Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

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O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta" "Santo Anibal maria de Francia e os Frades Capuchinhos da Província Monástica de Pulla".



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Santo Anibal e os Frades Capuchinhos da Província Monástica de Pulla

Parece que, os Padres Franciscanos, e em particular os Capuchinhos, sugeriram ao Santo Anibal que pusesse suas obras debaixo da proteção de Santo Antônio de Pádua. É certo que entre Santo Anibal e os Franciscanos Capuchinhos existiu uma grande estima recíproca.

Eu pessoalmente escutei  nossos pais anciãos falarem sempre de Santo Anibal Maria de Francia.

O padre Anibal divulgava os escritos de Luisa, muitos dos quais eram presenteados para nossos frades, ao que ele recomendava vivamente que não revelassem a ninguém quem era a autora, porque a piedosa escritora não queria que a conhecessem..

O frade capuchinho que mais falou desta circunstância foi o padre Isaia da Triggiano, um sacerdote autêntico, simples e humilde.

Este padre sentia uma profunda veneração por Luisa Piccarreta e conservava zelosamente seus escritos e alguns objetos que pertenceram à Serva de Deus.

Entre estes últimos se achava uma estampinha com uma oração escrita pessoalmente por Luisa.

O padre Isaia sempre dizia estas palavras: «Luisa é uma grande santa e o padre Anibal também é um grande santo, porque a nos deu a conhecer. Os santos entre si se compreendem. É Deus quem os une».

Em 1917 o padre Isaia de Triggiano era estudante capuchinho em nosso convento de Francavilla Fontana, onde os frades, em várias ocasiões, hospedaram ao padre Anibal Maria de Francia, que estava realizando uma de suas obras na vizinha Oria.

Estas são as impressões que o padre Isaia teve do padre Anibal: «Era um sacerdote verdadeiramente de Deus e nós, os estudantes, quando o víamos, o rodeávamos de muita simpatia.

Todos íamos para confessar-nos com ele. Seu aspecto era singular, também em seu modo de falar e gesticular, sempre moderado, com uma discreção que não infundia temor, mas confiança filial. Nos falava sempre da Vontade de Deus e nos exortava a suportar as moléstias e as contradições.

 Dizia-nos que havia um alma, consagrada totalmente a Deus, que sofria e orava por todos».

«Esta alma -dizia o padre Anibal ao padre Isaia- é filha de tua terra e isto é sinal de que o Senhor bendiz ao povo de Bari». Para fortalecê-lo, em suas dúvidas e em seus sofrimentos, lhe presenteou com "As horas da Paixão", que ele mesmo havia dado para imprimir.

O padre Isaia, naquele tempo frade Isaia, estudante capuchinho, lhe perguntou onde se encontrava e quem era essa alma santa, mas o padre Anibal lhe respondeu: «Pensa em preparar-te dignamente para o sacerdócio e em fazer a Vontade de Deus, e com o tempo descobrirás quem é esta alma».

O padre Isaia, já ordenado sacerdote, ia à casa de Luisa Piccarreta, que recorria para receber conselhos e, não poucas vezes, para ser confortado em seu apostolado, atacado por más línguas.

Naquela época, a Província Monástica de Pulla atravessava um período difícil, por causa de vários contrastes surgidos entre as Províncias de Bari e Lecce, unificadas em uma só Província Monástica.

Alguns padres encabeçaram uma reforma, que foi abortada por São Pío X.

A maior parte se submeteu, mas outros se rebelaram e acabaram por serem expulsos da Orden e excomungados. Entre eles, o padre Gerardo, superior e diretor do estudantado de Francavilla.

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