Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

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O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

«Rosaria, Rosaria... tens visitado a todos os médicos e te esquecestes do único médico verdadeiro».



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Porém, o que havia sucedido a minha tia?

Eis aqui seu relato, realizado durante uma das visitas que eu lhe fazia periodicamente quando era vice-pároco no convento de Barletta.

Minha tia, por recomendação de minha mãe, se dirigiu a Bari para consultar um especialista em dermatologia.

O diagnóstico foi terrível. «Querida senhorita -lhe disse o médico- estas são chagas cancerosas, e pouco a pouco se estenderão por todo o corpo.

Você tem uma espécie de lepra; sua enfermidade é raríssima». É fácil imaginar o estado de ânimo de minha tia, ao ouvir essas palavras.

Depois de vagar por Bari durante horas, voltou pela tarde à casa de Luisa.

Minha tia Rosaria se exaltou com a Serva de Deus e lhe disse com irritação: «Estou sempre contigo e permites certas coisas? Eu não tenho filhos que me possam curar».

Luisa a deixou falar e,logo, lhe disse: «Rosaria, Rosaria... tens visitado a todos os médicos e te esquecestes do único médico verdadeiro».

Minha tia, ao ouvir estas palavras, tomou imediatamente todas os remédios, as gases e o algodão, e os lançou do armário (tudo isso aconteceu na casa da rua Maddalena, onde habitavam então).

Continuando disse: «Agora me encomendo a Nosso Senhor e a tuas orações».

Antes de ir-se para a cama, Luisa a chamou, fez que se ajoelhasse ao lado de seu leito e juntas oraram durante longo tempo.

Depois, minha tia  foi para sua cama. Dormia numa cama de casal, junto com Angelina.

Durante aquela mesma noite, minha tia Rosaria experimentou um grande alívio em todo o corpo. Na manhã seguinte, quando se levantou, descobriu que as chagas  haviam secado; só estavam cobertas com uma ligeira crosta, que durante o dia caiu: estava perfeitamente curada.

Correu a voz do milagre, mas ninguém se atrevia a falar disso abertamente, ainda que todos soubessem que havia sido obra de Luisa.

Isto porque Luisa não queria que estes fenômenos se atribuíssem à sua pessoa. «Eu não sou capaz de fazer milagres; é Nosso Senhor quem os faz», afirmava.

Por esses motivos, a nenhum episódio extraordinário que se verificava por intervenção sua se lhe dava publicidade, mas, apesar disso, se difundiam no silêncio.

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