Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quinta-feira, 31 de março de 2011

"Se soubésseis o que significa Vontade de Deus...! Encerra o Céu e a terra; se estamos com Ela, tudo é nosso, tudo nos dá".



"Memórias da Serva de Deus Luisa Picarreta"

Agora aceitai todos minha convocação; vinde comigo ao Édem, aonde teve princípio vossa origem, aonde o Ser Supremo criou o homem, o fez rei e lhe deu um reino para que dominar; este reino era todo o universo, porém seu cetro, sua coroa, sua autoridade vinham do fundo de sua alma, aonde residia o Fiat Divino, como Rei dominador, e constituia a verdadeira realeza do homem.

 Suas vestimentas eram reais, mais resplandecentes que o sol; seus atos eram nobres; sua beleza era arrebatadora. Deus o amava muito, se entretinha con ele, o chamava de meu pequeno rei e filho. Tudo era felicidade, ordem e harmonia.

Este homem, nosso primeiro pai, traiu a si mesmo, traiu seu reino, e, fazendo sua vontade, entristeceu a seu Criador, que tanto o havia exaltado e amado, e perdeu seu reino, o reino da Divina Vontade, no qual lhe havia sido dado tudo.

As portas do reino se fecharam, e Deus retirou para Si o reino dado ao homem. E no entanto, escutai um segredo meu.

Deus, ao retirar para Si o reino da Divina Vontade, não disse que já não o devolveria ao homem, mas sim que o tem na reserva, esperando as futuras gerações, para enchê-las de graças surpreendentes, de luz deslumbrante, capaz de eclipsar o querer humano, que lhe fez perder um reino tão santo; e com atrativos de admiráveis e prodigiosos conhecimentos da Divina Vontade, fazer-lhes sentir a necessidade, o desejo de renunciar a nosso querer, que nos faz infelizes, e lançar-nos na Divina Vontade.

Assim pois, o reino é nosso, isso, ânimo!

O Fiat Supremo nos espera, nos chama, nos urge  tomar posse dele. Quem terá a coragem de negar-se, quem será tão pérfido que não escute sua chamada e não aceite tanta felicidade?

Deixemos os miseráveis andrajos de nossa vontade, a vestimenta de luto de nossa escravidão, nele nos lancemos, e nos vestiremos como reis e rainhas, e nos adornaremos com galões divinos.

Por isso, faço a todos um chamado:

 Escutem-me! Como sabeis, sou uma Pequenina, a menor de todas as criaturas... Juntar-me-ei ao Querer Divino juntamente com Jesus, irei como uma pequena ao vosso seio, e com gemidos e pranto chamarei vossos corações, para pedir-vos, como uma pequena mendiga, vossos andrajos, as vestimentas de luto, vosso infeliz querer, para dá-lo a Jesus; a fim de que queime tudo, e, devolvendo-vos Seu Querer, vos dê Seu reino, Sua felicidade, a brancura de Suas vestimentas reais.

Se soubésseis o que significa Vontade de Deus...! Encerra o Céu e a terra; se estamos com Ela, tudo é nosso, tudo nos dá; se não estamos com Ela, tudo vai contra nós; e se temos algo, somos os autênticos ladrões de nosso Criador, e vivemos de fraude e de roubo.



terça-feira, 29 de março de 2011

Não quer grandes penitências, nem longas orações, nem nenhuma outra coisa; só quer que reine em vós Seu Querer, e que já não exista vossa vontade.

"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"



NOTAS

1) Eis aqui o texto que a Serva de Deus enviou a seu bispo nessa ocasião::

Fiat! In Voluntate Dei! Eu, a abaixo assinada, ao conhecer o decreto mediante o qual, com data de 13 de julho de 1938, a Suprema Congregação do S. Ofício condenava o Índice de alguns livros por mim escritos e publicados: 1º) As horas da Paixão de N.S.J.C. como um tratado da Divina Vontade; 2º) No Reino da Divina Vontade; espontânea e prontamente cumpro o dever de alma cristã de expressar minha incondicional, pronta, plena e absoluta submissão ao juízo da S. Igreja Romana, pela qual, sem restrição alguma, reprovo e condeno quanto a Suprema Congregação do S. Oficio reprova e condena em meus citados escritos publicados, no sentido que a mesma Suprema Congregação entende. Esta declaração a submeto igualmente a meu amadíssimo Arcebispo Mons. Don Giuseppe M. Leo, implorando dele a caridade paterna de fazê-la chegar, por seu meio, ao S. Oficio

Assinado:
Luisa Piccarreta de Corato

2) Publicamos a lista dos bispos que se sucederam na Diocese de Trani durante a vida de Luisa Piccarreta e os que tem intervido em sua causa de beatificação.

CAPÍTULO SEGUNDO

O Reino da Divina Vontade

«E agora uma palavra a todos os que lerem estes escritos... Peço-vos, suplico-vos que recebais com amor o que Jesus quer dar-vos, ou melhor dizendo, Sua Vontade.

Porém para dar-vos a Sua Vontade, quer a vossa; do contrário, não poderá reinar nela. Se soubésseis...

Com este amor meu Jesus quer dar-vos o dom maior que existe no Céu e na terra, como é Sua Vontade!

Oh, quão amargas lágrimas derrama Ele, porque vê que com vosso querer vos arrastais por toda a terra empobrecida! Não sois capazes de cumprir um bom propósito, e sabeis por que? Porque Seu Querer não reina convosco.

Oh, como chora Jesus, suspira por vossa sorte! E, soluçando, vos pede que façais reinar Seu Querer em vós.

Quer fazer que mude vossa sorte: de enfermos para sãos; de pobres, para ricos; de débeis para fuertes; de volúveis  para imutáveis; de escravos para reis.

Não quer grandes penitências, nem longas orações, nem nenhuma outra coisa; só quer que reine em vós Seu Querer, e que já não exista vossa vontade.

Ah! Escutai-o, e eu estou disposta a dar a vida por cada um de vós, para sofrer qualquer pena, contanto de que abrais as portas de vossa alma, e o Querer de meu Jesus reine e triunfe nas gerações humanas.
Image of the Two Hearts

segunda-feira, 28 de março de 2011

Luisa não parecia morta; se achava sentada em seu leito, vestida de branco; parecia dormir, porque, como já dissemos, seu corpo não sofreu a rigidez cadavérica.



(continuação das "Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta)

Luisa morreu na idade de oitenta e um anos, dez meses e nove dias, a 4 de março de 1947, depois de quinze dias de enfermidade, a única certificada em sua vida: uma forte pneumonia.

Morreu no final da noite, à mesma hora em que todos os dias a bênção do sacerdote a liberava de seu estado de rigidez. Era arcebispo monsenhor Francesco Petronelli (25 de maio de 1939-16 de junho de 1947).

 Luisa ficou sentada na cama. Não foi possível estendê-la e -fenômeno extraordinário- seu corpo não padeceu de rigidez cadavérica, e permaneceu nessa posição como sempre o havia estado.

Apenas se difundiu a notícia da morte de Luisa, toda a população, como uma torrente impetuosa, se dirigiu para sua casa e foi necessária a intervençãode da força pública para conter a multidão que, noite e dia, ia   ver Luisa, mulher muito querida por seu coração.

A voz que corria era: «Morreu Luisa,  a Santa!». Para conter todas as pessoas que iam vê-la, com a permissão da autoridade civil e do ofício sanitário, seu corpo permaneceu exposto durante quatro dias sem dar sinal algum de corrupção.

Luisa não parecia morta; se achava sentada em seu leito, vestida de branco; parecia dormir, porque, como já dissemos, seu corpo não sofreu a rigidez cadavérica.

 Com efeito, sem esforço algum se podia mover sua cabeça em todas as direções, levantar-lhe os braços, pegar suas mãos e todos os dedos; se podia inclusive levantar-lhe as pálpebras e observar os olhos lúcidos não velados.

Todos a consideravam ainda viva, imersa em um sonho profundo. Um grupo de médicos, chamado precisamente para ela, declarou, depois de examinar atentamente o cadáver, que Luisa estava realmente morta e que por conseguinte se devia pensar em uma morte verdadeira e não em uma morte aparente, como todos imaginavam.

Luisa havia afirmado que nasceu «ao contrário»; por isso, era justo que sua morte fosse «ao contrário» com respeito às demais criaturas.

 Permaneceu sentada, como havia vivido sempre, e sentada teve que ir para o cemitério, em um caixão construído expressamente, com as paredes laterais e frontais de vidro, a fim de que todos pudessem vê-la, como uma rainha em seu trono, vestida de branco, com o Fiat no peito.

Mais de quarenta sacerdotes, o Capítulo e o clero local, participaram do cortejo fúnebre; as religiosas por turnos a levavam aos ombros; uma multidão imensa de cidadãos a rodeava: as ruas estavam incrivelmente abarrotadas; inclusive os balcões e os telhados das casas se achavam cheios de gente, e o cortejo avançava com grande dificuldade.

 O funeral da pequena filha da Divina Vontade foi celebrado na Igreja Mãe pelo Capítulo inteiro. Todo o povo de Corato seguiu os restos mortais até o cemitério. Cada um tratou de levar para casa uma recordação, flores, depois de ter tocado o cadáver que, poucos anos depois, foi trasladado à paróquia de Santa Maria Greca.

Em 1994, no dia da festa de Cristo Rei, na Igreja Mãe, Sua Excelência Monsenhor Carmelo Cassati, na presença de um público numerosíssimo e de representações do exterior, abriu oficialmente o processo de beatificação da Serva de Deus Luisa Piccarreta.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Precisamente desse cenáculo sairam numerosas vocações religiosas. Porém sua obra de formação não se limitava só às jovens, pois muitos jovens foram enviados por ela aos diversos institutos religiosos e ao sacerdócio.



(continuação das "memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta)

O pouco que possuia não bastava nem sequer para pagar o aluguel da casa. Para seu sustento trabalhava assiduamente com o bastidor, obtendo o que bastava para manter a sua irmã, dado que ela não necessitava nem de vestidos nem de calçado.

 Seu alimento consistia em uns poucos gramas de comida, que lhe proporcionava sua ajudante Rosaria Bucci.

Luisa não ordenava nada, não desejava nada, e devolvia imediatamente o alimento que ingeria. Não tinha o aspecto de uma pessoa moribunda, mas tampouco o de uma pessoa perfeitamente sã.

Contudo, nunca estava inerte; suas forças se consumavam tanto no sofrimento diário como no trabalho, e quem a conhecia profundamente considerava sua vida um milagre contínuo.

Era admirável seu desprendimento de toda ganância que não vinha de seu trabalho diário. Com firmeza rechaçava o dinheiro e os diversos presentes que lhe levavam por qualquer motivo.

Nunca aceitou dinheiro pela publicação de seus livros. Em uma ocasião, o Beato Anibal, que lhe queria entregar o dinheiro obtido pelos direitos de autor, lhe respondeu assim: «Eu não tenho nenhum direito, porque o que está escrito ali não é meu» (cf. «Prefácio» do livro "As Horas da Paixão", Messina, 1926).

Rechaçava indignada e restituia o dinheiro que pessoas piedosas, às vezes, lhe enviavam.

A residência de Luisa se assemelhava a um monastério; nenhum curioso podia chegar até ela.

 Sempre falava rodeada de poucas mulheres, que viviam de sua mesma espiritualidade, e por algumas jovens que frequentavam sua casa para aprender o bordado com bastidor.

Precisamente desse cenáculo sairam numerosas vocações religiosas. Porém sua obra de formação não se limitava só às jovens, pois muitos jovens foram enviados por ela aos diversos institutos religiosos e ao sacerdócio.

Sua jornada começava muito cedo, por volta das cinco, quando vinha à casa o sacerdote para abençoá-la e celebrar a Santa Missa, celebrada por seu confessor ou por qualquer outro sacerdote: privilégio que lhe concedeu Leão XIII e que confirmou São Pio X no ano de 1907.

Depois da Santa Missa, Luisa permanecia em oração de ação de graças durante cerca de duas horas.

Pelas oito iniciava seu trabalho, que durava até o meio-dia; depois da frugal comida, ficava só na casa, em recolhimento.

Pela tarde, depois de alguma hora de trabalho, rezava o Santo Rosário. Ao atardecer, até as oito, Luisa começava a escrever seu diário; ia dormir por volta da meia-noite.

