Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quando chegava o sacerdote para a celebração, o fazia entrar só no quarto. Ele lhe fazia o sinal da cruz sobre o corpo e lhe devolvia a vida.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Os filhos estávam do lado de nossa mãe, e a tia Rosaria a considerávamos a ovelha negra da família, objeto de nossos sarcasmos.

Era necessária a intervenção de nossa mãe para moderar nosso zelo indiscreto. Apesar de tudo, minha mãe sentia grande estima pela tia Rosaria e nos exortava: «Recordai que é sempre uma alma consagrada».

Talvez o mais chocante era que no día seguinte a tia Rosaria se apresentava em casa como se nada houvesse passado e nunca respondia às explicações que minha mãe lhe pedia por sua atitude.

Já sendo sacerdote, quando minha tia era já muito velha e se via rodeada da veneração da família, lhe perguntei o porquê daquele seu modo de atuar. Ela me disse: «De verdade quer sabê-lo? Interessa-te tanto?». «Sim», lhe respondi.

Então começou a falar assim: «Eu sofria muitíssimo pelas incompreensões, mas trabalhava com provações tremendas que o Senhor me submetia para ser digna custódia de Luisa. Ela passava muitas horas do dia em oração.

Eu intuía quando queria ficar só e, sem que me dissesse nada, me levantava do trabalho do bordado, lhe tirava de suas mãos o bastidor, o deixava sobre a mesa, fazia que todos saíssem de seu quarto, fechava as cortinas da cama, fechava também seu quarto, e o trabalho continuava em silêncio na quarto ao lado.

Passavam muitas horas e quando escutava a campainha, entrava só no quarto de Luisa, abria as cortinas da cama, voltavaa a por o bastidor entre suas mãos de modo que todos, ao entrarem novamente, a encontrassem como a haviam deixado, dedicada ao trabalho.

Também pela manhã, estando ainda na cama, só eu escutava a campainha, algumas vezes era às três ou às quatro. Sua irmã, Angelina, balbuciava se despertava ao sentir que eu me levantava.

Eu ia para o quarto de Luisa e a encontrava como morta, sem sinais de vida, imóvel. Arrumava-lhe o cabelo e lhe acomodava os almofadões que tinha detrás das costas, que muitas vezes encontrava no chão.

Há que notar que os almofadões (três) estavam colocados detrás das costas de Luisa..., mas Luisa não se apoiava nunca: só serviam para cobrir o vazio que havia entre ela e a cabeceira da cama. Depois de arrumar Luisa, preparava o altar para a Santa Missa.

Quando chegava o sacerdote para a celebração, o fazia entrar só no quarto. Ele lhe fazia o sinal da cruz sobre o corpo e lhe devolvia a vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário