
As chagas misteriosas
Em 1940, aproximadamente, minha tia Rosaria, mulher robusta, cheia de saúde, sem sentir dor começou a ter chagas que, com o passar do tempo, se tornavam cada vez maiores e purulentas.
De modo particular eram muito visíveis duas grandes chagas, como dois grossos furúnculos inchados, situados exatamente debaixo do queixo. Destas chagas saía pus quase continuamente e algumas gotas caíam inclusive em seu prato, enquanto comíamos.
Eu sentia repugnância durante estas situações tão constrangedoras, e tratava de sair da mesa, porém minha mãe, para que não aumentasse o mal estar que isso nos produzia, me detinha com a mão, dando-me, às vezes, beliscões.
Minha tia Rosaria, ao ser co-proprietária dos bens da família, ia comer sempre em nossa casa. Suas chagas, que se estenderam por todo o corpo, especialmente no peito e nos ombros, eram amorosamente curadas por minha mãe, que recomendou à minha tia Rosaria que fosse a Bari para visitar um especialista.
Porém um dia minha tia se apresentou à mesa totalmente curada. Todos ficaram estupefatos. Com efeito, no lugar das chagas havia pequenos sinais de cicatrização. Ninguém comentou nada.
Só quando minha tia se foi, meu pai, recordando episódios antígos e novos, comentou: «essa mulher sempre nos surpreende com coisas novas», referindo-se a Luisa.
Também meu pai sentia grande devoção por Luisa a Santa e sobre seu leito de morte quis ter sobre o peito sua camisola. Essa mesma camisola a vestiu minha mãe no momento de sua passagem ao céu.





















