Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pelo menos vós, que sabeis que vim pessoalmente para falar-vos, para fazer-vos conhecer meu amor, por piedade de vós mesmos não vos lanceis no precipício. Eu sou vosso Pai!



(continuação da "Mensagem do Pai" à Madre Eugenia Ravasio)

A maior parte dos homens conhece todos estes fatos, mas ignora o essencial: por isso digo que foi o amor o que conduziu tudo!
Sim, é o amor, é isto o que quero fazer-lhes notar. Agora este amor está esquecido. Quero recordar-lhes para que aprendam a conhecer-Me assim como sou. Para que não estejais atemorizados como escravos, com um Pai que vos ama até este ponto.

Olhai, nesta história estamos só no primeiro dia do primeiro século, e quero trazê-lo até nossos dias: até o século XX .
Oh, como os homens esqueceram meu amor de Pai! E no entanto vos amo mui ternamente!

 Em meu Filho, ou melhor dizendo, na pessoa de meu Filho feito homem, o que não tenho feito todavia! A divindade nesta humanidade se velou, ficou pequena, pobre e humilhada.

Conduzi com meu Filho uma vida de sacrifícios e de trabalho. Recebi suas orações para que o homem tivesse um caminho traçado e caminhasse sempre seguro na justiça, para que chegasse até Mim!
Certo, posso muito bem compreender a debilidade de meus filhos! Por isto pedi a meu Filho que lhes doasse os meios para levantar-se depois das caídas.

 Estes meios vos ajudarão a purificar-se dos pecados, para que sejam sempre os filhos de meu amor. São principalmente os sete sacramentos e sobretudo o grande meio para salvar-se é o Crucifixo, que é o Sangue de meu Filho, que em cada instante se derrama sobre vós, sempre e quando o queirais, também com o sacramento da penitência, também com o santo sacrifício da Missa.
Meus queridos filhos, já faz vinte séculos que vos encho destes bens com graças especiais e o resultado é mísero!

Quantas criaturas minhas, que se tornaram filhas de meu amor por meio de meu Filho, se lançaram muito rapidamente no abismo eterno! Na verdade, não tinham conhecido minha infinita bondade, Eu vos amo muito! (expressão preferida por Irmã Eugenia e que se repete à miúdo).
Pelo menos vós, que sabeis que vim pessoalmente para falar-vos, para fazer-vos conhecer meu amor, por piedade de vós mesmos não vos lanceis no precipício. Eu sou vosso Pai!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

" Para que se recordem de Deus, seu Pai, e do único desejo que tenho de salvá-los, dei os meus mandamentos" . (Deus Pai)


(Continuação da "Mensagem do Pai" à Madre Eugenia)

Quereis uma prova autêntica deste desejo que tenho e que apenas comecei a explicar?
Por que ordenei a Moisés que construísse o tabernáculo e a Arca da Aliança se não é porque tinha o desejo ardente de vir   viver, como um Pai, um irmão, um amigo de confiança, com minhas criaturas, os homens?

E apesar disto me esqueceram, me ofenderam com culpas inumeráveis. No entanto, para que se recordem de Deus, seu Pai, e do único desejo que tenho de salvá-los, dei os meus mandamentos a Moisés para que tendo-os e cumprindo-os se recordem do Pai infinitamente bom, todo absorto na salvação deles, salvação presente e eterna.
Tudo isto caiu outra vez no esquecimento e os homens se afundaram no erro e no temor, considerando que cansava muito o cumprir com os mandamentos, assim como os havia transmitido a Moisés.

Fizeram outras leis, que estavam de acordo com seus vícios, para poder cumpri-las mais fácilmente. Pouco a puoco, com o temor exagerado que tinham de Mim, me esqueceram ainda mais e me encheram de ultrajes.
E no entanto, meu amor por estes homens, meus filhos, nem sequer se deteve. Quando constatei bem que nem os patriarcas, nem os profetas haviam podido fazer que os homens me conhecessem e me amassem, decidi vir Eu mesmo.
 Porém, como fazer para encontrar-me no meio dos homens? Não havia outro meio que o de ir Eu mesmo na segunda pessoa de minha divindade.

Reconheceriam-me os homens? Escutariam-me?
Para Mim nada do futuro estava escondido; a estas duas perguntas respondi Eu mesmo:

"Ignorarão minha presença ainda estando perto de Mim. Em Meu Filho me maltratarão, apesar de todo o bem que lhes fará. Em meufilho me caluniarão, me crucificarão para fazer-me morrer".
Deterei-me por isto? Não, meu amor por meus filhos, os homenes, é demasiado grande.

Não me detive ali: reconhecereis bem que vos tenho amado mais que a meu Filho predileto, por assim dizer, ou para dizê-lo ainda melhor, mais que a mim mesmo.
O que vos digo é totalmente verdadeiro, que se houvesse bastado uma de minhas criaturas para expiar os pecados dos outros homens, por meio de uma vida e uma morte semelhante a de meu Filho, teria titubeado.

 Por que? Porque haveria traído meu amor fazendo sofrer a uma criatura que amo, em vez de sofrer Eu mesmo em meu Filho. Não quis nunca fazer sofrer a meus filhos.
Esta é, em resumo, a história de meu amor até minha vinda, por meio de meu Filho, no meio dos homens.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mensagem do Pai:Sempre quis ficar neste mundo entre os homens.


Sempre quis ficar neste mundo entre os homens. E assim, durante o dilúvio estava perto de Noé, o único justo de então. Também durante as outras pragas encontrei sempre um justo com o qual morar e, através dele, vivi no meio dos homens daquele tempo, e foi sempre assim.
O mundo à miúdo tem sido purificado de sua corrupção por minha infinita bondade para a humanidade.

