Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Se quem medita As Horas da Paixão o faz junto con Jesus e com a mesma Vontade, Jesus dará uma alma por cada palavra que se repita.



As Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo




Serva de Deus Luisa Piccarreta


"Todos os remédios que a humanidade necessita se encontram em Minha vida e em Minha paixão"


Apresentação das Horas


O que são as Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo?

Na idade de 17 anos, Luisa fez uma novena de preparação para o Natal com nove horas de meditação, e depois de tê-la terminado, Nosso Senhor a convidou para meditar de maneira contínua as últimas 24 horas que sofreu durante o transcurso de sua Paixão, começando desde o momento em que se despediu de sua Mãe (antes de instituir a Eucaristia), até terminar no instante em que foi sepultado.

Em cada hora de sua Paixão, Nosso Senhor mesmo, nos convida para fazer-lhe companhia e dar-lhe consolo com nosso amor, pois pouco a pouco conforme vamos penetrando cada cena, cada palavra, cada verdade, cada sofrimento, iremos compreendendo quão grande foi o amor de Nosso Deus e por tanto, nos será imposível não amá-lo como merece ser amado.

Aprenderemos a descobrir e a conhecer não só a Paixão externa que viveu Jesus, mas também todos aqueles sofrimentos, íntimos e ocultos aos olhos de todas as criaturas: Sua Paixão interna.

Por tanto, meditar uma hora da Paixão significa unir-nos a Jesus, para fazer o mesmo que Ele fazia durante cada uma das cenas de sua Paixão, como por exemplo: as orações e reparações que Ele fazia ao seu Pai em seu interior, quando era flagelado, coroado de espinhos, crucificado, etc… e para isso nos servimos deste livro: "As Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo".

De maneira que, cada vez que lemos, meditemos, penetremos ou aprofundemos cada hora de sua Paixão, tratemos de fazer nossas suas mesmas orações, suas mesmas intenções, suas mesmas reparações, para poder junto con Ele, elevá-las ao Pai pela salvação e o bem de toda a humanidade.

Depois de viver de maneira contínua estas Horas da Paixão por mais de trinta anos, Santo Anibal Maria de Francia, havendo sido nomeado pela autoridade competente o Censor Eclesiástico para os escritos da Serva de Deus Luisa Piccarreta, lhe impôs em virtude da Santa Obediência por por escrito estas meditações, dando por resultado este Livro do Céu. Vendo a riqueza de seu conteúdo e vislumbrando todo o bem que faria Santo Anibal mesmo se encarregou de publicá-lo em quatro edições (1915, 1916, 1917 e 1924).

Depois de que Luisa terminou de escrever o manuscrito original,  o enviou a Santo Anibal junto com uma carta. Nela lhe fala da complacência que Jesus sente quando se meditam estas Horas, pois, o disse ela mesma: é "como se Jesus escutasse sua mesma voz e as mesmas orações que Ele fez diante de seu Pai durante o transcurso das últimas 24 horas de sua dolorosa Paixão".

Assim mesmo, junto com o manuscrito e a dita carta, Luisa lhe enviou algumas folhas em  que incluiu os efeitos e promessas que Jesus faz para aqueles que meditem estas Horas de sua Paixão.

As meditações se podem fazer como cada pessoa queira, uma ou várias ao dia, uma por semana, etc. Não é necessário realizá-las nas mesmas horas  da meditação, mas quando  puder, por exemplo “das 5 as 6 da tarde”, se pode fazer na manhã, na madrugada, etc.

A quem faz as Horas da Paixão, Jesus lhe outorga seus mesmos méritos como se Ele mesmo estivesse sofrendo sua paixão.

"Minha filha, estas Horas não as verei como coisas vossas, mas como coisas feitas por mim, e lhes darei meus mesmos méritos, como se Eu estivesse sofrendo no ato de minha paixão, e assim lhes farei obter os mesmos efeitos, segundo a disposição das almas; isto na terra, e pelo qual, maior bem não poderia dar-lhes; depois, no céu, a estas almas as porei frente a mim, flechando-as com flechas de amor e de felicidade, por quantas vezes tenham feito as Horas de minha paixão, e eles também me flecharão. Que doce encanto será isto para todos os bem aventurados!"

