Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

"Por tanto, é tal e tanta minha complacência, que em vez de indulgência lhe dou um montão de amor, que contém preço incalculável de infinito valor."




"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Escritos para Luisa ditados por Jesus

Vol. 11, 6 de setembro de 1913

Estava pensando nas Horas da Paixão que escrevi e que não tendo nenhuma indulgência, quem as faz nada ganha, enquanto que há tantas orações enriquecidas com tantas indulgências.

 Enquanto pensava nisto, meu sempre amável Jesus, com toda bondade, me disse:

« Minha filha, com as orações que têm indulgências se ganha qualquer coisa; em troca, as Horas de minha Paixão, que são minhas mesmas orações, minhas reparações, e são todo amor, saíram precisamente do fundo de meu Coração.

Acaso esqueceste quantas vezes me uni a ti para fazê-las juntos, e transformei os flagelos em graças sobre toda a terra?

Por tanto, é tal e tanta minha complacência, que em vez de indulgência lhe dou um montão de amor, que contém preço incalculável de infinito valor; e ademais, quando as coisas se fazem por puro amor, meu amor encontra o desafogo, e não é indiferente que a criatura dê consolo e desafogo ao amor do Creador. »

Alma Solitária (Luisa Piccarreta)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

« Minha filha, quem sempre pensa em minha paixão forma em seu coração um manancial, e quanto mais pensa, tanto mais este manancial aumenta".


Vol. 11, 10 de abril de 1913

Esta manhã meu amável Jesus veio e abraçando-me em seu coração me diz:

« Minha filha, quem sempre pensa em minha paixão forma em seu coração um manancial, e quanto mais pensa, tanto mais este manancial aumenta, e assim como as águas que surgem são águas comuns a todos, assim este manancial de minha paixão que se forma no coração serve para o bem da alma, para glória minha e para o bem das criaturas. »

E eu: « Diz-me, meu bem, que coisa darás em recompensa aos que fizerem as Horas da Paixão como tu me ensinastes. »

E Ele: « Minha filha, estas Horas não as verei como coisas vossas, mas como coisas feitas por mim, e lhes darei meus mesmos méritos, como se eu estivesse sofrendo no ato minha paixão, e assim lhes farei obter os mesmos efeitos, segundo a disposição das almas.

Isto na terra, e pelo qual, maior bem não poderia dar-lhes; depois, no céu, estas almas as porei frente a mim, flechando-as com flechas de amor e de felicidade, por quantas vezes tenham feito as Horas de minha Paixão, e eles também me flecharão.

Que doce encanto será isto para todos os bem aventurados! »

Alma Solitária (Luisa Piccarreta)


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Escritos do livro: "As Horas da Paixão"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

« Minha filha, quem está sempre ruminando minha paixão, e sente dor e compadece de Mim, me agrada tanto que me sinto como retribuído por tudo o que sofri no decurso de minha paixão.»



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"


As folhas com os escritos aos quais se refere a Autora no início desta carta, contém o que Jesus lhe disse em relação ao exercício das Horas, e são, com suas datas, os seguintes:

Jesus fala com Luisa:

Vol. 7, 9 de novembro de 1906


« Minha filha, quem está sempre ruminando minha paixão, e sente dor e compadece de Mim, me agrada tanto que me sinto como retribuído por tudo o que sofri no decurso de minha paixão; a alma, ruminando-a sempre, chega a formar um alimento contínuo que contém diferentes condimentos e sabores que produzem nela diferentes efeitos.

Assim que, se durante minha paixão me deram cordas e correntes para atar-me, a alma me desata e me dá a liberdade.

Eles me desprezaram, me cuspiram e me desonraram, ela me aprecia, me limpa as salivas e me honra.

 Eles me desnudaram e me flagelaram, ela me cura e me veste.

Eles me coroaram de espinhos, tratando-me como Rei das caçoadas, me amargaram a boca com fel e me crucificaram.

A alma, ruminando todas minhas penas, me coroa de glória e me honra como seu Rei, me enche a boca de doçura, dando-me o alimento mais saboroso, como é o recordar-se de minhas mesmas obras.

 Descrava-me da cruz e me faz ressuscitar em seu coração, e cada vez que o faz lhe dou como recompensa uma nova vida de graça; de maneira que ela seja meu alimento e Eu me faço seu alimento contínuo.

Assim pois, o que mais me agrada é que a alma rumine continuamente minha paixão.»

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eu creio que se quem as medita é pecador, se converterá; se é imperfeito, se fará perfeito; se é santo, se fará mais santo.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Continua . . .

Do Valor e do Proveito do Exercício destas Horas da Paixão

Com a devida reserva e com a más perfeita submissão ao juízo da Santa Igreja, segundo o decreto do Papa Urbano VIII, transcrevo agora algumas revelações que Nosso Senhor Jesus Cristo teria feito à Alma Soliária, à qual inspirou esta Obra.

Revelações que mostram quão agradável é ao Coração adorável de Jesus que se pratique este Exercício. Começo com transcrever uma carta enviada a mim pela Autora:

"Meu Reverendo Padre Anibal:

Finalmente, remeto-lhe as 'Horas da Paixão'. Tudo para glória de Nosso Senhor. Envio-lhe também outras folhas nas quais contém os efeitos e as belas promessas de Jesus para quem faz estas Horas da Paixão.

Eu creio que se quem as medita é pecador, se converterá; se é imperfeito, se fará perfeito; se é santo, se fará mais santo; se é tentado, encontrará a vitória; se sofre, encontrará nestas Horas a força, a cura e o consolo; se sua alma é débil e pobre, encontrará um alimento espiritual e um espelho onde olhar-se continuamente para embelezar-se e fazer-se semelhante a Jesus, nosso modelo.

É tanta a complacência que do exercício destas Horas Jesus bendito recebe, que Ele gostaria que houvesse um exemplar em cada cidade e povoados e que se praticasse, porque então sucederia como se nessas reparações Jesus sentisse reproduzir-se sua mesma voz e suas mesmas orações tal como Ele mesmo as elevava ao Pai nas 24 horas de sua dolorosa Paixão.

E se isto se fizesse pelas almas em todas as cidades e até nos menores povoados, Jesus me faz entender que a Justiça Divina ficaria em grande parte aplacada e seriam em grande parte evitados e como aliviados nestes flagelos tão tristes de dores e sangue.

Faça você, Reverendo Padre, uma chamada para todos, para que tenham seu cumprimento esta obra que Jesus me fez fazer.

Quero dizer-lhe que a finalidad destas Horas da Paixão não é a de narrar a história da Paixão, pois muitos livros há que tratam este piedoso tema, e não teria sido necessário fazer mais um.

A finalidade é a da reparação: unindo-nos Jesus a cada um dos diferentes passos de sua Paixão e com sua mesma Vontade Divina, fazer uma digna reparação por cada uma das diferentes ofensas que recebe, fazendo tudo o que as criaturas lhe devem.

O porque desta finalidade deriva dos diferentes modos de oferecer-lhe uma justa reparação para nosso bem amado Jesus: em alguns passos bendizendo-o, em outros compadecendo-se, louvando-o, confortando-o, suplicando, impetrando, pedindo, orando.

Ponho, por isso, em suas mãos, o dar a conhecer a finalidade destas Horas com um prólogo ou introdução."

Alma Solitária ( Luisa Piccarreta)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Na verdade, a reparação por todas as ofensas que recebe nosso Senhor Jesus Cristo sempre foi o principal objeto de tantas almas amantes.



"Memórias da Seva de Deus Luisa Piccarreta"

Explicações e reflexões de seus escritos por Santo Anibal Di Francia

Na verdade, a reparação por todas as ofensas que recebe nosso Senhor Jesus Cristo sempre foi o principal objeto de tantas almas amantes, de tantos livros de devoção e, talvez, de especiais Revelações.

Assim, por exemplo, temos os escritos de Santa Margarida Maria de Alacoque, que na devoção do Coração Santíssimo de Jesus inclui especiais reparações.

Mais dirigidas a este objeto são as devoções do Santíssimo Nome de Jesus e de sua Sagrada Face, das quais teve belas revelações a Serva de Deus Sóror Maria de São Pedro, carmelita.

Normalmente, todas estas reparações são formadas de atenções, de intenções e de preces.

Em troca, as reparações destas "Horas da Paixão" que agora publicamos, são um fundir-se, um ensimesmar-se, um revestir-se com as mesmas Reparações de Nosso Senhor Jesus Cristo; é um entrar nos sentimentos do Coração Santíssimo de Jesus, em seus divinos padecimentos, e com Jesus que sofre, que reza, que oferece e que repara, a alma compadece, sofre, reza, oferece e repara.

E para que coisa repara? Aqui as reparações se estendem, se multiplicam e se adaptam a toda espécie de pecados que possam ter relação com os particulares padecimentos de Nosso Senhor.

Desde a primeira até a última palavra, se pode dizer, esta Obra é uma contínua e variada REPARAÇÃO de todos os pecados em todas suas espécies; e não somente dos pecados graves, mas também dos veniais e mais leves; não somente dos pecados que foram cometidos contra a Pessoa adorável de Jesus Cristo quando esteve em mãos de seus inimigos, mas por todas as culpas passadas, presentes e futuras na pessoa de todos os pecadores, sejam dos chamados como dos escolhidos.

A alma compadecente se lança e se submerge em quase todos os padecimentos de Nosso Senhor, e medidos, quanto pode fazer um ser humano, o infinito abismo de cada um, e unindo-se às infinitas intenções reparadoras do Homem-Deus penante, oferece a Ele, oferece ao Pai, oferece à Divina Justiça REPARAÇÕES INFINITAS por todos e por tudo.

