Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

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O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O escritor Paulo Coelho é um autor católico como ele disse ser ou um promotor da Nova Era?

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O autor de "O Alquimista, o escritor Paulo Coelho é um autor católico como ele disse ser  ou um promotor da Nova Era?


Luis Santamaria/Aleteia- 27 julho 2014 - religionenlibertad.com  

O brasileiro Paulo Coelho (Rio de Janeiro, 1947) é um dos escritores mais traduzidos e lidos na atualidade, além de ser uma referência espiritual para muitas pessoas. Confessa-se cristão e disse ler constantemente a Bíblia (que cita em seus livros), além de ter estudado em um colégio jesuíta, viaja a Lourdes com frequência e afirma que o Caminho de Santiago mudou sua vida, pelo qual muitos leitores assumem que, ao lê-lo, se encontram com uma cosmovisão e uma espiritualidade totalmente compatíveis com o cristianismo. 

No entanto, um olhar para sua pessoa e  sua obra revela que estamos diante de um dos maiores difusores contemporâneos da Nova Era, com claras raízes no ocultismo.

Um personagem de extremos cativado pelo ocultismo
Mesmo que existam algumas biografias de Paulo Coelho, nos acercaremos por suas próprias palavras para repassar sua imagem   e ver o que há por detrás de seu pensamento, sua espiritualidade e seus escritos. Em 1999 o jornalista espanhol Juan Arias publicou 'As confissões do peregrino', um livro-entrevista, como resultado de longas conversas com Coelho, repassou a vida inteira do escritor, sem deixar de lado os detalhes mais escuros e escabrosos.

Perda da fé, comunista, hippie e drogas
Nascido em 1947, estudou em um colégio de   jesuítas no qual disse ter perdido a fé. Inconformista por natureza, aderiu às doutrinas marxistas, e daí passou ao movimento hippie, que se converteu em sua nova família. Nestos momentos entrou  fundo no mundo da droga e do sexo. 

Entrar em uma seita ocultista...

Depois começou sua busca mística, se interessou pelo orientalismo e inclusive caiu nas seitas. Até que “meu caráter extremista me levou a buscar algo mais forte, o que estava à esquerda da esquerda da busca espiritual”. Incorporou-se à sociedade secreta más “difícil” que encontrou e se aproximou da figura do importante ocultista Aleister Crowley. Após dois anos naquela seita, teve uma experiência forte da presença do Mal em sua casa, e pensou que fosse morrer, mas, depois de encontrar um versículo bíblico que o inspirou, deixou o ocultismo.

... e passou ao grupo esotérico da Ordem RAM
Mais adiante, com 34 anos, visitou o campo de concentração de Dachau, onde teve uma experiência espiritual muito profunda que o marcou, uma espécie de iluminação. Foi então quando entrou em um grupo esotérico, a Ordem RAM.  Em que consiste? Segundo ele, “se trata de uma ordem fundada há mais de cinco séculos, dentro da Igreja católica. Nela se transmite uma linguagem simbólica, através de uma tradição mais  oral. Mas não é nada secreto. O RAM é mais uma prática do sagrado que uma teoria do mesmo. Por isso somos um grupo muito pequeno. De fato, sigo tendo só  quatro discípulos”. Depois fez o Caminho de Santiago, experiência que marcou sua vida e o confirmou como católico convencido, segundo ele (e que explicou mais adiante).

Da alquimia vivida à novela 'O Alquimista'

Sem dúvida alguma, o texto que  consagrou  Coelho como referência literária e espiritual mundial foi sua novela 'O Alquimista'.

O jesuíta Fernando Castelli, crítico cultural, afirma que “mais que uma novela, é uma fábula sapiencial, a história de uma iniciação”. Além disso, acrescenta, “é um carrossel de ideias esotéricas” que destaca por seu vago misticismo e inclusive panteísmo (no fundo, toda a realidade é divina, se identifica com Deus), e que não deixa de ser “uma mensagem de salvação  ou de caráter ético-religioso”.