E então continuava a escolher algumas almas nas quais me comprazia para que, por meio delas, pudesse deleitar-me com minhas criaturas, os homens.
Prometi ao mundo o Messias. O que não fiz para preparar sua vinda, mostrando-me nas figuras que o representavam até mil e mil anos antes de sua vinda!

Porque, Quem é este Messias? De onde vem? O que fará na terra? A quem vem representar?
O Messias é Deus.

- Quem é Deus? Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
- De onde vem, ou melhor dizendo, quem lhe ordenou vir no meio dos homens? Eu, seu Pai, Deus.

- A quem representará na terra? A seu Pai, Deus.
- O que fará na terra? Fará conhecer e amar ao Pai, Deus.

- Não disse?:
"Não sabeis que é necessário que me ocupe das coisas do meu Pai?" (" nesciebatis quia in his quae Patris mei sunt oportet me esse?" S. Lucas, c. 2 v. 49). "Eu vim só para fazer a vontade do meu Pai"

"Tudo o que pedirdes ao meu Pai em meu nome eu os concederei" "E rezareis assim: Pai Nosso que estais no Céu..." e mais adiante, dado que vim para glorificar o Pai e torná-lo conhecido dos homens, disse: "Quem me vê, vê o Pai " "Eu estou no Pai e o Pai está em mim" "Ninguém vai ao Pai, se não for por meio de Mim" "Nemo venit ad Patrem nisi per me" - (S. Juan c. 14 v. 6).

 "Quem quiser ficar comigo, também ficará com o Pai", etc., etc. Oh homens, concluis que por toda a eternidade só tive um desejo, facer-me conhecido e amado pelos homens, desejando incessantemente estar com eles.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Venho para eliminar o temor excessivo que minhas criaturas tem de mim, e para fazer-lhes compreender que minha alegria está em ser conhecido e amado por meus filhos.



Eis aqui o verdadeiro objetivo de minha vinda:

1) - Venho para eliminar o temor excessivo que minhas criaturas tem de mim, e para fazer-lhes compreender que minha alegria está em ser conhecido e amado por meus filhos, ou melhor dizendo, por toda a humanidade presente e futura.
2) - Venho para trazer a esperança aos homens e às nações. Quantos a tem perdido desde a muito tempo! Esta esperança lhes fará viver em paz e com segurança, trabalhando para a salvação.

3) - Venho para fazer-me conhecer assim como sou. Para que a confiança dos homens aumente contemporaneamente com o amor para mim, o Pai, que tem uma só preocupação: velar sobre todos os homens, e amá-los como filhos.
O pintor se deleita contemplando o quadro que pintou. Assim mesmo Eu me comprazo, me alegro, vindo no meio dos hombres, obra mestra de minha criação!

O tempo se apressa. Quero que o homem saiba o maiss rápido posível que o amo e que sinto a maior felicidade estando com ele, como um Pai com seus filhos.
Eu sou o Eterno e quando vivia só já havia pensado em usar toda minha potência para criar seres a minha imagem e semelhança.

Porém necessitava primeiro a criação material para que estes seres pudessem encontrar seu apoio: então foi a criação do mundo. Enchi-o com tudo o que Eu sabia que era necessário para os homens: o ar, o sol e a chuva, e muitas outras coisas que Eu sabia que eram necessárias para suas vidas.
No final, a criação do homem! Comprazi-me de minha obra. O homem comete pecados, porém é então quando, justamente, se manifiesta minha bondade infinita.

Para viver entre os homens criei e escolhi, no Antigo Testamento, aos profetas, a quem comuniquei meus desejos, minhas penas e minhas alegrias, para que os transmitíssem a todos.
Mas o mal crescia e mais minha bondade me apressava a comunicar-me com as almas justas para que transmitíssem minhas órdens aos que causavam desórdens.

 E assim, às vezes, tive que usar de severidade para reprendê-los, ãno para castigá-los - porque isso haveria só feito mal - para tirá-los do vício e dirigi-los para o Pai e Criador, a quem, ingratamente, haviam esquecido e desconhecido.

Mais tarde o mal submergiu tanto o coração dos homens que me vi obrigado a enviar pragas ao mundo para que o hombre se purificasse por meio do sofrimento, a destruição de seus bens e até a perda da vida: foi o dilúvio, a destruição de Sodoma e de Gomorra, as guerras do homem contra o homem, etc.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Finalmente cânticos começam a ouvir-se. Alguns anjos vem e me anunciam a feliz chegada! Seus cantos são tão belos que me propus transcrevê-los quando fosse possível.



A Mensagem do Pai

1o Fascículo parte A - 1o de Julho de 1932
Festa do Precioso Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Eis aqui finalmente o dia para sempre bendito da promessa do Pai Celestial!
Hoje terminam os longos dias de preparação e me sinto perto, muito perto da chegada do Meu Pai e Pai de todos os homens.

Alguns minutos de oração e depois todas as alegrias espirituais! Tenho sede de ouvi-lo e de vê-lo!
Meu coração arde de amor e se abre com uma confiança tão grande que podia constatar que até agora não havia confiado tanto em ninguém.

Pensar em meu Pai me lançava numa louca alegria.
Finalmente cânticos começam a ouvir-se. Alguns anjos vem e me anunciam a feliz chegada! Seus cantos são tão belos que me propus transcrevê-los quando fosse possível.

Esta harmonia cessou por um instante e eis aqui o cortejo dos eleitos, de querubins e de serafins, com Deus nosso Criador, Pai Nosso.
Prostrada, com o rosto no solo, fundida em meu nada, recitei o Magníficat. Em seguida o Pai me disse que me sentasse con Ele para escrever o que havia decidido dizer aos homens.

Toda a corte que o havia acompanhado desapareceu. O Pai ficou só comigo e antes de sentar-se me disse:
"Disse-te já e te repito: não posso doar uma vez mais meu Filho predileto para demostrar aos homens meu amor! Agora é para amá-los e para que conheçam este amor que Eu venho no meio deles, tomando o seu aspecto e semelhança, e a pobreza.

