Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Algumas considerações sobre o modo de fazer estas "Horas da Paixão".


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Continua...

Algumas considerações sobre o modo de fazer estas "Horas da Paixão".

Continuando com sua Introdução, Santo Anibal nos propõe então alguns modos muito recomendáveis de fazer "As Horas da Paixão".

A alguns parecerá coisa difícil, senão impossível, fazer estas 'Horas da Paixão'.
Como? Poderá dizer alguém, se pode estar todos os dias meditando 24 horas, desde as 5 da tarde de hoje até as 5 da manhã... e logo começar de novo?

Certamente que isto é humanamente impossível.

E dizemos humanamente porque com o recurso especial da graça divina, este exercício contínuo, ininterrupto, é o que fez e por tantos anos a Alma Solitária que o escreveu.

Porém sem nós pretendermos, tanto, o exercício das 24 Horas pode fazer-se de diversas maneiras, segundo as condições e as circunstâncias de cada um.

"Fazer" uma 'Hora da Paixão' significa lê-la com atenção, meditando-a, contemplando-a, fazendo interiormente o que a Alma Solitária faz, e tudo isto para fazer da Paixão a vida própria.

Sim, porque não se trata da meditação em geral da Paixão, como quando se meditam os mistérios dolorosos no Santo Rosário ou se lê uma narração do que passou, por muito eloquente que seja, mes que é um modo concreto, específico e eficaz, inspirado pelo Amor mesmo de Jesus, de fundir-se a alma diante que tudo com a Vontade Divina para repetir, para refazer continuamente a vida interior, os atos e os sentimentos que Jesus fez e teve no curso de sua vida e de sua Paixão.

Não se trata, então, de só meditá-las, não se trata só de uma devoção a mais, mas se trata de uma EDUCAÇÃO PARA UMA VIDA.

E com esta finalidade é com a qual a alma há de fazer estas Horas.

Como primera coisa, é importante que a alma memorize o Horário, com o título ou enunciado do conteúdo de cada Hora. Isto lhe servirá muito bem para referenciar interiormente as diversas horas da jornada diária com os correspondentes passos da Paixão.

Para quem não pode, não é necessário fazer a meditação de alguma Hora precisamente na hora do dia que está transcorrendo; ou seja, às 7 da manhã se pode fazer a Hora das 6 ás 7 da tarde, por exemplo.

Deve-se meditar todas as Horas, do princípio ao fim, de acordo com as circunstâncias e condições de cada um, fazendo hoje uma ou umas e amanhã ou as seguintes, segundo se possa, até terminar e voltar e começar, mas sempre com la intenção de continuá-las, mesmo sendo só com o enunciado ou título de cada uma, enquanto não se pode retirar ou dedicar à meditação.

Outro modo será o de formar e organizar um grupo de quatro, oito ou doze pessoas e repartir-se o Horário completo, comprometendo-se cada um a fazer as que lhe correspondam nos diversos momentos do dia de que possa dispor, e todos os integrantes do "grupo" com a intenção comunitária, unindo-se em suas intenções às demais pessoas.

Jesus terá então seus "Relógios" que não se detém nunca: sua Vida e suas intenções em ação nesse grupo.

E oh, quantas graças divinas choverão sobre o grupo e sobre cada um de seus integrantes e se difundirão em bem dos demais!

Deverão trocar periodicamente as diferentes Horas para que cada um num período razoável possa fazê-las todas.

Porém quem tiver interesse e empenho em fazer pessoal ou comunitariamente este santo exercicio poderá encontrar outros modos, sempre válidos, de fazê-lo.

domingo, 28 de agosto de 2011

Graças especiais vos estão reservadas a este santo exercício cotidiano.


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Exortação

Santo Anibal em sua Introdução faz uma Exortação a todas as almas consagradas: sacerdotes, religiosos e religiosas, a tantas almas que se tem consagrado ao servíço de Deus, e poderíamos dizer, a todo batizado.


