Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quinta-feira, 29 de março de 2012

"Meu Jesus, será possível que nos ame tanto? Teu amor tritura este meu pobre coração, e querendo seguir-te em tudo, permite-me que tome este teu santíssimo rosto para tê-lo em meu poder para ser exibido continuamente tão desfigurado ao Pai para movê-Lo à compaixão da pobre humanidade".



(continuação da Nona Hora0

"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"


Meu Jesus, amor sem fim,  queria ter seus olhos para chorar diante da Majestade Suprema pela  perda de tantas  pobres criaturas e destes tempos tão tristes.

Permite-me que tome suas lágrimas e seus olhares, que são um com o meu, e gire por todas as criaturas, e para movê-las para a compaixão por suas almas e por seu amor lhes farei ver que choras por tua causa, e que, enquanto se vão sujando, Tu tens preparadas tuas lágrimas e teu sangue para lavá-las, e ao ver-te chorar render-se-ão.

Ah, com essas tuas lágrimas, permite-me lavar toda a sujeira das criaturas, e que essas lágrimas  caiam  em seus corações para abrandar  tantas almas  endurecidas na culpa, para superar a obstinação de todos os corações, e com seus olhares as penetre de modo que dirijam seus olhares para o Céu para te amar, e não mais os dirijam para a terra afim de ofender-te, assim o Pai Celestial não desdenhará olhar para a pobre humanidade.

Jesus Crucificado, vejo que o Divino Pai ainda não se aplacou na sua indignação, porque enquanto sua bondade paternal, movida por muito amor às pobres criaturas enche o céu e a terra de tantas provas de amor e bondade em relação a ela.

Que em cada  passo e ato sente correr o amor e as graças daquele coração paterno; a criatura sempre ingrata, ignorando esse amor não o quer reconhecer, mas faz frente a tanto amor enchendo o céu e a terra de insultos, desprezos e ultrajes, e vem para pisotear com seus pés sujos, querendo-lhe quase destruir idolatrando-se a si mesma.

Ah, todas estas ofensas penetram nos Céus e chegam até a Divina Majestade, a qual, oh, como se indigna de ver a viilíssima criatura  que chega para insultá-la e ofendê-la de todos os modos!

Mas Tu, ó meu Jesus, sempre pronto para nos defender, com a força arrebatadora de seu amor obrigas ao Pai aolhar  teu santíssimo rosto coberto com todos estes insultos e desprezos, e dizes:

"Meu Pai, não rechaces a pobre criatura, se rechaças à ela, a mim Me rechaças, ah! Aplacai-vos,  todas essas ofensas as  tenho em meu rosto que te responde por todos. "

Meu Jesus, será possível que nos ame tanto? Teu amor tritura este meu pobre coração, e querendo seguir-te em tudo, permite-me que tome este teu santíssimo rosto para tê-lo em meu poder para ser exibido continuamente tão desfigurado ao Pai para movê-lo à compaixão da pobre humanidade, que está tão oprimida sob o flagelo da Justiça Divina, que jaz como se estivesse morrendo, permite-me que me ponha no meio de todas as criaturas e faça-lhes ver teu rosto tão desfigurado por sua causa, e as mova à compaixão por suas almas e de teu amor, e que com a luz que brota desse teu rosto e que a força arrebatadora de teu amor, lhes faça  compreeender quem  és tu e quem são elas que se atrevem a ofender-te, faça ressurgir suas almas em meio de tantas culpas nas quais vivem morrendo a Graça e as faça prostrar-se diante de Ti, todas em um ato de adorar-te e glorificar-te.

Meu Jesus, crucificado adorável, a criatura vai sempre irritando a Justiça Divina, e de sua linguagem ecoa o eco de blasfêmias horríveis, vozes  de imprecações e maldições, más conversas, acordos para decidir como destroçar melhor uns aos outros e levar a cabo assassinatos .

Ah, todas essas vozes ensurdecem a terra e  penetrando até os Céus  ensurdecem o ouvido Divino, o qual, cansado desses ecos  venenosos que a criatura lhe envia, gostaria de se livrar-se delas lançando-as fora de Si, porque todas essas vozes venenosas  imprecam e clamam  vingança e justiça contra elas mesmas.

