Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

«Hoje é domingo. Em casa vai comer carne. Deixa um pouco para o Menino Jesus».


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

O sacrifício não cumprido

Num dia de domingo, me encontrava em casa de Luisa quando ela me chamou e me disse: «Hoje é domingo. Em casa vai comer carne. Deixa um pouco para o Menino Jesus».

Asseguro-lhe que assim o faria. Porém, ao sair da casa de Luisa, me esqueci de tudo, inclusive da promessa de deixar algo de carne para o Menino Jesus.

Convém sublinhar que naqueles tempos a carne constituia um alimento muito apreciado, que só se comia nas festas e em porções racionadas.

Comi tranquilamente a carne, sem recordar-me da promesa feita pela manhã a Luisa, em troca, não havia esquecido dela e, apenas cheguei a sua casa, pela tarde, a primeira coisa que me disse foi:

«Esqueceu-se da promessa que fizeste a Menino Jesus».

Eu fiquei desconcertado e não sabia como justificar-me.

Minha tia Rosaria me tiro do apuro dizendo: «É muito pequeno. O que pode compreender?». Porém comprendi que aquela resposta gratuita não satisfez a Luisa.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Na prática, Luisa nem comia nem bebia; só vivia da Divina Vontade.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

QUINTO CAPÍTULO

Uma comida rara

Comecei a frequentar a casa de Luisa Piccarreta na idade de cinco anos, conduzido por minha tia Rosaria.

Já com mais idade, levaba sempre para Luisa cestos cheios de fruta fresca que me pai colhia em nossas terras.

Em várias ocasiões minha tia me fazia ficar para comer na casa dos Piccarreta. Luisa não comia conosco, porque estava na cama, em seu quarto, e ali consumia os poucos grãos de alimento que ingeria diariamente.

Um dia, impulsionado pela curiosidade, me pus a observar o menu que se preparava para Luisa: num único prato estava toda sua comida.

Era domingo, para nossa família o dia das batatas com arroz. No prato destinado a Luisa não puseram mais de cinco ou seis batatas e três ou quatro uvas.

Minha tia, ao observar meu estupor, me olhava com rosto compadecido e sorridente. Em certo momento me disse: «Leva este prato a Luisa». Eu, mais surprendido que nunca, tomei o prato e o levei ao quarto de Luisa, que estava na cama.

Acabava de terminar trabalho de bordado e sobre suas pernas se achava colocado um escabelo, coberto por uma manta, onde pus o prato que lhe entreguei.

Olhou-me profundamente com seus olhos grandes, sem dizer-me nada; logo, tomou uma uva e me meteu na boca. Saí de seu quarto,enquanto Luisa começava a consumir sua pouca comida.

Apenas me havia sentado à mesa quando escutamos soar uma campainha. Minha tia se levantou repentinamente, tomou uma bandeja e se dirigiua ao quarto de Luisa.

 Eu, instintivamente, a segui e, involuntariamente, assisti a um fenômeno que me deixou perplexo. Luisa devolveu todo o alimento, intato e inteiro, que havia comido.

O mais extraordinário é que não sentiu mal estar nem a moléstia que normalmente acompanha o vômito.

Minha tia tirou o escabelo dos joelhos, o depositou a um lado do quarto, correu as cortinas da cama, cerrou as persianas e me disse: «Vamo-nos, porque Luisa deve orar».

Ao voltar para casa, contei tudo para minha mãe, mas ela não mostrou surpresa alguma, pois desde fazia tempo que conhecia esse fenômeno.

Na prática, Luisa nem comia nem bebia; só vivia da Divina Vontade.

Esse fenômeno durou quase setenta anos, com vicissitudes alternadas. Por obediência a seus confessores, devia comer ao menos uma vez ao dia, mesmo que de imediato devolvia tudo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Encontrando-se em perigo de morte, não lhe ficou maior remédio do que invocar a Luisa: "Luisa, se queres que seja sacerdote, salva-me!"


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Predileção de Luisa pelos Capuchinhos. O Padre Salvatore de Corato e Luisa Piccarreta

Um capuchinho, muito devoto de Luisa a Santa, era o padre Salvatore de Corato. Conheci-o quando eu era estudante no seminário de Giovinazzo (nos dois últimos anos de bacharelado).

O padre Salvatore ia para passar as férias conosco. Durante os passeios que fazíamos pelos caminhos do jardim do convento, me falava sempre de Luisa e de como havia amadurecido sua vocação capuchinha.

O padre Salvatore era um esplêndido exemplo de capuchinho, de família rica, de modos muito finos, mostrava uma delicadeza de alma que raramente tenho visto em outros frades. Sofreu muito para seguir sua vocação capuchinha e sacerdotal e encontrou muita resistência.

Órfão de pais, foi educado por uma tia, que o levava sempre na casa de Luisa a Santa, a qual o via com grande simpatia e de bom grado conversava com aquele jovenzinho.

Um dia ela lhe disse: «O Senhor quer que sejas sacerdote», porém o rapaz não deu muita importância a essas palavras. Em plena juventude, rico e procurado por todas as meninas, se envolveu na Marinha e viajou muitíssimo.

Em suas longas travessias, que às vezes duravam meses, o brilhante marinheiro facilmente se entretinha na cobertura contemplando o mar infinito e as estrelas. Muitas vezes recordava as palavras de Luisa: «O Senhor quer que sejas sacerdote».

Encontrando-se em perigo de morte, não lhe ficou maior remédio do que invocar a Luisa: «Luisa, se queres que seja sacerdote, salva-me!». A casualidade quis que muitos de seus companheiros morressem, enquanto que ele se salvou por um extranho prodígio.

Pouco depois abandonou sua carreira, voltou a Corato e se dirigiu para casa de Luisa. Depois de uma longa conversa, Luisa lhe aconselhou que ingressasse nos Capuchinhos, anunciando-lhe que encontraria grandíssimas dificuldades. O Senhor poria à prova sua vocação.

Com efeito, não se aceitou facilmente seu ingresso na Ordem; se opuseram os que se encarregavam da formação dos estudantes. Aduziam, como razões, sua idade, já bastante avançada, em comparação com os estudantes normais; sua vida de marinheiro, certamente cheia de vícios; e, ademais, afirmavam que, ao provir de uma família rica, lhe resultaria sumamente difícil abraçar uma regra de per si muito rígida.

De nada valeram as cartas de apresentação do arcebispo, Dom Clemente Ferrara, e de Dom Andrea Bevilacqua, que pessoalmente o acompanhou ao noviciado de Montescaglioso.

O mestre de noviços e o superior não o aceitaram e nem sequer lhe permitiram entrar no convento.

Assim, o pobre jovem teve que ficar três dias fora do convento, esperando uma resposta do padre Provincial, ao que o superior e o mestre de noviços se haviam dirigido.

As palavras de Luisa se cumpriram plenamente.

O padre Salvatore, recebido na Ordem Capuchinha, renunciou generosamente a todos seus bens de família e iniciou os estudos de preparação ao sacerdócio.

Ordenado sacerdote, decidiu dirigir-se à casa de Luisa para celebrar a Santa Missa em ação de graças. Concluía seu relato com estas palavras: «Luisa está em meu coração e em minha vida; a sinto muito perto de mim, como se ainda me quisesse falar».

E acrescentava: «Estou seguro de que minha vida não será muito longa, porque Luisa tem pressa por levar-me ao Paraíso». Isto o dizia com um sorriso indescritível, que parecia celestial.

O padre Salvatore foi utilizado pelos superiores como formador e diretor de nossos rapazes nos seminários menores, e foi apreciado e amado por todos. Seus dotes espirituais e humanos enriqueciam o exercício de seu ministério sacerdotal. Sua saúde, sempre débil desde que ingressou na Ordem, foi um sinal da Vontade de Deus que o fez amadurecer no sofrimento por seu Reino.

Quando lhe perguntei se era lícito ler os escritos de Luisa que haviam sido condenados pelo Santo Ofício, me respondeu que não e me disse: «Luisa é toda da Igreja e na Igreja, a qual muitas vezes nos disse que renunciemos inclusive às coisas formosas. Recorda que tudo o que a Igreja faz é Vontade de Deus, que tem seus tempos.

Talvez o mundo não esteja ainda maduro para receber e compreender esta grande santa. Creio que dentro de pouco o Senhor mesmo a porá sobre o candeeiro».

O padre Salvatore morreu em 3 de setembro de 1956, aos quarenta e um anos de idade.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Todas as dúvidas que não havim se esclarecido nos meus estudos teológicos foram dissipadas por Luisa. Certamente Luisa tinha o dom da ciência infusa».


 "Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Da Serva de Deus Luisa Piccarreta escutei falar muito também dos seguintes padres. O padre Giovanni De Bellis, sempre convidado à Corato para pregação, ia nessas ocasiões à casa de Luisa.

O padre Giovanni, meu irmão de comunidade no convento de Trinitapoli, enquanto eu era superior e pároco, muitas vezes me falava de Luisa Piccarreta e do Santo Anibal Maria de Francia, a quem havia conhecido pessoalmente.

Teve a sorte de assistir aos últimos momentos da vida do padre Giovanni, que morreu na venerável idade de noventa e dois anos.

Este padre morreu completamente imerso na oração, com as mãos juntas e com o rosário entre as mãos. Suas últimas palavras foram: «Faça-se a Vontade de Deus». Era o ano de 1982.

O padre Terenzio de Campi Salentini também sentia grande veneração pela Serva de Deus Luisa Piccarreta e cada vez que se encontrava comigo, me falava dela.

 Foi ele quem me anunciou que se havia iniciado o processo de beatificação do padre Anibal, confessor de Luisa.

Quando eu era jovem novíço no convento de Alessano, o padre Terenzio era superior. Um dia me deu este testemunho: «Eu passei um período de crise de fé e um dia fui à casa de Luisa, que me escutou benignamente.