O autor enche o texto com citações de sabedoria e até da Sagrada Escritura. Observam alguns lugares comuns da Nova Era: toda a realidade é uma coisa só, e o universo funciona, assim, harmonicamente; há uma “Alma do Mundo”, que torna possível o movimento e a vida; há um saber que  abarca tudo –presente, passado e futuro–, que pode ser adquirido através da iniciação e que nos dá suas pistas em forma de intuições; a morte não existe como tal, já que não  deixa de existir, mas o indivíduo se submerge no coletivo, mudando só  sua forma de ser. 

Em busca da Pedra Filosofal

Respondendo ao seu título, a novela se centra no mundo da alquimia, que não é outra coisa que a clássica busca da Pedra Filosofal (capaz de converter os metais em ouro) e do Elixir da Longa Vida. Um sinônimo desta empresa alquímica é um conceito que Paulo Coelho repete em outros livros: “a Grande Obra”. 

Para cada pessoa, se trata da auto-realização e a felicidade, uma meta que no autor recebe o atrativo nome de “Lenda Pessoal”, e que pode conhecer-se através dos desejos e sonhos da juventude, quando a pessoa não se  corrompeu pelo materialismo do mundo. Por isso é fundamental escutar o próprio coração: “escuta  teu coração. Ele  conhece tudo, porque provém da Alma do Mundo, e um dia retornará a ela”.

Todos somos Deus...

No final, a redação de Coelho leva a identificar a pessoa com a Divindade, quando se  realizou a Grande Obra: “e o rapaz se submergiu na Alma do Mundo e viu que a Alma do Mundo era parte da Alma de Deus, e viu que a Alma de Deus era sua própria alma. E que podia, portanto, realizar milagres”. 

Como disse Castelli, no escritor brasileiro “a ordem da graça é substituída pela ordem da natureza, uma natureza que tem em si mesma a capacidade de se divinizar”.

Um Caminho de Santiago manipulado

Em sua primeira obra abordou o Caminho de Santiago: Diário de um mago. Depois, sobretudo na Espanha, acrescentou o sub-título 'O peregrino de Compostela'. 

Trata-se de uma novela de estilo autobiográfico, onde narra como, quando vai  receber a espada de mago como momento culminante de sua iniciação esotérica na Ordem RAM, convertendo-se assim em Mestre, se vê privado dela e é enviado por seus superiores ao Caminho de Santiago para encontrá-la ali, se tornando  digno de possuí-la, e só realizando esta peregrinação interior poderá converter-se em mago, sua máxima aspiração. Para isso conta com a ajuda de Petrus, seu guia no Caminho, que cumpre a função de mestre ou iniciado que o acompanha e instrui.
El escritor Paulo Coelho es un autor católico como él dice ser ¿o un promotor de la Nueva Era?
Paulo Coelho 
Mistura de esoterismo com cristianismo

Com esse jogo típico da narrativa esotérica contemporânea apresenta ao leitor como reais, fatos bastante inverossímeis ou, ao menos, muito difíceis de comprovar, mesmo estando geográfica e cronologicamente localizados (trajetória do Caminho francês, ano de 1986). 

Encontramos também ecos de  chamanismo, ao comparar sua experiência com a de Carlos Castanheda em sua relação com o misterioso personagem do mestre indígena Don Juan. E tudo isso mesclado com elementos cristãos, ao introduzir momentos de oração e referências bíblicas. Relata uma cerimônia templária no castelo de Ponferrada, e no final encontra sua espada em 'O Cebreiro'.

Coelho resume assim o ensinamento que ele mesmo  achou em sua peregrinação jacobina: “o extraordinário reside no Caminho das Pessoas Comuns”, uma compreensão “que agora trato de compartilhar com outros”. Encontramos, pois, um empenho em popularizar o esotérico, subtraindo-o do âmbito  inicial e oferecendo-o ao resto dos mortais em um impulso prometeico. 

As práticas RAM...
No Caminho, Paulo Coelho se encontra com anjos e demônios, é testemunha de milagres, luta contra seus impulsos internos… e seu mestre, Petrus, lhe vai ensinando alguns rituais r exercícios conhecidos como “as práticas do RAM”, que aparecem soltas ao longo do livro, se intercalando  no texto, até o número de onze. São os exercícios que levam ao verdadeiro Conhecimento e que o autor compartilha com seus leitores para favorecer o crescimento espiritual.

