor João Paulo I disse o seguinte … 
“Meu nome é João Paulo I. Somente estarei com vocês um tempo curto. O segundo já está a caminho” 

13. Era o Rei da Multi-tarefa 
João Paulo II tinha uma ética laboral incrível, e um de seus secretários o descreveu como um “vulcão de energia”. Era habitual nele trabalhar entre 12 e 16 horas diárias. 

Tinha o dom da “concentração dividida”. Muitas pessoas contavam como podia ter uma conversa  completa com elas enquanto estava lendo, e mesmo assim estar plenamente entregue. Algumas vezes se cansava nas reuniões se não trabalhava em outra coisa ao mesmo tempo. De fato, durante o Concílio Vaticano II escreveu todo tipo de livros e poemas.

14. Lia  Marx durante o Conclave 
De fato a necessidade de dedicar-se a múltiplas tarefas simultaneamente era tão premente, tal era a necessidade de constantemente alimentar seu intelecto, que inclusive  levava material de leitura às sessões do conclave pouco depois de sua própria eleição. E de todos os livros que alguém pode ler… lia literatura marxista. 
Como disse em uma ocasião a um amigo, “se quer chegar a conhecer  seu inimigo, tem que conhecer o que escreveu”. 

15. Uma audiência de 300.000 pessoas o aplaudiu durante 14 minutos sem interrupção 
Durante o momento chave que representou sua viagem à Polônia como Papa em 1979, João Paulo II celebrou a missa de Pentecostes na praça da Vitória de Varsóvia para uma multidão de 300.000 almas. Em um momento concreto o aplauso entusiasta durou 14 minutos sem interrupção. 





Dois panoramas da Praça Vitória de Varsóvia em 1979 com João Paulo II

Para  um momento, querido leitor, e tenta imaginar: um povo, uma cultura, reprimida por um comunismo que negava a dignidade humana das pessoas. e nesse momento, um deles, um garoto polonês de Wadowice, regressa como papa à sua terra natal com uma mensagem de liberdade e esperança. 

“Envia teu Espírito!, Envia teu Espírito! E renova a face da terra! De sua terra!" 

16. Se se recopilar tudo o que escreveu, equivaleria ao conteúdo de 20 Bíblias 
Sua média superava as 3.000 páginas anuais, e somente durante o tempo em que foi Papa. 

17. Foi o primeiro Papa a pisar em uma mesquita. 
Seu amor para a pessoa humana se estendia além dos confins da   Igreja Católica, para todas as religiões, raças e línguas. 

18. Uma figura envolta em um longo abrigo, com capuz negro, saindo furtivamente pela porta traseira do Vaticano. 
João Paulo II era um desses líderes que se deslizaria com sigilo para não ser notado por seus guardas de segurança enquanto saía de casa. Sempre estas excursões serviam para conseguir um pouco de consolo nas montanhas ou para ir  esquiar. Como ocupado que andava o homem, entendeu a necessidade do equilíbrio e da diversão.

19. De vez em quando  gostava rir um pouco de sua pessoa. 
Em uma ocasião alguém pôde ouvir a seguinte conversa: 

João Paulo II: “A música é extraordinariamente útil para a oração. Como dizia Santo Agostinho, “quem canta, reza  duas vezes”.”

Amigo: “ Você cantava bem, Santo Padre?”

João Paulo II: “Quando era eu  que cantava, era mais apropriado dizer que rezava uma só vez.”

20. Conhecia os mais de 2.000 bispos do mundo por seu nome. 
Guardava um mapa em  que marcava cada diocese do mundo, e conhecia a cada um de seus bispos de memória.

Sua memória não esteve limitada aos líderes da Igreja. A guarda suíça, os seminaristas, e conhecidos esporádicos que apenas havia tratado se surpreendiam pelos detalhes pequenos que recordava deles anos mais tarde.



Entre 3 e 5 milhões de pessoas no Luneta Park na JMJ de Manila em 1995 com João Paulo II

21. Mais pessoas viram a ele que  qualquer outra pessoa na história da humanidade. 
Bom, isso é o que se diz. E com o récorde de 500 milhões de pessoas,  alguém entre o público pode competir com ele? 

(Seleção de Joe Houde, em www.impactingculture.com, de   John Paul The Great Catholic University,California, -www.jpcatholic.com-; tradução de Jordi Picazo, filólogo, Mataró)


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terça-feira, 8 de abril de 2014

«A quantidade de pessoas vem se confessar porque o Papa disse que Deus é misericordioso» Muitos sacerdotes informaram um importante aumento de confissões pela insistência do Papa no sacramento da Penitência.

ReligionenLibertad.com

Ricardo Reyes, autor de «Cartas entre o céu e a terra»

«Cantidad de personas vienen a confesarse porque el Papa ha dicho que Dios es misericordioso»
«A quantidade de pessoas vem se confessar porque o Papa  disse que Deus é misericordioso»

Muitos sacerdotes informaram  um importante aumento de confissões pela insistência do Papa no sacramento da Penitência.

Salvatore Cernuzio / Zenit- 3 abril 2014-religionenlibertad.com

Às vezes, de uma simples conversa  entre amigos durante um jantar pode nascer um fruto bom para toda a humanidade. Bastou uma simples pergunta de um católico não-praticante sobre a importância da missa para que o padre Ricardo Reyes Castillo, sacerdote do Panamá, incardinado em Roma, desse vida a uma correspondência epistolar na qual, graças aos seus estudos no Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo de Roma, explicasse porque, para ser cristão, é fundamental viver a Eucaristia.

O resultado foi: Cartas entre o céu e a terra (Voz de Papel), volume  subdividido em doze cartas, escritas com uma linguagem acessível e que se dirige aos crentes e não crentes para ajudá-los a redescobrir o valor da missa e a beleza de Deus.

O livro, já em sua terceira edição em italiano, acaba de ser publicado também em espanhol e foi apresentado em Roma pelo cardeal Antonio Canizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino, e pelo Padre Giuseppe Midili, P.Cam., diretor do Ofício litúrgico da diocese de Roma.

-Dom Ricardo, conte-nos antes de tudo como nasceu a ideia deste livro…

-Um amigo advogado, um homem muito preparado, de boa cultura, um dia me disse: “Ricardo,  estudei em institutos católicos, conheço a missa de memória, mas tenho uma dificuldade em ir à missa; me sinto incoerente, porque pronuncio muitas fórmulas e faço alguns gestos dos quais não conheço o verdadeiro significado. E para mim as palavras e os gestos tem muito valor. Eu não posso ir diante de um juiz e dizer algo se não for com uma intenção precisa, e menos ainda ir diante do Senhor”. Por isto me propus  explicar-lhe cada palabra e gesto da missa através de alguns e-mails que depois se converteram em verdadeiras cartas que deram vida a este livro.



- Qual é a mensagem ou, se queremos, o desafio deste livro?

-Que a verdadeira renovação litúrgica passa através da educação litúrgica. Penso que hoje não precisa explicar conceitos complexos, porque vivemos em uma cultura descristianizada e sem fé. Temos que voltar a começar pelas bases:  que significa dizer em  nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo?  Que coisa significa “o Senhor esteja convosco”? Concretamente, as fórmulas que se dizem durante a celebração  que tem a ver com a vida dos fiéis? No livro tratei de responder  estas perguntas através de 12 cartas, nas quais mantive três pontos de união: a parte litúrgica que estava explicando, um episódio da Escritura que estivesse em relação com esse momento litúrgico, e minha experiência pessoal.



- Qual é sua experiência pessoal?

-Refiro-me principalmente a tudo aquilo que  vivi  no último ano durante o qual  escrevi o livro. Experiências alegres e tristes que continuamente cito nas diferentes cartas: desde a morte de um querido amigo, até os episódios que vivo na paróquia de São  Basílio, que é uma região muito difícil de Roma, na cual trabalho e que se situa atrás do cárcere de Rebibbia. Está caracterizada por problemas de drogas e delinquência, mas ao mesmo tempo é um lugar que possui uma grande humanidade. Viver entre estas grandes dores e dificuldades me  ajuda  a entender a necessidade que temos todos de regressar ao essencial. Eu vi  que tudo isto é real porque muitas pessoas da paróquia, gente humilde, leu o livro,  encontrando respostas e foram ajudadas a viver ainda melhor a celebração. Isto me  consolou muito.

-Será devido a  linguagem simples que  utilizou no livro?   Encontrou dificuldade para simplificar temas tão complexos para todo tipo de público?