Oh! almas que amais a Jesus Cristo, oh! almas que fazeis profissão de vida espiritual, e vós especialmente, Esposas de Jesus Cristo, consagradas a Ele com votos ou que pertencem às santas Congregações, considerai, depois de ter lido tudo o anterior, quanto agrado dais ao Coração Santíssimo de Jesus em praticar estas 'Horas da Paixão'.

Foi para vós, especialmente, para quem foi inspirada por Nosso Senhor estas 'Horas da Paixão' para aquela Alma Solitária e contemplativa, que há tantos anos as exercita com grande proveito para ela e para toda a Igreja.

Graças especiais vos estão reservadas se vos aficcionais a este santo exercício cotidiano e vos interiorizais nos mesmos sentimentos e nas mesmas disposições da Alma que o escreveu e que o pratica há tantos anos.

E dos sentimentos tão íntimos e das disposições tão amorosas desta Alma, vós passareis aos sentimentos e às disposições mesmas de Nosso Senhor Jesus Cristo nas vinte quatro horas nas quais sofreu por nosso amor.

E é impossível que neste exercício a alma não se encontre com a dolorosíssima Mãe Maria, e não se una à mesma compaixão e aos mesmos afetos incompreensíveis da Dolorosa Mãe de Deus.

Será um viver com Jesus sofredor e com Maria dolente, e uma colheita de todos os imensos bens eternos para si e para todos!

O que dizer do grande meio que seria este exercício para toda a Comunidade Religiosa para adiantar em santidade, para conservar-se, para crescer em número de almas eleitas e para conseguir toda verdadeira prosperidade?

Quão grande empenho, então, cada Comunidade deveria ter em praticar constantemente este exercício!

E as almas da Comunidade, que se chegam diariamente à Sagrada Mesa, oh, então que Santa Comunhão a fariam com tais disposições de fervor e com tal amor por Jesus que cada Comunhão seria um renovado esponsal da alma com Jesus na mais íntima e crescente união de amor!

Se Jesus, por uma só alma que faça estas Horas evitará castigos a essa cidade em que se façam e dará graças a tantas almas por quantas são as palavras deste Relógio Doloroso, quantas graças não poderá esperar uma Comunidade?

De quantos defeitos e relaxamentos não será curada e preservada? E de quantas almas não procurará sua santificação e de outras sua salvação se pratica este piedosíssimo exercício?

Houvesse em cada Comunidade uma alma que se aplicasse à praticá-la com atenção no dia, entre as ocupações diárias, e na tarde e noite com um pouco de vigília; seria o apogeu do divino e máximo proveito para a Comunidade e para todo o mundo se um tal exercício fosse praticado por todas, fazendo turnos de dia e de noite!

P. Annibale Maria di Francia

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

JESUS: "Todos os remédios que a humanidade necessita se encontram em minha vida e em minha paixão".


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Vol. 13, 21 de outubro de 1921

Estava pensando na paixão de meu doce Jesus e Ele, ao vir, me disse:

« Minha filha, cada vez que a alma pensa em minha paixão, se lembra do que sofri, ou se me compadece, se renova nela a aplicação de minhas penas, surge meu sangue para inundá-la e minhas chagas se põe no caminho para saná-la se está chagada ou para embelezá-la se está sã, e todos meus méritos também, para enriquecê-la.

O negócio que faz é surpreendente, é como se pusesse num banco tudo o que Eu fiz e sofri e ganhará o dobro.

Assim que, tudo o que Eu fiz e sofri está em ação contínua de dar-se ao homem, assim como o sol está em ação contínua de dar luz e calor à terra.

O que Eu fiz não está sujeito a esgotar-se; basta que a alma queira e quantas vezes queira receberá o fruto de minha vida; de maneira que se se recorda vinte, cem ou mil vezes de minha paixão, tantas vezes gozará de seus efeitos.

