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Em uma abadia sentiu a presença de Deus

A beleza da música, a liturgia e a Regra de São Bento levaram David para a Igreja Católica.
David Ozab com sua filha Anna... antes de tornar-se católico em 2011, decidiu aplicar o espírito da Regra de São Bento em sua vida como esposo e pai
P.J.G./ReL - 17 junho 2014 - religionenlibertad.com
David Ozab vive em Eugene, Oregon, e entrou na Igreja Católica em 2011. Em criança foi batizado como episcopaliano (anglicanos dos Estados Unidos, nas formas e ritos dos protestantes mas parecidos com o catolicismo), mas sua família não era muito praticante.
David é músico e considera que Deus foi guiando sua vida espiritual “com sussurros”. Um primeiro sussurro, por exemplo, escutou sendo um jovem estudante do instituto. Sua mãe o presenteou com um livro de segunda mão cheio de desenhos sobre a história dos barcos.
Quando o abriu, uma estampinha do Sagrado Coração deslizou entre seus dedos. Ele não sabia nada desta devoção, sua simbologia nem seu sentido católico: só parecia uma imagem bonita. “Se você quiser pendurar esta imagem faça um buraco aqui”, se lia em certo ponto. E durante toda sua vida a levou onde fosse: ainda pendura junto a sua cama.
A música clássica e sacra
David crê que Deus também o guiou ao dar a ele a coragem para anunciar aos seus pais que ia estudar música no “conservatório” e não em uma academia externa. A primeira opção o faria entrar na música clássica e regrada. A segunda, suspeita, o teria levado para um mundo alternativo, talvez de música noturna, álcool e clubes.
Na escola de música David se submergiu nas grandes composições sacras de Beethoven, Mozart, Palestrina… cujas obras mais sublimes eram as missas. Ele só ia de vez em quando à paróquia episcopaliana, mas o que via –procissão de entrada, santus, agnus dei, etc…- encaixava com o estudo e o que cantava nos coros. A beleza da liturgia de séculos antigos o seguia em sua vida civil e profissional.
Depois conheceu a Júlia, que seria sua esposa. Ela era católica e sua fé a tinha ajudado em momentos muito difíceis. De novo, a via da beleza o fez pensar em Deus: “soube que Deus criou sua beleza física e também nutriu as sementes da fé que floresciam em sua beleza espiritual”.
A primeira Missa
Julia o animou a acompanhá-la em uma “Missa do Galo”, e aquilo funcionou como um primeiro despertar religioso.

David começou a ir a uma paróquia episcopaliana, por ser a igreja de seu batismo e infância. Sua liturgia era do estilo “high church”: solene, ritual, música sacra, incenso…
Em poucas semanas comprou uma cópia do Livro de Oração Comum, que se usa em toda a liturgia episcopaliana, e o usou para rezar cada dia por sua conta. “Sua bela linguagem me atraía, criando um espaço silencioso e orante em meu coração onde podia falar com Deus sem me preocupar com as palavras exatas”.
A conexão com São Bento
Depois aprendeu que parte da origem deste livro, com seu ritmo de orações em distintos momentos do dia, era herdeiro da vida monástica, e mais concreto da forma em que São Bento tinha criado as primeiras comunidades orantes de monges, com suas horas e divisões do dia, em princípios do século VI.
Isso o fez querer conhecer mais esse estilo de vida. Pôs-se a ler a Regra de São Bento.
“No princípio me parecia algo distante. Eu não era um monge, para que queria saber os horários de comida e a organização do sono em um monastério? No entanto, com tempo e ajuda comecei a ver a beleza simples das sugestões práticas de São Bento. Um amor simples e sacrificado: disso se tratava. Não necessitava seguir a Regra como um monge, mas me sentia impulsionado a manter o espírito da Regra como esposo e pai”.
Uma experiência na abadia
Tendo experimentado esse espírito, começou ir a um retiro anual na abadia beneditina de Mount Angel, a 90 minutos de sua casa. É uma abadia muito viva, fundada há 125 anos, com mais de 50 monges.

Abadia beneditina de Mount Angel, no Oregon
“Ali na igreja da abadia, imerso nos cantos das horas monásticas e ajoelhado diante de um ícone de Cristo sobre p Tabernáculo, irrompi em pranto comovido pela beleza de Sua Presença. Deus me abraçou. Sempre esteve ali, mas eu agora sabia”.
A experiência diante do Sacrário, a proximidade com os monges, a estampinha do Sagrado Coração junto a sua cama… todo assinalava a Igreja católica como o lar preparado para ele.
Deus na capela
Ingressou no RCIA, o curso habitual nas paróquias americanas que querem aderir à Igreja como ele. Na primeira sessão, os cursilhistas visitaram uma capela com o Santíssimo exposto.
“Havia gente em oração silenciosa, de joelhos. Também eu me ajoelhei e fiz o sinal da cruz. Ao fazê-lo, senti uma onda de eletricidade que me percorria, e por fim reconheci a voz que sempre tinha ouvido. Encontrei meu amor, minha fé e minha igreja. Deus me salvou através de belos sussurros”, concluiu seu testemunho no Why I’m Catholic.
Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=36155
Em uma abadia sentiu a presença de Deus