Pela manhã se achava imóvel, rígida, encolhida na cama, com a cabeça inclinada para a direita, e era necessária a intervenção da autoridade sacerdotal para que pudesse sentar-se na cama e dedicar-se a suas ocupações diárias.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Beato Aníbal di Francia se converteu em seu confessor extraordinário e revisor de seus escritos, que pouco a pouco eram regularmente examinados e aprovados pela autoridade eclesiástica.

Santo Anibal Maria Di Francia


(continuação das "Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta")

No início do século, nossa gente teve a sorte de ver ao Beato Aníbal Maria de Francia, que queria abrir uma casa, tanto masculina como feminina, de sua nascente congregação, em Trani.

Quando teve notícia de Luisa Piccarreta, foi visitá-la, e desde esse momento estas duas grandes almas estiveram inseparavelmente unidas por propósitos comuns.

Também outros ilustres sacerdotes frequentaram a Luisa, como, por exemplo, o jesuíta padre Gennaro Braccali, o padre Eustachio Montemurro, que morreu com fama de santidade, e Dom Ferdinando Cento, Núncio apostólico e Cardeal da Santa Madre Igreja.

O Beato Aníbal se converteu em seu confessor extraordinário e revisor de seus escritos, que pouco a pouco eram regularmente examinados e aprovados pela autoridade eclesiástica. Em 1926, aproximadamente, o Beato Aníbal ordenou a Luisa que escrevesse um caderno de memórias sobre sua infância e sua adolescência.

O Beato Aníbal publicou vários escritos de Luisa, entre os que se fez muito famoso o livro "Assista a Paixão", que teve varias edições, exatamente quatro. Em 7 de outubro de 1928, completada a casa das religiosas da congregação do Divino Zelo em Corato, para cumprir o desejo do mesmo Beato Aníbal, Luisa foi trasladada ao convento.

O Beato Aníbal já havia morrido com fama de santidade em Messina.
Em 1938 sobre Luisa Piccarreta se abateu uma tremenda tempestade: foi publicamente condenada por Roma e seus livros foram incluídos no Índice. Apenas conheceu a condenação do Santo Ofício, ela se submeteu imediatamente à autoridade da Igreja.

De Roma, enviado pelas autoridades eclesiásticas, se apresentou um sacerdote que lhe pediu todos seus manuscritos; Luisa os entregou pacífica e prontamente. Assim todos seus escritos ficaram guardados nos arquivos do Santo Ofício.

Em 7 de outubro de 1938, por disposições superiores, Luisa teve que abandonar o convento e encontrar uma nova habitação. Passou seus últimos nove anos de vida numa casa, situada na rua Madalena, lugar que os anciãos de Corato conhecem bem e de onde, em 8 de março de 1947, viram sair seus restos mortais.

O estilo de vida de Luisa foi muito modesto. Possuia pouco ou nada. Vivia numa casa de aluguel, assistida amorosamente por sua irmã Angelina e por algumas mulheres piedosas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O novo confessor, intuindo as maravilhas que o Senhor fazia nesta alma, ordenou categoricamente a Luisa que pusesse por escrito tudo o que a Graça de Deus obrava nela.



(continuação das "Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta)


O arcebispo de então, Giuseppe Bianchi Dottula (22 de dezembro de 1848-22 de setembro de 1892), quando teve notícia do que acontecia em Corato, depois de escutar o parecer de alguns sacerdotes, quis tomar debaixo sua autoridade e responsabilidade este caso e, depois de madura reflexão, achou conveniente nomear como confessor particular a Dom Michele De Benedictis, esplêndida figura de sacerdote, ao qual Luisa abriu totalmente sua alma.

Dom Michele, sacerdote prudente, de vida santa, impôs limites a seus sofrimentos e ela não devia fazer nada sem seu consentimento.

 Foi precisamente Dom Michele quem lhe ordenou que comesse ao menos uma vez ao dia, mesmo que imediatamente depois devolvia tudo. Luisa devia viver só da Divina Vontade.

Foi este sacerdote quem lhe deu permissão de ficar sempre na cama, como vítima de expiação. Era o año 1888. Luisa permaneceu cravada em seu leito de dor, sempre sentada durante outros cinquenta e nove anos, até sua morte.

Convêm notar que até então ela, mesmo aceitando o estado de vítima, havia permanecido na cama de modo intermitente, porque a obediência nunca lhe havia permitido ficar na cama de modo contínuo.

Mas desde o dia de Ano novo de 1889 ficou no leito de forma permanente.

Em 1898, o novo arcebispo Tommaso De Stefano (24 de março de 1898-13 de maio de 1906) nomeou como novo confessor a Dom Gennaro Di Gennaro, que desempenhou essa tarefa durante vinte quatro anos.

O novo confessor, intuindo as maravilhas que o Senhor fazia nesta alma, ordenou categoricamente a Luisa que pusesse por escrito tudo o que a Graça de Deus obrava nela.

De nada valeram todas as razões que expôs a Serva de Deus para subtrair-se à obediência de seu confessor: nem sequer sua escasíssima preparação literária a pode eximir da obediência.

 Dom Gennaro Di Gennaro permaneceu firme e inflexível, mesmo sabiendo que a pobre só fez o primeiro ano da escola primária.

Assim começou, a 28 de fevereiro de 1899, a redação de seu diário, que ocupa trinta e seis grossos volumes. O último capítulo ficou concluído a 28 de dezembro de 1939, dia em que recebeu a ordem de não escrever mais.

Ao morrer seu confessor, a 10 de setembro de 1922, lhe sucedeu o cônego Dom Francesco De Benedictis, que a assistiu só durante quatro anos, porque morreu a 30 de janeiro de 1926.

O arcebispo, monsenhor Giuseppe Leo (17 de janeiro de 1920-20 de janeiro de 1939) nomeou como confessor ordinário a um sacerdote jovem, dom Benedetto Calvi, que permaneceu junto a Luisa até a morte dela, compartilhando todos os sofrimentos e incomprensões que se abateram sobre a Serva de Deus nos últimos anos de sua vida.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Luisa foi sabiamente instruída e preparada, durante muitos anos, para receber o dom da Divina Vontade.



A família confundiu esses fenômenos com uma enfermidade e recorreu à ciência médica.

