Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Vejo-te, amor meu, todo transformado, parece como se tua Divindade se transbordasse para fora de tua Humanidade"..



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"


QUARTA HORA
Das 8 às 9 da noite


A Ceia Eucarística

Graças te dou, oh Jesus, por chamar-me à união contigo por meio da oração, e tomando teus pensamentos, tua língua, teu coração e fundindo-me toda em tua Vontade e em teu amor, estendo meus braços para abraçar-te e apoiando minha cabeça sobre teu coração começo:

Meu doce amor, incontentável sempre em teu amor, vejo que ao terminar a ceia normal te levantas da mesa e junto com teus amados discípulos elevas o hino de agradecimento ao Pai por haver-vos dado o alimento, querendo reparar com isto todas as faltas de agradecimento das criaturas por  tantos meios como nos dás para l conservação da vida corporal.

Por isso Tu, oh, Jesus, no que fazes, tocas ou vês, tens sempre em teus lábios as palavras: “Graças te sejam dadas, oh, Pai!”  Também eu, oh, Jesus, unida contigo tomo as palavras de teus lábios e direi sempre e em tudo: “Graças por mim e por todos”, para continuar a reparação pelas faltas de agradecimento.

Mas, oh, meu Jesus, parece que teu amor não tem repouso, vejo que de novo fazes sentar-se os teus amados discípulos, tomas uma bacia com água, te cinges com uma toalha branca   e te prostras aos pés dos apóstolos, numa ação tão humilde que  atrai o olhar de todo o Céu e o faz permanecer estático, os mesmos apóstolos ficam quase sem movimento ao ver-te prostrado aos seus pés.

Porém, me diz, meu amor, o que queres, o que pretendes com este ato tão humilde, humildade jamais vista e que jamais se verá?

“Ah, minha filha, quero todas as almas, e prostrado diante delas como um pobre mendigo, as peço, as urjo, e chorando tramo minhas insídias de amor para tê-las!  Quero, prostrado aos seus pés, com esta água mesclada com minhas lágrimas lavá-las de qualquer imperfeição e prepará-las para receber-me no sacramento.

Importa-Me tanto este ato de receber-me na Eucaristia, que não quero confiar este ofício nem aos anjos, nem sequer à minha amada Mãe, mas que Eu mesmo quero purificá-las, mesmo as fibras mais íntimas, para dispô-las a receber o fruto do sacramento, e  nos apóstolos era minha intenção preparar  todas as almas.

Intento reparar todas as obras santas e a administração dos sacramentos, sobretudo feitas por sacerdotes com espírito de soberba, vazias do espírito divino e de desinteresse.

Ah, quantas obras boas me chegam mais para desonrar-me que para dar-me honra!  Mais para amargurar-me que para comprazer-me!  Mais para dar-me morte que para dar-me vida!  Estas são as ofensas que mais me afligem.  Ah, sim minha filha, numera todas as ofensas mais íntimas que  me fazem e repara-me com minhas mesmas reparações, consola meu coração amargurado”.

Oh meu aflito bem, faço minha tua Vida e junto contigo intento reparar todas estas ofensas!  Quero entrar nos mais íntimos esconderijos de teu coração divino e reparar com teu mesmo coração as ofensas mais íntimas e secretas que recebes de teus mais amados, e junto contigo quero girar em todas as almas que te devem receber na Eucaristia, e entrar em seus corações, e junto em tuas mãos ponho as minhas para purificá-las.

Ah, Jesus, com estas tuas lágrimas e esta água com as quais lavaste os pés dos apóstolos, lavemos as almas que te devem receber, purifiquemos seus corações, incendiê-mo-los, sacudamos deles o pó com o qual estão manchados, a fim de que recebendo-te, Tu possas encontrar nelas tuas complacências em vez de tuas amarguras.

Porém, meu afetuoso bem,enquanto estás atento a lavar os pés dos apóstolos, te vejo e vejo que outra dor traspassa teu coração santíssimo.  Estes apóstolos representam a todos os futuros filhos da Igreja, e cada um deles, representa a série de cada um de tuas dores.

Em um as debilidades; em outro os enganos; em outro as hipocrisias; em outro o amor desmedido aos interesses; em São Pedro, a falha dos buenos propósitos e todas as ofensas dos chefes da Igreja; em São João, as ofensas de teus maus fiéis; em Judas todos os apóstatas, com toda a série dos graves males causados por eles.

Ah! e teu coração está sufocado pela dor e pelo amor, tanto, que não podendo resistir te deténs aos pés de cada apóstolo e rompes em pranto, e rogas e reparas por cada uma destas ofensas, e imploras e consegues para todos o remédio oportuno.

Meu Jesus, também eu me uno a Ti, faço minhas tuas preces, tuas reparações, teus oportunos remédios para cada alma.  Quero misturar minhas lágrimas às tuas, a fim de que jamais estejas só, mas que sempre me tenhas contigo para dividir tuas penas.