Porém, que poucos são os que fazem tesouro dela!

Apesar de todo o bem que contém minha paixão se veem almas débeis, cegas, surdas, mudas, coxas, cadáveres viventes que dão asco.

E por que? Porque se tem esquecido de minha paixão. Minhas penas, minhas chagas, meu sangue são fortaleza que tira as debilidades, são luz que dá a vista aos cegos, são língua que desata as línguas e que abre os ouvidos, são caminho que endireita os coxos, são vida que ressuscita os mortos.

Todos os remédios que a humanidade necessita se encontram em minha vida e em minha paixão, mas as criaturas desprezam a medicina e não se preocupam com os remédios, por isso se vê que apesar de todos os bens encerrados em minha redenção, o homem perece em seu estado como afetado por uma enfermidade incurável; mas o que mais me dói é ver as pessoas religiosas que se fatigam com a aquisição de doutrinas, de especulações, de histórias, mas de minha paixão, nada, de maneira que minha paixão muitas vezes está distante das igrejas, da boca dos sacerdotes, por que suas palavras não infundem luz, de maneira que os povos ficam em jejum mais que antes. »

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Esta alma fez as 'Horas de minha Paixão' e Eu a receberei como filha de minha paixão, vestida e adornada con minhas chagas.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Vol. 12, 12 de julho de 1918

Estava rezando com certo temor e ansiedade por uma alma moribunda e meu amável Jesus, ao vir, me diz:

« Minha filha, por que temes? Não sabes tu que por cada palavra sobre minha paixão, cada pensamento, cada compaixão, cada reparação e lembranças de minhas dores, se estabelecem tantas comunicações, como de electricidade, entre a alma e Eu, e por tanto a alma se vai adornando com tantas múltiplas e diferentes classes de belezas?

Esta alma fez as 'Horas de minha Paixão' e Eu a receberei como filha de minha paixão, vestida e adornada con minhas chagas.

Esta flor cresceu em teu coração e Eu a abençoo e a recebo no meu como uma flor predileta. »

E enquanto Ele dizia isto, se desprendia uma flor de meu coração e emprendia o voo para Jesus.

Alma Solitária (Luisa Piccarreta)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

« Minha filha, o mundo se desequilibrou porque perdeu a lembrança de minha paixão ».



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Vol. 11, 2 de fevereiro de 1917

Encontrando-me em meu habitual estado, me encontrei fora de mim mesma e encontrei meu sempre amável Jesus suando sangue por todos lados, com uma horrível coroa de espinhos; e com esforço me olhava através dos espinhos, e me disse:

« Minha filha, o mundo se desequilibrou porque perdeu a lembrança de minha paixão.

Nas trevas não encontrou a luz de minha paixão que lhe dava claridade, que dando-lhe a conhecer meu amor e quantas penas me custaram as almas, podia voltar a amar a quem verdadeiramente o ama; e à luz de minha paixão, guiando-o, o punha seguro de todos os perigos.

Na debilidade não encontrou a força de minha paixão que o sustenta;
na impaciência não encontrou o espelho de minha paciência que lhe infunde a calma, a resignação, já que frente a minha paciência, envergonhando-se, se empenha em dominar-se a si mesmo.

Nas penas não encontrou o consolo das penas de um Deus, que sustentando as suas, lhe infunde amor ao sofrimento.

No pecado não encontrou minha santidade, que fazendo-lhe frente, lhe infunde ódio para a culpa.

 Ah, em tudo tem abusado o homem, porque se apartou em tudo de Quem pode ajudá-lo!

Por tanto, o mundo perdeu o equilíbrio; fez como uma criança que já não quer reconhecer a sua mãe; como um discípulo que, desconhecendo o mestre, não quer escutar mais seus ensinamentos, nem aprender suas lições.

Qual será a sorte desta criança e deste discípulo?

Será a dor de tudo isso mesmo e o terror e a dor da sociedade.