E é precisamente a grande, necessária e universal REPARAÇÃO o que exige estes nossos tempos tão tristes, as inumeráveis iniquidades das presentes gerações e a justa e tremenda ira dos castigos divinos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Acaso pede muito uma alma quando pede beijos àquele Jesus que se doou e se doa sempre tudo de Si mesmo?



 "Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Santo Anibal Maria di Francia comenta seu livro "As Horas da Paixão".


Não se pode por em dúvida que se a Nosso Senhor agrada muito o reverente temor, não lhe agrada menos ao seu amantíssimo Coração a filial e terna confiança.

 E como não tê-la com Aquele que podendo-nos salvar derramando uma só gota de seu Preciosíssimo Sangue, o quis derramar todo, no meio dos mais inauditos tormentos e dos mais ignominiosos ultrajes, para demostrar-nos quanto nos ama?

Acaso pede muito uma alma quando pede beijos àquele Jesus que se doou e se doa sempre tudo de Si mesmo?

 E por que deveria privar-nos desta grande confiança de amor nossos pecados, quando temos sido deles purificados com o arrependimento, a Penitência e a humildade?

Não é acaso certo que o pai do filho pródigo, quando o viu voltar lhe lançou os braços ao pescoçoo e o encheu de beijos?

E a ovelha perdida, encontrada e nos ombros do Bom Pastor não haverá sido também ela acariciada e beijada?

Não será certo, então, o que aquela angelical enamorada de Jesus, Santa Inês, disse: Eu amo a Aquele que quanto mais o abraço e o toco, tanto mais pura e casta me faço?

Ah, pois bem: A confiança amorosa que parte de um coração humilde rouba o Coração de Deus!

E é deste modo como faz uma criança, como ensinou Nosso Senhor quando abraçando em seu regaço amoroso uma terna criança, disse: "Destes é o Reino dos Céus".

Tal é a confiança que transpira cada página destas "Horas da Paixão".

E a alma que põe em suas mãos este livro e entra neste piedoso exercício com este guia, pouco a pouco se encontrará partícipe dos sentimentos, da compaixão, do amor e da confiança, de todos os quais está este livro cheio e transbordante.

Às vezes, a Alma Solitária neste livro faz falar a Nosso Senhor, e então todas essas palavras não são mais um particular sentimento seu, mas uma inspiração que se manifesta com as palavras que a alma é capaz, posto que toda inspiração e toda revelação que passa por um canal humano brota segundo a capacidade, ou melhor, segundo a intuição mística do sujeito.

Daqui a diversidade no expressar-se das almas contemplativas sobre um mesmo tema.

Porém se, a Alma Solitária, autora de estas "Horas", as faz novas nos afetos, e novíssimos, e diria eu, únicas, nas REPARAÇÕES.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Santo Anibal Maria de Francia escreve sobre as obras da "Serva de Deus Luisa Piccarreta"


"Memórias da serva de Deus Luisa Piccarreta"

Santo Anibal Maria de Francia escreve sobre as obras da "Serva de Deus Luisa Piccarreta"

As 'Horas da Paixão' escritas pela Alma Solitária

Santo Anibal Maria di Francia  na sua introdução para "As Horas da Paixão".
Quando diz "Alma Solitária" se refere sempre à 'Serva de Deus Luisa Piccarreta'
que não queria ser mencionada por nada desse mundo.


A Divina Providência, que em todo tempo suscita almas que conheçam a Deus, que o amem e que o façam conhecer e amar pelos demais, suscitou uma alma, como já foi dito na primeira página desta Introdução, que se consagrou às penas do Divino Redentor.

A particular inspiração que teve esta alma forma um novo e muito profícuo método de como contemplar os padecimentos de nosso Senhor Jesus Cristo; e este é: ordenar uma por uma, as vinte quatro horas, das 5 às 6 da tarde da Quinta-feira Santa até as 5 da tarde de Sexta-feira Santa, e contemplar, hora por hora, o que Jesus Cristo sofreu sucessivamente naquelas vinte quatro horas.

Eu digo "novo" este método não quanto à ordem dos padecimentos de Nosso Senhor em vinte quatro horas, mas novo quanto a forma, aos sentimentos e a finalidade, que formam um tudo novo.

Não é novo dividir em vinte quatro horas a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, e isto é o que se chama "O Relógio da Paixão", e que se encontra em vários livros devotos, como por exemplo no "O Jardim Espiritual" e nas obras espirituais de Santo Afonso.

E se bem que entre os diversos autores existem sempre pequenas diferenças nos horários e os acontecimentos, isto não tem importância.

Como todos poderão ver, esta obra de "As Horas da Paixão", entre todas as que se referem à Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e às dores de sua Santíssima Mãe, está entre as primeiras e mais importantes, pois analiza, desmembra e medita um por um dos padecimentos externos e internos do adorável Redentor Nosso Senhor Jesus Cristo.