Oh, como a Justiça Divina se sente solicitada a enviar flagelos, como ascende seu furor contra a criatura de tão hediondas blasfêmias! Mas Tu, ó meu Jesus, amando-nos com amor supremo, fazes frente à essas vozes assassinas com tua voz onipotente e criativa, na qual recolhe todas essas vozes e fazes ecoar no ouvido paterno tua dulcíssima voz, para tranquilizá-lo pelas moléstias que a criaturas lhe dão com outras tantas vozes de bênçãos, louvores, e clama: "Misericórdia, Obrigado, Amor pela pobre criatura!" E para apaziguá-lo mais  mostras a tua santíssima boca  e dizes:

"Pai, olha-me de novo, não ouças as vozes das criaturas, mas escuta a minha, Sou Eu quem dá satisfação por todas, por isso te rogo que olhes as criaturas, mas a olhes em Mim, se as olhas  fora de Mim, o que será delas? São fracas, ignorantes, capaz apenas de  fazer o mal, cheias de todas as misérias, misericórdia, misericórdia da pobre criatura, Eu respondo por elas com esta minha língua amargurada pelo fel, ressequida pela sede, queimada e abrazada pelo amor . "


sexta-feira, 23 de março de 2012

Ah! sim, oh meu Jesus, seja só Tu o mestre de cada pensamento, de cada afeto, e de todas as pessoas; governe tudo cada coisa, só então irá renovar a face da terra que causa horror e consternação.


 

(Continuação da Décima Nona Hora)

"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"


Jesus crucificado. Junto com Ele se desarma a Justiça Divina.

E agora, ó meu Jesus, vejo que os teus inimigos levantam o madeiro pesado e deixam-no cair no buraco que se preparou, e Tu, meu doce amor, estás suspenso no ar, entre o céu ea terra, e neste momento solene Tu se dirige ao Pai, e com voz fraca e débil  diz:
"PadreSanto, eu estou aqui carregado com os pecados do mundo, não há pecado que não recaia sobre mim, então não baixe mais sobre o mundo dos flagelos da justiça divina, mas em mim, teu Filho. Oh Pai, deixe-me atar as almas todas na cruz e que as vozes do meu sangue e minhas chagas respondam por elas. Oh Pai, Tu vês o estado ao qual me reduzi?

É desta cruz que reconcilio ou Céu  ea terra, eem virtude dessas dores concede-lhes toda a paz, perdão e salvação. Detenha sua raiva contra a pobre humanidade, contra os meus filhos que estão cegos e não sabem o que fazem, então olhe para mim, veja como eu fiquei reduzido por causa deles, se não te moves com compaixão por eles, pelo menos, se enterneça vendo meu rosto sujo por cusparadas, coberto de sangue, machucado e inchado de tantos tapas e espancamentos.

Piedade meu pai, era eu, o mais belo de todos, e agora estou todo desfigurado, tanto que não me reconheço mais, eu me tornei a abominação de todos, por isso a qualquer custo salve as pobres criaturas. "

Oh Jesus, enquanto  estás crucificado na cruz, sua alma não está mais na terra mas no céu, o Pai Celestial, para defender e expor a causa das almas. Meu amor crucificado, eu também quero seguir-te diante do trono do Eterno, e junto contigo eu quero desarmar a Justiça Divina.

Faço minha tua Santíssima Humanidade, unida com sua vontade eu quero fazer o que Tu fazes, e mais, permite-me que corram meus pensamentos nos teus, meu amor, minha vontade, meus desejos nos teus, os meus batimentos cardíacos unidos em seu coração, todo o meu ser em Ti, para que não perca nada e repita ato por ato, palavra por palavra tudo que Tu fazes.

Mas veja, Meu bem crucificado, que tu, vendo o Pai Celestial indignado com as criaturas, te prostras diante d'Ele, e esconde todas as criaturas em sua Humanidade Santíssima, colocando-os em segurança, de modo que o Pai, olhando-os em Ti, por teu amor não lance a criatura de Si.

E se a olhas enfadado é porque muitas almas têm desfigurado a bela imagem criada por Ele, e não tem outro pensamento senão ofendê-Lo, e da inteligência que devia preocupar    em entendè-Lo formam um receptáculo onde se aninham todas aa culpas.

Tu, ó meu Jesus, para aplacá-lo atrai a atenção do Pai Celestial para olhar para tua santíssima cabeça  traspassadada de dorrs atrozes, e tem em sua mente cravadas todas as inteligências das criaturas , pelas quais, oferece uma por uma expiação para satisfazer a Justiça Divina.

Oh! como esses espinhos são diante da Divina Majestade vozes piedosas que desculpam todos os maus pensamentos das criaturas. Meu Jesus, os meus pensamentos com os teus são um só, por isso junto contigo rogo, imploro, reparo e peço desculpas à Divina Majestade todos os males cometidos por todas as inteligências das criaturas, e permite-que tome os teus espinhos e tua inteligência, e junto contigo gire por todas as suas criaturas e una Tua inteligência à delas, e com a santidade da tua lhes restitua a primeira inteligência, tal como foi criada por Ti;  que com a santidade de teus pensamentos reordene todos os pensamentos delas em Ti e com teus espinhos traspasse todas as mentes das criaturas e te restitua o domínio eo regime de todas.