Vejo, meu doce amor, que já estás aos pés de Judas, ouço tua respiração afanosa, vejo que não só choras, mas que soluças, e enquanto lavas aqueles pés, os beijas, os estreitas ao coração, e não podendo falar porque tua voz está afogada pelo pranto, o olhas com teus olhos inchados pelo pranto e lhe dizes com o coração:

“Meu filho, ah, te rogo com a voz de minhas lágrimas: Não te vás para o inferno, dá-me tua alma que prostrado a teus pés te peço!  Diga, o que queres?  O que pretendes?  Tudo te darei contanto de que não te percas.  Ah, evita-me esta dor, a Mim, teu Deus!”

E  estreitas de novo esses pés ao teu coração, mas vendo a dureza de Judas, teu coração se vê em apuros, o amor te sufoca e estás a ponto de desfalecer.  Meu coração e minha vida, permite-me que te sustenha entre meus braços.

Compreendo que estes são os estratagemas amorosos que usas com cada pecador obstinado, e e te rogo, oh, Jesus, enquanto te compadeço e te dou reparação pelas ofensas que recebes das almas que se obstinam em não querer se converter, que me permitas percorrer junto contigo a terra, e onde estejam os pecadores obstinados demo-lhes tuas lágrimas para abrandá-los, teus beijos e teus abraços de amor para encadeá-los a Ti, de maneira que não te possam fugir, e assim consolar-te pela dor da perda de Judas.

Jesus meu, gozo e delícia minha, vejo que teu amor corre, e rapidamente corre, te levantas, dolente como estás, e quase corres à mesa onde está já preparado o pão e o vinho para a consagração.

Vejo-te, coração meu, que tomas um aspecto todo novo e nunca antes visto, tua Divina Pessoa toma um aspecto terno, amoroso, afetuoso, teus olhos resplandecem de luz, mais do que se fossem sóis; teu rosto aceso resplandece; teus lábios sorridentes, abrasados de amor; e tuas mãos criadoras se põem em atitude de criar.  Vejo-te, amor meu, todo transformado, parece como se tua Divindade se transbordasse para fora de tua Humanidade.

Meu Coração e minha Vida, Jesus, este aspecto teu jamais visto chama a atenção de todos os apóstolos, eles são presa de um doce encanto e não se atrevem nem sequer a respirar.  A doce Mãe corre em espírito aos pés do altar, para contemplar os portentos de teu amor; os anjos descem do Céu e se perguntam entre eles: “O que sucede?  O que passa?”

São verdadeiras loucuras, verdadeiros excessos!  Um Deus que cria, não o céu ou a terra, mas a Si mesmo.  E aonde?  Dentro da matéria viilíssima de um pouco de pão e um pouco de vinho!

Porém enquanto estão todos em torno a Ti, oh, amor insaciável, vejo que tomas o pão entre as mãos, o ofereces ao Pai e ouço tua voz dulcísima que diz:  “Pai Santo, graças te sejam dadas, pois sempre escutas o teu Filho.  Pai Santo, concorre comigo, Tu um dia me enviaste do Céu à terra para encarnar-me no seio de minha Mãe para vir  salvar nossos filhos, agora permite-me que me encarne em cada uma das hóstias para continuar sua salvação e ser vida de cada um de meus filhos.

Veja, oh, Pai, poucas horas me restam de vida, como terei coração para deixar sós e órfãos  meus filhos?  São muitos seus inimigos, as trevas, as paixões, as debilidades a que estão sujeitos, quem os ajudará?

Ah, te suplico que Eu permaneça em cada hóstia para ser vida de cada um e por em fuga  seus inimigos, e ser sua luz, força e ajuda, de outra maneira, aonde irão?  Quem os ajudará?  Nossas obras são eternas, meu amor é irresistível, não posso nem quero deixar os meus filhos.”

O Pai se enternece diante da voz terna e afetuosa do Filho, e desce do Céu.  Está já sobre o altar e unido com o Espírito Santo para concordar com o Filho.  E Jesus com voz sonora e comovedora pronuncia as palavras da Consagração, e sem deixar-se a Si mesmo, cria a Si mismo  naquele pão e naquele vinho.

Depois te dás em comunhão aos teus apóstolos, e creio que nossa Mãe Celestial  não ficou privada de receber-te.  Ah, Jesus, os Céus se prostram, e todos te mandam um ato de adoração no teu novo estado de tão profundo aniquilamento!