A beleza da música, a liturgia e a Regra de São Bento levaram David para a Igreja Católica.
David Ozab com sua filha Anna... antes de tornar-se católico em 2011, decidiu aplicar o espírito da Regra de São Bento em sua vida como esposo e pai
P.J.G./ReL - 17 junho 2014 - religionenlibertad.com
David Ozab vive em Eugene, Oregon, e entrou na Igreja Católica em 2011. Em criança foi batizado como episcopaliano (anglicanos dos Estados Unidos, nas formas e ritos dos protestantes mas parecidos com o catolicismo), mas sua família não era muito praticante.
David é músico e considera que Deus foi guiando sua vida espiritual “com sussurros”. Um primeiro sussurro, por exemplo, escutou sendo um jovem estudante do instituto. Sua mãe o presenteou com um livro de segunda mão cheio de desenhos sobre a história dos barcos.
Quando o abriu, uma estampinha do Sagrado Coração deslizou entre seus dedos. Ele não sabia nada desta devoção, sua simbologia nem seu sentido católico: só parecia uma imagem bonita. “Se você quiser pendurar esta imagem faça um buraco aqui”, se lia em certo ponto. E durante toda sua vida a levou onde fosse: ainda pendura junto a sua cama.
A música clássica e sacra
David crê que Deus também o guiou ao dar a ele a coragem para anunciar aos seus pais que ia estudar música no “conservatório” e não em uma academia externa. A primeira opção o faria entrar na música clássica e regrada. A segunda, suspeita, o teria levado para um mundo alternativo, talvez de música noturna, álcool e clubes.
Na escola de música David se submergiu nas grandes composições sacras de Beethoven, Mozart, Palestrina… cujas obras mais sublimes eram as missas. Ele só ia de vez em quando à paróquia episcopaliana, mas o que via –procissão de entrada, santus, agnus dei, etc…- encaixava com o estudo e o que cantava nos coros. A beleza da liturgia de séculos antigos o seguia em sua vida civil e profissional.
Depois conheceu a Júlia, que seria sua esposa. Ela era católica e sua fé a tinha ajudado em momentos muito difíceis. De novo, a via da beleza o fez pensar em Deus: “soube que Deus criou sua beleza física e também nutriu as sementes da fé que floresciam em sua beleza espiritual”.
A primeira Missa
Julia o animou a acompanhá-la em uma “Missa do Galo”, e aquilo funcionou como um primeiro despertar religioso.

David começou a ir a uma paróquia episcopaliana, por ser a igreja de seu batismo e infância. Sua liturgia era do estilo “high church”: solene, ritual, música sacra, incenso…
Em poucas semanas comprou uma cópia do Livro de Oração Comum, que se usa em toda a liturgia episcopaliana, e o usou para rezar cada dia por sua conta. “Sua bela linguagem me atraía, criando um espaço silencioso e orante em meu coração onde podia falar com Deus sem me preocupar com as palavras exatas”.
A conexão com São Bento
Depois aprendeu que parte da origem deste livro, com seu ritmo de orações em distintos momentos do dia, era herdeiro da vida monástica, e mais concreto da forma em que São Bento tinha criado as primeiras comunidades orantes de monges, com suas horas e divisões do dia, em princípios do século VI.
Isso o fez querer conhecer mais esse estilo de vida. Pôs-se a ler a Regra de São Bento.
“No princípio me parecia algo distante. Eu não era um monge, para que queria saber os horários de comida e a organização do sono em um monastério? No entanto, com tempo e ajuda comecei a ver a beleza simples das sugestões práticas de São Bento. Um amor simples e sacrificado: disso se tratava. Não necessitava seguir a Regra como um monge, mas me sentia impulsionado a manter o espírito da Regra como esposo e pai”.
Uma experiência na abadia
Tendo experimentado esse espírito, começou ir a um retiro anual na abadia beneditina de Mount Angel, a 90 minutos de sua casa. É uma abadia muito viva, fundada há 125 anos, com mais de 50 monges.

Abadia beneditina de Mount Angel, no Oregon
“Ali na igreja da abadia, imerso nos cantos das horas monásticas e ajoelhado diante de um ícone de Cristo sobre p Tabernáculo, irrompi em pranto comovido pela beleza de Sua Presença. Deus me abraçou. Sempre esteve ali, mas eu agora sabia”.
A experiência diante do Sacrário, a proximidade com os monges, a estampinha do Sagrado Coração junto a sua cama… todo assinalava a Igreja católica como o lar preparado para ele.
Deus na capela
Ingressou no RCIA, o curso habitual nas paróquias americanas que querem aderir à Igreja como ele. Na primeira sessão, os cursilhistas visitaram uma capela com o Santíssimo exposto.
“Havia gente em oração silenciosa, de joelhos. Também eu me ajoelhei e fiz o sinal da cruz. Ao fazê-lo, senti uma onda de eletricidade que me percorria, e por fim reconheci a voz que sempre tinha ouvido. Encontrei meu amor, minha fé e minha igreja. Deus me salvou através de belos sussurros”, concluiu seu testemunho no Why I’m Catholic.
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