Ah! sim, oh meu Jesus, seja só Tu  o mestre de cada pensamento, de cada afeto, e de todas as pessoas; governe tudo cada coisa, só então irá renovar a face da terra que causa horror e consternação.

Mas eu percebo  meu crucificado Jesus, que o Divino Pai continua indignado, olhando para as pobres criaturas e as encontra todas sujas de culpas, cobertas com a sujeira mais feia, tanto de dar asco a todo o céu. Oh, como fica horrorizada  a pureza do olhar divino, não reconhecendo mais como obra de suas mãos santíssimas as pobres criaturas!

Mais parecem que sejam tantos monstros que ocupam a terra e que vão atraindo a indignação do olhar paterno, mas Tu, ó meu Jesus, para aplacá-Lo, tenta adoçar os seus olhos mudando para o seu, fazendo-o ver coberto de sangue e inchados com lágrimas, e chorando diante da Majestade Divina para mover à compaixão pelo infortúnio de tantas pobres criaturas, e eu ouço sua voz dizendo:

"Pai, é verdade que a criatura ingrata cada vez mais torna-se contaminada com a culpa, até não merecer mais o olhar paterno, mas olha para Mim, oh Pai, Eu quero chorar tanto  diante de Ti, para formar um lago de lágrimas e sangue para lavar a sujeira com a qual   foram cobertas as criaturas.

Pai, talvez quererás me rejeitar? Não,  não o podes, sou teu Filho, e por ser teu Filho, Eu também sou o cabeça de todas as criaturas, e eles são os meus membros, salvemo-las, oh Pai, salvemo-las. "


quinta-feira, 15 de março de 2012

Oh Jesus, as chamas do teu coração me queimem e me consumam, que teu sangue me embeleze, que teu amor me tenha sempre cravada com a dor ao amor e a reparação.



'Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

DÉCIMA NONA HORA

De 11 às 12 horas

A Crucificação de Jesus

Graças te dou, ó Jesus, por me chamar à união contigo por meio da oração, e tomando  teus pensamentos, tua língua, teu coração e fundindo-me toda em tua Vontade e em teu amor, estendo  meus braços para  abraçar-te e apoiando minha cabeça sobre o seu coração começo:

Jesus, Minha mãe, venham escrever comigo, me emprestem vossas mãos santíssimas a fim de que  possa escrever o que Vos apraza e só o que quiserdes.

Meu amor, Jesus, já está despido de suas roupas, seu Santíssimo Corpo está tão dilacerado, que parece um cordeiro esfolado, vejo que treme da cabeça aos pés, e não consegue ficar de pé, enquanto seus inimigos  preparam tua cruz te deixas cair por terra neste nesta monte.

Meu bem e meu tudo, meu coração se oprime pela tristeza ao ver teu sangue escorrendo por todas as partes de teu Santíssimo Corpo e todo chagado da cabeça aos pés. Teus inimigos, cansados porém não satisfeitos, ao despir-te arrancaram de tua santíssima cabeça, com dor indizível, a coroa de espinhos, e depois de a ter pregado novamente entre dores incalculáveis, traspassando com novas feridas tua sacratíssima cabeça.

Oh, Tu reparas a perfídia e obstinação no pecado, especialmente do orgulho. Jesus, eu vejo que se o amor não te empurra-se mais acima, Tu terias morrido pela pungência da dor sofrida nesta terceira coroação de espinhos.

Mas, vejo que não podes suportar a dor, e com aqueles olhos velados pelo sangue,  olhas para ver se pelo menos um se acerca de Ti para sustentar-te em tanta dor e confusão. Meu doce Bem, amada vida minha, aqui não está sozinho, como na noite da Paixão, está a Mãe que sofre, que dilacerada em seu coração sofre tantas mortes por quantas penas Tu sofres.

Oh Jesus, também está  a amada Madalena, parece enlouquecida por causa de suas dores, o fiel João, que parece emudecido pela força da dor de sua Paixão. Aqui é o monte dos amados, não pode ficar sozinho. Mas diga-me meu amor, que quer para sustentar-te em tanta dor? Ah, permite-me que eu venha sustentar-te.

Sou eu quem têm mais necessidade que todos, a amada Mãe, com os outros, me cedem o posto, e eu, oh Jesus, me chego a Ti, te abraço e peço-lhe que apoie sua cabeça em meus ombros e me faça sentir teus espinhos em minha cabeça.

Quero por minha cabeça junto à Tua, não apenas para sentir teus espinhos, mas também para lavar com teu precioso sangue que  escorre da cabeça todos os meus pensamentos, de modo que possam  estar todos em atitude de reparar-te qualquer ofensa de pensamento que cometem todas as criaturas.

