Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Com sua contemplação e com a aceitação de seus sofrimentos físicos e espirituais, alcançou uma notável intimidade com Jesus.

 

Coleção de memórias sobre a Serva de Deus - Luisa Piccarreta

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A minha tia Rosaria,
fiel custódia da vida da Serva de Deus Luisa Piccarreta

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BERNARDINO GIUSEPPE BUCCI - Frade Menor Capuchinho
Propriedade do autor

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APRESENTAÇÃO

A atenção amorosa por conservar a memória de gente de nossas terras que, com o humilde trabalho diário e com a aceitação dos sofrimentos da vida, se distinguiram no amor a Deus e ao próximo, tem impulsionado ao pe. Bernardino Bucci, nosso frade capuchinho, a escrever «recordações de família» relativos à figura de Luisa Piccarreta, chamada familiarmente «Luisa, a santa».

O interesse por Luisa merece destacar-se tanto pela atenção que hoje se presta ao aprofundamento da mística (e Luisa o é porque com sua contemplação e com a aceitação de seus sofrimentos físicos e espirituais, alcançou uma notável intimidade com Jesus).

Porque Luisa foi conhecida e frequentada por alguns de nossos hermanos (pe. Fedele da Montescaglioso, pe. Guglielmo da Barletta, pe. Salvatore da Corato, pe. Terenzio da Campi Salentini, pe. Daniele da Triggiano, pe. Antonio da Stigliano, pe. Giuseppe da Francavilla Fontana, para citar só alguns) que puderam dar-lhe elementos essenciais da espiritualidade franciscana, assimilando dela o amor a Cristo e o empenho por cumprir a Divina Vontade.

Oxalá que este livro, no que o pe. Bernardino tem posto tanto amor e entusiasmo, ajude a quantos o leiam, a sentirem-se impulsionados a aprofundar a espiritualidade de Luisa e se façam promotores de sua beatificação.
Pe. Mariano Bubbico
Ministro Provincial dos Frades Menores Capuchinhos de Pulla

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Luisa na contemplação do FIAT SUPREMO

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PREFÁCIO

Uma viva exortação do venerado -agora emérito- arcebispo de Trani, monsenhor Giuseppe Carata, me impulsionou a por por escrito os testemunhos sobre Luisa Piccarreta, recolhidos de viva voz por meus familiares e por outras pessoas que conheceram pessoalmente a Serva de Deus. Em alguns episódios eu estou diretamente implicado.

Em minha infância tive contatos contínuos e diretos com a Serva de Deus, facilitados por minha tia, Rosaria Bucci, que durante cerca de quarenta anos assistiu, noite e dia, a Serva de Deus.

As duas trabalharam juntas no bordado com bastidor, com o quê obtinham o necessário para seu sustento.

Meus parentes estavam unidos à família Piccarreta por numerosos vínculos. Minhas irmãs, Isa, Maria e Gemma, frequentavam assiduamente a casa de Luisa, entre outras coisas para aprender o bordado com bastidor.

Gemma, a pequena, era a preferida de Luisa, que ao nascer sugeriu que a chamassem com esse nome. A irmã de Luisa, Angelina, foi madrinha de batismo e de crisma de minhas irmãs. Tínhamos tanta intimidade com ela que em família todos a chamávamos «tia Angelina».

Com Luisa falávamos com muita familiaridade. Recordo que minha mãe acudia periodicamente à casa de Luisa e se entretinha longo tempo com ela.

Não se sabe nada de suas conversas. Creio que Luisa lhe profetizou sua morte prematura. Deduzo-o do fato de que minha mãe falava sempre da morte e nos dava a entender que não viveria muito tempo.

Faleceu na idade de cincoenta e um anos, três anos depois da morte de Luisa. No momento de sua morte vestia uma camisola da Serva de Deus.

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