
Em Palermo
Em outubro de 1950 a superiora lhe envia à Palermo, numa casa fundada por ela quando era madre geral, com o encargo de organizar a Ação católica, o catecismo e o ambulatório.
Em Palermo trabalha no ambulatório com mais treze trabalhadoras, distribui também as refeições das meninas semi-internas e, depois da oração da tarde se dedica à Ação Católica.
Em breve deve constituir vários ramos femininos e masculinos e cada tarde o pequeno oratório das irmãs está cheio de um grupo particular: jovens, mulheres, homens e crianças. O domingo é reservado à Juventude Feminina.
Das treze jovens, uma é estudante universitária que vem a ser eleita presidente da Juventude Feminina e que, nos misterio dos desígnios da Providência, seguirá pois Madre Eugenia para manter acesa a pequena chama da Unitas.
O cardeal Rufini, arcebispo de Palermo, segue com interesse tudo que está acontecendo neste pequeno ângulo de sua diocese e se documenta sobre esta irmã que está trabalhando com um dinamismo surpreendente.
Naturalmente que as irmãs são acometidas de um ciùme absurdo por essa ex madre geral que não se arrepende e que continua a polarizar a atenção de todos, esquecendo tudo que havia combinado.
Empenham-se por tornar sua vida difícil e para lhe criar um vazio em volta, e conseguem ao menos materialmente: quando volta para jantar lhe fazem encontrar a mesa vazia (isso se sucede muitas vezes) e quando deve fazer as conferências encontra a sala sem mesa e sem cadeiras.
E cuidando para que não envie nenhuma carta, para que ninguém conheça a agonia de uma irmã.
O confessor da comunidade lhe ordena queimar todos seus escritos dos quais traz só uma cópia. Assim se vão como fumaça os escritos do Mês do Pai, de Nossa Senhora, do Sagrado Coração e das Almas do Purgatório; todas as conferências para as noviças, profissão de votos, superioras, etc.
Mas, como sempre segue avante. Está escrevendo a constituição da Católica Unidas que apresentará ao cardeal Ruffini que a encoraja e abençoa.
No dia 16 de junho o cardeal lhe manda chamar e lhe diz: " Eis a primeira pedra angular do seu instituto, agora é a pedra de tropeço. Deixe o instituto e funde a Católica Unidas dentro de um mês. Eu lhe darei uma casa nos termos oficiais e a minha aprovação. Espera-se um dia depois do mês, e deverá deixar Palermo".
O Cardeal lhe falou assim porque sabe que em Roma estão amadurecendo contra a pobre irmã Eugenia.
Ela sente que o cardeal tem razão, mas lhe repugna perguntar sobre a dispensa dos votos; pede tempo para orar e aconselhar-se com seu diretor espiritual.
Em vez de cortar caminho pedindo diretamente à Santa Sé, escreve à Madre Geral para pedir permissão de fundar a Católica Unidas no meio do seu instituto.
É sua superiora, mas não lhe deixa mais falar da estratégia de antecipar e de surpresa: será bloqueada em contrapartida.

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