Olha, ponho no chão minha coroa e toda minha glória para tomar a atitude de um homem comum!"
Depois de ter tomado a atitude de um homem comum pondo sua coroa e sua glória a seus pés, pôs o globo do mundo sobre seu coração, sustentando-o com a mão esquerda, e se sentou junto a mim. Pude só dizer algumas palavras, já seja sobre sua chegada e sobre a atitude que se dignou assumir, já seja sobre seu amor!

 Em minha ignorância não encontro palavras para expressar o que Ele me fez entender.
"Paz e salvação, disse-o, para esta casa e para o mundo inteiro! Que minha potência, meu amor e meu Espírito Santo toquem os corações dos homens, para que toda a humanidade se encaminhe para a salvação e venha para seu Pai, que a busca para amá-la e salvá-la!

Que meu Vigário Pio XI compreenda que estes dias são dias de salvação e de bênçãos. Que não se deixe escapar a oportunidade de chamar a atenção dos filhos para o Pai, que vem para dar-lhes o bem nesta vida e para preparar-lhes a felicidade eterna.
Escolhi este dia para iniciar minha obra entre os homens porque é a festa do Sangue Precioso de meu filho Jesus. Tenho a intenção de banhar com este sangue a obra que estou iniciando, para que dê grandes frutos para a humanidade inteira".

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Madre Eugenia: profeta do nosso tempo no sentido pleno da "palavra "e no "gesto" .



Madre Eugenia: profeta do nosso tempo


No navio, que vai de de Tanger para Marselha subitamente ressoa a sirene e megafone de alarme que dá a ordem para que todos sairem de sobre a ponte. Uma caldeira estoura e cria um buraco onde a embarcação está emborcando e a água lentamente entra e vai começando a se inclinar.
A bordo está também a madre Eugenia que subiu na plataforma  e tenta em vão acalmar a multidão e os passageiros estão em torno dos salva-vidas.
Uma mãe com seu bebê nos braços, contorcida de medo, se agarra ela que se conserva serena em torno de tanto caos.

Madre Eugenia sorri e pede à mãe para carregar a criança. A mulher obedece como um autômato, subjugada de uma calma profunda que sopra a partir desta jovem freira que pega o pequeno, o alça para o céu e com sua voz harmoniosa entoa um canto: "Eu creio em Ti, Senhor, eu creio em ti ...».

Se une ao canto a mãe do bebê, depois outro, depois outro. O canto os faz mais seguros, e logo toda  embarcação  se torna um grande palco a partir da qual se eleva ao Pai o coro mais comovente que os anjos já ouviram.

Eles cantam todos juntos, passageiros, oficiais, marinheiros; parece pouco tempo o século de terror, que pouco antes estava varrendo a todos.
"Pai, por estas crianças, por essa inocência, salva-nos! "

É a oração que a Madre Eugenia dirige ao Pai por todos, em nome da todos. É a inocência, que se tornou um hino de fé na oração, cortando os céus.
A nave lentamente retoma a linha de água, e pôde chegar finalmente ao porto de Marselha.

Todos os passageiros e tripulantes - muitos descalços - guiados por madre Eugenia vão ao santuário da Madonna da Guarda para agradecê-la.

A linguagem profética é feita de palavras e gestos que valorizam a palavra e lhe conferem um poder expressivo e dá-lhe quase um sentido plástico.

Madre Eugenia é uma profeta no sentido pleno da "palavra "e no "gesto" que todos os profetas reunidos fazem para dar aos homens o mais esplêndido anúncio: o Pai do Céu tem por nós, seus filhos só desígnios de vida e de misericórdia, basta que o chamemos de "Pai ", e se revestirá de luz, como na parábola do Filho Pródigo.
Isto madre Eugenia disse para cada um de nós com a "palavra " profética da Mensagem "O Pai fala com seus filhos."

O bebê que ela eleva para o céu é o "gesto" com o qual a "palavra" é concluída e é dirigido especificamente para a Igreja: A barca de Pedro está em perigo, às vezes parece estar afundando, e se, por meio de Maria, Igreja oferecer  ao Pai a inocência das crianças, de Seu Coração desencadeiará o poder do milagre que transformará tudo em amor.
Neste "gesto" é sintetizada a ação de Maria, de mais de cem anos, que sempre se mostra para as crianças: 1846 La Salette, Lourdes, 1854, Pontmain 1871, Beauring 1932, Banneux 1933, Tre Fontane Roma, 1944 Medjugorje 1981 etc.

Mas é Fátima (1917) que esse projeto de Espírito se manifesta com extrema clareza, quando a "Senhora mais brilhante que o sol" convida Lúcia, Francisco e Jacinta (10, 9 e 7 anos) para fazer uma completa e gratuita oblação ao Pai: "Estão dispostos a se oferecerem a Deus, pronto para aceitar tudo o que Ele deseja enviar para a paz no mundo e pela conversão dos pecadores? ".

As três crianças, disse: "Sim!" E graças então à este "sim" Portugal foi salvo da Segunda Guerra Mundial.
A conclusão é simples: se com as três crianças Maria foi capaz de salvar uma nação de uma pesada guerra, com o "sim" de milhões de crianças salvará o mundo.

"As crianças vão salvar o mundo", afirmou repetidamente San Pio de Pietrelcina, incitando com insistência a constituição de Ninhos de Oração para as crianças, juntamente com Grupos de Oração de adultos.

Isto confirma   sua alma gêmea, o Servo de Deus Padre Pio Dellepiane, dos frades menores, que queria fazer o Exército Branco de Nossa Senhora: "Levou cinco milhões de crianças que se consagraram a Deus no espírito de Fátima, a exemplo os três pastorinhos, para salvar o mundo. "
Sua Santidade João Paulo II aceitou esse pedido e pela primeira vez na história em 27 de maio de 1989 recebeu em audiência especial 10.000 crianças do Exército Branco que em sua presença, que se consagraram a Deus para a paz no mundo.

