
"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"
CAPÍTULO OITAVO
Uma cura
Uma senhora, vizinha de casa, relatava um episódio acontecido em 1935.
Uma parente sua, a cunhada, se achava moribunda por causa de um tumor na cabeça.
Em sua casa havia ficado só uma filha, Nunzia, porque o pai e os dois irmãos tinham sido chamados às fileiras para a conquista da Etiópia.
Esta familia possuia muitos hectáres de terra.
A jovem recorreu à mimha tia Rosária para ter uma conversa com Luisa, abrigando em seu coração a esperança de uma cura.
Minha tia Rosaria, comovida pela pedido da jovem, lhe prometeu ajudá-la e falou do sucedido com Luisa, a qual pronunciou estas palavras: «Não deve vir para falar comigo, porque eu não posso fazer milagres; e, mesmo que não venha, pedirei por ela ao Senhor.
Entretanto, leva-lhe esta mensagem: em Santa Maria Greca se celebram as Quarenta Horas. Que vá para orar ao Senhor e peça a Ele todas as graças que necessita, mas diz-lhe que o faça com grande fé».
A jovem, tendo recebido a mensagem, se sentiu defraudada. Queria encontrar-se pessoalmente com Luisa para expor-lhe seus problemas.
Minha tia Rosaria notou a atitude da jovem e lhe disse: «Faz o que te disse Luisa».
Com efeito, minha tia Rosaria conhecia bem Luisa e sabia interpretar suas palavras.
A jovem foi à igreja, se ajoelhou diante do Santíssimo e desafogou todas suas penas.
Depois de duas horas aproximadamente, voltou para casa; notou um grande silêncio. Uma parenta sua, que havia deixado para cuidar de sua mãe, durante sua ausência se tinha afastado.
Nunzia, ao entrar no dormitório, encontrou uma cena terrível: sua mãe se achava no meio de uma poça de sangue; a cama estava totalmente ensanguentada. A pobre jovem, diante desse espetáculo, lançou um grito de dor, crendo-a morta; mas sucedeu algo incrível.
Sua mãe despertou, como se saísse de uma longa letargia, e lhe perguntou, surpreendida, porque tinha gritado.
O tumor tinha se liquefeito, saindo da cabeça alargada, através do nariz, e tinha espalhado pela cama. Ela estava perfeitamente curada.
Nunzia, juntamente com sua mãe, foi, alguns dias depois, à casa de Luisa para dar-lhe graças, mas não foram recebidas porque a Serva de Deus lhes fez saber que da graça ela não sabia nada, nem tinha nada a ver, expressando-se com estas palavras: «Que vão agradecer ao Senhor a graça recebida».

Nenhum comentário:
Postar um comentário