 Porém todos os médicos consultados ficaram desconcertados diante de um caso clínico tão único e singular.

Luisa estava afetada por uma rigidez cadavérica, mesmo dando sinais de vida, e não existiam cuidados que pudessem aliviá-la dessas penas indizíveis.

Quando se esgotaram todos os recursos da ciência, se acudiu à última esperança: os sacerdotes.

 Foi chamado a sua cabeceira um sacerdote agostiniano, o padre Cosme Loiodice, que se encontrava con sua família pelas famosas leis sicardianas (Nota do tradutor: na Italia, no século passado, o político e jurista Giuseppe Siccardi promoveu a promulgação de leis anticlericais); diante do assombro de todos os presentes, bastou um sinal da cruz, que o Padre fez sobre o pobre corpo, para que a enferma recuperasse imediatamente suas faculdades normais.

Quando o padre Loiodice voltou ao convento, foram chamados alguns sacerdotes seculares, os quais, com um sinal da cruz, faziam que Luisa voltassea à normalidade.

 Ela teve a convicção de que todos os sacerdotes eram santos, mas o Senhor um dia lhe disse: «Não porque sejam todos santos - oxalá o fossem! -, mas só porque são a continuação de meu sacerdócio no mundo, tu deves estar sempre submetida à sua autoridade sacerdotal; nunca vás contra eles, sejam bons ou maus» (cf. Volumen I).

Luisa sempre se submeteu à autoridade sacerdotal, ao longo de toda sua vida. Este foi um dos pontos que mais a fizeram sofrer.

A necessidade diária da autoridade sacerdotal para voltar às ocupações normais era para Luisa a maior mortificação.

 Nos primeiros tempos as incompreensões e os sofrimentos mais humilhantes os padeceu precisamente de parte dos sacerdotes que a consideravam uma jovem exaltada, louca, uma pessoa que queria atrair para si a atenção dos demais.

Em uma ocasião a deixaram naquele estado durante mais de vinte dias. Luisa, que aceitou o papel de vítima, chegou a viver uma situação particularíssima: cada manhã se encontrava rígida, imóvel, encolhida em sua cama, e ninguém era capaz de estendê-la, levantar seus braços, mover-lhe a cabeça ou as pernas.

Como sabemos, era necessária a presença do sacerdote, que, abençoando-a, com um sinal da cruz, anulava aquela rigidez cadavérica e a fazia voltar às suas ocupações normais (bordado com bastidor).

Caso único: seus confessores nunca foram seus diretores espirituais, missão que Nosso Senhor quis reservar para si.

Jesus lhe fez escutar diretamente sua voz, ensinando-a, corrigindo-a, repreendendo-a, se fosse preciso, e gradualmente a foi levando até aos montes mais altos da perfeição.

Luisa foi sabiamente instruída e preparada, durante muitos anos, para receber o dom da Divina Vontade.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Senhor lhe disse um dia: «Eu percorri e voltei a percorrer a terra, olhei uma por uma todas as criaturas, para encontrar a menor de todas".


(continuação das "Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta")


A Divina Providência levava a esta menina por caminhos tão misteriosos que não lhe era possível experimentar nenhuma alegria fora de Deus e sua Graça.

Com efeito, o Senhor lhe disse um dia: «Eu percorri e voltei a percorrer a terra, olhei uma por uma de todas as criaturas, para encontrar a menor de todas. Entre tantas, encontrei a ti, a menor de todas.

Tua pequenez me deleitou e te elegi; te encomendei a meus anjos, para que te custodiem, não para fazer-te grande, mas para que custodiem tua pequenez, e agora quero começar a grande obra do cumprimento de minha vontade.

Com ela não te sentirás maior; ao contrário, minha vontade te fará menor e seguirás sendo a filha pequena da Divina Vontade» (cf. Volume XII, 23 de março de 1921).

Aos nove anos, Luisa recebeu pela primeira vez a Jesus Eucaristia e a Sagrada Confirmação, e desde esse momento aprendeu a permanecer em oração horas inteiras diante do Santíssimo Sacramento.

Aos onze anos quis inscrever-se na associação das Filhas de Maria -florescente naquele tempo- na igreja de São José.

 À idade de dezoito  anos, Luisa se fez terciária dominicana, com o nome de Sóror Madalena.
Foi uma das primeiras em inscrever-se na Terceira Ordem, cujo promotor era seu pároco.

 A devoção de Luisa à Mãe de Des desabrochará nela uma profunda espiritualidade mariana, prelúdio do que um dia escreveria sobre a Virgem.

A voz de Jesus levava Luisa a desprender-se de tudo e de todos.

Aos seus dezoito anos aproximadamente, desde a sacada de sua casa, na rua Nazario Sauro, teve a visão de Jesus sofredor debaixo da cruz, que, elevando seus olhos para ela, pronunciou estas palavras:

«Alma, ajuda-me!».

Desde esse momento se incendiou em Luisa uma ânsia insaciável de padecer por Jesus e pela salvação das almas.

Assim começaram aqueles sofrimentos físicos que, unidos aos espirituais e morais, chegaram ao heroísmo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Nesse lugar solitário e ensolarado começou para Luisa a aventura divina que a levaria pelas sendas do sofrimento e da santidade.


Da Serva de Deus eu pessoalmente recebi estampinhas e imagenzinhas. Apesar de nossa familiaridade, diante de Luisa, eu permanecia silencioso, meio tonto pela fascinação que emanava.

Muito material recolhi e guardei, mas não é possível organizar tudo para imprimi-lo; isso exigiria muito trabalho e tempo suficiente, do qual não disponho.

 Tive que fazer opções e publicar o que considerei mais interessante. Com isso não quero afirmar que os demais episódios registrados não sejam dignos de conhecer-se.

 Estou plenamente convencido de que qualquer episódio referido a Luisa Piccarreta é útil para marcar sua figura no seu tempo.

Proponho-me continuar o trabalho de organização e investigação das memórias e dar à imprensa uma biografia mais exaustiva da Serva de Deus, obra iniciada faz bastante tempo e que espero concluir o mais rápido possível.

Padre Bernardino Giuseppe Bucci

CAPÍTULO PRIMERO

Dados biográficos

A Serva de Deus Luisa Piccarreta nasceu em Corato, província de Bari (Itália), a 23 de abril de 1865 e ali morreu, com fama de santidade, em 4 de março de 1947.