Porém, oh, doce Jesus, enquanto teu amor fica contentado e satisfeito não tendo outra coisa que fazer, vejo, oh, meu bem, sobre este altar, em tuas mãos, todas as hóstias consagradas que se perpetuarão até o fim dos séculos, e em cada uma das hóstias implantada toda tua dolorosa Paixão, porque as criaturas, aos excessos de teu amor, corresponderão com excessos de ingratidão e de enormes delitos, e eu, coração de meu coração, quero encontrar-me sempre contigo em cada um dos tabernáculos, em todos os sacrários e em cada uma das hóstias consagradas que haverão até o fim do mundo, para oferecer-te meus atos de reparação à medida que recebes as ofensas.

 Por isso meu coração, me ponho perto de Ti e te beijo a fronte majestosa, mas enquanto te beijo sinto em meus lábios os espetões dos espinhos que circundam tua cabeça.  Oh, meu Jesus, nesta hóstia santa não te limitam os espinhos como na Paixão, vejo que as criaturas vem à tua presença e em vez de dar-te a homenagem de seus pensamentos, te mandam seus maus pensamentos, e Tu de novo abaixas a cabeça como na Paixão para receber os espinhos dos maus pensamentos que se fazem em tua presença.

 Oh, meu amor, junto contigo a abaixo também eu para dividir contigo tuas penas, e ponho todos meus pensamentos em tua mente para tirar estes espinhos que tanto te fazem sofrer, e cada pensamento meu corra em cada pensamento teu para fazer-te o ato de reparação por cada pensamento mau e assim adoçar teus aflitos pensamentos.

Meu Jesus, meu bem, beijo teus belos olhos, te vejo nesta hóstia santa, com estes olhos amorosos, no ato de esperar todos aqueles que vêem à tu presença para vê-los con teus olhares de amor, para ter a correspondência de seus olhares amorosos, mas  quantos vêm à tua presença e em vez de olhar a Ti e buscar a Ti, olham coisas que os distraem de Ti, e te privam do gosto do intercâmbio dos olhares entre Tu e eles, e Tu choras, e por isso, beijando-te, sinto meus lábios banhados por tuas lágrimas.

Ah, meu Jesus, não chores, quero por meus olhos nos teus para compartilhar estas tuas penas e chorar contigo, e reparar-te por todas os olhares distraídos das criaturas em oferecer-te meus olhares e tê-los simpre fixos em Ti.

Meu Jesus, meu amor, beijo teus santíssimos ouvidos, ah, te vejo atento para escutar o que as criaturas querem de Ti, para consolá-las, mas elas, em troca, te fazem chegar aos ouvidos orações mal feitas, cheias de desconfiança, orações feitas mais por costume e sem vida, e teus ouvidos nesta hóstia santa são molestados mais que na mesma Paixão.

Oh, meu Jesus, quero tomar todas as harmonias do Céu e colocá-las em teus ouvidos para reparar-te estas penas, e quero por meus ouvidos nos teus, não só para compartilhar contigo esta pena, mas para estar sempre atenta ao que queres, ao que sofres, para por rápido meu ato de reparação e consolar-te.

Jesus, minha vida, beijo teu santíssimo rosto, o vejo ensanguentado, lívido e inchado.  As criaturas, oh, Jesus, vêm diante desta hóstia santa, e com suas posturas indecentes, com suas conversas más que fazem diante de Ti, em vez de dar-te honra te dão bofetadas e cusparadas, e Tu, como na Paixão, com toda paz e paciência os recebes, e tudo suportas.

Oh, Jesus, quero por meu rosto junto ao teu, não só para acariciar-te e beijar-te conforme te chegam estas bofetadas e limpar-te as cusparadas, mas que quero fundir meu rosto no teu para dividir contigo estas penas, também quero fazer de meu ser tantos diminutos pedacinhos para pô-los diante de Ti como tantas estátuas ajoelhadas continuamente, para reparar-te por todos as desonras que te fazem em tua presença.

Jesus, meu tudo, beijo tua dulcíssima boca.  Ah, vejo que ao descer nos corações das criaturas, o primeiro apoio que Tu fazes é sobre a língua.  Oh, como ficas amargurado encontrando muitas línguas mordazes, impuras, más, ah, Tu te sentes atormentar por essas línguas, e pior ainda quando desces aos seus corações.

Oh, Jesus, se fosse possível queria encontrar-me na boca de cada uma das criaturas para adoçar-te e reparar-te qualquer ofensa que recebas delas.
Meu fatigado bem, beijo teu santíssimo pescoço, te vejo cansado, esgotado e todo ocupado en teu trabalho de amor, diz-me o que fazes.

E Jesus:  “Minha filha, Eu nesta hóstia trabalho desde  manhã até a noite, formando contínuas cadeias de amor, a fim de que conforme as almas vêm a Mim, Eu as faço encontrar pronta minha cadeia de amor para encadeá-las no meu coração; mas sabes tu que me fazem elas em troca?  Muitas tomam a mal estas minhas cadeias, e pela força se libertam delas e as fazem em pedaços, e como estas cadeias estão atadas ao meu coração, Eu fico torturado e dou em delírio; ao romper minhas cadeias atiram ao vazio meu trabalho que faço no Sacramento, e buscam as cadeias das criaturase isto o fazem ainda em minha presença, servindo-se de Mim para conseguir seus intentos.

