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Natal, onde fica Jesus?
A perda do sentido do Natal é dramático do ponto de vista da fé
Josep Miró i Ardèvol
Uma recente enquete da associação inglesa 'Christmas Stars with Christ' com 2.000 famílias, apontou uns dados que mostram o afastamento cultural e social que as pessoas tem de Jesus com relação ao seu Natal, apesar desta data ser a comemoração de seu nascimento; de seu aniversário, vejamos. A amostra é suficientemente ampla para que a margem de erro nos faça duvidar dos resultados, porque se trata de 2.000 entrevistas.
O panorama que mostra é o seguinte:
1. Um terço das crianças de 10 a 13 anos não sabe que o Natal assinala o nascimento de Jesus.
2. 90% dos adultos não podem fazer quatro afirmações corretas sobre o nascimento de Jesus.
3. 12% crê que o Papai Noel saiu da Bíblia.
4. 7% crê que a árvore de Natal saiu da Bíblia.
5. 50 % dos entrevistados afirmou que Jesus não é relevante em suas celebrações natalinas.
Naturalmente, este é o resultado de uma sociedade concreta, a inglesa, e não tem porque ser equivalente a nossa. Ali em definitivo, o anglicanismo, uma religião de estado onde os sacerdotes e os bispos são funcionárias e funcionários do Estado, ficou reduzido a uma mínima expressão, tanto que os praticantes dominicais católicos, uma confissão minoritária, são mais numerosos que os anglicanos.
Feitas estas reservas, há que dizer que na sociedade espanhola, e muito menos nos países latino-americanos, existem indícios claros de que essa tendência vai na mesma direção.
Não é um dado menor que nas iluminações públicas destas festas tenha desaparecido praticamente toda referência que leve um implícito religioso.
Primeiro foram as imagens que mais ou menos podiam recordar a gruta. Depois foi a vez da estrela de Davi e assim chegamos a um nível de abstração tal que em grande medida a única coisa que nos mostram são luzes de cores combinadas com mais ou menos acerto.
Cada vez mais pessoas “felicitam as festas” e menos o Natal, e é evidente que o consumo devorou na maioria a dimensão religiosa da festa. Neste sentido, ressalto, o mercado “comeu” o ato religioso. Também influi que progressivamente o tipo de religião vai sendo expulso da escola pública, com uma constância entomológica que em alguns casos leva a seus autores –claustros de centros- a substituir a gruta por “uma paisagem de inverno”.
A perda do sentido do Natal é dramática do ponto de vista da fé porque se perde a origem do grande acontecimento humano, o maior depois da criação, e também é uma tragédia cultural para a sociedade porque se não se sabe o que é Natal não se pode entender nossa cultura nem nossa história.
Naturalmente, esta dimensão do tempo religiosa e secular é teimosa e, eventualmente, vai voltar. Um exemplo disso temos em sua recuperação dos que foram países da URSS onde o Natal rebrotou com força, ou o caso cubano, onde o regime castrista aboliu as festas de Natal, que acabaram sendo recuperadas antes da visita de João Paulo II.
Diria que parece mais perigoso o mercado e o hedonismo que as ditaduras.
Recuperar a festa de Natal em seu sentido primitivo é uma tarefa de todos e começa pelo próprio testemunho pessoal, e é também um grande trabalho que a Igreja, diocese a diocese, há de promover lá onde o princípio deste desfalecimento se produza.
http://www.forumlibertas.com/frontend/forumlibertas/noticia.php?id_noticia=32157&id_seccion=27#.VJlh-nLtc_k.twitter
Natal, onde fica Jesus?
A perda do sentido do Natal é dramático do ponto de vista da fé
Josep Miró i Ardèvol
Uma recente enquete da associação inglesa 'Christmas Stars with Christ' com 2.000 famílias, apontou uns dados que mostram o afastamento cultural e social que as pessoas tem de Jesus com relação ao seu Natal, apesar desta data ser a comemoração de seu nascimento; de seu aniversário, vejamos. A amostra é suficientemente ampla para que a margem de erro nos faça duvidar dos resultados, porque se trata de 2.000 entrevistas.
O panorama que mostra é o seguinte:
1. Um terço das crianças de 10 a 13 anos não sabe que o Natal assinala o nascimento de Jesus.
2. 90% dos adultos não podem fazer quatro afirmações corretas sobre o nascimento de Jesus.
3. 12% crê que o Papai Noel saiu da Bíblia.
4. 7% crê que a árvore de Natal saiu da Bíblia.
5. 50 % dos entrevistados afirmou que Jesus não é relevante em suas celebrações natalinas.
Naturalmente, este é o resultado de uma sociedade concreta, a inglesa, e não tem porque ser equivalente a nossa. Ali em definitivo, o anglicanismo, uma religião de estado onde os sacerdotes e os bispos são funcionárias e funcionários do Estado, ficou reduzido a uma mínima expressão, tanto que os praticantes dominicais católicos, uma confissão minoritária, são mais numerosos que os anglicanos.
Feitas estas reservas, há que dizer que na sociedade espanhola, e muito menos nos países latino-americanos, existem indícios claros de que essa tendência vai na mesma direção.
Não é um dado menor que nas iluminações públicas destas festas tenha desaparecido praticamente toda referência que leve um implícito religioso.
Primeiro foram as imagens que mais ou menos podiam recordar a gruta. Depois foi a vez da estrela de Davi e assim chegamos a um nível de abstração tal que em grande medida a única coisa que nos mostram são luzes de cores combinadas com mais ou menos acerto.
Cada vez mais pessoas “felicitam as festas” e menos o Natal, e é evidente que o consumo devorou na maioria a dimensão religiosa da festa. Neste sentido, ressalto, o mercado “comeu” o ato religioso. Também influi que progressivamente o tipo de religião vai sendo expulso da escola pública, com uma constância entomológica que em alguns casos leva a seus autores –claustros de centros- a substituir a gruta por “uma paisagem de inverno”.
A perda do sentido do Natal é dramática do ponto de vista da fé porque se perde a origem do grande acontecimento humano, o maior depois da criação, e também é uma tragédia cultural para a sociedade porque se não se sabe o que é Natal não se pode entender nossa cultura nem nossa história.
Naturalmente, esta dimensão do tempo religiosa e secular é teimosa e, eventualmente, vai voltar. Um exemplo disso temos em sua recuperação dos que foram países da URSS onde o Natal rebrotou com força, ou o caso cubano, onde o regime castrista aboliu as festas de Natal, que acabaram sendo recuperadas antes da visita de João Paulo II.
Diria que parece mais perigoso o mercado e o hedonismo que as ditaduras.
Recuperar a festa de Natal em seu sentido primitivo é uma tarefa de todos e começa pelo próprio testemunho pessoal, e é também um grande trabalho que a Igreja, diocese a diocese, há de promover lá onde o princípio deste desfalecimento se produza.
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