Luisa teve a sorte de nascer numa daquelas famílias patriarcais, que ainda existem em nossos ambientes puleses (da Puglia) e que amam viver em pleno campo, povoando nossos casarios.

Seus pais, Vito Nicola e Rosa Tarantino, tiveram cinco filhas: Maria, Rachele, Filomena, Luisa e Angela. Maria, Rachele e Filomena se casaram. Angela, chamada geralmente de Angelina, permaneceu solteira junto a sua irmã Luisa até sua morte.

Luisa nasceu num domingo em Albis e foi batizada nesse mesmo dia. Seu pai, poucas horas depois de seu nascimento, a envolveu numa manta e a levou à paróquia, aonde lhe foi administrado o Santo Batismo.

Nicola Piccarreta era granjeiro de uma fazenda, propiedade da familia Mastrorilli, situada no centro de uma rua de Murge, na localidade de Torre Disperata, a 27 quilômetros de Corato.

 Quem conhece estes lugares pode apreciar a solenidade do silêncio que reina ali, imerso entre as colinas ensolaradas, áridas e pedregosas.

Nessa fazenda Luisa passou muitos anos de sua infância e de sua adolescência. Diante do casario se ergue ainda a imponente e secular árvore de amora, con uma grande cavidade no tronco, em que Luisa, de pequena, se escondia para orar, longe dos olhos indiscretos.

Nesse lugar solitário e ensolarado começou para Luisa a aventura divina que a levaria pelas sendas do sofrimento e da santidade.

Com efeito, foi precisamente nesse lugar que teve que sofrer penas indizíveis pelos assaltos do maligno, que às vezes a atormentava inclusive fisicamente. Luisa, para livrar-se desse sofrimento, recorria incessantemente à oração, dirigindo-se de modo particular à Virgem Santíssima, que a consolava com sua presença.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Com sua contemplação e com a aceitação de seus sofrimentos físicos e espirituais, alcançou uma notável intimidade com Jesus.

 

Coleção de memórias sobre a Serva de Deus - Luisa Piccarreta

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A minha tia Rosaria,
fiel custódia da vida da Serva de Deus Luisa Piccarreta

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BERNARDINO GIUSEPPE BUCCI - Frade Menor Capuchinho
Propriedade do autor

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APRESENTAÇÃO

A atenção amorosa por conservar a memória de gente de nossas terras que, com o humilde trabalho diário e com a aceitação dos sofrimentos da vida, se distinguiram no amor a Deus e ao próximo, tem impulsionado ao pe. Bernardino Bucci, nosso frade capuchinho, a escrever «recordações de família» relativos à figura de Luisa Piccarreta, chamada familiarmente «Luisa, a santa».

O interesse por Luisa merece destacar-se tanto pela atenção que hoje se presta ao aprofundamento da mística (e Luisa o é porque com sua contemplação e com a aceitação de seus sofrimentos físicos e espirituais, alcançou uma notável intimidade com Jesus).

Porque Luisa foi conhecida e frequentada por alguns de nossos hermanos (pe. Fedele da Montescaglioso, pe. Guglielmo da Barletta, pe. Salvatore da Corato, pe. Terenzio da Campi Salentini, pe. Daniele da Triggiano, pe. Antonio da Stigliano, pe. Giuseppe da Francavilla Fontana, para citar só alguns) que puderam dar-lhe elementos essenciais da espiritualidade franciscana, assimilando dela o amor a Cristo e o empenho por cumprir a Divina Vontade.

Oxalá que este livro, no que o pe. Bernardino tem posto tanto amor e entusiasmo, ajude a quantos o leiam, a sentirem-se impulsionados a aprofundar a espiritualidade de Luisa e se façam promotores de sua beatificação.
Pe. Mariano Bubbico
Ministro Provincial dos Frades Menores Capuchinhos de Pulla

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Luisa na contemplação do FIAT SUPREMO

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PREFÁCIO

Uma viva exortação do venerado -agora emérito- arcebispo de Trani, monsenhor Giuseppe Carata, me impulsionou a por por escrito os testemunhos sobre Luisa Piccarreta, recolhidos de viva voz por meus familiares e por outras pessoas que conheceram pessoalmente a Serva de Deus. Em alguns episódios eu estou diretamente implicado.

Em minha infância tive contatos contínuos e diretos com a Serva de Deus, facilitados por minha tia, Rosaria Bucci, que durante cerca de quarenta anos assistiu, noite e dia, a Serva de Deus.

As duas trabalharam juntas no bordado com bastidor, com o quê obtinham o necessário para seu sustento.

Meus parentes estavam unidos à família Piccarreta por numerosos vínculos. Minhas irmãs, Isa, Maria e Gemma, frequentavam assiduamente a casa de Luisa, entre outras coisas para aprender o bordado com bastidor.

Gemma, a pequena, era a preferida de Luisa, que ao nascer sugeriu que a chamassem com esse nome. A irmã de Luisa, Angelina, foi madrinha de batismo e de crisma de minhas irmãs. Tínhamos tanta intimidade com ela que em família todos a chamávamos «tia Angelina».

Com Luisa falávamos com muita familiaridade. Recordo que minha mãe acudia periodicamente à casa de Luisa e se entretinha longo tempo com ela.

Não se sabe nada de suas conversas. Creio que Luisa lhe profetizou sua morte prematura. Deduzo-o do fato de que minha mãe falava sempre da morte e nos dava a entender que não viveria muito tempo.

Faleceu na idade de cincoenta e um anos, três anos depois da morte de Luisa. No momento de sua morte vestia uma camisola da Serva de Deus.

sábado, 12 de março de 2011

Deus Pai:"Eu sou a luz das luzes: onde esta luz penetrar haverá vida, pão e felicidade. Esta luz iluminará o peregrino, o cético, o ignorante e vos iluminará a todos, oh homens que viveis neste mundo cheio de trevas e de vícios; se não tiverem minha luz cairão no abismo da morte eterna"!




(final da "Mensagem do Pai" à Madre Eugênia Ravasio)

Antes de nada desejo que sejais vós os primeiros a começar. Que alegria para mim entrar antes de tudo nas casas dos sacerdotes, dos religiosos e das religiosas!
Que alegria encontrar-me, como Pai, entre os filhos de meu amor! Convosco, meus íntimos, conversarei como amigos!