Esto me dá tanta dor que me dá uma febre tão violenta que me faz desfalecer e delirar.”

Prisioneiro de amor, Tu não estás  só aprisionado mas também encadeado, e com ânsia febril estás esperando os corações das criaturas para descer neles e sair de tua prisão, e com as cadeias que te atavam encadear suas almas ao teu Amor.

Mas com suma dor vês que vêm diante de Ti com um ar indiferente, sem pressa por receber-te; outras de fato não te recebem; e outras, se te recebem, seus corações estão atados por outros amores e cheios de vícios, como se Tu fosses desprezível, e Tu, vida minha, estás obrigado a sair destes corações encadeado como entraste, porque não te deram a liberdade de fazer-se atar, e mudaram tuas ânsias em pranto.

Meu Jesus, permite-me que enxugue tuas lágrimas e te tranquilize o pranto com meu amor, e para reparar-te  ofereço as ânsias e suspiros, os desejos ardentes que te deram todos os santos que existiram e existirão, os de tua Mãe e o mesmo Amor do Pai e do Espírito Santo, e eu fazendo meu este Amor, quero por-me às portas do tabernáculo para fazer-te as reparações e gritar detrás das almas que quisessem receber-te para fazer-te chorar, ‘te amo’, e tantas vezes intento repetir estes atos de reparação, por quantos contentos dás a todos os santos, e por quantos movimentos contém a Santíssima Trindade.

Coroada Mãe, te beijo o coração e te peço que custodies meus afetos, meus desejos, meus batimentos cardíacos, meus pensamentos, e que os ponhas como lâmpadas à porta dos tabernáculos para cortejar a Jesus.

Quanto te compadeço, oh, Jesus!  Teu amor é posto em apertos, ah! te rogo, para consolar-te pelas ofensas que recebes e para reparar-te por tuas cadeias que são feitas em pedaços, que encadeies meu coração com todas estas cadeias para poder dar-te por todos minha correspondência de amor.

Meu Jesus, flecheiro divino, beijo teu pecho.  É tal e tanto o fogo que o contém, que para dar um pouco de desafogo a tuas chamas que se elevam tão alto, Tu, querendo fazer um descanso em teu trabalho, queres jogar no Sacramento, e teu jogo é formar flechas, dardos, setas, a fim de que quando vêm diante de Ti, Tu te pões a jogar com as criaturas, fazendo sair de teu peito tuas flechas para flechá-las, e quando as recebem Tu fazes festa e formas teu jogo, mas muitas, oh, Jesus, as rechaçam, enviando-te em correspondência flechas de frieza, dardos de tibieza e setas de ingratidão; e Tu ficas tão aflito por isto, que choras porque as criaturas te fazem fracassar em teu jogo de amor.
Oh, Jesus, eis aqui meu peito disposto a receber não só tuas flechas destinadas para mim, mas também aquelas que te rechaçam os demais, e assim não ficarás mais frustrado em teus jogos, e quero também reparar-te pelas friezas, pelas tibiezas e pelas ingratidões que recebes.

Oh, Jesus, beijo tua mão esquerda e quero reparar por todos os tocamentos ilícitos e não santos feitos em tua presença, e te rogo que com esta mão me tenhas sempre estreitada em teu coração. (continua)



sábado, 22 de outubro de 2011

Dá-me a graça de que jamais esqueça o que sofreste e padeceste por mim. Quanto te agradeço por isto!





"Memórias da Serva de Deus Luisa Picarreta"


TERCEIRA HORA
Das 7 às 8 da noite

A Última Ceia


Graças te dou, oh, Jesus, por chamar-me à união contigo por meio da oração, e tomando teus pensamentos, tua língua, teu coração e fundindo-me toda em tua Vontade e em teu amor, estendo meus braços para abraçar-te e apoiando minha cabeça sobre teu coração começo:

Oh, Jesus, já chegastes ao cenáculo junto com teus amados discípulos e te pões a ceiar com eles.  Que doçura, que afabilidade não mostras em toda tua pessoa ao abaixar-te para tomar pela última vez o alimento material.

Ali tudo é amor em Ti, também nisto não só reparas pelos pecados de gula, mas impetras também a santificação do alimento, e assim como este se converte em força, assim nos obténs a santidade para as coisas mais baixas e mais comuns.

Jesus, vida minha, teu olhar doce e penetrante parece perscrutar  todos os apóstolos, e ainda no ato de tomar o alimento teu coração fica traspassado ao ver os teus amados apóstolos débeis e vacilantes ainda, especialmente o pérfido Judas que já colocou um pé no inferno.