Meu amor, oh, estreita-te a mim, quero beijar uma por uma das gotas de sangue que escorrem de teu santíssimo rosto, e enquanto as adoro uma por uma, te rogo para que cada gota deste sangue seja luz para cada mente da criatura, para que nenhuma o possa ofender-te com os maus pensamentos, mas enquanto eu te tenho estreitado e apoiado em mim, te vejo oh, Jesus, e vejo que olhas a cruz que os inimigos te preparam, ouves as pancadas dadas na cruz para fazer os furos onde será cravado; escuto oh meu Jesus, teu coração batendo forte e quase tremendo, desejando para ti o leito mais palatável, onde, embora com dor indizível, selarás em Ti a salvação de nossas almas. Ah, te ouço dizer:

"Meu amor, amada cruz, meu precioso leito, tu fostes meu martírio em vida e agora és meu descanso, ó Cruz, recebe-me rápido em teus braços, Eu estou impaciente de tanto esperar, Santa Cruz, em Ti vou dar cumprimento a tudo, rápido ó Cruz, cumpre os meus desejos ardentes que me consomem para dar vida às almas, e essas vidas serão selados por ti, ó cruz!

Oh cruz, não demore mais, com ânsia espero estender-me em ti para abrir o céu para todos os meus filhos e fechar o inferno! Oh cruz, é verdade que tu és a minha batalha, mas és também a minha vitória e meu triunfo completo, e em ti darei heranças abundantes, vitórias, triunfos e coroas para os meus filhos. "

Mas quem pode dizer tudo o que meu doce Jesus disse na cruz? Mas, enquanto Jesus se  desafoga  na cruz, os inimigos lhe ordenam estender-se sobre ela e Tu rapidamente  obedece a sua vontade para reparar nossa desobediência.

Meu amor, antes que te estendas na cruz, permite-me que te estreites  no meu coração fortemente e que te dê um beijo, escuta oh Jesus,  não quero deixar-te, eu quero ir junto contigo para estender-me na cruz e permanecer cravada contigo. O verdadeiro amor não suporta a separação de qualquer tipo. Tu  perdoarás a audácia do meu amor e me concederás ficar crucificada contigo.

Olhe meu terno amor, não sou só eu quem te pede isso, mas a Mãe sofredora, a inseparável Madalena, o predileto João, todos te dizem que seria mais suportável  permanecer crucificados contigo, do que assistir o ver-Te crucificado.

Então, junto contigo me ofereço ao Pai Eterno, fundida  com tua vontade, com teu amor, com tuas reparações, com teu coração e com todas as suas tristezas. Ah, parece que meu Jesus dolorido me diz:

"Minha filha, previsto por meu amor, esta é minha vontade que todos aqueles que me amam fiquem crucificados comigo. Ah, sim, se também estender-se comigo na cruz, te darei minha vida e te terei como a predileta do meu coração. "

Eis-me aqui, meu bem e doce Jesus que te estendes sobre a cruz, olhas para os algozes que tem nas mãos cravos e  martelo para cravar-te, com tanto amor e ternura, que lhes fazes um doce convite para crucificá-lo logo.

E eles, se bem sentindo repugnância, com uma ferocidade desumana te tomam a mão direita, colocam o cravo e com golpes de martelo o fazem sair do outro lado da cruz, mas é tal e tanta dor que sofres, oh meu Jesus, que estremeces, a luz dos teus lindos olhos se eclipsam, a sua face santíssima empalidece e torna-se lívida.

Bendita mão direita, te beijo, me compadeço, te adoro e te agradeço por mim e por todos. E por quantos golpes recebestes, tantas almas te peço neste momento que as libertes da condenação do inferno; por quantas gotas de sangue que derramastes, tantas almas te rogo que laves neste sangue precioso e pela dor amarga  sofrestes, especialmente quando te cravaram na cruz, e como os nervos se  desgarraram dos braços, te rogo que abras a todos o Céu e que abençoes a todos e que a tua bênção possa chamar à conversão os pecadores, e à luz da fé aos hereges e aos infiéis.

Oh Jesus, minha doce Vida, tendo terminado de cravar sua mão direita, os inimigos com crueldade inimagináveis te tomam a esquerda, a esticam tanto para alcançar o buraco preparado, que  sentes deslocada as articulações dos braços e ombros, e pela força da dor, as pernas ficam contraídas e com movimentos  convulsos.

Mão Esquerda de meu Jesus, te beijo, me compadeço, te adoro e te agradeço, te rogo por quantos golpes e dores sofrestes quando te pregaram o cravo, que me concedas tantas almas neste momento para fazê-las voar do Purgatório ao Céu, e pelo sangue que derramaste te rogo que extingas a chamas que queimam aquelas almas, e sirva a todas de refrigério e de banho saudável para purificá-las de todas as manchas, para dispô-los à visão beatífica.