Serei para vós o mais discreto dos confidentes! Serei vosso tudo, que vos bastará para tudo! Serei sobretudo o Pai que acolhe vossos desejos, cumulando-vos com seu amor, com seus benefícios, com sua ternura universal.
Não me negueis este gôsto que quero ter entre vós! Devolver-vos-ei cem vezes mais e, porque vós me glorificais, também vos honrarei preparando-vos uma grande glória em meu Reino!
Eu sou a luz das luzes: onde esta luz penetrar haverá vida, pão e felicidade. Esta luz iluminará o peregrino, o cético, o ignorante e vos iluminará a todos, oh homens que viveis neste mundo cheio de trevas e de vícios; se não tiverem minha luz cairão no abismo da morte eterna!

Em fim, esta luz iluminará as ruas que conducem à verdadeira Igreja cató1ica, a seus pobres filhos que ainda são vítimas das superstições. Mostrar-Me-ei como Pai dos que mais sofrem na terra, os pobres dos mais pobres, os miseráveis.
Mostrar-Me-ei como o Pai de todos aqueles homens que estão abandonados, excluídos de qualquer sociedade humana.

Mostrar-Me-ei como Pai dos aflitos, Pai dos enfermos, sobretudo dos agonizantes.

Mostrar-Me-ei como o Pai de todas as famílias, dos órfãos, das viúvas, dos prisioneros, dos trabalhadores e da juventude.

Mostrar-Me-ei como Pai em todas as necessidades. Em fim, me mostrarei como o Pai dos governantes e de suas nações. E todos sentirão minhas bondades, todos vós sentireis minha proteção e todos vós vereis Meu Poder!
"Minha paterna e divina bênção para todos, Amém!

Particularmente para meu filho e representante, Amém!
Particularmente para meu filho o Bispo, Amém!

Particularmente para meu filho teu pai espiritual, Amém!
Particularmente para minhas filhas, tuas mães, Amém!

Para toda a congregação de meu amor, Amém!
Para toda a Igreja e para todo o clero, Amém!

Uma Bênção muito especial para a Igreja do Purgatório, Amém!
Amém!".

quinta-feira, 10 de março de 2011

Deus Pai: "Ei aqui meu desejo: vós que comprendeis mais facilmente o que espero da humanidade, rezai-me para que Eu possa fazer a obra de meu amor em todas as almas".

 
(continuação da "Mensagem do Pai" dada à Madre Eugenia Ravasio)


Eu sou a santidade, da qual possuo a perfeição e a plenitude, e vos dou esta santidade - da qual sou o autor - através de meu Espírito Santo, e a instauro em vossas almas com os méritos de meu Filho.
É por meu Filho e pelo Espírito Santo que Eu venho até vós e em vós, e em vós busco meu repouso.

Para algumas almas estas palavras: "Venho em vós", lhes parecerão um mistério, mas não há nenhum mistério, porque depois de que ordenei a meu Filho de instituir a Santa Eucaristia, me propus vir entre vós cada vez que recebeis a Santa Hóstia!

Claro que nada me impedia de vir também até vós antes da Eucaristia, porque nada me é impossível! Mas receber este sacramento é uma ação fácil de entender e que vos explica, como é que Eu venho em vós!
Quando estou em vós vos dou com maior comodidade o que possuo, sempre e quando me peçais. Com este sacramento vos unis comigo intimamente, e é nesta intimidade que a efusão de meu amor rega em vossas almas a santidade que possuo.

Inundo-vos com meu amor, e então não tendes que fazer outra coisa que pedir-me as virtudes e a perfeição que necessitais, e podeis estar seguros de que, nesses momentos de repouso de Deus no coração de sua criatura, nada vos será negado.
Desde o momento em que haveis compreendido qual é o lugar de meu repouso, não quereis dar-mo? Sou vosso Pai e vosso Deus, ousareis negar-me isto? Ah, não me façais sofrer com vossa crueldade com um Pai que vos pede só esta graça para Ele.

Antes de terminar este mensagem quero expressar um desejo a um certo número de almas consagradas a meu serviço. Estas almas sois vós, sacerdotes, religiosos e religiosas. Estais a meu serviço, seja na contemplação, ou seja nas obras de caridade e de apostolado.
De minha parte é um privilégio de minha bondade, da vossa parte é a fidelidade à vocação com vossa boa vontade.

Ei aqui meu desejo: vós que comprendeis mais facilmente o que espero da humanidade, rezai-me para que Eu possa fazer a obra de meu amor em todas as almas.

 Vós conheceis todas as dificuldades em que hão que vencer para conquistar as almas! Bem, eis aqui o meio eficaz para ganhar para Mim com facilidade uma grande multidão de almas: precisamente este meio é o fazer-me conhecido,  amado e glorificado pelos homens.

terça-feira, 8 de março de 2011

Deus Pai: "Eu vim para trazer a paz com esta obra de amor, se alguém me glorifica e se confia em Mim, farei descer sobre ele um raio de paz em todas suas adversidades, em todas suas perturbações, em seus sofrimentos e em suas aflições, de qualquer tipo, sobretudo se me invoca e me ama como seu Pai".



(continuação da "Mensagem do Pai" dada à Madre Eugenia Ravasio)

Digo-vos tudo isto para que reconheçais que vim para esta obra de amor, para ajudá-los potencialmente a sacudir a tirânica servidão que aprisiona vossa alma e para fazer-vos saborear a verdadeira liberdade, da qual provêm a verdadeira felicidade, que em comparação com ela todas as alegrias da terra não são nada.

Elevai-vos todos para esta dignidade de filhos de Deus e respeitai vossa grandeza, e Eu serei mais que nunca vosso Pai, o mais amável e o mais misericordioso.

 Eu vim para trazer a paz com esta obra de amor, se alguém me glorifica e se confia em Mim, farei descer sobre ele um raio de paz em todas suas adversidades, em todas suas perturbações, em seus sofrimentos e em suas aflições, de qualquer tipo, sobretudo se me invoca e me ama como seu Pai.

Se as famílias me glorificam e me amam como seu Pai, Eu lhes darei minha paz e com ela minha providência.