Nisto se converteu o homem: terror e dor, mas dor sem piedade.

Ah, o homem piora, piora sempre, e Eu choro com lágrimas de sangue! »

Alma Solitária (Luisa Piccarreta)


sábado, 13 de agosto de 2011

Jesus: "Nestes tempos quero grandes satisfações, e só quem me faz seu, me as pode dar."


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Vol. 11, 9 de dezembro de 1916

Estava aflita pela privação de meu Jesus; e se vinha,enquanto ficava respirando um pouco de vida, ficava também mais aflita ao vê-lo mais aflito que eu, e que não quer saber de nada em relação em aplacar-se, porque as criaturas o obrigam, lhe arrancam outros castigos; mas enquanto castiga, chora pela sorte do homem e se esconde dentro de meu coração como para não ver o que sofre o homem.

Parece que não se pode viver nestes tristes tempos e apesar de tudo, parece que apenas está començando tudo.

Então, meu doce Jesus, estando eu muito preocupada por minha dura e triste sorte de ter que estar tão frequentemente privada d'Ele, veio e, passando o braço no meu pescoço, me disse:

« Minha filha, não aumentes minhas penas com tuas preocupações. Já são demasiadas;

Eu não espero isto de ti; e mais, quero que faças tuas as minhas penas, minhas orações, todo Eu mesmo, de maneira que Eu possa encontrar em ti outro Eu mesmo.

Nestes tempos quero grandes satisfações, e só quem me faz seu, me as pode dar.

E o que em Mim encontrou o Pai, ou, glória, complacência, amor, satisfação completa, perfeita, para o bem de todos, Eu o quero encontrar nestas almas, como outros tantos Jesus que se me assemelhem.

E estas intensões as deves repetir em cada 'Hora da Paixão' que faças, em cada ação, em tudo; e se Eu não encontro minhas satisfações, ah, vai acabar para o mundo!

Choverão castigos a torrentes. Ah, minha filha! Ah, minha filha! »

 E desapareceu.

Alma Solitária (Luisa Piccarreta)


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

E é tanto o agrado dos anjos, que reverentes, estão atentos para escutar o que a alma diz, e oram junto com ela.


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Vol. 11, 13 de outubro de 1916

Estava fazendo as 'Horas da Paixão', e o bendito Jesus me disse:

« Minha filha, no curso de minha vida mortal, milhares e milhares de anjos cortejavam minha humanidade e recolhiam tudo o que Eu fazia: os passos, as obras, as palavras, mesmo os suspiros, as dores, as gotas de meu sangue, em suma, tudo.

Eram anjos encarregados de minha custódia, de render-me honras, obedientes a todos meus sinais; subiam e desciam do céu, para levar ao Pai o que Eu fazia.

Agora estes anjos tem um ofício especial, e quando a alma faz memória de minha vida, de minha paixão, de minhas orações, se põem ao redor desta alma e recolhem suas palavras, suas orações, as compaixões que me faz, as lágrimas, as oferendas, as unem às minhas, e as levam diante de minha Majestade, para renovar-me a glória de minha mesma vida.

E é tanto o agrado dos anjos, que reverentes, estão atentos para escutar o que a alma diz, e oram junto com ela.

Por isso, com que atenção e respeito deve a alma fazer estas Horas, pensando que os anjos estão pendentes de seus lábios para repetir ao seu lado o que ela diz! »

Depois acrescentou: « Diante de tantas amarguras que as criaturas me dão, estas Horas são os pequenos goles doces que me dão as almas; porém são tantos os goles amargos que recebo e tão poucos os doces.

Por isso, mais difusão, mais difusão! »

Alma Solitária


(Luisa Piccarreta)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Meu adorável Jesus se deixava ver todo circundado por luz que lhe saía desde dentro de sua santíssima humanidade.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"
 

Vol. 11, 23 de abril de 1916

Continuando como de costume, meu adorável Jesus se deixava ver todo circundado por luz que lhe saía desde dentro de sua santíssima humanidade, que o embelezava de tal modo que formava uma vista encantadora e cativadora.