Em 09 de novembro daquele ano, graças à sua oferta, o Muro de Berlim caiu e com isso o Comunismo, sem derramamento de sangue.
Nós pedimos com humildade e com sofrimento convencidos de que a Igreja deve aceitar a mensagem da salvação, através de Maria e dos Santos, que é dada nestes tempos de grandes trevas espirituais:

-Que venha instituída uma festa litúrgica em honra de Deus Pai;

- Que as crianças sejam admitidas para a Primeira Comunhão no primeiro uso da razão, antes que o mal as devastem, como requisitado pelos Sumos Pontífices e no Código de Direito Canônico, que sejam educadas para recitar o Rosário e a adoração eucarística.
A salvação virá em abundância, da inocência das crianças que ofertadas ao Pai, farão derramar do Seu Coração dulcíssimo, um  mar das suas Misericórdias.
Fim



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ela segue o rastro na grama e encontra uma grande forma de pão, saindo fumaça como acabado de assar, apesar do portão fechado da casa, e não sabe o que pensar.

Anzio

A pobre irmã Eugenia permanece em Anzio durante o maior período de sua vida, cerca de dez anos, mas pode ser resumida em poucas palavras: trabalho, silêncio e oração.
É uma experiência nova para ela, que sempre estava num turbilhão de atividade e do contato humano de todos os tipos.

Só no céu vai ver o que o seu espírito viveu durante os dez anos de contato contínuo com o seu Pai. Ele fala pouco, e não seremos nós a perturbar o silêncio de Deus com questões tão indiscretas quanto inúteis.
Mas de vez em quando pega alguma coisa, pelo menos ao nível de eventos externos, e isso lhe faz perceber que não são anos de férias, nem materialmente nem espiritualmente.

Em Anzio, mais uma vez sofreu fome, medo, frio. Certamente terá experimentado profundas lutas espírito, que no deserto se tornam mais violentas e mais sofisticadas, como o próprio Jesus tem experimentado.

Dez anos é também pontuado por um trabalho brilhante do Pai que continua testemunhar a esta filha única de modo original e delicadíssimo.

Reportamos só o episódio do pão que a madre Eugenia não pode esconder, porque haviam algumas pessoas da França que ocasionalmente foram visitá-la e viram.
Em um dia chuvoso, a irmã Eugenia começa a sentir um forte cheiro do pão acabado de cozer. Ela tem tanta fome, como sempre, e pensa ter alucinações olfativas, mas o cheiro permanece, e está cada vez mais intenso.

Ela segue o rastro na grama e encontra uma grande forma de pão, saindo fumaça como acabado de assar, apesar do portão fechado da casa, e não sabe o que pensar.

Em seguida, a fome toma conta do seu pensamento e começa a comer. Corta, corta, corta, dias após dia, mas a forma de pão não se exaure.

Os amigos franceses se rendem ao fato e lhe pedem um pouco   "deste pão para levá-lo para a França: ela corta cincoenta fatias, mas a forma é sempre a mesma.

Com este pão Irmã Eugenia vai comer por vários meses: é sempre fresco e perfumado.
Nós relatamos este incidente não porque é "milagroso", mas porque que o consideramos "profético" acreditamos que o Pai queria nos fazer compreender, com este fato extraordinário, que é a missão da Madre Eugenia tornar-se "pão" Eucaristia para alimentar a humanidade desesperada e esfomeada com o pão da palavra que o Pai tem dado, na Mensagem da Misericórdia, "O Pai fala a Seus filhos", a Palavra que Deus tem dado para a nossa geração espiritualmente ressecada pelo materialismo e ateísmo histórico e prático.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

À luz de Deus, que, é a luz da Verdade, o "escândalo" provocado em torno da pobre Irmã Eugenia é o ataque mais maciço do príncipe das trevas.



As horas de escuridão

À luz de Deus, que, é a luz da Verdade, o "escândalo" provocado em torno da pobre Irmã Eugenia da denúncia e subsequente detenção é o ataque mais maciço que o príncipe das trevas - é o seu tempo - está disposto a apagar a luz dentro dela.
Isso tinha acontecido em outras vezes (apenas tinha entrado no noviciado, na casa-mãe de Lyon, no processo diocesano, na África, etc ...), mas nunca de tal forma ampla e forte.

O inferno deve ter feito um esforço para ter sucesso no ataque atirando no mesmo tempo de todos os lados e em tudo: as irmãs que a traem e denunciam, os seus superiores que a repudiam , a imprensa com oito colunas que descrevem a monstruosidade desta "pseudo-irmã, vigarista e milionária ", " o Judiciário que a acusa em vários aspectos com um poder expressivo igual à dos jornais: se dizia que se inspirou em conhecidos e estimados trapaceiros rapidamente.

Madre Eugenia nada diz ao tribunal que, após quatro meses, é interrogada. Por quê? Ela só tem uma necessidade desesperada de silêncio: vai se retirar para Anzio, sozinha, por dez anos ..


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

É noite, e adormece profundamente na longa viajem: é o dom que o Pai lhe faz nos momentos mais difíceis.




No cárcere


A pobre irmã Eugenia foi se hospedar, no hospício, só lhe faltava a experência do cárcere para viver a fundo a mais amarga situação do homem. E recebe um presente. Enquanto sob uma chuva fina, está trabalhando no jardim, em Anzio, vê chegar um carro da polícia.

O comandante manda chamar Elizabetta Ravasio, e a resposta:" Sou eu", a mandam entrar no carro assim tão molhada como ele está.
É noite, e adormece profundamente na longa viajem: é o dom que o Pai lhe faz nos momentos mais difíceis. Quando o carro chega no destino: "Estamos na casa da Via Alba? pergunta candidamente. "Não, na "Rebibbia " é a resposta. É o cárcere.