E Tu do fundo de teu coração amargurado dizes: “Qual é a utilidade de meu sangue?  Eis aqui uma alma, tão beneficiada por Mim, e está perdida!”

E com teus olhos resplandecentes de luz o olhas, como querendo fazer-lhe compreender o grande mal cometido.  Mas tua suprema caridade te faz suportar esta dor e não a manifestas nem sequer aos teus amados discípulos; e enquanto te dóis por Judas, teu coração quisera encher-se de júbilo ao ver à tua esquerda o teu amado discípulo João, tanto, que não podendo conter mais o amor, atraindo-o docemente a Ti lhe fazes apoiar sua cabeça sobre teu coração, fazendo-lhe sentir o paraíso antecipado.

É nesta hora solene que nos dois discípulos vêem representados os dois povos: o réprobo e o escolhido.  O réprobo em Judas, que sente já o inferno no coração; e o escolhido em João, que em Ti repousa e goza.

Oh, meu doce bem, também eu me ponho perto de Ti, e junto ao teu amado discípulo quero apoiar minha cabeça cansada sobre teu coração adorável e rogar-te que me faças sentir, ainda sobre esta terra, as delícias do Céu, e assim, raptada pelas doces harmonias de teu coração, a terra não seja para mim mais terra, mas Céu.

Porém nessas harmonias dulcíssimas e divinas, sinto que se te escapam dolorosos batimentos cardíacos, são pelas almas perdidas.  Oh, Jesus, não permitas que novas almas se percam, faz que teu batimento cardíaco correndo no seu lhes faça sentir os batimentos cardíacos da vida do Céu, como os sente teu amado discípulo João, e atraídas pela suavidade e doçura de teu amor, todas possam render-se a Ti!

Oh, Jesus, enquanto permaneço em teu coração, dá também a mim o alimento como  o deste aos apóstolos, o alimento de tua Divina Vontade, o alimento do amor, o alimento da palavra divina.  Jamais me negues, oh, meu Jesus, este alimento que Tu tanto desejas dar-me, de modo a formar em mim tua mesma Vida.

Meu doce bem, enquanto  estou ao teu lado, vejo que o alimento que tomas junto com teus amados discípulos não é outro que um cordeiro.  É o cordeiro que te representa, e assim como neste cordeiro, pela força do fogo, não fica nenhum humor vital, assimTu, cordeiro místico, que pelas criaturas deves consumir-te todo por força de amor, nem sequer uma gota de teu sangue conservarás para Ti, derramando-a toda por amor nosso.

Assim que, oh, Jesus, nada fazes que não represente ao vivo tua dolorosíssima Paixão, que tens sempre presente na mente, no coração, em tudo, e isto me ensina que se também eu tivesse sempre diante da minha mente e no coração o pensamento de tua Paixão, jamais me negarias o alimento de teu amor. 

Quanto te agradeço por isto!

Oh, meu Jesus, nenhum ato te escapa em que não me tenhas presente e com o que não intentes fazer-me um bem especial, por isso te rogo que tua Paixão esteja sempre em minha mente, em meu coração, em meus olhares, em minhas obras, em meus passos, a fim de que onde quer que me dirija, dentro e fora de mim, te encontre sempre presente em mim, e dá-me a graça de que jamais esqueça o que sofreste e padeceste por mim.  Esta seja para mim um imã, que atraindo todo meu ser em Ti, não me deixe afastar-me de Ti.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

"É tanto o amor entre Filho e Mãe que os torna inseparáveis, por que Tu ficas no coração da Mãe, e a Rainha e doce Mãe se deixa no teu".





"AS HORAS DA PAIXÃO" 


por LUISA PICCARRETA, Serva de Deus.


SEGUNDA HORA

Das 6 às 7 da tarde

Jesus se separa de sua Mãe Santíssima e se encaminha ao Cenáculo.

Graças te dou, oh, Jesus, por chamar-me à união contigo por meio da oração, e tomando teus pensamentos, tua língua, teu coração e fundindo-me toda em tua Vontade e em teu amor, estendo meus braços para abraçar-te e apoiando minha cabeça sobre teu coração começo:

Meu adorável Jesus, enquanto junto contigo tomo parte em tuas dores e nas da aflita Mãe, vejo que te decides a partir para ir aonde o Querer do Pai te chama.

É tanto o amor entre Filho e Mãe que os torna inseparáveis, por que Tu ficas no coração da Mãe,e a Rainha e doce Mãe se deixa no teu, de outra maneira teria sido impossível  separá-los.

Porém depois, bendizendo-vos mutuamente, Tu lhe dás o último beijo para dar-lhe forças nas amargas dores que está por sofrer, lhe dás o último adeus e partes.