Para que nós tenhamos uma ideia de como entende o autor a peregrinação, observemos o que lhe disse supostamente um monge   que conheceu em Roncesvalles: “a Rota Jacobina é só  um dos quatro caminhos. É o Caminho da Espada. Pode trazer  Poder, mas não é suficiente”. Para sua pergunta pelos outros caminhos, o padre Jorge afirma: “Conhece  pelo menos dois. O Caminho de Jerusalém, que é o Caminho de Copas ou do Graal, te dará a capacidade de fazer milagres; e o Caminho de Roma ou Caminho de Bastos, que te permite a comunicação com outros mundos”. 

Contatar com o demônio pessoal...
Durante sua peregrinação, Paulo foi instruído em como contatar com seu demônio pessoal ( que chama Mensageiro) e entabular o Bom Combate, para  achar o Ágape. Como pode se ver,  emprega uma linguagem de cunho cristão mas  reinterpreta simbolicamente e no marco conceitual do esoterismo, posto que se repetem constantemente as alusões à Grande Obra e à Tradição (termos alquímicos, como vimos antes).

Seus conceitos de Deus são:  católicos ou mágicos?
Coelho afirma ser um mago, “mas como  são todos os que sabem ler a linguagem oculta das coisas em busca de seu destino pessoal”. 

Tem uma visão negativa das religiões, porque, disse, “quando alguém vem e te diz: Deus é isso, é aquilo, meu Deus é mais forte que o teu. Então começam as guerras. A única maneira de escapar disso é entender que a busca da espiritualidade é uma responsabilidade pessoal que não pode transferir nem encomendar aos outros”. 

Para ele, no fundo, a religião é estarmos unidos uns aos outros adorando, não importa como. Seu relativismo doutrinal fica patente quando, depois de reconhecer que aceita sem problemas os dogmas da fé católica, afirma que “todas as religiões tem seus dogmas, que são paradigmas do mistério mais profundo e misterioso”.

Coelho, é católico ou esotérico?
É católico Paulo Coelho? Como vimos, ele se declara assim. Quando dá detalhes, afirma que o catolicismo “está em minhas raízes culturais, em meu sangue”. Frente a possibilidade do ateísmo, o brasileiro escolheu esta fé “como a forma de comungar com o mistério, com outras pessoas que creem como eu. E isso não tem nada a ver com o sacerdote que celebra a missa. O dogma é algo que está mais além dos ritos, a busca do mistério é uma busca de grande liberdade”. 

Daí, a crítica para o religioso institucionalizado. Quando o jornalista Arias lhe pergunta: “Crê que toda busca espiritual necessita de uma Igreja instituída?”  Coelho responde: “Não. Ao contrário, precisa estar muito atento quando entra  em uma igreja para que não tentem substituir  a tua responsabilidade”. Para ele, Deus “é uma experiência de fé. E nada mais… não existe um Deus na medida de todos, porque é algo muito pessoal”.

Espiritualidade, sim, mas… assim?
O teólogo da libertação Leonardo Boff disse ter defendido sempre   Paulo Coelho porque, nas palavras de Juan Arias, “considera que   num mundo tão distraído e frio ele desperta com seus livros o amor pelo mistério e pelo espírito”. 

O estilo direto, simples e cativante do autor faz de seus livros uma leitura fácil e agradável, para o consumo das massas. Além disso, como ele mesmo reconhece, não se trata de simples literatura fantástica: “a maioria de meus livros, mesmo sendo narrações literárias, não são ficção. São coisas verdadeiras que eu  vivi”.  Apresenta-se como um mestre de sabedoria, de um saber acessível ao grande público, e com fórmulas para ser feliz de uma forma muito simples.

Na esteira da Nova Era
Não só  estamos diante de um hábil escritor que tem sabido aproveitar a sede espiritual de muitas pessoas para fazer o marketing de seus livros. Suas raízes ocultistas e as linhas principais de suas obras o situam diretamente na esteira da Nova Era. 