Vai se encontrar fechada dentro dele, sem saber como e por que: não leu os jornais pela manhã, com os títulos de oito colunas, falando da "irmã milionária " e de todos os crimes que supostamente fez para ficar rica?  

Conhecerá as razões da sua prisão quatro meses depois, quando o juiz que finalmente à interrogará antes de ser trazida para fora em liberdade provisória.

As acusações são tão pesadas quanto absurdas: de ter fundado a Catholica Unitas com o "único propósito de atingir os ganhos ilícitos por mendicidade e a fraude sistemática "," por ter enganado os membros da comunidade fazendo-os acreditar que os montantes cobrados por mendicidade serviriam aos propósitos da escola e induzindo-os pagar as somas (para um total de várias centenas de milhões) e dar por integralmente perdida para utilizar para seus fins pessoais "," construção de trabalho manual pesado e submetê-los a continuação das violações de sua integridade física e moral e, em especial ficando muito difícil o trabalho de mendicância ... envia de volta aos mendigos com um vestido indevidamente gasto. "
Nos relatório as acusações mais graves são retiradas   dos atos do processo. Irmã Eugenia finalmente sabe por que razão está no cárcere: as irmãs a denunciaram, mais uma vez. Pode explicar ao juiz suas razões, pode justificar-se. Mas por quê?
 
Pôde demonstrar que a casa de Roma, na Via Alba foi adquirida com o dinheiro que foi doado exclusivamente por M.me Germaine Chevalier de La Barthe de Nantes, que tem por ela amor e veneração, e que, para atingir a cifra de quarenta milhões da compra que ocorreu também tiveram que vender todo seu ouro em Anzio, que a terra tinha sido paga com os quatro milhões fornecidos pelo reverendo Dom Vincenzo Tepedino, que, com este gesto também se destina a agradecer-lhe por tudo que fez por sua mãe doente, e que os outros quatro milhões foram oferecidos por amigos franceses M.me Neron de Champolion eo Sr. Eng. Duranton. Mas por que?

Pôde apresentar uma lista de todas as crianças alojadas em Anzio para provar que os efeitos de "assistencialismo" não são "falsos". Mas por quê? Pôde contrariar a acusação de enviar as irmãs em viajem com um vestido "impropriamente usado", apelando que a vestimenta foi devidamente autorizada antes por um delegado da Igreja, com o consentimento de um Cardeal. Mas por quê?
 
Poderia explicar que a mendicidade de uma freira não pode fazer "centenas de milhões", que não é um"trabalho duro "e que não se destina à ela: muitas estruturas religiosas mandam em viajem alguns dos seus membros para pedir esmolas, e isto é tanto mais justificável para uma congregação no início não tem outros rendimentos. Mas por quê?

Poderia explicar que as jovens quiseram vir com ela para livremente dar-se a Deus em uma vida de sacrifício que primeiro a conduziu - e nisto pode muito bem ser o modelo! - E não reivindicar direitos ao som de queixas atiradas por trás, que o "trabalho manual pesado", que aquelas meninas pobres foram obrigados a escavação consistiu em apenas fazer no jardim para conseguir uma cantina, e tinham feito quase tudo só porque ela não pode fazê-lo: ela tinha cavado com as suas mãos para os leprosos África raspando o solo com pregos. Mas por quê?
 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Pela terceira vez, a irmã Eugenia depõe o hábito religioso, "pior do que se tivesse arrancado a pele ", comenta ela.



"Embrulhada como uma bruxa"

Acaba se instalando, depois de anos de fugas e transferências, em um apartamentinho na rua Laurentina, juntamente com sete jovens que querem começar com ela, sua vida religiosa: são as sobreviventes, porque muitas foram perdidas na estrada, e é compreensível.
O Bispo de Reggio Calabria vai encontrá-la, conhece as jovens, as encoraja e deixa com elas, como seu delegado e diretor, um religioso. Confia  o andamento da casa à irmã Eugenia.

Poucas semanas depois o Vicariato lhe ordena remover o hábito religioso. Pela terceira vez, a irmã Eugenia depõe o hábito religioso, "pior do que se tivesse arrancado a pele ", comenta ela, e   deve permanecer na cama porque não tem o que usar.
Poucos meses depois, por disposição do Cardeal Ottaviani, lhe vem de novo bento e restituído o véu. Com efeito, após uma semana de exercícios espirituais, lhe vem das mãos do delegado do bispado a ordem de vestir o hábito e que as jovens também possam vesti-lo como ela.
Tudo isso em uma cerimônia oficial depois da qual   recebe  no Santo Ofício do Cardeal Ottaviani.  Como poderia suceder-se coisas tão contraditórias e inusitadas continua a ser um mistério.
A única explicação está na chave do espírito: o inferno não ama irmã Eugenia e não ama o hábito religioso que ela traz, como sinal e testemunho de fidelidade ao Pai e à Igreja, gerando confusão e mal-entendidos, porque não pode rasgar do seu coração este imenso amor, resta pelo menos, rasgar o hábito de fora.

A pobre irmã Eugenia está presa ao leito, e se faz doente porque não tem o que vestir, mas na realidade é um álibi porque se envergonha que a vejam sem o hábito religioso.

Volta ao resguardo, em um silencioso pedido de ajuda a um grande Crucifixo pendurado na parede e o Bom Deus, sempre rico em humor, para dar-lhe uma centelha de conforto, diz: "E de que lamenta? Pelo menos um pano para colocar você tem. Não vê que eu fui crucificado nu, e nu continuam a me representar, convence-te também de me dar honra? ".
Irmã Eugenia esguicha da cama sem mais falar e retoma as suas atividades sem um murmúrio, também deve sair por aí " embrulhada como uma bruxa ", como lhe disse o pároco de Montagnola.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A pobre irmã Eugenia, desviada no último minuto para Roma, na tentativa de se estabelecer, começa envolvida em uma série de desventuras.




