Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

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O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Se não fosse porque meu Jesus se faz Ele mesmo meu apoio, força e ajuda, eu não sei como poderia viver".


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Filhos da Divina Vontade

Para que o início da causa de beatificação se levasse a cabo (na Solenidade de Cristo Rei, de 20 de Novembro de 1994) teve que passar um longo tempo no meio de muitas dificuldades.

Imaginemo-nos, tinha que superar nada menos que a condenação que sofreram seus escritos em 1938.

A história de todo o processo até chegar este momento foi larga e penosa.

Tudo iniciou com o seguinte decreto da Suprema Congregação do Santo Ofício (13 de Julho de 1938):

Com aprovação geral da Suprema Congregação do Santo Ofício, os Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardenais encarregados de proteger as coisas de fé e de costumes, havendo precedentemente recebido o consentimento dos Reverendos Senhores Consultores, condenaram e obrigaram a por no Índice dos livros proibidos os livros que aqui mencionamos, escritos por Luisa Piccarreta e que outros tem cuidado e publicado várias vezes em vários lugares.

É o que se segue:

1º - O Relógio da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, como um tratado sobre a Divina Vontade;

2º No Reino da Divina Vontade;

3º A Rainha do Céu no Reino da Divina Vontade.

Ao dia seguinte, 14 do mesmo mês e ano, o Santíssimo Senhor Nosso, Pio, por Divina Providência, Papa XI, na costumada audiência concedida ao Reverendíssimo Senhor Assessor do Santo Ofício, aprovou a decisão dos Eminentíssimos Padres apresentada a ele, a confirmou e mandou que fosse publicada.

Datado em Roma, Palácio do Santo Ofício,

31 de Agosto de 1938

Romolo Pantanetti,

Notário da Suprema Congregação.

Poucos dias depois, a 11 de setembro, no "Osservatore Romano" o jornal do Vaticano, foi publicado um artigo anônimo, denegrindo Luisa e seus escritos e pondo em alerta o público.

Luisa responde à Igreja "espontânea e pronta" com absoluta submissão, através da seguinte carta:

Espontânea e prontamente, cumpro meu dever de alma cristã de humilhar minha incondicional, pronta, plena e absoluta submissão ao juízo da Santa Igreja Romana, pelo qual sem restrição alguma, reprovo e condeno quanto a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício reprova e condena os ditos livros, no mesmo sentido e com a mesma intenção que tem a Suprema Congregação.

Esta declaração a submeto igualmente ao meu amadíssimo Arcebispo Mons. D. Giuseppe M. Leo, implorando de sua paterna caridade que a faça chegar por seu meio ao Santo Ofício. »

Corato, Bari

Luisa Piccarreta



Eis aqui o que Nosso Senhor mesmo disse a Luisa no último volume (18 de setembre de 1938) sobre o motivo da condenação:

Encontro-me no mar da Divina Vontade no meio de imensas amarguras e humilhações das mais humilhantes como uma pobre condenada, e se não fosse porque meu Jesus se faz Ele mesmo meu apoio, força e ajuda, eu não sei como poderia viver; meu doce Jesus, então, tomando parte em minhas penas, sofria junto comigo, e no ímpeto de sua dolor e amor me disse:

« Minha querida filha, se tu soubesses quanto sofro; se eu te fizesse ver, morrerias de dor! Vejo-me obrigado a esconder tudo, toda a atrocidade, a crueldade da pena que sinto para não afligir-te mais.

Deves saber que não é a ti que condenaram, mas a mim junto contigo; sinto que se renova minha condenação; quando se condena o bem é a mim a quem condenam. Mas tu, une em minha Vontade tua condenação e minha condenação à qual sofri quando fui crucificado e te darei o mérito de minha condenação e todos os bens que esta produz: me fez morrer, chamou à vida minha ressurreição, na qual todos deviam encontrar a vida e a ressurreição de todos os bens.

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