Se quem medita As Horas da Paixão o faz junto com Jesus e com a mesma Vontade, Jesus dará uma alma por cada palavra que se repita, pois toda a maior ou menor eficácia destas Horas da Paixão está na maior ou menor união que tenhamos com Jesus.

« Se as fazem junto comigo e com minha mesma Vontade, por cada palavra que repitam lhes darei uma alma, porque toda a maior ou menor eficácia destas Horas de minha Paixão está na maior ou menor união que tenham comigo.

E fazendo-as com minha Vontade, a criatura se esconde em minha Vontade, e fazendo minha Vontade posso fazer todos os bens que quero, mesmo por meio de uma só palavra. E isto, cada vez que as façam. »


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O melhor modo é viver a plenitude do Reino da Divina Vontade que o Senhor lhe ensinou.




"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Esperamos agora que a historia faça justiça à Pequena Filha da Divina Vontade, porém mais ainda a Nosso Senhor mesmo, quem, como Ele mesmo dissera a Luisa: « É a Mim a quem  condenaram ».

Mas sabemos bem que, para que sejam reabilitados totalmente os escritos de Luisa e por tanto Nosso Senhor mesmo, o melhor modo é viver a plenitude do Reino da Divina Vontade que o Senhor lhe ensinou e que já muitas almas estão gozando de efeitos tão benéficos que traz consigo este viver na Divina Vontade, dando a Deus toda a glória que Ele desde toda a eternidade tem esperado receber da parte de todas as criaturas; glória digna de um Deus.

« Minha filha, te repito, não olhes a terra. As criaturas deixemo-las que façam o que queiram. Querem fazer guerra? Bom, que a façam.

E quando ficarem cansados, então farei Eu também minha guerra. Seu cansaço no mal, suas desilusões, os desenganos, as perdas sofridas, os disponrão a receber minha guerra.

Minha guerra será guerra de amor; minha Vontade descerá do céu no meio das criaturas.

Todos teus atos feitos em minha Vontade e os de quem vive em minha Vontade, farão guerra às criaturas, mas não guerra de sangue; mas sim que irão à guerra com as armas do amor, dando-lhes dons e graças; farão coisas surpreendentes, que encherão de assombro o homem ingrato.

Esta é minha Vontade, um exército celestial, com armas divinas, confundirá o homem, o desenvolverá, lhe dará a luz para que já não veja o mal, mas os dons e as riquezas com que quero enriquecê-lo.

Os atos feitos em minha Vontade, contendo em si a potência criadora, serão a nova salvação do homem e descendo do céu trarão todos os bens à terra, trarão a Nova Era -Esta "Nova Era" da qual fala Nosso Senhor, não tem nada a ver com o movimento assim chamado ou também "New Age".

O que Nosso Senhor se refere é a verdadeira "Nova Era" que nos tem preparado e não a que o mundo quer chamar por este nome-e o triunfo sobre ea iniquidad humana.

Por isso multiplica teus atos em minha Vontade, para formar as armas, os dons, as graças, para poder baixar no meio das criaturas e fazer-lhes guerra de amor. »


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Em junho de 2005 concluiu a fase diocesana da causa de beatificação de Luisa Piccarreta.





"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"


Foi  assim como os membros desta comunidade se deram conta de que alguns dos escritos de Luisa Piccarreta haviam sido postos no índice de livros proibidos pelo então Santo Ofício.

Qual não teria sido sua surpresa? Apenas havia nascido a comunidad e já pesava sobre eles uma condenação. E como filhos de uma "condenada" assim foram tratados por muitos anos e em diferentes lugares do mundo.

Não obstante, conhecendo que não havia nada condenável nos ditos escritos, decidiram investigar e fazer o possível para dar início ao processo de beatificação.

O então Bispo da Diocese de Trani, Diocese à qual pertence ainda hoje a cidade de Corato, lhes deu então uma carta na qual  lhes autorizava a recolher toda a informação necessária para iniciar o processo de beatificação, isto é, elaborar o documento da conveniência da causa de beatificação de Luisa Piccarreta.

O maior obstáculo  foi sempre a condenação. Para dar inicio ao processo era necessário que A Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé desse seu "Nihil Obstat", mas parecia que  havia um obstáculo, e era precisamente a condenação.