Eu fiquei surpreendida, e me disse:

« Minha filha, cada dor que sofri, cada gota de sangue, cada chaga, oração, palavra, ação, passo, etc., produz uma luz em minha humanidade, que me embelezava de tal modo que tinha cativados todos os bem aventurados.

Agora, a alma, em cada pensamento de minha paixão, compaixão, reparação, etc. que faz, não faz outra coisa que tomar luz de minha humanidade, embelezando-se a minha semelhança; assim que um pensamento mais de minha paixão será uma luz mais que lhe trará um gozo eterno. »

Alma Solitária


(Luisa Piccarreta)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

"Agora, pelo contato de quem faz estas 'Horas de minha Paixão', sinto que me tiram os cravos, se tornam pó os espinhos, se adoçam as chagas, se limpam as cusparadas".


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta" 

Vol. 11, 6 de novembro de 1914

Continuando as amadas "Horas da Paixão", meu amável Jesus me disse:

« Minha filha, o mundo está em contínuo ato de renovar minha paixão; e assim como minha imensidade envolve tudo dentro e fora das criaturas, assim mesmo estou obrigado por seu contato a receber cravos, espinhos, flagelos, desprezos, cusparadas e tudo mais que sofri em minha paixão, e ainda mais.

Agora, pelo contato de quem faz estas 'Horas de minha Paixão', sinto que me tiram os cravos, se tornam pó os espinhos, se adoçam as chagas, se limpam as cusparadas, sinto que me compensam com o bem o mal que me fazem os outros; e Eu, sentindo que seu contato não me faz mal, mas bem, me apoio sempre mais sobre eles. »

Por outra parte, voltando a falar meu bendito Jesus destas 'Horas da Paixão', disse:

« Minha filha, deves saber que ao fazer estas Horas, a alma toma meus pensamentos e os faz seus, minhas reparações, as orações, os desejos, os afetos, mesmo minhas mais íntimas fibras, e as faz suas; e elevando-se entre o céu e a terra, faz meu mesmo ofício, e como corredentora diz junto comigo: "Ecce ego, mitte me".

 Quero reparar por todos, corresponder por todos e pedir o bem para todos. »



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

« Minha filha, e tu soubesses a grande complacência que sinto ao ver-te repetir estas 'Horas de minha Paixão.»



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Vol. 11, 4 de novembro de 1914

Estava fazendo as 'Horas da Paixão', e Jesus comprazendo-se muito, me disse:

« Minha filha, e tu soubesses a grande complacência que sinto ao ver-te repetir estas 'Horas de minha Paixão', e sempre repeti-las e voltá-las a repetir, tu ficarias feliz.

É verdade que meus santos tem meditado em minha paixão e tem compreendido quanto sofri, e tem saltado lágrimas de compaixão, de tal maneira que se sentem consumir de amor por minhas penas, porém no entanto, não o fiz de uma maneira contínua nem sempre repetida nesta mesma ordem.

Assim que posso dizer que tu és a primeira que me dá este gosto tão grande e especial, e vais desmoronando em ti hora após hora minha vida e o que sofri; e eu me sinto tão atraído, que hora após hora te dou o alimento e como contigo o mesmo alimento, e faço junto contigo o que tu fazes.