Em Roma, a terra dos mártires

Desde o início da Igreja, Roma sempre foi a meta dos santos que buscavam receber o martírio. É uma prerrogativa que compete como " caput Ecclesiae ", como a nova Jerusalém, na qual, por decreto divino, os profetas devem morrer.
A pobre irmã Eugenia, desviada no último minuto para Roma, na tentativa de se estabelecer, começa envolvida em uma série de desventuras. O Vicariato a acusa de se vestir indevidamente com o hábito religioso e de estar na Cidade Eterna, sem a devida autorização.

Ela se justifica dizendo que disse ao Bispo da diocese da qual provêm e nela já trabalha por cerca de três anos. Mas por isso, foi chamada ao Vicariato, e dizem não terem emitido nenhuma permissão e segue-se que ambos os lados enfrentam uma série de acusações.

Foi chamada pela causa no Santo Ofício, mas o cardeal Ottaviani, como presidente, para o espanto de todos, tomou a defesa da "pobre irmã Eugenia" conhecida muitos anos antes: reserva para ela uma estima profunda que lhe manifestará sempre.
O Vicariato e o Bispo providenciam agora uma decisão quase igual: encarregam um sacerdote para que fique de olho na situação.

Daqui resulta que a Irmã Eugenia tem muitas vezes diferentes ordens, e ela, que deseja obedecer a todos, porque em tudo vê a Igreja, passa por situações contraditórias que convence sempre mais os superiores, que estão lidando com uma mulher desobediente, teimosa e mentirosa.
Neste clima Irmã Eugenia é forçada a mudar de residência dezenas de vezes, muitas vezes dormindo nas estações, nos arredores de Roma, porque ela está proibida de passar a noite na cidade.

Durante muitos meses deve ir duas vezes ao dia, de manhã e à noite, ao pároco de uma vila perto de Roma, para mostrar que permanece naquele lugar, se sente intimidada por uma série de ameaças que teria como objetivo torná-la obediente, mas na prática lhe incutem medo dando assim a oportunidade a diversas pessoas (incluindo o clero), do extorquir grandes quantias de dinheiro com a chantagem de futuras represálias. Podemos continuar agora.

Se alguém, expondo todas as situações nas quais a pobre Irmã Eugenia encontra-se, reportando-lhe na ordem do tempo, em breves relâmpagos, passaria por neurótico. Para dar uma idéia sintetizando só este episódio da sua terceira expropriação religiosa.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Existem poderosas ondas da luz e da escuridão que se chocam e causam um ciclone contínuo contra a pobre irmã Eugenia que se salva porque ela está no olho do ciclone, onde a paz é absoluta: no coração do Pai.




Em Roma

Ela chegou em Roma em 15 de agosto de 1956.

Com um trabalho longo e paciente, Irmã Eugenia foi capaz de reconstruir algumas das obras em que     esteve envolvida nestes últimos 25 anos, uma sucessão de surpresas, contradições, situações estranhas que se pode explicar apenas pela fé.

Existem poderosas ondas da luz e da escuridão que se chocam e causam um ciclone contínuo contra a pobre irmã Eugenia que se salva porque ela está no olho do ciclone, onde a paz é absoluta: no coração do Pai.

Mas, entretanto, deve ir para onde está o ciclone e as coisas acontecerão em situações e lugares onde somente o Pai sabe o porquê, ela apenas diz que seu 'sim' sem entender.
Não há necessidade de fazer uma exposição cronológica e detalhada dos acontecimentos e de sua pessoa: muitas vezes foram histórias de egoísmo e de traição, de covardia, de chantagem e de absurdos que, pelo menos para o momento, é bom deixar na sombra.
O que podemos fazer é tentar descobrir o que o inferno faz para criar tanto caos: são dois mundos que se encontram: o trator e a carta com carimbo, o frescor forte da África e da retorcida jurísdição européia.
Irmã Eugenia, habituada a embrenhar-se no meio da floresta na África, continua enredada em uma rede burocrática e, do trator que é, uma vez posto em movimento forma algumas lágrimas facilmente, mesmo sem perceber.

Esta é a sua única grande culpa, o que justifica ainda mais a ansiedade, quase o terror com que os superiores cercam tentando pará-la cada vez que se move.
Na África, ela encontrou espaço enorme em que sua personalidade humana e espiritual lhe leva ao esplendor de realizar-se plenamente. Na Europa, o espaço é curto, a cada passo há encerramentos e disco de estacionamento.

Um grande trator destinado a pavimentar as montanhas não pode trabalhar em um cidade velha, onde cada movimento atinge algumas ruínas sagradas.
Na África, quando sentiu o dever moral de construir a cidade da hanseníase em Adzopé, explicou o seu projeto para o governador, pediu permissão   da terra e realizou aquilo que estava previsto desmatamento hectares de florestas seculares.
Agora na Itália, sente a necessidade de criar uma estrutura religiosa para a unidade, ela fala direto com seus superiores e é formalmente proibida. Bem, que outros o façam e se prendam ao mérito, como outros já fizeram presos à medalha e aos rufos das fanfarras por Adzopé, mas ela faz.

Conseguiu permissão para começar a trabalhar nesse sentido por um Bispo, ela pede apenas, para ser capaz de trabalhar por aquilo, que considera ser a vontade de Deus. Antes de sair de Reggio Calabria havia informado sua companheira e o superior eclesiástico designado pela Cúria - o Bispo nesse momento está ausente - da sua intenção de abrir uma casa de noviciado em Roma.