Passaram os anos e a comunidade teve que deixar a Diocese, ficando tudo outra vez como que sepultado, mas sepultado como a semente que deve enterrar-se e perder-se na terra para que fecunde no seu devido tempo.

Também nos corações dos membros da comunidade havia ficado bem semeada a semente e era alimentada constantemente no silêncio, nutrindo-se dos ditos escritos e da oração fazendo força para que a condenação fosse levantada, e por suposto, não sem perseguição, ¡filhos de uma condenada!

Anos depois, a providência foi movendo as coisas e como já sabemos foi beatificado o Padre Anibal Maria di Francia, em 1991. Seguramente isto deu motivo para que se movessem as coisas.

De fato numa ocasião, recém beatificado o Padre Anibal, Mons. Giuseppe Carata, o então Bispo da Diocese de Trani: disse: « Com a Beatificação do Beato Anibal Maria De Francia foram aprovados também pela Igreja seus escritos e por tanto também seus prefácios às obras de Luisa », obras que o mesmo Santo (canonizado a 16 de maio de 2004) publicou pela primeira vez, e como temos mencionado, ele mesmo aprovou, pondo seu "Nihil Obstat" [ Ver Escritos ].

Não obstante tudo devia ficar claro, e seguia sendo necessário que se tirasse a condenação. Passaram ainda alguns anos e finalmente a intervenção do Santo Ofício foi cancelada no Sábado Santo, 2 de abril de 1994, com o voto unânime dos Cardenais dos diferentes dicastérios romanos, incluindo o voto e aprovação de SS. João Paulo II.

Com isto se podia proceder o início oficial do processo de beatificação de Luisa Piccarreta. Preparou-se por tanto tudo, e S. E. Mons. Carmelo Cassati, Bispo da Diocese de Trani, deu início com uma solene cerimônia no dia 20 de Novembro de 1994, solenidade de Cristo Rei.

Varios meses depois, em 30 de janeiro de 1996, depois de 58 anos de cativeiro, foram libertados os escritos de Luisa que tinham sido sequestrados. Alguns dos membros do Tribunal da Causa de Beatificação de Luisa Piccarreta foram autorizados pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé para tirar cópias dos originais que se conservam no arquivo secreto do Vaticano, para poder assim servir-se dos manuscritos originais dos volumes de Luisa para a continuação da causa.  

Em junho de 2005 concluiu a fase diocesana da causa de beatificação de Luisa Piccarreta, como o comunicou oficialmente a Arquidiocese de Trani-Bisceglie-Barlette-Nazaré em 4 de Junho do dito ano:

COMUNICADO

A "Divina Vontade" guiou a Arquidiocese, na última decada,  completando o trabalho sobre o processo da Causa de Beatificação da Serva de Deus Luisa Piccarreta.

A Postulação Diocesana anuncia  ter completado este itinerário.

Comunica que neste dia 27 - 28 - 29 outubro de 2005 será celebrado o 2° Congresso Internacional com a conclusão do processo diocesano.

A Pia Associação Luisa Piccarreta Pequena Filha da Divina Vontade, em Corato, é
nomeada para realizar as tarefas da Secretaria para a celebração e a recepção dos convidados.

Em seguida será publicado o programa da celebração de modo definitivo.
Jesus Cristo presente na Eucaristia nos guia como  guiou a Serva Luisa.

Vigário Geral

(Mons. Savino Giannotti)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vieram de muito longe para colocar á luz seus escritos e toda a doutrina da Divina Vontade.




"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Apenas Luisa Piccarreta morreu, seu último Confessor, Dom Benedetto Calvi, se dedicou a recolher e ordenar do melhor modo possível tudo o necessário para o início da causa de beatificação da qual ele estava seguro que algum dia se levaria a cabo.

Muito feliz estará agora que todos seus esforços se viram premiados. Realmente sem tudo o que ele fez, muito ou muitíssimo de tudo o que se tem para o processo de beatificação se teria perdido.

Nosso Senhor havia disposto que não fosse ele quem  iniciasse a dita causa de beatificação, estava muito recente a condenação, e não era algo tão fácil de beatificar a quem tinha sido condenado, mesmo sendo por  demais, a história está cheia de casos neste estilo.

Já mencionamos um dos mais recentes, o de Santa Faustina Kowalski, que também foi posta no índice de livros proibidos; e aqui poderíamos citar muitos mais, mas não é o lugar.