Meu amor e meu tudo, pela  aguda dor sofrida quando cravaram o cravo na mão esquerda, peço-lhe para fechar o inferno para todas as almas, e que detenhas os raios da Justiça Divina, desafortunadamente irritada pelos nossos pecados.

Oh Jesus, faça que este cravo  em tua bendita mão esquerda seja a chave que feche a Justiça Divina, para fazer que não chova os flagelos sobre a terra, e abra os tesouros da Divina Misericórdia em favor de todos, então te rogo  que nos estreites em seus braços.

Ficastes incapacitado para tudo, e nós ficamos livres para poder-te fazer tudo, para colocar seus braços em todo o mundo e portanto ponho em teus braços o mundo e a todas as gerações, e peço meu amor com as vozes de seu próprio sangue, não negues o perdão a ninguém, e pelos méritos de seu preciosíssimo sangue, te peço a salvação e a Graça para todos, não exclua a ninguém, ó meu Jesus.

Meu amor, Jesus, seus inimigos não estão contentes ainda e com uma ferocidade diabólica tomam os teus santíssimos pés, sempre incansáveis em busca de almas, e contraídos  como estavam pela força da dor das mãos, os esticam tanto, que ficam deslocados os joelhos , as costelas e todos os ossos do peito.

Meu coração não pode suportar, oh meu Deus, te vejo que pela força da dor de teus belos olhos eclipsados e velados pelo sangue se contraem, teus lábios lívidos e inchados pelos golpes se torcem, teu rosto se afunda, os dentes se apertam, o perto arqueja, o coração pela força de alongamento das mãos e dos pés, fica todo descompassado.

Meu amor, com que vontade tomaria o seu lugar para poupar-te tanta dor! Quero distender-me sobre  seus membros para dar-te em tudo um alívio, um beijo, um conforto, uma reparação para todos.

Meu Jesus, eu vejo que colocam um pé sobre o outro e com um cravo, afiado, te cravam  teus santíssimos pés, oh meu Jesus, permite-me que enquanto te traspassa o cravo, te ponha no pé direito a todos os sacerdotes, para que sejam luz para os povos, especialmente aqueles que não vivem uma vida boa e santa, e no pé esquerdo a todos os povos, a fim de que recebam a luz dos sacerdotes, os respeitem e lhes sejam obedientes, e conforme o cravo traspassa teus pés, assim traspasse  aos sacerdotes e aos povos, de modo que ambos os lados não possam ser separados de ti.

Pés abençoados de Jesus, os beijo, me compadeço, vos adoro e agradeço, e te rogo, ó Jesus, pelas dores excruciantes que  sofrestes quando os estiramentos que te fizeram te deslocaram todos os ossos e pelo sangue que derramaste, que encerres as almas todas nas chagas dos teus santíssimos pés, não despreze nenhuma, oh Jesus, teus cravos crucifiquem os nossos poderes, de modo que não se afastem de Ti, nosso coração, a fim de que fixe sempre e somente em Ti, todos os nossos sentimentos fiquem cravados em teus cravos para que eles não tomem nenhum gosto que não venha de Ti.

Oh meu Jesus crucificado, te vejo todo ensanguentado, nadando em um banho de sangue, e essas gotas de sangue não vão dizem  outra coisa, senão: Almas! Além disso, em cada uma dessas gotas de seu sangue vejo mover as almas de todas os séculos, para que todos nós sejamos contidos em Ti, ó Jesus. Pelo poder deste sangue te peço que nenhuma fuja de Ti.

Oh meu Jesus, até que os carrascos terminem de cravar-te os pés, eu fico perto de teu coração, vejo que não podes mais, mas o amor grita mais alto: "Mais dores ainda".  Meu Jesus, eu te abraço, te beijo, me compadeço, te adoro, te agradeço por mim e por todos. Jesus, quero apoiar minha cabeça sobre o seu coração para sentir o que  sofres nesta crucificação dolorosa.

Ah, eu sinto que cada martelada ecoa em seu coração, esse coração que  é o centro de tudo, e dele começam as dores e nele terminam. Ah, se não fosse pela espera de uma lança  a ser transpassada, as chamas do seu amor e de teu sangue que regurgitam em torno de teu coração, teriam abertos os caminhos e agora já teria sido traspassado.

Estas chamas e este sangue chamam as  almas amadas para fazer feliz morada em seu coração, e eu, oh Jesus, eu peço pelo amor deste coração e por teu santíssimo sangue, a santidade das almas, e para aquelas que te amam, oh Jesus, não as deixe sair jamais de teu coração e com a tua graça multiplique as vocações de almas vítimas a continuar a tua Vida sobre a terra. Tu quisestes dar um lugar diferente em seu coração para almas amadas, faz que nunca percam esse posto.