Se os trabalhadores, os industriais e os diversos outros artesãos me invocam e me glorificam, Eu darei minha paz, me mostrarei como Pai amorosíssimo e com meu poder assegurarei a salvação eterna das almas.
Se toda a humanidade me invoca e me glorifica farei descer sobre ela o espirito de paz, como um orvalho benfeitor.

Se todas as nações, como tais, me invocam e me glorificam, não terão nunca mais discórdias nem guerras, porque Eu sou o Deus da paz e aonde Eu estou não haverá guerra.
Quereis obter a vitória sobre vosso inimigo? Invocai-me e triunfareis vitoriosamente sobre o mesmo.

Em fim, vós sabeis que com meu poder tudo posso. Bem, este poder ofereço a todos para que vos sirva no tempo e na eternidade. Mostrar-me-ei sempre como vosso Pai, sempre que vós vos mostreis como meus filhos.
Que desejo com esta obra de amor? Encontrar corações que possam entender-me.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Deus Pai disse: "Enquanto o homem não se encontrar na verdade, não poderá provar nem sequer a verdadeira liberdade".




(continuação da "Mensagem do Pai" dada à Madre Eugenia Ravasio) 

No entanto, para fazer-vos conhecer até que ponto necessitais satisfazer minha vontade em vós, e para que Eu seja mais conhecido e mais amado já, quero, antes de terminar estas poucas palavras, que não são outra coisa que a base de minha obra de amor entre os homens, indicar-vos algumas das inumeráveis provas de meu amor por vós!
Enquanto o homem não se encontrar na verdade, não poderá provar nem sequer a verdadeira liberdade: creiais que estais na alegria, na paz, vós, meus filhos, que estais fora da verdadeira lei para cuja obediência vos criei, mas no fundo de vosso coração sentis que em vós não há nem a verdadeira paz, nem a verdadeira alegria, e que não estais na verdadeira liberdade de quem vos criou e que é vosso Deus, vosso Pai!
Mas a vós que estais na lei, ou melhor dizendo, que haveis prometido seguir esta lei que vos dei para assegurar vossa salvação, haveis sido conduzidos para o mal pelo vício. Tende-vos distanciado com vossa conduta malvada.

Creiais que sois felizes? Não. Sentis que vosso coração não está tranquilo. Quem sabe pensais que buscando o prazer e as outras alegrias humanas vosso coração se sentirá no final satisfeito? Não.

 Deixai que vos diga que não vos encontrareis nunca na verdadeira liberdade, nem a verdadeira felicidade enquanto não me reconheçais como Pai, e enquanto  não vos submetais ao meu jugo, para serem verdadeiros filhos de Deus, vosso Pai! Por que?

Porque vos criei com um só fim que é o de conhecer-me, amar-me e servir-me, assim como a criança simples e confiante serve a seu Pai!
Num tempo, no Antigo Testamento, os homens se comportavam como animais, não conservavam nenhum sinal que indicasse a eles sua dignidade de filhos de Deus, seu Pai.

E assim, para fazer-lhes saber que queria elevá-los à grande dignidade de filhos de Deus tive que demostrar uma severidade às vezes espantosa. Mais tarde, quando vi que alguns eram bastante razoáveis e que podiam entender finalmente que havia que estabelecer algumas diferênças entre eles e os animais, comecei então a encher-lhes de benefícios e a conceder-lhes a vitória sobre os que ainda não reconheciam e conservavam a dignidade deles.

 E como o número deles aumentava lhes mandei meu Filho, adornado com todas as perfeições divinas, dado que era o Filho de um Deus perfeito. Foi Ele o que lhes traçou o caminho da perfeição, por Ele vos adotei, com meu amor infinito, como verdadeiros filhos, e depois não vos tenho chamado mais com o simples nome de criaturas mas com o nome de "filhos".
Revesti-vos com o verdadeiro espírito da nova lei, que vos distingue, não só dos animais como aos homens da antiga lei, mas que vos eleva por cima daqueles homens do Antigo Testamento.

A todos vos elevei à dignidade de filhos de Deus, sim, vós sois filho e tendes que dizer-me que sou vosso Pai; mas tende confiança em Mim como filhos porque sem esta confiança não obtereis nunca a verdadera liberdade.

sábado, 5 de março de 2011

Deus Pai disse: "O que, de meu povo de Israel, mais me afligiu, e que ainda me aflije de toda a atual humanidade, é este respeito por Mim mal concebido".

 

(continuação da "Mensagem do Pai" dada à madre Eugenia Ravasio)


O que, de meu povo de Israel, mais me afligiu, e que ainda me aflije de toda a atual humanidade, é este respeito por Mim mal concebido.

O inimigo dos homens se tem servido efetivamente disto para fazê-los cair na idolatria e nos cismas.

Para tirá-los da verdade, de minha Igreja e de Mim se servirá ainda disto e o usará sempre contra vós. Ah, não vos deixeis arrastrar mais pelo inimigo, creiam na verdade que se está revelando a vós, e caminhai na luz da verdade.
Também vós que não conheceis outra religião que essa com a qual haveis nascido, uma religião não verdadeira, abri os olhos: aqui está vosso Pai, aquele que vos criou e que quer salvá-los.

Venho até vós para trazê-los à verdade, e com ela a salvação. Vejo que me ignorais e que não sabeis que de vós, desejo só que me conheçais como Pai e criador, e também como Salvador. É por ignorância que não podeis amar-me; sabei, portanto, que não estou tão longe como creiais.
Como poderia deixar-vos sós depois de havê-los criado e adotado com meu amor?

Sigo-vos por toda parte, vos protejo em tudo para que tudo seja uma constatação de minha grande liberalidade para vós, apesar de que sempre haveis esquecido minha infinita bondade, esquecimentos que vos fazem  dizer: "É a natureza aquela que nos dá tudo, a que nos faz viver e nos faz morrer".

Este é o tempo de graça e de luz! Por tanto, reconhecei que Eu sou o único verdadeiro Deus!
Para poder dar-vos a verdadeira felicidade nesta vida e na outra quero que façais o que vos proponho nesta luz.

O tempo é propício, não deixeis fugir o amor que se oferece a vosso coração em modo tão tangível.

A todos vós, peço escutar a Santa Missa segundo a liturgia: isto me agrada muito! Depois, com o tempo, vos ensinarei outras pequenas orações, mas não quero sobrecaregá-los!