Mas a palidez de teu rosto, teus lábios trêmulos, tua voz sofocada como se quisesse romper em pranto ao dizer-lhe adeus, ah! tudo me diz quanto a amas e quanto sofres ao deixá-la, mas para cumprir a Vontade do Pai, com vossos corações fundidos um no outro, a tudo vos submeteis, querendo reparar por aqueles que, por não vencer as ternuras dos parentes e amigos, os vínculos e os apegos, não se preocupam por cumprir o Querer Santo de Deus e corresponder ao estado de santidade ao qual Deus os chama.

Que dor não te dão estas almas ao rechaçar de seus corações, o amor que queres dar-lhes, para contentar-se com o amor das criaturas!

Meu amável amor, enquanto contigo reparo, permite-me que permaneça com tua Mãe para consolá-la e sustentá-la enquanto Tu te afastas, depois apressarei meus passos para alcançar-te.

Mas com suma dor vejo que minha angustiada Mãe treme, e é tanto a dor, que enquanto trata de dizer adeus ao Filho, a voz se apaga nos lábios e não pode articular palavra, quase desfalece e em seu desfalecimento de amor disse:  “Meu Filho, Meu Filho, te abençoo!

Que amarga separação, mais cruel que qualquer morte!”  Mas a dor lhe impede ainda o falar e a deixa muda.

Desconsolada Rainha, deixa-me que te sustente, te enxugue as lágrimas e te compadeça em tua amarga dor.  Minha Mãe, eu não te deixarei só, e Tu tens-me contigo, ensina-me  neste momento tão doloroso para Ti e para Jesús o que devo fazer, como devo defendê-lo, como devo repará-lo e consolá-lo, e se devo dar minha vida para defender a sua.

Não, não me separarei de debaixo de teu manto, a um sinal teu voarei a Jesus e lhe levarei teu amor, teus afetos, teus beijos junto aos meus e os porei em cada chaga, em cada gota de seu sangue, em cada pena e insulto, a fim de que Ele em cada pena os beijos e o amor da Mãe, suas penas fiquem adoçadas.  Depois regressarei para embaixo de teu manto trazendo-te seus beijos para adoçar teu coração traspassado.

Minha Mãe, o coração me bate fortemente, quero ir a Jesus, e enquanto beijo tuas mãos maternas abençoa-me como abençoastes a Jesus e permite-me que vá a Ele.

Meu doce Jesus, o amor me descobre teus passos e te alcanço enquanto percorres as ruas de Jerusalém junto com teus amados discípulos; te olho e te vejo ainda pálido, ouço tua voz, doce, sim, mas triste, tanto que rompe o coração de teus discípulos, que por ouvir-te assim estão perturbados.

“É a última vez”, dizes, “que percorro estas ruas por Mim mesmo, amanhã as percorrerei atado, arrastado entre mil insultos.”

E assinalando os lugares onde serás mais desonrado e maltratado, segues dizendo:
“Minha vida está por chegar ao seu ocaso aqui embaixo, como está por chegar ao seu ocaso o sol, e amanhã a esta hora não estarei mais, porém como sol ressurgirei ao terceiro dia.”

Por tuas palavras, os apóstolos ficam tristes e taciturnos e não sabem o que responder.

Porém Tu acrescentas:
“Ânimo, não vos abateis, Eu não ovs deixo, sempre estarei convosco, mas é necessário que Eu morra pelo bem de todos vocês.”

Ao dizer isto estás comovido, porém con voz trêmula continuas instruindo-os.  Antes  que entres no cenáculo olhas o sol que já se põe, assim como está por chegar ao ocaso tua Vida; ofereces teus passos por aqueles que se encontram no ocaso da vida e lhes dás a graça de que a façam terminar em Ti, reparando por aqueles que não obstante os dissabores e os desenganos da vida se obstinem em não render-se a Ti.

Depois olhas de novo a Jerusalém, o centro de teus prodígios e das predileções de teu coração, e que em pago te está preparando a cruz e afiando os cravos para cometer o deicídio, e Tu te estremeces,  te rompe el coração e choras por sua destruição.

Com isto reparas por tantas almas consagradas a Ti, que com tanto cuidado tratavas de formar como portentos de teu amor, e elas, ingratas, em corresponder-te, te fazem sofrer mais amarguras.  Quero reparar junto contigo para adoçar a dor de teu coração.

Mas vejo que ficas horrorizado diante da vista de Jerusalém, e retirando dela teu olhar, entras no cenáculo.  Meu Amor, estreita-me em teu coração, a fim de que faça minhas tuas amarguras para oferecê-las junto contigo, e Tu, olha piedoso minha alma, e derramando nela teu amor, abençoe-me.


terça-feira, 11 de outubro de 2011

E eis que Jesus vem e Tu com a alma transbordante de amor corres ao seu encontro.