É uma espécie de Via Crucis mais inteira e completa, porque toma a Nosso Senhor não desde a condenação à morte no tribunal de Pilatos, mas começa desde onde propriamente começou a dolorosa Paixão, isto é, desde a despedida de Nosso Senhor Jesus Cristo de sua Santíssima Mãe, como é a piedosa crença universal, para ir morrer, segue logo no Cenáculo, no Horto, na captura, etc.

O que há de verdadeiramente novo em "As Horas da Paixão" da Alma Solitária que as escreveu e me confiou, sim, é, em primeiro lugar, que da divisão das 24 horas não fez só o enunciado de cada uma, como o fazem os autores por mim antes citados, os que se contentam com dizer, por exemplo: Das 6 às 7 da manhã, Jesus é levado a Pilatos. Das 7 às 8, é conduzido a Herodes, etc., etc.; porém o que sucedeu nessa hora em particular, nada dizem.

Em troca, a Alma Solitária faz uma viva descrição de quanto sucedeu e agrega considerações, afetos e REPARAÇÕES. E em segundo lugar, estes afetos e estas reparações são tão singulares, novas e íntimas que nãoo parecem ser obra humana mas Celestial...

Tudo parece novo nestas santas meditações, e se bem não se meditan senão os mesmos mistérios sobre os quais tanto se tem escrito e meditado por tão variados e santos autores, mas aqui, certamente, a divina inspiração, que sempre faz coisas novas e varia em tantas formas sua graça (Multiformis gratia Dei), se manifesta por meio desta Alma em um modo todo singular.

Devo dizer que a Alma Solitária que escreve estas "Horas" não é uma letrada, apenas sabe ler e escrever!, e no entanto, os padecimentos, os maltratos, os ultrajes, as dores e feridas do adorável Redentor Jesus estão ao vivo descritos e com termos que penetram o coração, o comovem, o impressionam e o atraem ao Amor.

O Amor, e devemos sublinhar, sim, o Amor Divino, em sua terna expressão, é a nota predominante destas "Horas da Paixão"; isto é, o Amor de Jesus Cristo pelos homens e o amor desta Alma Solitária por Jesus Cristo!

Ela é uma enamorada que se funde na mais amorosa compaixão por seu Amado; se compadece, o acaricia, o abraça, o beija e o beija, o acompanha em todos e em cada um de seus padecimentos, com uma SUBSTITUIÇÃO contínua, ou melhor, se põe Ela mesma, porque está nela, na posição do Amado penante, e recebe tudo sobre si, como se nesta piedosa substituição quisesse aliviar, dividir e evitar os padecimentos ao Sumo Bem agora por hora, pois para esta alma contemplativa não há passado.

 Ela reproduz as cenas como presentes e nelas se funde, se ensimesma, e no excesso da compaixão e do amor ela se lança com tal confiança que, ao beijá-lo nos olhos, no rosto, na boca, nas mãos, nos pés, no Coração, lhe pede também ela beijos amorosos a Jesus, e com uma confiança tal que em nenhuma das mais amantes almas se encontra uma semelhante. É a Esposa do Cantares que exclama: "Beija-me Ele com o beijo de seus lábios"!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Na atualidade é membro do Tribunal da causa de beatificação da Serva de Deus Luisa Piccarreta.


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

DADOS BIOGRÁFICOS DO AUTOR

O padre Bernardino Giuseppe Bucci nasceu en Corato, a 15 de junho de 1935, de Francesco Bucci e Serafina Garofalo.

Décimo de doze filhos, em 1940, pela primeira vez, foi levado por sua tia Rosaria à casa de Luisa Piccarreta, a qual, em 1944, profetizou que chegaria a ser sacerdote.

Em 1947 assiste ao solene funeral da Serva de Deus Luisa Piccarreta e em 1948 entra no Seminário Seráfico de Barletta.

Em 1951, enquanto realizava seus estudos no Seminário Seráfico de Francavilla Fontana, perde sua mãe, a qual estava intimamente unido.

Em 1955 entra no Santo Noviciado dos Frades Capuchinhos de Alessano, na província de Lecce, e realiza seus estudos de filosofia no estuantado de Scorrano.

Em 1959 pierde seu pai e, em 1960, é enviado ao estudantado teológico de S. Fara. Em 1964, em 14 de março, na igreja dos Capuchinhos de Triggiano, é ordenado sacerdote por sua Excelencia Mons. Nicodemo, arcebispo de Bari.

Enviado a Roma ao Colégio Internacional para especializar-se em Teologia Missionária, no seu regresso à Província é designado no convento de Scorrano, como Pai espiritual do Seminário Seráfico.

Em 1968 vai à Portugal para aprender português, na previsão de uma partida como missionário em Moçambique.

Por motivos políticos, se atraza por tempo indeterminado a partida da missão. Ao voltar à Província desempenha o cargo de vice-pároco na paróquia dos Capuchinhos de Barletta e o ofício de Assistente provincial da Juventude Franciscana.