Oh Jesus, as chamas do teu coração me queimem e me consumam, que teu sangue me embeleze, que teu amor me tenha sempre cravada com a dor ao amor e a reparação.

Oh meu Jesus, os carrascos já cravaram tuas mãos e teu pés na cruz, e voltando para remarcar os cravos  forçam o teu rosto adorável a tocar o chão encharcado de teu sangue, eTu com a tua boca divina, a beijas tentando com este beijo beijar a todas as almas e vinculá-las ao seu amor, selando comisto sua salvação.

Oh Jesus, eu quero tomar o teu lugar para que teu corpo não toque o solo impregnado de teu precioso sangue, quero estreitar-te em meus braços, e enquanto os carrascos arrematam os cravos deixe que esses golpes  firam também a mim e me cravem toda em teu amor.

Ponho minha cabeça na tua, e quando os espinhos se vão afundando cada vez mais em tua santíssima cabeça, quero oferecer-te, ó meu Jesus, todos os meus pensamentos como beijos para confortar e adoçar a amargura dos seus espinhos.

Oh Jesus, eu ponho os meus olhos nos teus, e vejo que os teus inimigos ainda não estão saciados com os insultos e zombarias, e eu quero fazer-te uma defesa com minha vista dando-lhe meus  olhares de amor para adoçar teus olhares divinos.

Ponho minha boca na tua, vejo tua língua quase tocando o palato pela amargura de fel e sede ardente. Para saciar a sua sede, ó meu Jesus, tu queres todos os corações das criaturas transbordando de amor, mas não tendo-os cada vez mais se abraça a elas. Oh Jesus, eu quero enviar rios de amor, de alguma forma para atenuar a amargura de sua sede.

Oh meu Jesus, eu ponho minhas mãos nas tuas, vejo que cada movimento que faz, as feridas se abrem mais e a dor se torna mais intensa e amarga. Oh Jesus, eu quero oferecer todas as obras santas das criaturas para reconfortar e mitigar de alguma forma a amargura de tuas chagas.

Oh Jesus, eu ponho meus pés nos teus,  quanto sofres, todos os movimentos do seu sacratíssimo corpo pareceque se repercutem nos pés, e não há ninguém ao seu lado para apoiá-los e mitigar a amargura de sua dor.

Oh meu Jesus, quisera girar por todas as gerações, passadas, presentes e futuras, tomar todos os seus passos e pô-los nos teus para sustentar-te  e adoçar tua dor, e mais, quero também quero por todos os passos do Eterno,e assim poder dar verdadeira conforto para a tua Pessoa Divina.

Oh meu Jesus, ponho meu coração no teu, pobre coração como está destroçado. Se moves os pés, os nervos na ponta do coração  sentes que o arrancam, se moves as mãos, os nervos são esticados acima do coração, ó Jesus, se moves a cabeça, os fluxos de coração, boca e sangue sofrem a plena crucificação.

Oh meu Jesus, como posso aliviar tanta dor? Vou me difundir em Ti, vou por meu coração no teu, meus desejos, em teus desejos ardentes de destruir os maus desejos de criaturas, difundirei meu amor no teu, e dele tomarei o fogo suficiente para abraçar todos os corações das criaturas e destruir os amores profanos.

Difundir-me-ei em tua santíssima vontade em destruir qualquer ato de maldade. E é assim que teu coração fica aliviado e te prometo manter-me sempre cravada a este coração  com os cravos de teus desejos, de teu amor e de tua vontade.

Olha, ó meu Jesus, crucificado Tu, crucificada eu em ti. Tu não me permitirás que me descrave  no mínimo de Ti, para poder amar e reparar por todos e consolá-lo pelos delitos que lhe fazem as criaturas.
 

segunda-feira, 12 de março de 2012

Meu adorado Jesus, quanto queria dar-te a minha vida e meu sangue para substituir o teu, que perdestes para dar-me a vida!




"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

(final da décima oitava hora)

Jesus despido e coroado de espinhos pela terceira vez:

Aqui no Calvário novas dores te esperam.  Te desnudam de novo e te arrancam as vestes e a coroa de espinhos.  Ah, gemes ao sentir que te arrancam os espinhos de tua cabeça; e ao mesmo tempo que te arrancan as vestes, te arrancam também as carnes rasgadas que estão aderidas às vestes.  As chagas se abrem de novo, o sangue corre a rios pela terra, e é tanta a dor que cais quase morto.

Mas ninguém se move de compaixão por Ti, meu bem, ao contrário, com bestial furor te põem de novo a coroa de espinhos,  a cravam com pancadas, e é tanto o tormento pelas lacerações que quando arrancam teus cabelos amassados no sangue coagulado,  só os anjos poderiam dizer o que sofres, enquanto horrorizados retiram seu celestial olhar e choram.