AS VINTE E QUATRO HORAS DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

PRIMEIRA HORA
Das 5 às 6 da tarde


Jesus se despede de sua Mãe Santíssima 

Graças te dou, oh! Jesus, por chamar-me à união contigo por meio da oração, e tomando teus pensamentos, tua língua, teu coração e fundindo-me toda em tua Vontade e em teu amor, estendo meus braços para abraçar-te e apoiando minha cabeça sobre teu coração começo:

Oh! Mãe Celestial, a hora da separação se acerca e eu venho a Ti.  Oh! Mãe, dá-me teu amor e tuas reparações, dá-me tua dor, porque junto contigo quero seguir passo a passo o adorado Jesus!

E eis que Jesus vem e Tu com a alma transbordante de amor corres ao seu encontro, mas ao vê-lo tão pálido e triste o coração  te oprime pela dor, as forzas te abandonam e estás a ponto de desfalecer aos seus pés.

Oh, minha doce Mãe, sabes por que veio a Ti o adorável Jesus?  Ah!  Ele veio para dar-te o último adeus, para dizer-te a última palavra, para receber o último abraço.
Oh, Mãe, a Ti me estreito com toda a ternura da qual é capaz este meu pobre coração, a fim de que estreitado e unido a Ti, também eu possa receber os abraços do adorado Jesus.

Por acaso Tu me desdenharás?  Não é melhor um consolo para teu coração ter uma alma ao teu lado e que compartilha contigo as penas, os afetos, as reparações?
Oh, Jesus, nesta hora tão desoladora para teu terníssimo coração, que lição nos dás de filial e amorosa obediência para tua Mãe.

Que doce harmonia há entre Tu e Maria, que suave encanto de amor que sobe até o trono do Eterno e se estende para salvação de todas as criaturas da terra!

Oh, minha Celestial Mãe, sabes o que quer de Ti o adorado Jesus?  Não quer outra coisa que tua última bênção.  É verdade que de todas as partes de teu ser não saem mais que bênçãos e louvores ao teu Criador, porém Jesus ao despedir-se de Ti quer ouvir as doces palavras:  “Te abençoo, oh, Filho.”

E este 'te abençoo' afasta todas as blasfêmias de seus ouvidos, e doce e suave desce ao seu coração; e quase como para por uma defesa a todas as ofensas das criaturas, Jesus quer teu “te abençoo.”

Eu me uno a Ti, oh, doce Mãe, sobre as asas do vento quero girar pelo Céu para pedir ao Pai, ao Espírito Santo, a todos os anjos, um “te abençoo” para Jesus, a fim de que vendo a Ele lhe possa levar suas bênçãos.

E aqui na terra quero ir à todas as criaturas e pedir de cada lábio, de cada batimento, de cada passo, de cada respiração, de cada olhar, de cada pensamento, bênçãos e louvores a Jesus, e se ninguém me as quiser dar, eu quero d-a-las por elas.

Oh, doce Mãe, depois de ter girado e tornado a girar para pedir à Trindade Sacrosanta, aos anjos, a todas as criaturas, a luz do sol, o perfume das flores, as ondas do mar, a cada sopro de vento, a cada chama de fogo, a cada folha que se move, o cintilar das estrelas, a cada movimento da natureza um “te abençoo”, venho a Ti e uno minhas bênçãos às tuas.

Minha doce Mãe, vejo que recebes consolo e alívio por isto, e ofereces a Jesus todas minhas bênçãos em reparação das blasfêmias e maldições que Ele recebe das criaturas.  Mas enquanto te ofereço tudo, ouço tua voz trêmula que disse: “Filho, abençoa também a Mim.”

Oh, meu doce amor, Jesús, abençoa também a mim junto com tua Mãe, abençoa meus pensamentos, meu coração, minhas mãos, minhas obras, meus passos, e junto com tua Mãe abençoa  todas as criaturas.

Oh, minha Mãe, ao olhar o rosto do dolorido Jesus, pálido, triste, desolador, se desperta em Ti a recordação das dores que dentro em pouco Ele deverá sofrer.  Adivinhas seu rosto coberto de cusparadas e o abençoe, a cabeça traspassada pelos espinhos, os olhos vendados, o corpo despedaçado pelos açoites, as mãos e os pés traspassados pelos cravos, e onde quer que Ele esteja a ponto de ir, Tu o segues com tuas bênçãos, e junto contigo o sigo também eu.  Quando Jesus seja golpeado pelos açoites, coroado de espinhos, esbofeteado, traspassado pelos cravos, onde quiser encontrará junto ao teu “te abençoo”, o meu.

Oh, Jesus, oh, Mãe, vos compadeço; imensa é vossa dor nestes últimos momentos, o coração de um parece que arranca o coração do outro.  Oh, Mãe arranca meu coração da terra e áta-o forte a Jesus, a fim de que estreitado a Ele possa tomar parte em tuas dores, e enquanto vos estreiteis, vos abraçeis, vos dirigis os últimos olhares, os últimos beijos, estando eu no meio de vossos dois corações possa receber vossos últimos beijos, vossos últimos abraços.  Não vistes que eu não posso estar sem Vós, não obstante minha miséria e minha frieza?