Em 1968 morre Dom Benedetto Calvi e práticamente fica sepultado tudo. Ficava como único testemunha a Srta. Rosaria Bucci, a quem, como o testemunha ela mesma, Luisa lhe disse um dia que ela haveria de ser a primeira pessoa que daria seu testemunho.

Também lhe disse em alguma ocasião, que um dia viriam dois sacerdotes vestidos de branco vindos de muito longe para colocar á luz seus escritos e toda a doutrina da Divina Vontade.

E assim foi. Qual não tinha sido sua surpresa quando se encontrou um dia ao abrir a porta de sua casa com estes dois sacerdotes com seu hábito branco e que ademais se apresentaram como Filhos da Divina Vontade?

Sim, chegou um dia de 1974 a Corato uma comunidade que tinha nascido apenas uns 4 anos atrás e que se chamava "Legionários Brancos de Nossa Senhora", mas que com o motivo da leitura de algum dos escritos de Luisa Piccarreta se tinha transformado totalmente, ao grau que com uma nova aprovação de seu bispo mudou de nombre para "Filhos da Divina Vontade".

Nascida em Frascati, diocese suburbicária de Roma, pediram ao então bispo do lugar que lhes permitisse trasladar-se para a cidade de Corato, cidade natal de Luisa, para, no lugar, poder aprofundar mais seriamente o estudo dos escritos da Divina Vontade que Luisa escrevera e assim mesmo, investigar para ver as razões pelas quais seu processo de beatificação não tinha iniciado.

sábado, 10 de setembro de 2011

Não pode acontecer que uma obra de Deus não seja honrada com a coroa da perseguição.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Com sua condenação acreditavam que faríam morrer tudo o que  disse sobre minha Vontade Divina; eu em troca permitiria tais flagelos e incidentes tristes, que faria ressurgir minhas verdades mais belas, mais majestosas entre os povos.

Por isso, tanto de minha parte  como de tua parte não nos movamos em nada; sigamos realizando o que temos feito, mesmo que todos se ponham  contra.

Este é meu modo de operar divino, que  quantos mais façam as criaturas jamais faço por um lado minhas obras, as conservo sempre com minha potência e virtude criadoras, por amor a quem me ofende; as amo sempre, sem jamais cessar...

...Eu me servirei de todos os meios, de amor, de graças, de castigos; tocarei as criaturas por todos lados para fazer que minha Vontade reine, e quando pareça como se o verdadeiro bem devesse morrer, ressuscitará mais belo e majestoso. »


Não podemos deixar de notar que assim como a condenação foi aprovada com o voto geral da "Suprema Congregação do Santo Ofício, os Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardeais encarregados de proteger as coisas da fé e dos costumes", dos " Senhores Consultores", e por SS. Pio XI, do mesmo modo, a providência quis que a mesma Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, os Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardeais, com a cabeça do Cardeal Ratzinger, cancelaram a condenação, não sem o voto pessoal e decisivo de SS. João Paulo II, como por sua parte SS. Pio XI, firmou a condenação.

Os inimigos, pelo que se vê, eram poderosos, e se haviam infiltrado até não se sabe onde. A condenação foi de todo inesperada e inexplicável desde o ponto de vista humano, mas certamente desde o ponto de vista divino não podia faltar, pois não pode acontecer que uma obra de Deus não seja honrada com a coroa da perseguição. E definitivamente, de acordo com a grandeza da missão assim devia ser a perseguição.

Houve muitos intentos para obter algum esclarecimento, para tirar aquilo que a Suprema Congregação do Santo Ofício considerara contrário à sã doutrina da fé, para que tirando o que estava mal se pudessem seguir publicando e continuasse o bem que estavam já fazendo estes escritos.
Claro, com que gosto teriam dito que estava mal, para, com razão suficiente, justificar a condenação, mas nada, porque não havia nada, do contrário teria ido  por meio da honra de bispos, de revisores eclesiásticos, e até do mesmo Santo Anibal Maria De Francia. Em uma carta de Luisa que conservamos, escreve:

« ... sinto do Padre Beda; porque os manuscritos -se trata de una carta que enviou à Suprema Congregação do Santo Ofício o Padre Beda para saber o que era o que estava mal, argumentando a possibilidade de ter-se equivocado- não chegaram a Roma? Quem o impediu? Enquanto eu sei, de fonte segura, que no Santo Ofício havia petições de todas as partes que queriam que os escritos saíessem à luz. Pelo demais, se vê que o Senhor quer fazê-lo todo Ele, se não hoje, amanhã... »

Porém para que se esclarecesse tudo era necessário que passassem muitos anos.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

"Se não fosse porque meu Jesus se faz Ele mesmo meu apoio, força e ajuda, eu não sei como poderia viver".


"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Filhos da Divina Vontade

Para que o início da causa de beatificação se levasse a cabo (na Solenidade de Cristo Rei, de 20 de Novembro de 1994) teve que passar um longo tempo no meio de muitas dificuldades.

Imaginemo-nos, tinha que superar nada menos que a condenação que sofreram seus escritos em 1938.

A história de todo o processo até chegar este momento foi larga e penosa.

Tudo iniciou com o seguinte decreto da Suprema Congregação do Santo Ofício (13 de Julho de 1938):

Com aprovação geral da Suprema Congregação do Santo Ofício, os Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardenais encarregados de proteger as coisas de fé e de costumes, havendo precedentemente recebido o consentimento dos Reverendos Senhores Consultores, condenaram e obrigaram a por no Índice dos livros proibidos os livros que aqui mencionamos, escritos por Luisa Piccarreta e que outros tem cuidado e publicado várias vezes em vários lugares.

É o que se segue:

1º - O Relógio da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, como um tratado sobre a Divina Vontade;

2º No Reino da Divina Vontade;

3º A Rainha do Céu no Reino da Divina Vontade.

Ao dia seguinte, 14 do mesmo mês e ano, o Santíssimo Senhor Nosso, Pio, por Divina Providência, Papa XI, na costumada audiência concedida ao Reverendíssimo Senhor Assessor do Santo Ofício, aprovou a decisão dos Eminentíssimos Padres apresentada a ele, a confirmou e mandou que fosse publicada.

Datado em Roma, Palácio do Santo Ofício,

31 de Agosto de 1938

Romolo Pantanetti,

Notário da Suprema Congregação.

Poucos dias depois, a 11 de setembro, no "Osservatore Romano" o jornal do Vaticano, foi publicado um artigo anônimo, denegrindo Luisa e seus escritos e pondo em alerta o público.

Luisa responde à Igreja "espontânea e pronta" com absoluta submissão, através da seguinte carta:

Espontânea e prontamente, cumpro meu dever de alma cristã de humilhar minha incondicional, pronta, plena e absoluta submissão ao juízo da Santa Igreja Romana, pelo qual sem restrição alguma, reprovo e condeno quanto a Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício reprova e condena os ditos livros, no mesmo sentido e com a mesma intenção que tem a Suprema Congregação.

Esta declaração a submeto igualmente ao meu amadíssimo Arcebispo Mons. D. Giuseppe M. Leo, implorando de sua paterna caridade que a faça chegar por seu meio ao Santo Ofício. »

Corato, Bari

Luisa Piccarreta



Eis aqui o que Nosso Senhor mesmo disse a Luisa no último volume (18 de setembre de 1938) sobre o motivo da condenação:

Encontro-me no mar da Divina Vontade no meio de imensas amarguras e humilhações das mais humilhantes como uma pobre condenada, e se não fosse porque meu Jesus se faz Ele mesmo meu apoio, força e ajuda, eu não sei como poderia viver; meu doce Jesus, então, tomando parte em minhas penas, sofria junto comigo, e no ímpeto de sua dolor e amor me disse:

« Minha querida filha, se tu soubesses quanto sofro; se eu te fizesse ver, morrerias de dor! Vejo-me obrigado a esconder tudo, toda a atrocidade, a crueldade da pena que sinto para não afligir-te mais.

Deves saber que não é a ti que condenaram, mas a mim junto contigo; sinto que se renova minha condenação; quando se condena o bem é a mim a quem condenam. Mas tu, une em minha Vontade tua condenação e minha condenação à qual sofri quando fui crucificado e te darei o mérito de minha condenação e todos os bens que esta produz: me fez morrer, chamou à vida minha ressurreição, na qual todos deviam encontrar a vida e a ressurreição de todos os bens.