Meu desnudado Jesus, permite-me que te estreite em meu coração para acalentar-te, porque vejo que tremes e que um frio suor de morte invade tua santíssima Humanidade.

Quanto queria dar-te a minha vida e meu sangue para substituir o teu, que  perdestes para dar-me a vida!  No entanto, Jesus olhando-me com seus lânguidos e moribundos olhos, parece que me diz:

“Minha filha, quanto me custam as almas!  Aqui é o lugar onde os espero a todos para salvá-los, onde quero reparar os pecados daqueles que chegam para degradar-se debaixo das bestas, e se obstinam tanto em ofender-me que chegam a não saber viver sem cometer pecados.

Sua razão fica cega e pecam sem parar como loucos; eis aqui o porque me coroam de espinhos pela terceira vez.  E com o despir-me reparo por aqueles que levan vestidos de luxo e indecentes, pelos pecados contra a modéstia e por aqueles que estão tão atados  às riquezas, às honras, aos prazeres, que deles formam um deus para seus corações.

Ah sim, cada uma destas ofensas é uma morte que sinto, e se não morro é porque o Querer de meu Eterno Pai não  decretou ainda o momento de minha morte.”

Meu bem desnudado, enquanto reparo contigo te rogo que com tuas santíssimas mãos me despojes de tudo e não permitas que nenhum afeto mau entre em meu coração, te rogo que Tu me vigies, me circundes com tuas penas, me enchas de teu amor, te rogo que minha vida não seja outra coisa que a repetição  da tua, e reafirme com tua bênção meu despojamento; abençoa-me de coração e dá-me a força de assistir a tua dolorosa crucifixão para ficar crucificada junto contigo.


sexta-feira, 2 de março de 2012

Meu amor caído, deixa que te ajude a por-te em pé, te beije, te limpe o sangue e junto contigo repare por aqueles que pecam por ignorância, por fragilidade e debilidade, e te rogo que dês ajuda à estas almas.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

(continuação da DÉCIMA OITAVA HORA)

Da  via dolorosa ao Calvário:

Meu pacientíssimo Jesus, vejo que dás os primeiros passos debaixo do peso enorme da cruz, e eu uno meus passos aos teus e quando Tu, debilitado, sangrando e vacilante estiveres para cair, eu estarei ao teu lado para sustentar-te, porei meus ombros embaixo da cruz para dividir junto contigo o peso dela.  Tu não me desdenharás, mas aceitar-me-ás como tua fiel companheira.

Oh Jesus, me olhas e vejo que reparas por aqueles que não levam com resignação sua própria cruz, mas a maldizem, se irritam, se suicidam e cometem homicídios; e Tu impetras para todos amor e resignação à própria cruz; mas é tanta tua dor, que te sentes destroçar embaixo da cruz.

São apenas os primeiros passos que dás e já cais debaixo dela, e ao cair te golpeias nas pedras, os espinhos se cravam mais em tua cabeça, então todas tuas chagas se abrem e sangram novamente; e como não tens forças para levantar-te, teus inimigos, irritados, com pontapés e com empurrões tratam de por-te em pé.

Meu amor caído, deixa que te ajude a por-te em pé, te beije, te limpe o sangue e junto contigo repare por aqueles que pecam por ignorância, por fragilidade e debilidade, e te rogo que dês ajuda à estas almas.

Vida minha, Jesus, teus inimigos fazendo-te sofrer penas inauditas, conseguiram por-te em pé, e enquanto caminhas vacilante ouço tua respiração ofegante, teu coração bate mais forte e novas penas te  traspassam intensamente, sacodes a cabeça para tirar de teus olhos o sangue que os enche, e ansioso olhas.

Ah meu Jesus, entendi tudo, é tua Mãe que como gemente pomba vai em tua busca, quer dizer-te uma última palavra e receber um último olhar teu, e Tu sentes suas penas, seu coração lacerado no teu, e enternecido e ferido por vosso comum amor a descobres, que abrindo-se passo através da multidão, a qualquer custo quer ver-te, abraçar-te e dar-te o último adeus.

Mas Tu ficas ainda mais traspassado ao ver sua palidez mortal e todas tuas penas reproduzidas n'Ela pela força do amor.  E se Ela continua vivendo é só por um milagre de tua Onipotência.

Já diriges teus passos ao encontro dos seus, mas com trabalho podeis intercambiar os olhares.  Oh dor do coração de ambos!  Os soldados o advertem e com golpes e empurrões impedem que  Mãe e Filho se dêem o último adeus, e é tão grande a angústia dos dois, que tua Mãe fica petrificada pele dor e quase está por sucumbir; o fiel João e as piedosas mulheres a sustentam, enquanto Tu de novo cais debaixo da cruz.