Esclareceu todas minhas dúvidas e me deu explicações teológicas tão claras e profundas que foram para mm uma revelação. Todas as dúvidas que não havim se esclarecido nos meus estudos teológicos foram dissipadas por Luisa.

Certamente Luisa tinha o dom da ciência infusa».

O padre Guglielmo da Barletta, um dos sacerdotes mais ilustres da Província, várias vezes ministro provincial, reitor de nosso estudantado de teologia, um dia, durante uma aula de ascética, falou do Venerável padre Anibal e de suas obras.

Falou longamente de "As Horas da Paixão" e do livro "Maria no Reino da Divina Vontade".

Ao referir-se a Luisa Piccarreta disse estas palabras: «É uma alma grande e maravilhosa. Nós no somos nem sequer somos uma unha dessa alma». O padre Guglielmo não me disse se havia conhecido diretamente a Luisa.

Quase todos nossos antigos padres tiveram contatos diretos com Santo Anibal e com Luisa Piccarreta. Entre eles merece recordar também aos seguintes: Pe. Zaccaria da Triggiano, várias vezes provincial; Pe. Fedele da Montescaglioso; Pe. Giuseppe da Francavilla Fontana; Pe. Tobia da Triggiano; Pe. Antonio da Stigliano, que deixou alguns escritos sobre o Servo de Deus Frade Dionisio da Barletta; Pe. Arcangelo da Barletta, também ele provincial; Pe. Pio da Triggiano, provincial; Pe. Gabriele da Corato; Pe. Timoteo d'Acquarica, grande amigo do último confessor de Luisa, Dom Benedetto Calvi, em cuja paróquia pregou muitas vezes (ele assistiu também o traslado dos restos mortais de Luisa desde o cemitério até a igreja e concelebrou na Igreja Mãe a função de abertura do processo de beatificação da Serva de Deus Luisa Piccarreta); Pe. Salvatore da Corato, do qual falarei em um capítulo à parte.

Muitos irmãos leigos, que iam à Corato para pedir esmola, não deixavam de visitar Luisa: Frade Ignazio, Frade Abele, Frade Rosario, Frade Vito, Frade Crispino, os quais sempre me falaram com entusiasmo de Luisa, pela qual sentiam grande veneração.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O padre Daniele falava de Luisa Piccarreta como se fosse uma criatura do céu.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Este padre Gerardo tinha idéias singulares ao dirigir o estudantado, com uma disciplina draconiana; facilmente deixava os estudantes em jejum, porque deviam mortificar-se e assemelharem-se a Cristo crucificado.

O pior era que não permitia nem sequer o estudo, pois seu estudo devia ser o crucifixo e a penitência; e, em consequência, pôs no quarto dos estudantes um grande crucifixo e um cilício.

 Compreende-se muito bem em que estado de ânimo estavam todos os estudantes, muitos dos quais ficaram doentes.

O padre Anibal de França, numa de suas visitas, chamou a atenção do padre Gerardo, dando-lhe a entender que não se podia aplicar um regime semelhante aos jovens que se encontravam na etapa de crescimento.

E ele mesmo deu exemplo levando ao convento muitos alimentos, e lhe pediu que lhes permitisse comer, ao menos uma vez, até saciar-se. O padre Anibal era muito sensível à saúde dos jovens estudantes e lhes dizia com frequência: «Esta não é a Vontade de Deus».

Parece que, o padre Gerardo não permaneceu totalmente insensível às exortações do padre Anibal, que sabia falar com tanta convicção e tanta caridade que inclusive movia os corações mais duros.

Com efeito, os resultados se notaram em seguida: se compraram os livros úteis para a formação sacerdotal dos jovens e começou-se a ver um pouco mais de pão e de sopa.

O padre Gerardo, pouco depois, saiu da Ordem e foi excomungado, por suas idéias raras e por sua rebelião contra a Igreja. As palavras do Venerável Anibal se realizaram. Com efeito, quando os estudantes, desalentados, se ajoelhavam ante seus pés para confessarem-se, sempre dizia: «Segui vivendo intensamente a Vontade de Deus, porque dentro de pouco tudo mudará. Ânimo!».

Muitos padres tiveram contato com o padre Anibal e, através dele, conheceram a Luisa. Não posso esquecer o padre Daniele de Triggiano, esplêndido exemplo de capuchinho, homem que era uma autêntica florzinha de São Francisco. Sua simplicidade, suas palavras e seus gestos ficaram vivos até hoje em toda nossa Província Monástica.

O padre Daniele falava de Luisa Piccarreta como se fosse uma criatura do céu e quando eu, sendo jovem seminarista, ia ao seu quarto para confessar-me, me dizia sempre estas palavras: «Tu és Bucci, de Corato? Conheci a Luisa? Saibas que é uma grande santa; não deixes nunca de orar para ela, se queres ser sacerdote».

O padre Daniele foi o historiador de Triggiano e publicou também alguns manuais de piedade, tirando em abundância dos livros de Luisa Piccarreta.

Pelo modo em que falava de Luisa parecia que teve contatos diretos com a Serva de Deus e com o Venerável Anibal.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta" "Santo Anibal maria de Francia e os Frades Capuchinhos da Província Monástica de Pulla".



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Santo Anibal e os Frades Capuchinhos da Província Monástica de Pulla

Parece que, os Padres Franciscanos, e em particular os Capuchinhos, sugeriram ao Santo Anibal que pusesse suas obras debaixo da proteção de Santo Antônio de Pádua. É certo que entre Santo Anibal e os Franciscanos Capuchinhos existiu uma grande estima recíproca.

Eu pessoalmente escutei  nossos pais anciãos falarem sempre de Santo Anibal Maria de Francia.

O padre Anibal divulgava os escritos de Luisa, muitos dos quais eram presenteados para nossos frades, ao que ele recomendava vivamente que não revelassem a ninguém quem era a autora, porque a piedosa escritora não queria que a conhecessem..

O frade capuchinho que mais falou desta circunstância foi o padre Isaia da Triggiano, um sacerdote autêntico, simples e humilde.

Este padre sentia uma profunda veneração por Luisa Piccarreta e conservava zelosamente seus escritos e alguns objetos que pertenceram à Serva de Deus.

Entre estes últimos se achava uma estampinha com uma oração escrita pessoalmente por Luisa.

O padre Isaia sempre dizia estas palavras: «Luisa é uma grande santa e o padre Anibal também é um grande santo, porque a nos deu a conhecer. Os santos entre si se compreendem. É Deus quem os une».

Em 1917 o padre Isaia de Triggiano era estudante capuchinho em nosso convento de Francavilla Fontana, onde os frades, em várias ocasiões, hospedaram ao padre Anibal Maria de Francia, que estava realizando uma de suas obras na vizinha Oria.

Estas são as impressões que o padre Isaia teve do padre Anibal: «Era um sacerdote verdadeiramente de Deus e nós, os estudantes, quando o víamos, o rodeávamos de muita simpatia.

Todos íamos para confessar-nos com ele. Seu aspecto era singular, também em seu modo de falar e gesticular, sempre moderado, com uma discreção que não infundia temor, mas confiança filial. Nos falava sempre da Vontade de Deus e nos exortava a suportar as moléstias e as contradições.

 Dizia-nos que havia um alma, consagrada totalmente a Deus, que sofria e orava por todos».

«Esta alma -dizia o padre Anibal ao padre Isaia- é filha de tua terra e isto é sinal de que o Senhor bendiz ao povo de Bari». Para fortalecê-lo, em suas dúvidas e em seus sofrimentos, lhe presenteou com "As horas da Paixão", que ele mesmo havia dado para imprimir.

O padre Isaia, naquele tempo frade Isaia, estudante capuchinho, lhe perguntou onde se encontrava e quem era essa alma santa, mas o padre Anibal lhe respondeu: «Pensa em preparar-te dignamente para o sacerdócio e em fazer a Vontade de Deus, e com o tempo descobrirás quem é esta alma».

O padre Isaia, já ordenado sacerdote, ia à casa de Luisa Piccarreta, que recorria para receber conselhos e, não poucas vezes, para ser confortado em seu apostolado, atacado por más línguas.

Naquela época, a Província Monástica de Pulla atravessava um período difícil, por causa de vários contrastes surgidos entre as Províncias de Bari e Lecce, unificadas em uma só Província Monástica.

Alguns padres encabeçaram uma reforma, que foi abortada por São Pío X.

A maior parte se submeteu, mas outros se rebelaram e acabaram por serem expulsos da Orden e excomungados. Entre eles, o padre Gerardo, superior e diretor do estudantado de Francavilla.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Dá imediatamente para imprimir o livro 'As horas da paixão' de Luisa Piccarreta. Li-o de joelhos, porque ali é Nosso Senhor quem fala"».



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Recordações de Rosaria Bucci

Santo Anibal Maria de Francia frequentava a Serva de Deus, com a qual mantinha longuíssimas conversações, ficando horas inteiras no quarto de Luisa, onde muitas vezes celebrava também a Santa Missa.

Isto é o que recordo do que me contou minha tia Rosaria.

En 1910, chegou à casa de Luisa um sacerdote que pediu para falar com ela. Foi o primeiro dos numerosos encontros que realizaram os dois «santos». Aquele dia abriu a porta minha tia Rosaria, menina que já se achava familiarizada com o ambiente de Luisa, pois a frequentaba desde que tinha quatro anos e, por isso, se havia convertido em colaboradora de Angelina nos afazeres da casa.

Ademais, minha tia Rosaria, ao ter aprendido muito bem o trabalho de bordado, foi mestra das demais meninas aprendizes e Luisa a chamava a retificar seu trabalho, que muitas vezes ficava imperfeito, pois a Serva de Deus não podia apertar bem os nós, por causa dos estigmas, ocultos debaixo da pele e fonte de dor.

Minha tia Rosaria, em muitas ocasiões, preparou uma cama em um quarto da casa de Luisa, sobre a qual Santo Anibal, alguma vez, descansava, especialmente quando era hóspede da família Piccarreta durante mais de un dia.