No final, a salvação se encontra no próprio indivíduo, no próprio ser humano, que descobre sua própria divindade e não necessita nem da Igreja, nem religião alguma, nem salvador… nem Deus. Por isso, conclui o jesuíta Fernando Castelli, “sua mensagem é ingênua e perigosa”.

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

8 idéias de Chesterton e os distributistas contra a política partidária, para regenerar a democracia.

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Por exemplo, julgar quem não cumprir promessas eleitorais.

8 idéias  de Chesterton e os distributistas contra a política partidária, para regenerar a democracia.

8 ideas de Chesterton y los distributistas contra la partitocracia, para regenerar la democracia
Chesterton em Brighton em 1935 - seguindo  Leão XIII, os distributistas buscavam um sistema alternativo ao comunismo e ao capitalismo e seus abusos

Ignacio Perez Tormo/Aleteia.org- 1 julho 2014-religionenlibertad.com  

Em 1891, o Papa Leão XIII proclamou a Encíclica Rerum Novarum, a qual condenava os dois únicos sistemas econômicos conhecidos no Ocidente desde a Idade Média, o Capitalismo e o Comunismo. 

Em 1926, com o fim de propor uma terceira alternativa de acordo com as diretrizes sociais da Igreja, G. K. Chesterton e Hilaire Belloc, em união com a revista G.K.’s Weekly fundaram em Londres a Liga Distributista. 

George Bernard Shaw, Hilaire Belloc e GK Chesterton.

O modelo consiste em criar pequenas comunidades de proprietários. Nele, rege o princípio de subsidiariedade, ou seja, a máxima participação dos cidadãos e a mínima intervenção do Estado. 

O objeto deste artigo é dar uma resposta às questões feitas pelo Observatório Internacional Cardeal Van Thuan sobre se a doutrina distributista é aplicável ao problema atual da política partidária.

O envelhecimento dos partidos políticos
Começou a se  chamar “política partidária” à burocratização do sistema de partidos políticos. Belloc e Cecil Chesterterton, irmão do conhecido Gilbert K., em 'The party system' (1911) descrevem os fenômenos que observam entre os parlamentares em tempos de crise. As instituições públicas não funcionam. As campanhas eleitorais são caras e não servem para formar a vontade do eleitor. A corrupção da classe política se converte em hábito.

A burocratização dos partidos políticos implica uma desaceleração dos reflexos,  que impede tomar decisões com agilidade. Está, portanto, relacionado com o envelhecimento das sociedades, as quais precisam renova-se. No entanto, há soluções. Uma visão histórica transversal, Chesterton, Belloc e outros distributistas, no-las oferecem.

Belloc e Chesterton
1. As comunidades hão de ter um tamanho reduzido
Cada comunidade de pessoas deve ter uma “medida humana”. A família é o arquétipo da medida humana. Uma sociedade que não se pode contar em número de famílias não é feita na medida do ser humano.

2. O pacto pela verdade
Quando os hábitos da corrupção se  arraigaram e se  converteram em  costume nacional, é difícil de eliminá-lo. Previamente para aplicar o sistema distributista, é necessário um “pacto pela verdade” de toda a comunidade em que se leve os parlamentares inoperantes ao ridículo social. Não será agradável, mas “todo câncer precisa de uma cirurgia”, disse Belloc.

3. Por os corruptos diante dos Tribunais
Observa Chesterton, em 'Os limites da prudência (1926), que quando dizemos que a Justiça deve agir contra um político ou um banqueiro, geralmente aprovamos rindo. Esse riso significa que não   contemplamos a medida como possibilidade real.

O sentido comum indica que não há nenhuma força superior em nenhum povo que impeça levar um corrupto para prisão. É preciso que a Polícia investigue a sério. É habitual que os Agentes descubram antes  um vagabundo que  maltratou  seu cão ou que  feriu os sentimentos de seu papagaio, que  Rockefeller querendo perpetrar um trust do petróleo, mesmo encontrando uma mancha de graxa na toalha.