Frequenta os cursos de Licenciatura e de Doutorado na Faculdade Ecumênica de São Nicolau em Bari. Simultaneamente, em 1972, obtém a habilitação em letras.

Em 1976 é nomeado superior-pároco no convento dos Frades Menores Capuchinhos de Trinitapoli, na província de Foggia. Aqui lhe chega a notícia da morte de sua amadíssima tia Rosaria (1978), que durante quarenta anos esteve ao lado de Luisa Piccarreta como ajudante.

Em 1980, impulsionado por Sua Excelência Mons. Giuseppe Carata, arcebispo de Trani, com a súplica de que não nomeasse o Beato Anibal Maria de Francia, para não atrapalhar a causa de beatificação em curso, recolhe os testemunhos sobre a Serva de Deus Luisa Piccarreta e dá à imprensa, trinta mil exemplares, a primeira pequena biografia sobre a Serva de Deus Luisa Piccarreta, traduzida em várias línguas, contribuindo assim para o conhecimento da Serva de Deus.

Em 1988 é nomeado como superior e pároco no Convento de Triggiano, onde desempenha também o cargo de Secretário Provincial das paróquias.

Em 1994, eleito Definidor Provincial, volta a Trinitapoli, como pároco. Ali vive ainda, com os cargos de Definidor Provincial, Secretário provincial das paróquias e Conselheiro do Secretariado nacional das paróquias.

Co-fundador da Associação do Querer Divino, juntamente com sóror Assunta Marigliano, durante muitos anos foi Assistente Espiritual da mesma, erigida canônicamente em Corato em 4 de março de 1987.

Na atualidade é membro do Tribunal da causa de beatificação da Serva de Deus Luisa Piccarreta, invocada no dia da festa de Cristo Rei de 1994, na Igreja Mãe de Corato, por Sua Excelência Mons. Carmelo Cassati, agora emérito, na qualidade de Promotor da Fé.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sempre tinha ouvido falar de um jovem assassinado e ressuscitado por Luisa.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

O jovem assassinado e ressuscitado

Antes de concluir minhas memórias, não posso pelo menos deixar de expor um episódio assombroso.

Sempre tinha ouvido falar de um jovem assassinado e ressuscitado por Luisa. Este episódio o escutei contar o velho cego cantor, no cenáculo da rua Panseri.

Um dia encontraram um jovem morto, estendido na terra no meio de uma poça de sangue. A mãe, ao receber a funesta notícia, não se precipitou para ver seu filho, mas foi, gritando, e correndo, com os cabelos soltos, até a casa de Luisa e, ajoelhando-se diante do portão, gritou: «Luisa, Luisa, mataram meu filho!».

A santa pequenina -assim chamava o cantor a Luisa- se comoveu e disse: «Vá recolher teu filho, que o Senhor te devolve».

Algumas pessoas piedosas ajudaram a mãe a levantar-se e a acompanharam ao lugar onde seu filho jazia morto.

Ao ver seu filho, a mãe, sem preocupar-se com os guardas, se lançou sobre seu corpo, o tomou entre seus braços e o beijou, desesperada, como a Virgem Dolorosa embaixo da cruz.

Porém, repentinamente, o jovem abriu os olhos e disse: «Mamãe, aqui estou, não chores».

A ouvir este relato, toda a assembléia chorava, de modo especial as mulheres idosas cujos filhos tinham ido para a guerra.

Algumas vezes, ainda que de passagem, escutei narrar o episódio também em minha casa. Recordo que minha tia Rosaria, um dia, pronunciou estas palavras, dirigindo-se ao meu pai: «Não comeces a dizer certas bobagens, pensa em comer».

Meu pai estava precisamente relatando a historia do homem ressuscitado por Luisa a Santa.

Em minha paróquia, um dia, escutei a senhorita Redda, ministra da Terceira Ordem Franciscana, que falava deste milagre para um grupo de mulheres.

Ao notar minha presença, tapou em seguida a boca com a mão, lamentando sua imprudência. Com efeito, o pároco, dom Cataldo Tota, que se achava presente, disse: «Certas coisas não se devem dizer em público enquanto vivem os interessados».

Eu nunca dei importância para este episódio -sempre contado a meia voz- porque me parecia incrível. Minha tia Rosaria nunca quis falar do tema e às minhas perguntas respondia: «Esquece essas bobagens!».

Eu compreendia que pesava uma proibição absoluta de falar sobre o sucedido, tanto por parte de Luisa como por parte do clero.

O relato do velho cego me parecia demasiado fantasioso, demasiado exagerado e, mais que um fato realmente acontecido, parecia uma tragédia grega. Antes nunca quis escrever nada a respeito, para não expor ao ridículo a Serva de Deus Luisa Piccarreta (e também porque considerava que o episódio só era fruto de fantasias populares).

Porém logo, ao ler uma carta do Santo Anibal Maria de Francia, na qual afirma o milagre da ressurreição de um jovem morto, creio oportuno mencionar aqui o fenômeno, do qual tanto tinha ouvido falar.

O Santo Anibal confirma, com sua autoridade de santo, que a ressurreição desse jovem morto aconteceu pelas orações de Luisa Piccarreta.

Essa carta tem data de 5 de maio de 1927. Poucos dias depois, exactamente em 1 de junho de 1927, Santo Anibal morria serenamente na cidade de Messina.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Com efeito, seu corpo, posto sobre a cama, não sofreu rigidez cadavérica. Podiam levantar suas mãos, mover a cabeça em todas as direções, dobrar os dedos sem esforço, levantar os braços e dobrá-los.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

A santa morte de Luisa Piccarreta

A notícia da morte de Luisa, que aconteceu em 4 de março de 1947, o povo de Corato pareceu parar-se para viver um evento único e extraordinário. Sua Luisa, sua Santa, não mais existia. E como um rio crescente se precipitou na casa de Luisa para contemplá-la e expressar seu afeto àquela mulher que durante tantos anos tinha sido estimada e amada por todos.

No dia de seu funeral foi declarado dia de luto na cidade. Luisa permaneceu durante quatro dias exposta à veneração do público (com a permissão do médico sanitário), para satisfazer as milhares de pessoas de Corato e dos arredores que, dia e noite, iam para sua casa.

Foi necesario recorrer à segurança pública para controlar o rio de gente. Todos tinham a impressão de que Luisa havia dormido e não estava morta.

Com efeito, seu corpo, posto sobre a cama, não sofreu rigidez cadavérica. Podiam levantar suas mãos, mover a cabeça em todas as direções, dobrar os dedos sem esforço, levantar os braços e dobrá-los.

Também podiam levantar as pálpebras e observar seus olhos lúcidos, sem o véu da morte. Todos -forasteiros, sacerdotes, personalidades eclesiásticas e civis- queriam ver esse caso único e maravilhoso.

Muitíssimas pessoas céticas saíam da capela impressionadas, chorando e renovadas. Luisa parecia viva, como se um plácido e sereno sono a tivesse detido por um instante.

Todos estavam convencidos de que não havia morrido e alguns diziam: «Chamai o bispo e vereis que com um sinal da cruz a despertará; não é Luisa filha da obediência?».

Esta esperança era uma manifestação do amor que todos tinham pela Serva de Deus. Mas uma equipe de médicos, convocado expressamente pelas autoridades religiosas, civis e sanitárias, depois de um atento exame, declarou que a querida Luisa tinha morrido realmente.

Enquanto Luisa permaneceu exposta à veneração do público não deu sinal algum de corrupção, e seu corpo não emanava o cheiro próprio da putrefação.

Como uma rainha, permaneceu sentada em sua cama. Não foi possível estendê-la, pelo qual foi necessário construir um ataúde especial em forma de «p», com as partes laterais e frontais de cristal, de modo que todos a pudessem ver pela última vez.

Luisa a Santa, que durante quase setenta anos tinha estado sempre sentada sobre uma cama sem sair nunca de seu quarto, passou entre imensas alas de pessoas, levada aos ombros por um nutrido grupo de religiosas de todas as órdens e rodeada de muitos sacerdotes e religiosos.

O funeral se celebrou na Igreja Mãe pelo capítulo inteiro, com a participação de todas as confrarias de Corato.

Eu visitei várias vezes os restos mortais de Luisa nos quatro dias durante os quais permaneceu exposta, tocando-a muitas vezes e pegando as flores que as pessoas punham continuamente sobre seus pés e sobre suas pernas, flores que conservei zelosamente durante muitos anos no meio de meus livros.

Muitas foram presenteadas a enfermos, os quais, tocando-as, foram curados ey puderam participar do funeral.

À passagem do féretro, as pessoas punham os enfermos nas portas das casas e muitos, como se narrava, receberam graças especiais.

Luisa foi sepultada na capela cedida pela família Calvi.

Em 3 de julho de 1963, seus restos mortais voltaram para Corato, para em depositados definitivamente na paróquia de Santa Maria Greca.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A igreja estava repleta de pessoas que se consideravam endemoniadas. Eu tinha levado comigo uma imagem de Luisa que mostrei para uma mulher, dizendo-lhe: «Conhece-a?».



"Memórias da Seva de Deus Luisa Piccarreta"

O roubo dos móveis e o exorcismo

Outro episódio muito recente é o roubo dos móveis. Enquanto estávamos num congresso internacional na Costa Rica, nos chegou a notícia de que tinha havido um furto na casa de Luisa.

Os ladrões tinham levado os móveis antigos que tinham pertencido aos pais da Serva de Deus.

Esta notícia nos perturbou. Ao voltar, se fez saber ao público que esses móveis podiam ser perigosos, porque os demônios dançavam quando tinham o poder de tentar Luisa.

