
(continuação das "Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta)
Luisa morreu na idade de oitenta e um anos, dez meses e nove dias, a 4 de março de 1947, depois de quinze dias de enfermidade, a única certificada em sua vida: uma forte pneumonia.
Morreu no final da noite, à mesma hora em que todos os dias a bênção do sacerdote a liberava de seu estado de rigidez. Era arcebispo monsenhor Francesco Petronelli (25 de maio de 1939-16 de junho de 1947).
Luisa ficou sentada na cama. Não foi possível estendê-la e -fenômeno extraordinário- seu corpo não padeceu de rigidez cadavérica, e permaneceu nessa posição como sempre o havia estado.
Apenas se difundiu a notícia da morte de Luisa, toda a população, como uma torrente impetuosa, se dirigiu para sua casa e foi necessária a intervençãode da força pública para conter a multidão que, noite e dia, ia ver Luisa, mulher muito querida por seu coração.
A voz que corria era: «Morreu Luisa, a Santa!». Para conter todas as pessoas que iam vê-la, com a permissão da autoridade civil e do ofício sanitário, seu corpo permaneceu exposto durante quatro dias sem dar sinal algum de corrupção.
Luisa não parecia morta; se achava sentada em seu leito, vestida de branco; parecia dormir, porque, como já dissemos, seu corpo não sofreu a rigidez cadavérica.
Com efeito, sem esforço algum se podia mover sua cabeça em todas as direções, levantar-lhe os braços, pegar suas mãos e todos os dedos; se podia inclusive levantar-lhe as pálpebras e observar os olhos lúcidos não velados.
Todos a consideravam ainda viva, imersa em um sonho profundo. Um grupo de médicos, chamado precisamente para ela, declarou, depois de examinar atentamente o cadáver, que Luisa estava realmente morta e que por conseguinte se devia pensar em uma morte verdadeira e não em uma morte aparente, como todos imaginavam.
Luisa havia afirmado que nasceu «ao contrário»; por isso, era justo que sua morte fosse «ao contrário» com respeito às demais criaturas.
Permaneceu sentada, como havia vivido sempre, e sentada teve que ir para o cemitério, em um caixão construído expressamente, com as paredes laterais e frontais de vidro, a fim de que todos pudessem vê-la, como uma rainha em seu trono, vestida de branco, com o Fiat no peito.
Mais de quarenta sacerdotes, o Capítulo e o clero local, participaram do cortejo fúnebre; as religiosas por turnos a levavam aos ombros; uma multidão imensa de cidadãos a rodeava: as ruas estavam incrivelmente abarrotadas; inclusive os balcões e os telhados das casas se achavam cheios de gente, e o cortejo avançava com grande dificuldade.
O funeral da pequena filha da Divina Vontade foi celebrado na Igreja Mãe pelo Capítulo inteiro. Todo o povo de Corato seguiu os restos mortais até o cemitério. Cada um tratou de levar para casa uma recordação, flores, depois de ter tocado o cadáver que, poucos anos depois, foi trasladado à paróquia de Santa Maria Greca.
Em 1994, no dia da festa de Cristo Rei, na Igreja Mãe, Sua Excelência Monsenhor Carmelo Cassati, na presença de um público numerosíssimo e de representações do exterior, abriu oficialmente o processo de beatificação da Serva de Deus Luisa Piccarreta.

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