4. O executivo não pode dissolver-se antes de que expire seu mandato.
As campanhas eleitorais são caras e incômodas. O Governo que ficar em minoria, deverá submeter-se à nova maioria, realizando inclusive as políticas de seu adversário, até que termine a legislatura.

5. Eliminam-se os fundos à disposição do executivo excluídos do controle do Parlamento 
A pergunta é:  Que faria uma pessoa com a chave de uma caixa forte  que depois não tem que dar contas  a ninguém? Essa é a questão deste tipo de fundos. Deverá levantar-se a isenção de seu controle ao Parlamento. É tanto como por uma nova fechadura na caixa.

6.Os cidadãos podem levar  um representante diante de um Tribunal por não cumprimento de promessas eleitorais 
Hão de se habilitar leis com este fim. Para ganhar em juízo, deve assistir-nos a razão legal. Não basta com a razão moral. Hoje, a razão legal e a moral não tem porque coincidir, podem ser distintas.  Oxalá chegue o dia em que a cada razão moral, lhe corresponda uma razão legal!

7. A volta da Europa à Fé
Como ensinava Frei Vincent McNabb, o pai espiritual do Distributismo, em sua Carta aberta a um jovem distributista: “Se ainda não  se sentiu chamado ao estado de votos matrimoniais, escolhe outros votos – em  que o misticismo e o ceticismo  tem demostrado que por si só podem redimir a Economia”. McNabb é consciente de que os modelos sociais estão sujeitos na Terra à Lei universal do tempo, porque falham ou falecem. McNabb põe mais alto a felicidade de seu jovem amigo, mostrando  Cristo que redime.

Belloc não está falando exatamente da Fé-virtude, mas do acordo social sobre certos princípios religiosos e a observância de determinadas normas morais. O Distributismo nasceu de acordo com a doutrina social da Igreja, com o desenvolvimento que tinha alcançado nesse momento. Para estar conforme  a tradição da Igreja que é “viva”, hoje os distributistas deveriam evoluir até o conceito de “inculturação”, introduzido nos tempos de São João Paulo II. Essa socialização de Fé manifesta o impulso apostólico-missionário, tão próprio da Fé teologal. Os princípios religiosos penetram nas culturas, as quais interagem com outras culturas por meio da, por ex., internet. A socialização da Fé compreende, e inclusive supera, o critério convencional de Belloc.

8. Um  remédio específico: O sistema de representação com mandado. 
Belloc e Cecil Chesterton no The party system, propõem uma solução rupturista, ou seja, não se trata de introduzir melhorias no sistema, mas de mudá-lo. Deve substituir-se lentamente todo um sistema eleitoral por outro, como na História, uma Civilização sucede a outra. O único limite é conservar a essência da Democracia. Esta consiste em aprovar as Leis que quer a população; e em rechaçar as que não quer. Tudo mais, como os partidos ou as campanhas, é só  sua maquinaria.

A Democracia só  funciona em pequenas comunidades. A imagem seria a dos anciãos de um povo que se reúne debaixo de uma árvore, fumam seus cachimbos, falam e tomam decisões.

Escolhem-se delegados. Cada um, representa um grupo de pessoas, as quais lhe mandam por escrito votar com uma linguagem simples “sim” ou “não”. Esse encargo documentado é o mandado que dá nome a esse tipo de representação. 

Evolução posterior dos distributistas
Belloc em sua maturidade, evoluiu desde os planteamentos revolucionários do The Party System, para o continuísmo. Apreciou que romper um sistema estável, bom ou mal, gerava tanta força expansiva, como a que unia  seus componentes. Influenciou-o, no final de sua carreira, o meditar  que chamou “o isolamento da alma”, que havia produzido a grande ruptura: a Reforma Protestante.

A maior parte da obra de G. K. Chesterton sobre o Distributismo, a desenvolveu no período anterior ao seu Batismo na Igreja Católica. Mesmo a frase sendo ambígua, cabe dizer que Chesterton trabalhava para o Reino, quando o surpreendeu a Igreja.

Conheça mais  Chesterton em seus livros


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