E só ela os podia dominar: os demônios podiam se soltar, livres da influência de Luisa a Santa.

Com efeito, não se sabe como -talvez os demônios se soltaram realmente- onde quer que entrassem esses móveis sucediam cosias incríveis.

Caso único na história, os ladrões, uma noite, devolveram os móveis deixando-os detrás da porta da casa de Luisa. Todos comentaram sobre isso.

Outro caso me aconteceu pessoalmente. No ano passado participei de um exorcismo praticado numa igreja de São Severo pelo padre Cipriano, decano dos exorcistas italianos.

A igreja estava repleta de pessoas que se consideravam endemoniadas. Eu tinha levado comigo uma imagem de Luisa que mostrei para uma mulher, dizendo-lhe: «Conhece-a?».

A mulher a olhou e disse que não, mas de repente, desencaixou os olhos e se escutou uma voz que lhe saía do peito, e dizia: «Eu a conheço..., eu a conheço..., fora, fora!», e me deu um pontapé para que me afastasse, tentando arrebatar-me a estola.

Levo sempre comigo uma imagem ou uma relíquia de Luisa.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Assim pois, ao que parece, Luisa foi confirmada em graça e por isso se converteu no espanto dos demônios, que diante dela fugiam estrepitosamente.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

CAPÍTULO NONO

Luisa, terror das potências diabólicas

Lendo a autobiografia de Luisa é fácil ver que nos primeiros tempos devia enfrentar combates tremendos contra forças diabólicas, as quais não perdoaram nem sequer seu corpo.

 Em certo lugar de seus escritos se lêem estas palavras: «Te toquei; não te fiz imaculada, porque já não devo me encarnar, mas te tirei a fome do pecado».

 É o Senhor Jesus quem pronuncia estas palavras. Quem crê, pode compreender fácilmente o alcance dessas afirmações, que teologicamente se aproximam ao incrível.

 Alguém poderia escandalizar-se e rechaçar tudo isso como heresia. Não quero começar a discutir essa questão: os tribunais eclesiásticos terão todo o tempo necessário para examinar e julgar.

Mas uma coisa é certa: que Luisa, em certo momento de sua vida, adquiriu uma paz interior, uma calma serena que se projetava até o exterior e impresionava quem tinha a sorte de conhecê-la e falar com ela.

 Tudo podia suceder em torno dela sem que nada a alterasse nunca. Quando foi condenada pelo Santo Ofício, em 1938, todos se assustaram, todos se agitaram, clero e fiéis. Parecia que um terremoto tivesse sacudido e derrubado um grande edifício.

 Porém Luisa permaneceu tão tranquila como sempre, serena, como se o caso não a afetasse. Docilmente se submeteu ao desejo da Igreja, entregou ao encarregado do Santo Ofício todos seus manuscritos, e prosseguiu sua vida plácida, serena, em oração, continuando seu trabalho de bordado com bastidor.

Assim pois, ao que parece, Luisa foi confirmada em graça e por isso se converteu no espanto dos demônios, que diante dela fugiam estrepitosamente. Alguns episódios parecem confirmá-lo.

Contava-se que quando Luisa passava por alguma parte -quando era transportada, para a limpeza anual, em carroças fechadas- algumas casas tremiam fortemente e se escutavam gritos e ruídos de cadeias e de gente que fugia.

Isso acontecia especialmente num edifício que ainda está em fase de reconstrução na praça do mercado de Corato. Com efeito, se contava que naquele edifício tinham sucedido coisas horríveis como assassinatos, enforcamentos, torturas, etc.

Uma senhora narrava que tinha ido para morar numa casa de Rotondella, na província de Matera, onde tinha recebido o encargo de professora primária.

No entanto, naquela casa sentia muito desgosto porque ali se encontrava sempre um homem com um aspecto terrível que tratava de prendê-la, mas a senhora se defendia mostrando-lhe o rosário que tinha entre as mãos; ao vê-lo, o homem fugia.

 A senhora, assustada, deixou tudo e voltou para Corato com seus filhos. À pobre ninguém deu crédito e a consideraram louca, especialmente seu marido, que era um homem de idéias massônicas. Não sabendo o que fazer, foi à Luisa, que benignamente a escutou, a confortou e he disse que não tivesse medo porque o demônio não tinha nenhum poder sobre ela e a exortou a voltar ao seu trabalho.

 A senhora escutou seu conselho, mas quis levar consigo uma fotografia de Luisa: a pôs num porta-retrato e colocou em seu criado-mudo.

Uma noite, enquanto rezava o Santo Rosário com seus filhos, voltou a ver aquele homem, o qual, acercando-se da cama, tomou a imagem de Luisa, a jogou no chão e fugiu gritando. Desde aquele momento não sucedeu nada mais; voltou àquela casa a paz e a serenidade.