A permanência do Santo em casa de Luisa se devia a que ela, antes de entregar seus escritos a Anibal, devia lê-los todos e dar explicações sobre ls pontos obscuros ou incompreensíveis.

Foi precisamente minha tia que entregou ao Santo Anibal o manuscrito do famoso livro relativo à meditação sobre a Paixão. Santo Aníbal o fez publicar com o título de "As horas da Paixão, título que a princípio não entusiasmou Luisa. A publicação, com longo prefácio do Santo, teve várias edições, exactamente quatro.

Minha tia Rosaria recorda que uma vez Santo Aníbal exortou todas as meninas e às pessoas que regularmente frequentavam a Luisa ler e meditar a obra. Ao presenteá-la, o Santo lhe disse estas palavras: «Antes de dar para imprimir o manuscrito, fui recebido em audiência por Sua Santidade Pio X, a quem entreguei um exemplar.

Depois de alguns dias, ao ser recebido de novo pelo Santo Padre para questões relativas a minha nascente Congregação, ele pronunciou estas palavras textuais: "Dá imediatamente para imprimir o livro 'As horas da paixão' de Luisa Piccarreta. Li-o de joelhos, porque ali é Nosso Senhor quem fala"».

Ao não dispor de outros documentos, devemos fiarnos no testemunho de Rosaria Bucci.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

As visitas do padre Anibal Maria de Francia não se limitavam só à conversas com Luisa; compartilhava conferências para todas as pessoas que frequentavam a casa de Luisa, especialmente aos jovens e às meninas.




"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"


As visitas do padre Anibal não se limitavam só à conversas com Luisa; compartilhava conferências para todas as pessoas que frequentavam a casa de Luisa, especialmente aos jovens e às meninas. Estas conferências produziram abundantes frutos.

Com efeito, muitas meninas se fizeram religiosas e muitos jovens se encaminharam ao sacerdócio, e não poucos foram acolhidos em sua nascente congregação.

Muitas pessoas iam à casa de Luisa para confessar-se con o padre Anibal. Isso mo havia confirmado o cônego Andrea Bevilacqua, que, sendo jovem seminarista, também ia à casa de Luisa para confessar-se com o padre Anibal, o qual era também confessor extraordinário do venerado e muito amado arcebispo de Trani, monsenhor Leo.

Em minha anterior publicação não falei do Santo Anibal de Francia, porque me aconselharam que não o fizesse para não atrapalhar a causa de beatificação, que estava em curso.

Seria muito interessante consultar os arquivos das Congregações dos Rogacionistas e das Religiosas do Divino Zelo, onde certamente haverá rastros da larga correspondência epistolar que existiu entre a Serva de Deus Luisa Piccarreta e o Santo padre Anibal.

 Minha tia dizia que a Regra do instituto estava marcada pela espiritualidade de Luisa. Seria muito interessante ler as antigas regras e constituições dos Institutos.

Espero que agora que o padre Anibal foi proclamado Santo pela Igreja, os Rogacionistas e as Religiosas do Divino Zelo, poderão revalorizar a Serva de Deus Luisa Piccarreta, que tanto contribuiu com sua oração, com seu conselho e com seus escritos, ao seu desenvolvimento.

Fica ainda muito por dizer sobre as relações que existiram entre Santo Anibal, a Serva de Deus Luisa Piccarreta e São Pio X, pelo qual Luisa sentia uma grande veneração.

Já nessa época o venerava como santo e muitas vezes dizia estas palabras: «O Senhor nestes tempos tem regalado a Igreja de grandes Pontífices: o primeiro, filho predileto da Virgem -referindo-se a Pio IX-; e o segundo, grande defensor da fé e da Eucaristia».

O Santo Anibal de Francia teve que superar enormes obstáculos para realizar seu projeto de trasladar Luisa para uma casa de sua Congregação, para que estivesse entre suas religiosas.

 E dizia com frequência estas palavras: «A acolhida de Luisa em uma casa de meu Instituto será uma bênção de Deus para toda a Congregação».

Com efeito, mesmo que em Trani havia já haviam duas casas da Congregação do Divino Zelo, com santa obstinação abriu uma casa feminina em Corato, perto do lugar de nascimento de Luisa.

Não lhe resultou fácil realizar seu projeto: o santo fundador morreu antes de que a casa ficasse acabada.

Dois anos depois de sua morte, Luisa fez seu ingresso entre as Religiosas do Divino Zelo, na rua de Murge.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

São Pio X diz ao Santo Aníbal Maria de Francia: «Querido Padre, estes escritos os deves ler de joelhos, porque ali é Nosso Senhor Jesus Cristo quem fala».



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta".

CAPÍTULO QUARTO

Aníbal Maria de Francia e Luisa Piccarreta

Minha tia Rosaria falava, sempre e de bom grado, de Santo Aníbal Maria de Francia, fundador dos Rogacionistas e das Religiosas do Divino Zelo.