-Certamente não foi um trabalho fácil. Junto ao pedido de meu amigo, o livro nasceu também por um desafio que me fez o cardeal Canizares depois de ter defendido minha tese doutoral da Sagrada Liturgia na Santo Anselmo. O cardeal me disse: “Muito bom seu trabalho, mas agora tem que ‘traduzir’ para que todas as pessoas possam entender o que  estudam”. Neste projeto me foram úteis meus estudos, mas também as obras de autores como Lewis e Tolkien, que em seus livros conseguiram traduzir grandes conceitos de nossa fé com uma linguagem atrativa para todo tipo de pessoas. Creio que é muito importante, sobretudo hoje, introduzir o cristão em certas noções que são a base sobre a qual se apoia nossa fé.  Tratei de fazê-lo, evitando uma linguagem infantil e tratando de construir melhor um manual simples que pudesse ser lido velozmente, mas que ao mesmo tempo pudesse ser um instrumento para aprofundar.

-Um estilo que recorda as homilias e os discursos do Papa Francisco: essenciais, breves, eficazes, ricos de conteúdo. O que pensa deste Papa?
-Estou muito agradecido a Deus por este Papa. Traz consigo uma nova esperança que a mim pessoalmente me  ajudou muito.   Anima-me também a alegria que graças a Ele  vê nas pessoas,   nos de minha paróquia, quantidades de pessoas que vêm   se confessar  porque “o Papa disse que Deus é misericordioso”. Penso que temos ainda que conhecê-lo mais e entender seu modo de agir. Também do ponto de vista litúrgico.

-Seu livro anterior falava do tema de "A unidade no pensamento litúrgico" de Joseph Ratzinger.  Você vê  aspecto de continuidade entre os dois pontífices, em particular do   ponto de vista litúrgico?
-O que nos  deixou Ratzinger sobre a liturgia não é uma modalidade, mas um equilíbrio. Bento XVI  abriu uma janela para alguns aspectos, como por exemplo, a dimensão escatológica da Eucaristia, este céu que se abre, ou o conceito de orientação de  oração dirigida para o leste, como também o crucifixo sobre o altar, ou o latim; e assim poderia seguir nomeando alguns conceitos da tradição. A grandeza de Ratzinger foi a de iluminar a importância destes aspectos, sem pretender voltar para trás, mas redescobrir seu valor para poder utilizá-los no modo de celebrar atual. O Papa Francisco está levando adiante tudo aquilo que seu predecessor havia introduzido em um modo novo e essencial. Uma coisa não nega a outra: tem que evitar uma visão dualística da liturgia “ou inovadores ou tradicionalistas”.
A liturgia é mais ampla e esta é sua beleza; e nós somos chamados a ter a capacidade de ler a beleza da simplicidade da liturgia que nos está regalando o Papa Bergoglio, sem pensar que é o oposto à beleza que nos abriu o Papa Ratzinger. Mais ainda, penso que Bento XVI não obstante, foi considerado por muitos como um tradicionalista, nos preparou para acolher o genuíno que trás consigo o Papa Francisco.

-Você no livro fala muito de sofrimento, afirmando que é evidente que o homem sofre: “basta subir no metrô de qualquer cidade europeia” para perceber isto, que é também culpa de uma cultura descristianizada e sem fé. Que resposta dá seu livro a isto?

-A resposta é que temos que regressar à Eucaristia, que é o coração de nossa fé, a fonte e o cume  de nosso ser cristãos. No  fundo, todos somos chamados a ser Eucaristias viventes, a ser homens e mulheres capazes de  irmos aos outros. Por fim, temos que voltar a descobrir este alimento espiritual. Só se vivermos a Eucaristia em profundidade, nós conseguiremos encontrar o sentido pleno de nossa vida. Não é só algo que pode nos ajudar; se trata do essencial; é uma exigência primordial na vida do cristão; um dom imenso que o Senhor nos  deixou e que temos que saborear completamente, se não queremos permanecer estranhos a nosso batismo e divididos profundamente dentro de nosso ser.


 FICHA TÉCNICA COMPRA ONLINE

Título: Cartas entre cielo y tierra Ocio Hispano

Autor: Ricardo Reyes Castillo

Editorial: Voz de papel

Páginas: 187 páginas

Precio 16,99 euros



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