Ela começa com duas primeiras recrutas considerando supor que a burocracia será regularizada pela própria Cúria. Isso tudo, porém, uma vez que não foi formalizado, não envia qualquer comunicação oficial a Roma e irmã Eugenia logo estará sob a visor do Vicariato da Congregação para os Religiosos e de Santo Ofício.
Em Roma, o Padre Pio lhe enviara, e isso justifica os diversos ressentimentos que vai alimentar mais, por ela: ele havia prometido a ajuda de seu filhos espirituais, e agora faz encontrar-se - sozinha - em um emaranhado de cânones da Igreja a partir do qual   não pode se desembaraçar.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A casa continua muito bem, mas a pobre irmã Eugenia pensa em estender a atividade, ela é o grande trator que rompe e deixa para os outros cumprir a parte do acabamento.



Padre Pio

A casa continua muito bem, mas a pobre irmã Eugenia pensa em estender a atividade, ela é o grande trator que rompe e deixa para os outros cumprir a parte do acabamento.
Ocorre porém que outras pessoas que a ajudam e acolhem de bom grado convidam sua tia freira (Irmã Vetusta, irmã do Papai Carlos), superiora no hospital de Torremaggiore, perto de Foggia, que quer que conheçam duas enfermeiras dispostas a se tornarem irmãs.

Com as duas mulheres foram a São Giovanni Rotondo para assistir à missa do Padre Pio, decidem prosseguir por Gênova e Milão, onde pretende abrir a casa do noviciado.

No final da Missa,quando entra na sacristia, o padre Pio vira para a parte da igreja onde ela está, confunde a multidão, e grita forte: "Mas que Génova e que Milão! Vá à Roma, onde terá ajuda de meus filhos espirituais ".
 
Irmã Eugenia entende que é com ela e, mesmo sem tentar pedir uma explicação, muda de curso e se dirige de volta para Roma confiante na Providência e naquelas palavras do Padre Pio.

 Estas palavras confirmarão a promessa depois de 25 anos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Praticamente lhe é concedido iniciar seu apostolado de forma não oficial. Nesse mesmo dia, escolheu o bairro mais pobre (sem água, sem eletricidade, sem asilo e sem a igreja), arregaça as mangas e, parte para o ataque com seu estilo.



No sul da Itália

No final de janeiro de 1953 ela se muda para a região da Calábria, acompanhada da estudante que tinha permanecido ao seu lado na reunião em Milão e que agora a hospedava em sua casa.

Em fevereiro recebeu a visita de um padre enviado pela Cúria do lugar - com o qual tinha tido contato anterior a senhorita - que a convidou para ir falar com o bispo.
No dia seguinte, 02 de fevereiro, Festa da Apresentação de Jesus no Templo, vai conversar com Sua Excelência que demonstra estar bem informado sobre a situação e a convida para trabalhar em algum bairro pobre.

Concede-lhe continuar a usar o hábito e lhe sugere renovar seus votos com o confessor local.
Irmã Eugenia entrega a carta que tinha sido fechada pelo Santo Ofício e pede a bênção para o que está prestes a começar.

O Bispo abençoa e encerra a reunião dizendo: "Faça o bem e trabalhe sempre."
Praticamente lhe é concedido iniciar seu apostolado de forma não oficial. Nesse mesmo dia, escolheu o bairro mais pobre (sem água, sem eletricidade, sem asilo e sem a igreja), arregaça as mangas e, sem curar a úlcera que ainda dá um trabalho considerável, parte para o ataque com seu estilo.

Ela começa com visitas domiciliares, mas logo percebe que não pode muito, se não colocar no lugar uma base estável.

Vai para a França com sua madrinha e de outros benfeitores, obtem uma primeira soma para a aquisição de 5.000 metros quadrados da terra, vão também para os consulados britânicos e franceses e estes também com boa vontade se comprometem a ajudá-la, sabendo muito bem do seu trabalho por muitos anos em suas colônias.

 Doam-lhe porque é a 'Pequena Irmãzinha dos Pobres' e recolhe assim os sete milhões necessários para a compra do terreno.

Quando vai assinar o contrato, o bispo, que ficou com a proibição do Santo Ofício, diz que ela deve assinar a escritura de compra e também a senhorita que a tem seguido e escoltado, caso contrário não será concedida permissão para levar a iniciativa adiante. Irmã Eugenia obedece também nesta questão a autoridade da Igreja.

Depois de dois meses estão prontos os primeiros seis quartos e uma capela. Abre um asilo para idosos, depois uma escola, a escola da noite, a escola de corte e costura, uma malharia e uma creche para crianças.

Esta não estava prevista, mas é necessária uma vez que a Irmã Eugénia, se rende à necessidade do momento, porque numa noite de urgência, encontra um bebê jogado numa pilha de escombros: vem a chamar-se Severina, e será o primeiro de uma série de crianças abandonadas recolhidas em volta da casa.

Morrerá aos oito anos, depois da Primeira Comunhão. Há a esse respeito uma história que merece ser mencionada: as duas mulheres não podem estar presente em todo lugar, eo maior problema é o das crianças.

Resolve o problema de um cordeirinho que foi doado a elas e entre as pastagens lambe os berços, e as crianças acordam chorando, e vão dando golpes com a cabeça nos seus berços, até que voltem a dormir.
Se cria uma comissão com os mais proeminentes da cidade e com esta conseguem ajuda para obter água e luz para o lugar.

As pessoas começam a lotar a pequena igreja e a pobre Irmã Eugenia tem que lutar duro para convencer algum sacerdote para começar a celebrar naquele lugar malfadado e temido, depois foi escrito sobre o muro "morte aos padres e freiras " e naquele ano anterior o Bispo tinha sido orientado a endurecer com eles.
No dia da inauguração da casa e da igreja, na presença de todas as autoridades, o Bispo será recebido com aplausos e gritos de som da banda de música.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O jogo está aberto. Em vez da carta da superiora geral recebe uma do Santo Ofício na qual é convocada para ir à Roma no dia 16 de julho, festa de Nossa Senhora do Carmo.