 O essencial será glorificar-me como Eu disse, estabelecendo uma festa em minha honra e servindo-me com a simplicidade de verdadeiros filhos de vosso Deus, Pai, criador e salvador do gênero humano.
Eis aqui outro testemunho de meu amor paterno pelos homens: meus filhos, não vos falarei de toda a grandeza de meu amor infinito porque basta abrir os libros santos, ver o Crucifixo, o Tabernáculo e o Santíssimo Sacramento para que possais compreender até que ponto vos tenho amado!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deus Pai: "Convosco me tornarei tudo para todos como o Pai mais terno e amoroso. Familiarizarei com todos vós, doando-me a todos, tornando-me pequeno para fazer que sejais grandes na eternidade".



(continuação da "Mensagem do Pai" dada à Madre Eugenia Ravasio) 


Se não podeis ir diretamente falar com eles, buscai os meios: há milhares de maneiras diretas e indiretas, ponde-as em ação com um verdadeiro espírito de discípulos e com grande fervor; vos prometo que vossos esforços serão, por uma graça, rapidamente coroados com grandes êxitos.

Tornai-vos apóstolos de Minha bondade paterna, e pelo zelo que Eu darei a todos vós, sereis fortes e potentes com as almas.
Estarei sempre junto a vós e em vós: se são dois os que falam, Eu estarei entre os dois; se sois mais numerosos, Eu estarei no meio de vós; assim direis o que Eu vos inspirarei e darei a vossos ouvintes as disposições desejadas; deste modo os homens serão conquistados pelo amor e salvos para toda a etemidade.

E quanto aos meios para glorificar-me como Eu desejo não vos peço outra coisa mais que uma grande confiança. Não creiais que espero de vós austeridade e mortificações, que desejo fazer-vos caminhar descalços ou que tenhais que prostrar o rosto no pó, ou que desejo que vos cubrais de cinzas, etc...

Não, não! quero e me agrada que tenhais comigo uma atitude de filhos, com a simplicidade e confiança em Mim!
Convosco me tornarei tudo para todos como o Pai mais terno e amoroso. Familiarizarei com todos vós, doando-me a todos, tornando-me pequeno para fazer que sejais grandes na eternidade.

A maior parte dos incrédulos, dos ímpios e das diversas comunidades, ficam em sua maldade e em sua incredulidade porque creem que Eu lhes peço o impossível; creem que tem que submeter-se às minhas órdens como os escravos debaixo de um patrão tirano, que fica envolvido em seu poder e fica, em seu orgulho, distante de seus súditos, para obrigá-los ao respeito e à devoção.

Não, não, meus filhos! Eu sei tornar-me pequeno mil vezes mais do que vós supondes.
No entanto, o que Eu exijo é o cumprimento fiel dos mandamentos que dei à minha Igreja, para que sejais criaturas razoáveis e não sejais semelhantes aos animais com vossa indisciplina e vossas más tendências, e para que ao final possais conservar este tesouro que é vossa alma, que vos dei com a plena beleza divina com  que vos tenho revestido!
Depois fazei - como Eu desejo - o que já vos tenho indicado para glorificar-me com um culto especial.

Que isto vos faça compreender minha vontade de dar-vos muito e de fazer-vos participar amplamente de minha potência e de minha glória, unicamente para que sejais felizes e para salvar-vos, para manifestar a vós meu único desejo de amar-vos e de ser, em troca, amado por vós.
Se me amais com um amor filial e confiante tereis também um respeito cheio de amor e de submissão para minha Igreja e para meus representantes.

Não um respeito como o que tendes agora e que vos mantém longe de mim porque tendes medo de mim; este falso respeito que tendes agora é uma injustiça que fazeis à Justiça, é uma ferida à parte mais sensível de meu coração, é um esquecimento, um desprezo ao meu amor paterno por vós.


terça-feira, 1 de março de 2011

"Se todos os homens que estão longe de nossa Igreja Católica ouvíssem falar deste Pai que os ama, que é seu Criador e seu Deus, deste Pai que deseja dar-lhes a vida eterna, grande parte dos homens, mesmo os mais obstinados, viriam a este Pai".




(continuação da "Mensagem do Pai" dada à Madre Eugenia Ravasio)

Se os homens soubessem penetrar no coração de Jesus e ver todos seus desejos e sua glória veriam que  o desejo mais ardente é o de glorificar ao Pai, àquele que o enviou, e sobretudo não deixar-lhe uma glória diminuída, como se tem feito até hoje, mas uma glória total, que o homem pode e tem que dar-me como Pai e Criador, e ainda mais, como autor de sua redenção!
Eu peço o que Ele pode dar-me: sua confiança, seu amor e seu agradecimento. Não é porque Eu necessite de minha criatura ou que por suas adorações Eu queira ser conhecido, glorificado e amado; é só para salvá-la e fazê-la partícipe de minha glória que Eu me rebaixo até ela.

E também porque minha bondade e meu amor se dão conta de que os seres que tirei do nada e adotei como verdadeiros filhos estão caindo numerosos na infelicidade eterna com os demônios, faltando deste modo à finalidade de sua criação, e se perdendo no tempo e a eternidade!

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"A Mensagem do Pai"
2o Fascículo parte B
Se algo desejo, sobretudo no momento atual, é simplesmente um maior fervor da parte dos justos, uma grande facilidade na conversão dos pecadores, uma conversão sincera e perseverante, o regresso dos filhos pródigos à casa paterna, em particular o regresso dos judeus e de todos os outros, que são também minhas criaturas e meus filhos, como os cismáticos, os heréticos, os massons, os Pobres infiéis, os sacrílegos e as diversas seitas secretas; que todo o mundo saiba que há um Deus e um Criador, quer o queiram ou não.

Este Deus, que falará repetidamente à sua ignorância, é desconhecido; não sabem que Eu sou o Pai deles.
Creiam-me, vós que escutais lendo estas palavras: se todos os homens que estão longe de nossa Igreja Católica ouvíssem falar deste Pai que os ama, que é seu Criador e seu Deus, deste Pai que deseja dar-lhes a vida eterna, grande parte dos homens, mesmo os mais obstinados, viriam a este Pai de que haveis falado.