Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

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O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Outro personagem muito vinculado a Luisa Piccarreta foi o Cardeal Cento, de venerada e santa memória.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

CAPÍTULO SEXTO

Profecia da púrpura

Outro personagem muito vinculado a Luisa Piccarreta foi o Cardeal Cento, de venerada e santa memória.

O Cardeal Cento frequentava a casa de Luisa periodicamente, desde os alvores de seu sacerdócio. Do Cardeal Cento minha tia Rosaria me falava sempre e, inclusive quando já havia sido elevado à dignidade cardinalícia, seguia chamando-o simplesmente o padre Cento ou Don Cento.

No início não compreendi que se tratava do Cardeal Cento. Uma vez, encontrando-me em casa, tomei das mãos do carteiro uma carta na qual se destacava um timbre do Vaticano e um escudo cardinalício, e só então compreendi quem era o padre Cento, de que tanto falava minha tía. Pedi-lhe que me explicasse porque chamava assim a um Cardeal, porém ela me respondeu: «Com o padre Cento eu tinha muita confiança; o tratava como se fosse meu irmão.

Cada vez que vinha a Corato na casa de Luisa, era eu quem o acompanhava aos diversos lugares: para ver o arcebispo ou o bispo em Trani, e muitas vezes lhe mostrei as belezas de Corato. Era uma pessoa alegre, costumava brincar e, quando celebrava a Santa Missa, parecia um anjo. Conheci o padre Cento desde minha juventude e, em várias ocasiões, comemos juntos na casa de Luisa, com Angelina. Com Luisa, o Cardeal Cento mantinha longas conversas.

E uma vez me disse: "Luisa me diz sempre que me tornariam vermelho, mas eu -e isto o dizia brincando- tratarei de que não me vistam com roupa de carnaval". Um dia vi o padre Cento com rosto triste e foi a única vez que não brincou; falou muito pouco. Foi quando Luisa foi condenada.

Apesar da censura do Santo Ofício, o padre Cento não deixou de visitar a Luisa e quando lhe perguntei porque havia sucedido aquele desastre, o padre Cento me respondeu secamente: "Por favor, Rosaria, não fales destas coisas, porque quem mais sofre por ela somos nós". E, depois de um longo silêncio, acrescentou: "São provações tremendas que o Senhor nos manda"».

Como se sabe pela crônica, o padre Cento foi um personagem destacado na Cúria Romana.

Minha tia Rosaria manteve correspondência epistolar com o Cardeal Cento e, parece que, ele utilizou toda sua influência quando se tratou de trasladar o corpo de Luisa do cemitério à igreja de Santa Maria Greca.

Chegado a este ponto, devo confessar uma falta grave: não soube recolher as cartas que o Cardeal Cento enviava para minha tia. Com efeito, quando morreu piedosamente minha tia Rosaria, meus sobrinhos, ao desfazer da casa, tiraram todo esse material, que, no seu juízo, não tinha nenhuma importância, e entre esse material se achavam as cartas do Cardeal Cento.

Foi uma grande perda. Essa fonte teria dado muito valor ao que foi exposto anteriormente e, ademais, teríamos conhecido o pensamento do Cardeal Cento sobre a figura de Luisa Piccarreta. Se deveria investigar nos arquivos da família do Cardeal para recuperar esse valioso material.
foto esterno

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