Na Holanda


O jogo está aberto. Em vez da carta da superiora geral recebe uma do Santo Ofício na qual é convocada para ir à Roma no dia 16 de julho, festa de Nossa Senhora do Carmo.

Vem-lhe dito que deve deixar o instituto e no entanto a enviam de avião para uma casa na Holanda, até a dispensa dos votos.

 Resta alguns meses, durante os quais retorna ao primeiro amor: fazer a faxina na casa. Com um candor que comove torna a escrever mais vezes para a madre geral pedindo-lhe para fundar a Católica Unidas no seio do Instituto, mas naturalmente não recebe resposta.


No dia da dedicação da basílica de São João de Latrão, 9 de novembro, tem uma grave hemorragia por causa de uma úlcera do duodeno perfurada e fica imóvel por um mês, sempre com gelo na boca e na testa.

Em 28 de dezembro, um dia depois da festa de São João Evangelista e festa dos Santos Inocentes, recebe a dispensa dos votos e um envelope, da parte do Santo Ofício, que deverá encaminhar ao bispo da diocese na qual irá se firmar.

 Saberá só depois num segundo tempo que naquele envelope consta a proibição de fundar uma nova congregação da Católica Unidas.

Dois dias depois, ainda não estando de pé, lhe enviam a ordem de partir e, no trem, vem fazer companhia até Milão jovens que ela atendeu, seus parentes e a jovem encontrada em Palermo.

A irmã que veio com ela, no momento em que encontra seus parentes em lágrimas como uma bagagem incômoda que restitui ao remetente, tem o bom gosto de dizer que irmã Eugenia devia reentrar no mundo porque é desobediente.

Ela foi admitida numa clínica de emergência, porque ela está muito doente, como resultado do esforço da viagem, e ali só colocam a cama, a irmã gentil dá ordem para retomar o hábito, o véu, o anel de freira.

De retorno dá-lhe uma mala com um par de luvas de pelica, uma camisa sem mangas, uma saia curta curta, uma saia de seda, um véu para cabeça, um par de meias cinza e outro vestido que está a se desfazer e adicionando um pano seria bom: é o que é feito em troca do enxoval que lhe custou oito anos de trabalho.

Os danos chegam a 16.000 liras que era o dote que portava 20 anos antes, e agora poderiam pagar a clínica e fazer a aquisição do pano para que sua irmã Teresa lhe confeccionasse o hábito de freira. A sua irmã Teresa, em seguida dessa grande dor, morre alguns dia depois.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O cardeal Rufini, arcebispo de Palermo, segue com interesse tudo que está acontecendo neste pequeno ângulo de sua diocese e se documenta sobre esta irmã que está trabalhando com um dinamismo surpreendente.



Em Palermo


Em outubro de 1950 a superiora lhe envia à Palermo, numa casa fundada por ela quando era madre geral, com o encargo de organizar a Ação católica, o catecismo e o ambulatório.

Em Palermo trabalha no ambulatório com mais treze trabalhadoras, distribui também as refeições das meninas semi-internas e, depois da oração da tarde se dedica à Ação Católica.

 Em breve deve constituir vários ramos femininos e masculinos e cada tarde o pequeno oratório das irmãs está cheio de um grupo particular: jovens, mulheres, homens e crianças. O domingo é reservado à Juventude Feminina.

Das treze jovens,   uma é estudante universitária que vem a ser eleita presidente da Juventude Feminina e que, nos misterio dos desígnios da Providência, seguirá pois Madre Eugenia para manter acesa a pequena chama da Unitas.

O cardeal Rufini, arcebispo de Palermo, segue com interesse tudo que está acontecendo neste pequeno ângulo de sua diocese e se documenta sobre esta irmã que está trabalhando com um dinamismo surpreendente.

Naturalmente que as irmãs são acometidas de um ciùme absurdo por essa ex madre geral que não se arrepende e que continua a polarizar a atenção de todos, esquecendo tudo que havia combinado.

Empenham-se por tornar sua vida difícil e para lhe criar um vazio em volta, e conseguem ao menos materialmente: quando volta para jantar lhe fazem encontrar a mesa vazia (isso se sucede muitas vezes) e quando deve fazer as conferências encontra a sala sem mesa e sem cadeiras.

E cuidando para que não envie nenhuma carta, para que ninguém conheça a agonia de uma irmã.

O confessor da comunidade lhe ordena queimar todos seus escritos dos quais traz só uma cópia. Assim se vão como fumaça os escritos do Mês do Pai, de Nossa Senhora, do Sagrado Coração e das Almas do Purgatório; todas as conferências para as noviças, profissão de votos, superioras, etc.

Mas, como sempre segue avante. Está escrevendo a constituição da Católica Unidas que apresentará ao cardeal Ruffini que a encoraja e abençoa.

No dia 16 de junho o cardeal lhe manda chamar e lhe diz: " Eis a primeira pedra angular do seu instituto, agora é a pedra de tropeço. Deixe o instituto e funde a Católica Unidas dentro de um mês. Eu lhe darei uma casa nos termos oficiais e a minha aprovação. Espera-se um dia depois do mês, e deverá deixar Palermo".

O Cardeal lhe falou assim porque sabe que em Roma estão amadurecendo contra a pobre irmã Eugenia.

Ela sente que o cardeal tem razão, mas lhe repugna perguntar sobre a dispensa dos votos; pede tempo para orar e aconselhar-se com seu diretor espiritual.

Em vez de cortar caminho pedindo diretamente à Santa Sé, escreve à Madre Geral para pedir permissão de fundar a Católica Unidas no meio do seu instituto.

É sua superiora, mas não lhe deixa mais falar da estratégia de antecipar e de surpresa: será bloqueada em contrapartida.