A fotografia de Luisa jogada ao chão com violência não sofreu dano algum: nem o vidro se rompeu. Esta fotografia, no seu porta-retrato, se encontra atualmente na casa da nora desta senhora, em seu criado-mudo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Se tratava realmente do Menino Jesus, que se manifestava embaixo das aparências de um adolescente.




"Memórias da Serva de deus Luisa Piccarreta"

O soldado noivo

Uma senhora muito velha, chamada Maria Doria, a qual eu conheci, contava que sua mãe, contemporânea de Luisa, no verão saía para ir à Torre Disperata, uma fazenda perto daquela onde vivia a família Piccarreta.

Esta senhora estava a par dos fenômenos relacionados com Luisa Piccarreta menina; os havia narrado sua mãe com luxo de detalles.

Sua mãe, em sua infância ia acompanhar e brincar com Luisa e com suas irmãs, pois eram amigas íntimas.

Muitas vezes notavam que Luisa brincava com um jovem desconhecido.

No princípio acreditavam que vinha de uma casa de perto.

O raro era que só brincava e falava com Luisa e, depois de certo tempo, se ia.

As irmãs e as amigas lhe perguntavam quem era esse jovem.

Ela, sorrindo, não respondia nada. Uma vez disse «Sim», quando fizeram uma pergunta para ela: «É teu noivo?».

Com o tempo compreenderam que se encontravam diante de um fenômeno sobrenatural: se tratava realmente do Menino Jesus, que se manifestava embaixo das aparências de um adolescente. O fenômeno se verificava cada vez que Luisa era atacada pelas forças diabólicas.

A aparição de Jesus era a consolação pelo que tinha sofrido. Uma vez, a encontraram metida, como uma espiral, entre as barras de ferro de sua cama e foi necessária a intervenção do ferreiro para livrá-la.

O surpreendente foi que seu corpo ficou ileso.



Outra vez a encontraram perto do teto da sala, pendurada em um gancho que normalmente se penduravam salsichas.



Frente a estes fenômenos Luisa se livrava normalmente com orações dirigidas à Santíssima Virgem, encontrando refúgio na cavidade de um grande tronco de árvore, que ainda existe nesse lugar.

Em outra ocasião, viram que de um pequeno montículo perto da fazenda que se elevava, uma grande chama, e dado que Luisa ia brincar nesse montículo, sua mãe e seu pai correram imediatamente para apagar o fogo. Foi inútil sua corrida: Luisa estava tranquilamente sentada em cima de uma rocha, olhando o céu, sem rastros de fogo em torno de sua pessoa.

Muitas vezes Luisa se punha a contemplar o sol, em pleno meio-dia, sem que seus olhos sofressem dano algum. Minha tia Rosaria me disse que este fenômeno durou até sua morte. Com efeito, através de seus escritos, podemos descobrir que o sol era um astro privilegiado para Luisa. Relacionava-o com a Santíssima Trindade.

Os anos haviam passado; Luisa era já famosa em toda Corato; estava em seu apogeu a guerra mundial. O irmão soldado da senhora Maria Doria anunciou, com uma carta enviada da Sicilia, seu noivado com uma jovem da ilha.

A mãe se entristeceu muito porque seu filho já estava comprometido con um «bom partido», uma jovem rica de Corato. Havia sido um noivado arranjado pelos pais, como se fazia naquela época. A mãe chorava e exclamava: «Pobre filho meu, o embrulharam; a máfia entrou em minha casa!». Na Sicília, nesses tempos, se refugiava nesse lugar o bandido Giuliani.

Um dia pediu para sua filha mais velha que fosse até Luisa e lhe dissesse que era a filha de sua amiga de infância e que se lembrasse das palavras que pronunciasse.

A jovem foi à casa de Luisa, na rua Madalena; levou as saudações de sua mãe, muito gratas a Luisa e a conversa versou sobre o período em que estavam nas fazendas de Torre Disperata. Luisa acrescentou: «Quantas orações e quantas mortificações naqueles lugares!».

Luisa, agradecendo à jovem a cortesia, disse que dissesse à sua mãe que orasse muito, como faziam quando estavam na fazenda, e que fizesse todas as práticas de piedade que nunca deviam descuidar-se para que se pudesse cumprir a Vontade de Deus.

Logo, à queima-roupa, olhando-a, disse: «Mas, por que estás triste?». E a jovem contou o caso de seu irmão e as preocupações de sua mãe. Luisa lhe disse: «Como pode dizer que essa jovem é pior que a primeira? Que ore ao Senhor e seu coração se verá consolado».

A jovem levou a resposta de Luisa a sua mãe, que exclamou: «Meu filho está a salvo!». Com efeito, logo supôs que a jovem siciliana era de boa família, religiosíssima; em sua família havia inclusive dois tios sacerdotes.

O jovem, mais tarde, se casou na ilha, formou uma magnífica família e constituiu assim a felicidade de sua mãe.