Deves saber no entanto que te recompensarei abundantemente com nova luz e novas graças, e ainda depois de tua morte, cada vez que seja feita pelas almas sobre a terra estas 'Horas de minha Paixão', Eu no céu te cobrirei sempre com nova luz e glória. »

Alma Solitária


(Luisa Piccarreta)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

« Minha filha, como recompensa por tê-las escrito, por cada palavra que escreveste te darei uma alma, um beijo. »



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Vol. 11, outubro de 1914

Estava escrevendo as Horas da Paixão, e pensava comigo: « Quantos sacrifícios ao escrever estas benditas Horas da Paixão, especialmente ao pôr no papel certos atos internos que tinham ocorrido só entre Jesus e eu! Qual será a recompensa que Ele me dará? »

E Jesus, fazendo-me escutar sua voz terna e doce, me disse: « Minha filha, como recompensa por tê-las escrito, por cada palavra que escreveste te darei uma alma, um beijo. »

E eu: « Amor meu, isto para mim; e aos que as façam, o que lhes darás? » E Jesus: « Se as fazem junto comigo e com minha mesma Vontade, por cada palavra que repitam lhes darei uma alma, porque toda a maior ou menor eficácia destas 'Horas de minha Paixão' está na maior ou menor união que tenham comigo.

 E fazendo-as com minha Vontade, a criatura se esconde em minha Vontade, e trabalhando minha Vontade posso fazer todos os bens que quero, mesmo por meio de uma só palavra. E isto, cada vez que as façam. »

Em outra ocasião estava lamentando-me com Jesus de que, depois de tantos sacrifícios para escrever estas 'Horas da Paixão', eram muito poucas as almas que as faziam.

E Ele: « Minha filha, não te lamentes, mesmo que fosse um só, deverias estar feliz. Não tivesse Eu sofrido toda minha paixão mesmo que uma só alma se devesse salvar?

Assim tu, jamais deve desprezar o bem porque poucos são os que o aproveitam.

Todo o mal está para quem não aproveita; e assim como minha paixão fez adquirir o mérito por minha humanidade para que todos se salvassem, apesar de que nem todos se salvem, já que minha Vontade era a de salvá-los todos, e dar mérito segundo Eu o queria, não segundo o aproveitamento que tivessem feito as criaturas, assim tu, na medida em que tua vontade se fundiu com minha Vontade de querer fazer bem a todos, nesta mesma medida serás recompensada.

Todo o mal é para os que, podiendo, não o fazem.

Estas Horas são as mais preciosas de todas, porque não são outra coisa que repetir o que fiz no curso de minha vida mortal e o que continuo fazendo no Santíssimo Sacramento.

Quando escuto estas 'Horas de minha Paixão', escuto minha mesma voz, minhas mesmas orações, vejo minha Vontade nessa alma, que é a de querer o bem de todos, e de reparar por todos; e Eu me sinto transportado a viver nela, para poder fazer nela o que ela mesma faz.

 Oh, quanto Eu gostaria que mesmo que seja um só por país que fizesse estas 'Horas de minha Paixão!

 Escutaria-Me a mim mesmo em cada país, e minha justiça, nestes tempos tão desprezada, ficaria em parte aplacada. »

Acrescentando que um dia estava fazendo a hora na qual a Mãe Celestial deu sepultura a Jesus, e eu a segui muito perto para fazer-lhe companhia em sua amarga desolação, para consolá-la.

Não tinha o costume de fazer sempre esta Hora; só algumas vezes. Então, estava indecisa se devia ou não fazê-la.

E Jesus bendito, todo amor e como se me suplicasse, me disse:

« Minha filha, não quero que a deixes; a farás por amor a Mim, em honra de minha Mãe.

Deves saber que cada vez que a fazes, minha Mãe se sente como se estivesse em pessoa na terra repetindo sua vida e, por tanto, ela recebe essa glória e amor que me deu sobre a terra; suas ternuras maternas, seu amor, e toda a glória que me deu; por tanto, te estimarei como Mãe. »

Então, abraçando-me, escutava que me dizia baixinho, baixinho:« Minha Mãe, Mãe. »

E me sugeria o que fez e sofreu nesta Hora a doce Mãe, e eu a segui; e desde então e daí em diante não pude deixá-la, ajudada por sua graça.

Alma Solitária (Luisa Piccarreta)