Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

«Pensei que os anjos a serviam, especialmente seu anjo da guarda, ao qual tinha grande devoção. Muitas vezes seu quarto se encontrava completamente perfumado».




"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

«Destas coisas não posso falar. Luisa sempre me proibiu de falar delas. Só o confessor sabia tudo e era o depositário de seus fenômenos extraordinários.

Luisa, por sua parte, sempre fingia que não passava nada, e não permitia que se dissesse nem uma só palavra sobre isso. Tudo devia ser submetido à autoridade do sacerdote e só ele podia dizer se esses fenômenos se podiam divulgar.

Luisa não fazia nada e não escrevia nada sem a autorização do confessor. À tal ponto se submetia à autoridade da Igreja, que nada devia saber-se, escrever-se ou divulgar-se sem o consentimento da mesma.

Nesta linha se poderá saber tudo de Luisa; tudo está registrado em seus escritos».

Eu acrescentei: «Porém seus escritos não podem dizer tudo sobre sua vida, porque a vida de Luisa é muito mais complexa».

«Isto é verdade -me respondeu-. Eu poderia dizer muitas coisas que ninguém sabe».

«E por que te obstinas em calar?».

 «Se Luisa tivesse querido que soubessem, as haveria escrito ou a Igreja lhe teria ordenado escrevê-las. É evidente que certos fenômenos se verificavam, dos que eu e outras pessoas fomos testemunhas, não são úteis para a santificação das almas.

O Senhor permitiu que se conhecesse tudo o que é útil para a Igreja e para as almas; os demais não servem. Ao falar disso, me parece que estou profanando a intimidade que se criava entre Deus e Luisa; os homens não compreenderiam.

A mensagem que Luisa deixou supera sua mesma pessoa. Luisa queria que só o Senhor recebesse toda a honra e glória, e sua pessoa devia desaparecer no nada; por isso amava a solidão, o silêncio, e se molestava muito quando notava que sua pessoa era objeto de veneração por parte das pessoas, porque se considerava só uma pobre enferma, necessitada de tudo.

Eu e as outras sabíamos muito bem que Luisa não tinha necessidade de nada, e nós devíamos ser as custódias de seu mistério. Quantas vezes pela manhã encontrava a Luisa totalmente arrumada, com o altar já preparado para a Santa Missa, com as velas acesas!».

«E, como sucedia isto, se Luisa nunca pôs os pés no chão durante quase setenta anos? Estás segura do que dizes?».

«Seguríssima. Porque só eu entrava em seu quarto».

«Nunca buscaste uma explicação?».

«Pensei que os anjos a serviam, especialmente seu anjo da guarda, ao qual tinha grande devoção. Muitas vezes seu quarto se encontrava completamente perfumado».

«Os demais percebiam esse perfume?».

«Sim, todos os que assistiama a Santa Missa. Recordo que uma vez Don Cataldo De Benedictis, que havia ido celebrar a Santa Missa devido a ausência do confessor, me disse: "Não jogue perfume no quarto; do contrário sairei enjoado".

Eu lhe assegurei que ninguém tinha jogado perfume, mas ele não me acreditou».

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