Falava do Santo como se fosse um de seus familiares íntimos e, para referir-se a elel, usava a expressão «Padre Francia».

Eu pessoalmente me interesei muitíssimo por esse personagem e perguntei várias vezes aos Padres Rogacionistas se por casualidade em seu arquivo se havia registrado algo das relações entaboladas entre Luisa e o Santo Aníbal. Dirigi-me também ao Instituto Santo Antônio de Corato, casa querida pessoalmente pelo Beato, com o objetivo preciso de trasladar para lá Luisa para que estivesse entre as religiosas.

Minha tia dizia que o padre Aníbal havia concebido o projeto de trasladar a Luisa ao Instituto de Religiosas aberto em Trani, porém Luisa lhe advertiu de que o Senhor queria que permanecesse em Corato. O projeto do padre Aníbal se realizou em 1928, depois de sua santa morte.

Aníbal de Francia era o confessor extraordinário da Serva de Deus Luisa Piccarreta e foi ele quem publicou suas obras.

O Santo Aníbal forma parte da multidão de sacerdotes que tem edificado a Igreja de Deus com sua santidade e com suas obras, realizadas em favor dos órfãos e dos jovens abandonados.

 A obra deste homem produziu grandes benefícios para a Itália e para a Igreja, num período em que triunfava o anticlericalismo.

Segundo as palavras de minha tia Rosaria, o Santo gozava de grande estima por parte de São Pio X, que com grande facilidade lhe concedia audiências privadas. Parece que, São Pio X prestava muita atenção em Luisa Piccarreta: a ele nosso Santo submetia seus escritos antes de dá-los para imprimir.

Minha tia Rosaria afirmava que depois de ler alguns escritos de Luisa, em particular a famosa obra sobre a Paixão de Nosso Senhor, publicada com o título de As horas da Paixão, São Pio X disse: «Querido Padre, estes escritos os deves ler de joelhos, porque ali é Nosso Senhor Jesus Cristo quem fala».

 E foi ele mesmo Santo Pontífice quem exortou ao padre Aníbal a divulgar esses escritos.

Aníbal acudia periodicamente à casa de Luisa, na rua Nazario Sauro, e permanecia con ela várias horas em conversações espirituais.

Sempre levava a Luisa algum bispo, italiano ou extrangeiro, e minha tia recorda a visita de um prelado da Hungria. Para aclarar algumas dúvidas, o Santo Padre levava a Luisa alguns teólogos, que depois de falar largamente com a Serva de Deus, se reuniam em outro quarto, discutindo muito tempo sobre o que haviam escutado.

Minha tia recordava que um bispo húngaro, depois de falar com Luisa, saiu do quarto muito perturbado e disse, em um italiano imperfeito, as seguintes palavras: «Orai por meu povo», pois Luisa lhe havia dado a conhecer o futuro pouco lisonjeiro que esperava  sua pátria.

Minha tia Rosaria não me disse com precisão quem foi esse bispo nem seu lugar exato de procedência; só me disse: «Bispo magiar».
Eu compreendi que se tratava de um bispo húngaro.

Vídeo da Luisa Piccarreta

segunda-feira, 9 de maio de 2011

«Depois da Virgem vem Luisa, que traz ao mundo o terceiro Fiat, o Fiat da Santificação».



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

O segredo de minha tia Rosaria

Em 1975, exatamente em 2 de fevereiro -recordo que era um dia muito frio- minha tia me chamou ao seu quarto. Já era muito velha e começava a ter problemas nos olhos, por causa causa da diabetes.

Meus dois sobrinhos, Vincenzo e Sara, iam para sua casa para fazer-lhe companhia.

Naquele dia, a encontrei sentada atrás do aparador, rezando o rosário.

Sentei-me ao seu lado e, depois de saudá-la, perguntei-lhe que coisa tão importante me queria dizer.

Ela me olhou e disse: «O que agora te digo é muito importante. Trata de usá-lo bem e te peço que medites nas maravilhas do Senhor que nos deu a Luisa, criatura preciosa ante os olhos de Deus e instrumento de sua misericórdia.

 Dificilmente encontrarás uma alma tão preciosa e tão grande. Luisa se supera a si mesma e só a podes contemplar plenamente no mistério de Deus. Maria foi quem trouxe ao mundo a redenção com seu Fiat, por que o Senhor a enriqueceu de um modo tão admirável que foi uma criatura elevada à dignidade de Mãe de Deus.

Maria é a Mãe de Deus e nenhuma criatura poderá jamais igualá-la na grandeza e na potência. Depois de Deus, só ela manifesta ao mundo as maravilhas do Senhor.

Depois da Virgem vem Luisa, que traz ao mundo o terceiro Fiat, o Fiat da Santificação».

Disse-o com grande aprumo, marcando bem as palavras, convencida do que afirmava. Eu fiquei estupefato diante dessas afirmações.

«Eis aqui porque precisamente Luisa permaneceu sempre cravada a uma cama e cada dia se oferecia às Majestades Divinas como vítima de expiação da Santíssima Vontade de Deus -continuou-.

Deus se tem comprazido nesta criatura e tem sido tão zeloso que a tirou dentre os homens, encomendando-a só para sua Igreja, para que a custodiasse e humanamente a forjasse com infinitas penitências e incompreensões.

Minha Luisa não experimentou nenhuma consolação humana, mas só a divina, e inclusive seu corpo se achava continuamente suspenso entre o céu e a terra, e sua vida terrena foi uma contínua contradição comparada com as vidas humanas normais.

Também em seu corpo devia ser toda de Deus».

Logo, me disse: «Um dia o Senhor disse para Luisa: "todos os que te tem visto e conhecido se salvarão».

Querido Peppino, este é um dom extraordinário de Deus e tem ficado escondido no silêncio porque Luisa não queria que se difundisse; do contrário sua pessoa se converteria em objeto de curiosidade ou de veneração, que ela afirmava não merecer.

Só o confessor, um dia, me disse que o podia dizer e difundir com discreção. Agora digo a ti com a esperança de que o uses bem».

Naquele dia eu fiquei encantado pela linguagem utilizada por minha tia Rosaria, a qual expressou conceitos teológicos de modo perfeito, inclusive com matizes poéticos.

Os apontamentos que recolhi, por casualidade, se perderam e me limitei a escrever o que recordo.

Sua morte, quase repentina, não me deu tempo de fazer-lhe mais perguntas que exclareceriam bem o que me havia dito confidencialmente.

Minha tia Rosaria morreu no ano de 1978.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Padre Pio me disse que Luisa não é um feito humano, mas uma obra de Deus, e Ele mesmo fará que saia à luz.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Minha tia Rosaria foi a única lâmpada que permaneceu acesa para resolver o caso de Luisa Piccarreta com respeito à sentença do Santo Ofício, visitando as várias personalidades eclesiásticas e afrontando inclusive a Congregação do Santo Ofício.

Uma vez se meteu -não sei como- no despacho do Cardeal Prefeito, Ottaviani, o qual a escutou amavelmente, prometendo-lhe que se interessaria pelo caso.

Com efeito, poucos dias depois, minha tia Rosaria foi convocada por monsenhor Addazi, Arcebispo de Trani, que lhe disse: «Senhorita, não sei se devo criticar-te ou admirar-te pela valentia que tens tido. Tens afrontado o mastim da Igreja, o grande defensor da fé, sem que te mordesse».

A conclusão foi que se obteve a permissão para trasladar os restos mortais de Luisa do cemitério à igreja de Santa Maria Greca.

Luisa disse para minha tia: «Tu serás minha testemunha» e o Padre Pio um dia lhe disse à queima-roupa, em seu dialeto de Benevento, estas palavras: «Rosaria, segue adiante, segue adiante, pois Luisa é grande e o mundo se encherá de Luisa».

Minha tia contava sempre este episódio, porém as coisas não iam bem: tudo fazia supor que Luisa ficaria no esquecimento.

Depois da morte do venerado Padre Pio, minha tia disse um dia: «O Padre Pio profetizou que Luisa seria conhecida em todo o mundo». E repetia a frase que o Padre Pio havia pronunciado em seu dialeto.

Eu lhe respondi que o caso de Luisa Piccarreta não teria fácil solução. Com efeito, inclusive em Corato, já não se falava dela e a frase do Padre Pio podia considerar-se um gesto de consolação.

Porém minha tia rebateu: «Não! O Padre Pio durante a confissão me disse que Luisa não é um feito humano, mas uma obra de Deus, e Ele mesmo fará que saia à luz. O mundo ficará assombrado diante de sua grandeza; não pasarão muitos anos antes que isto suceda. O novo milênio verá a luz de Luisa».

Eu fiquei em silêncio ante essa afirmação e minha tia me fez esta pergunta: «Tu crês em Luisa?».

Respondi-lhe que sim.

E então me disse: «Dentro de alguos dias venha à minha casa, porque devo dizer-te algo muito importante».

Nos encontramos nos anos Setenta e o Padre Pio já havia morrido fazia alguns anos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Luisa Piccarreta o o Santo Padre Pio de Pietrelcina se conheciam desde muito tempo sem haverem-se encontrado nunca.




O Santo Padre Pio, Luisa Piccarreta e Rosaria Bucci

Luisa Piccarreta o o Santo Padre Pio de Pietrelcina se conheciam desde muito tempo sem haverem-se encontrado nunca, porque Luisa sempre estava sentada em sua cama e o Padre Pio encerrado no convento dos Padres Capuchinhos de São Giovanni Rotondo.

Surge espontaneamente a pergunta: como se conheceram?

Resulta difícil sabê-lo. Uma coisa é certa: os dois se conheciam e se estimavam.

Minha tia relata que Luisa falava com respeito e veneração do Padre Pio e o definia: «um verdadeiro homem de Deus» que devia ainda sofrer muito pelo bem das almas.

No ano de 1930, aproximadamente, chegou à casa de Luisa uma pessoa enviada pessoalmente pelo Padre Pio. Se tratava de Federico Abresch, convertido pelo Padre Pio.