Jesus, Mãe, tende-me estreitada a Vós, dêem-me vosso amor, vosso Querer, guardai meu pobre coração, estreitai-me entre vossos braços, e junto contigo, oh, doce Mãe, quero seguir passo a passo o adorado Jesus com a intenção de dar-lhe consolo, alívio, amor e reparação por todos.

Oh, Jesus, junto a tua Mãe, te beijo o pé esquerdo suplicando-te que queiras perdoar a mim e a todas as criaturas por quantas vezes não temos caminhado até Deus.
Beijo teu pé direito, perdoa a mim e a todos por quantas vezes não temos seguido a perfeição que Tu querias de nós.

Beijo-te a mão esquerda pedindo-te que nos comuniques tua pureza.
Beijo tua mão direita, abençoa-me todos meus batimentos, pensamentos, afetos, a fim de que validados por tua bênção todos se santifiquem, e junto comigo abençoe também a todas as criaturas, e sela a salvação de suas almas com tua bênção.

Oh, Jesus, junto à tua Mãe te abraço, e beijndo-te o coração te rogo que ponhas no meio de vossos dois corações o meu, a fim de que se alimente continuamente de vossos amores, de vossas dores, de vossos mesmos afetos, desejos e de vossa mesma Vida.
Assim seja.

ESCRITO PELA: SERVA DE DEUS  LUISA PICCARRETA



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

"Sim, oh, Jesus, obrigado repito mil e mil vezes e te bendigo por tudo o que fizeste e padeceste por mim e por todos".





"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"


AS HORAS DA PAIXÃO




Preparação Antes da Meditação:

Oh! Meu Senhor Jesus Cristo, prostrada diante de tua divina presença, suplico ao teu amorosíssimo coração que queiras admitir-me na dolorosa meditação das vinte quatro horas nas quais por nosso amor quiseste padecer, tanto em teu corpo adorável como em tua alma santíssima, até a morte de cruz.

Ah, dá-me tua ajuda, graça, amor, profunda compaixão e entendimento de teus padecimentos enquanto medito agora a hora…

E pelas que não posso meditar te ofereço a vontade que tenho de meditá-las, e quero em minha intenção meditá-las durante todas as horas em que estou obrigada a dedicar-me aos meus deveres, ou a dormir.  Aceita, oh, misericordioso Senhor, minha amorosa intenção e faz que seja de proveito para mim e para muitos, como se de fato fizesse santamente tudo o que desejo praticar.


Oferecimento Depois de Cada Hora:

Amável Jesus meu, Tu me chamaste nesta hora de  tua Paixão para fazer-te companhia, e eu vim.  Parecia-me ouvir-te angustiado e aflito que oras, reparas  e sofres, e com as palavras mais comovedoras e eloquentes suplicas a salvação das almas.

Tratei de seguir-te em tudo; agora, devo te deixar pelas minhas acostumadas ocupações, sinto o dever de dizer-te “obrigado” e um “te bendigo”.

Sim, oh, Jesus, obrigado repito mil e mil vezes e te bendigo por tudo o que fizeste e padeceste por mim e por todos; obrigado e te bendigo por cada gota de sangue que  derramaste, por cada respiração, por cada batimento, por cada passo, palavra, olhar, amargura, ofensa que  soportastes.

Em tudo, oh, meu Jesus, quero dar-te um “obrigado” e um “te bendigo.”  Ah! Meu Jesus, faz que todo meu ser te envie um fluxo contínuo de agradecimentos e bênçãos, de maneira que atraia sobre mim e sobre todos o fluxo de tuas graças e bênçãos.

Ah! Jesús, estreita-me em teu coração e com tuas santíssimas mãos marca todas as partículas de meu ser com teu “te abençoo”, para fazer que não possa sair de mim outra coisa que um hino contínuo de agradecimento para Ti.

Nossos batimentos se tocarão continuamente, de maneira que me darás vida, amor, e uma estreita e inseparável união contigo.  Ah, te rogo meu doce Jesus, que se   alguma vez estiver  para deixar-te, teu batimento se acelere mais forte no meu, tuas mãos me estreitem mais forte em teu coração, teus olhos me mirem e me lancem setas de fogo, a fim de que sentindo-te, rapidamente me deixe atrair à união contigo.

Ah, meu Jesus, mantém-te em guarda para que não me afaste de Ti, e te suplico que estejas sempre junto a mim  e que me dês tuas santíssimas mãos para fazer junto comigo o que me convém fazer.

Meu Jesus, ah, dá-me o beijo do Divino Amor, abraça-me e abençoa-me; eu te beijo em teu dulcíssimo coração e  permaneço em Ti.