Então tu  Mãe sofredora, o que não faz com o corpo porque se vê impossibilitada o faz com a alma, entra em Ti, faz seu o Querer do Eterno e associando-se em todas tuas penas te faz o ofício de Mãe, te beija, repara, cura, e em todas tuas chagas derrama o bálsamo de seu doloroso amor.

Meu Penante Jesus, também eu me uno com a traspassada Mãe, faço minhas todas tuas penas e em cada gota de teu sangue, em cada uma de tuas chagas quero fazer-me de mãe, e junto com Ela e contigo reparo por todos os encontros perigosos e por aqueles que se expõem às ocasiões de pecado, ou que obrigados a exporem-se pela necessidade ficam atados pelo pecado.

Tu entre tanto gemidos caído embaixo da cruz, os soldados temem que morras embaixo do peso de tantos martírios e pela perda de tanto sangue; não obstante isto, à força de chicotadas e pontapés, com dificuldade chegam para por-te de pé.

Assim reparas as repetidas caídas no pecado, os pecados graves cometidos por toda classe de pessoas e rogas pelos pecadores obstinados, e choras com lágrimas de sangue por sua conversão.

Quebrantado amor meu,enquanto te sigo nas reparações, vejo que não te sustentas embaixo do peso enorme da cruz.  Tremes todo, os espinhos por causa dos  contínuos golpes que recebes penetram sempre mais em tua santíssima cabeça, a cruz por seu grande peso se funde em teu ombro formando uma chaga tão profunda que descobre os ossos, e a cada passo me parece que morres, e por tanto te vês impossibilitado para seguir adiante.

Porém teu amor que tudo pode te dá a força, e conforme sentes que a cruz se funde em teu ombro, reparas pelos pecados escondidos, que não sendo reparados acrescentam a crueza de tuas dores.  Meu Jesus, deixe que ponha meu ombro embaixo da cruz para aliviar-te, e contigo reparo todos os pecados ocultos.

Ma teus inimigos, por temor de que Tu morras embaixo da cruz, obrigam ao Cireneu a ajudar-te a levar a cruz, o qual, de má vontade e resmungando, não por amor mas pela força te ajuda.  E então em teu coração fazem eco todos os lamentos de quem sofre, as faltas de resignação, as rebeliões, a raiva e os desprezos em sofrer; mas muito mais ficas ferido ao ver que as almas consagradas a Ti, a quem chamas por companheiras e ajudas em tua dor te fogem, e se Tu as estreitas a Ti com a dor, ah, elas se desvinculam de teus braços para ir em busca de prazeres e assim te deixam só para sofrer.

Meu Jesus, enquanto reparo contigo te rogo que me estreites entre teus braços, e tão forte que não haja nenhuma pena que Tu sofras da qual não tome parte, para transformar-me nelas e para compensate pelo abandono de todas as criaturas.

Fatigado Jesus meu, com trabalho caminhas e todo encurvado, mas vejo que te deténs e tratas de olhar.  Coração meu, o que passa?  Que queres?  Ah, é a Verônica, que sem temor a nada, valentemente com um pano limpa teu rosto todo coberto de sangue, e Tu  deixas estampado nele um sinal de gratidão.

Entretanto os inimigos vendo mal este ato da Verônica, te açoitam, te empurram e te fazem prosseguir o caminho.  Outros puocos passos e te deténs de novo, mas teu amor, embaixo do peso de tantas penas não se detém, e vendo as piedosas mulheres que choram por causa de tuas penas, esqueces de Ti mesmo e as consolas dizendo-lhes: “Filhas, não choreis por Mim mas por vossos pecados e dos vossos filhos.”

Que ensinamento sublime!  Como é doce tua palavra!  Oh Jesus, contigo reparo as faltas de caridade e te peço a graça de esquecer-me de mim mesma para que não recorde outra coisa que a Ti só.

Mas teus inimigos, ouvindo-te falar se enchem de fúria, te puxam com as cordas, te empurram com tanta raiva que te fazem cair, e caindo te golpeias nas pedras; o peso da cruz te oprime e te sentes morrer.

Deixa que te sustente e que com minhas mãos resguarde teu santíssimo rosto.  Vejo que tocas a terra com a boca no sangue; mas teus inimigos te querem por de pé, te puxam com as cordas, te levantam pelos cabelos, te dão pontapés, mas tudo em vão.

Tu morres meu Jesus!  Que pena, rompe o meu coração pela dor!  E quase arrastando te conduzem ao monte Calvário.  Enquanto te arrastam sinto que reparas todas as ofensas das almas consagradas a Ti, que te dão tanto peso, que pormais que te esforces em levantar-te  resulta impossível.  E assim, arrastado e pisoteado chegas ao Calvário, deixando por onde passas as pegadas vermelhas de teu precioso sangue.