O senhor Federico falou longamente com Luisa. Não sabemos do quê conversaram. Só uma coisa é certa: que o senhor Federico se fez apóstolo da Divina Vontade, e periodicamente visitava a Luisa, com a qual mantinha sempre longas conversas.

Quando seu filho recebeu a primeira comunhão das mãos do Padre Pio, o levou imediatamente também para Luisa que -segundo se disse- lhe profetizou que seria sacerdote.

O menino de então é atualmente sacerdote, trabalha em Roma, na Congregação dos Bispos, e é conhecido com o nome de mons. Pio Abresch.

Quando Luisa foi condenada pelo Santo Ofício e suas obras postas no Índice, o Padre Pio lhe enviou esta mensagem, através de Federico Abresch: «Querida Luisa, os santos servem para o bem das almas, mas seu sofrimento nunca tem limites». Naquele período também o Padre Pio se encontrava em grandíssimas dificuldades.

O Beato Padre Pio enviava muitas pessoas a Luisa Piccarreta e dizia aos habitantes de Corato que iam a São Giovanni Rotondo: «O que vindes fazer aqui? Tendes a Luisa. Acudi a ela».

O Padre Pio aconselhou a alguns de seus fiéis (entre estes Federico Abresch) que abrisse em São Giovanni Rotondo um centro de espiritualidade que se inspirasse na Serva de Deus Luisa Piccarreta.

Acolhendo este desejo do Padre Pio, atualmente a senhorita Adriana Pallotti (filha espiritual do Padre Pio) abriu uma Casa do Querer Divino em São Giovanni Rotondo, onde se mantém viva a tocha acesa pelo Padre Pio con o senhor Federico Abresch.

A senhorita Adriana Pallotti afirma que foi o Santo Padre Pio quem a animou a difundir a espiritualidade de Luisa Piccarreta em São Giovanni Rotondo e a contribuir à difusão do Querer Divino no mundo, como o Padre Pio desejava.

Minha tia Rosaria ia periodicamente a São Giovanni Rotondo, em especial depois da morte de Luisa.

O Padre Pio a conhecia muito bem, e quando Luisa vivia ainda, apenas via a Rosaria, lhe dirigia estas palavras: «Rosaria, como está Luisa».

Minha tia Rosaria lhe respondia: «Está bem».

Depois da morte de Luisa, minha tia Rosaria intensificou as visitas a São Giovanni Rotondo também para que o Padre Pio a iluminasse e a aconselhasse.

ADRIANA PALOTTI

segunda-feira, 2 de maio de 2011

«Rosaria, Rosaria... tens visitado a todos os médicos e te esquecestes do único médico verdadeiro».



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Porém, o que havia sucedido a minha tia?

Eis aqui seu relato, realizado durante uma das visitas que eu lhe fazia periodicamente quando era vice-pároco no convento de Barletta.

Minha tia, por recomendação de minha mãe, se dirigiu a Bari para consultar um especialista em dermatologia.

O diagnóstico foi terrível. «Querida senhorita -lhe disse o médico- estas são chagas cancerosas, e pouco a pouco se estenderão por todo o corpo.

Você tem uma espécie de lepra; sua enfermidade é raríssima». É fácil imaginar o estado de ânimo de minha tia, ao ouvir essas palavras.

Depois de vagar por Bari durante horas, voltou pela tarde à casa de Luisa.

Minha tia Rosaria se exaltou com a Serva de Deus e lhe disse com irritação: «Estou sempre contigo e permites certas coisas? Eu não tenho filhos que me possam curar».

Luisa a deixou falar e,logo, lhe disse: «Rosaria, Rosaria... tens visitado a todos os médicos e te esquecestes do único médico verdadeiro».

Minha tia, ao ouvir estas palavras, tomou imediatamente todas os remédios, as gases e o algodão, e os lançou do armário (tudo isso aconteceu na casa da rua Maddalena, onde habitavam então).

Continuando disse: «Agora me encomendo a Nosso Senhor e a tuas orações».

Antes de ir-se para a cama, Luisa a chamou, fez que se ajoelhasse ao lado de seu leito e juntas oraram durante longo tempo.

Depois, minha tia  foi para sua cama. Dormia numa cama de casal, junto com Angelina.

Durante aquela mesma noite, minha tia Rosaria experimentou um grande alívio em todo o corpo. Na manhã seguinte, quando se levantou, descobriu que as chagas  haviam secado; só estavam cobertas com uma ligeira crosta, que durante o dia caiu: estava perfeitamente curada.

Correu a voz do milagre, mas ninguém se atrevia a falar disso abertamente, ainda que todos soubessem que havia sido obra de Luisa.

Isto porque Luisa não queria que estes fenômenos se atribuíssem à sua pessoa. «Eu não sou capaz de fazer milagres; é Nosso Senhor quem os faz», afirmava.

Por esses motivos, a nenhum episódio extraordinário que se verificava por intervenção sua se lhe dava publicidade, mas, apesar disso, se difundiam no silêncio.