Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

8 idéias de Chesterton e os distributistas contra a política partidária, para regenerar a democracia.

ReligionenLibertad.com 

Por exemplo, julgar quem não cumprir promessas eleitorais.

8 idéias  de Chesterton e os distributistas contra a política partidária, para regenerar a democracia.

8 ideas de Chesterton y los distributistas contra la partitocracia, para regenerar la democracia
Chesterton em Brighton em 1935 - seguindo  Leão XIII, os distributistas buscavam um sistema alternativo ao comunismo e ao capitalismo e seus abusos

Ignacio Perez Tormo/Aleteia.org- 1 julho 2014-religionenlibertad.com  

Em 1891, o Papa Leão XIII proclamou a Encíclica Rerum Novarum, a qual condenava os dois únicos sistemas econômicos conhecidos no Ocidente desde a Idade Média, o Capitalismo e o Comunismo. 

Em 1926, com o fim de propor uma terceira alternativa de acordo com as diretrizes sociais da Igreja, G. K. Chesterton e Hilaire Belloc, em união com a revista G.K.’s Weekly fundaram em Londres a Liga Distributista. 

George Bernard Shaw, Hilaire Belloc e GK Chesterton.

O modelo consiste em criar pequenas comunidades de proprietários. Nele, rege o princípio de subsidiariedade, ou seja, a máxima participação dos cidadãos e a mínima intervenção do Estado. 

O objeto deste artigo é dar uma resposta às questões feitas pelo Observatório Internacional Cardeal Van Thuan sobre se a doutrina distributista é aplicável ao problema atual da política partidária.

O envelhecimento dos partidos políticos
Começou a se  chamar “política partidária” à burocratização do sistema de partidos políticos. Belloc e Cecil Chesterterton, irmão do conhecido Gilbert K., em 'The party system' (1911) descrevem os fenômenos que observam entre os parlamentares em tempos de crise. As instituições públicas não funcionam. As campanhas eleitorais são caras e não servem para formar a vontade do eleitor. A corrupção da classe política se converte em hábito.

A burocratização dos partidos políticos implica uma desaceleração dos reflexos,  que impede tomar decisões com agilidade. Está, portanto, relacionado com o envelhecimento das sociedades, as quais precisam renova-se. No entanto, há soluções. Uma visão histórica transversal, Chesterton, Belloc e outros distributistas, no-las oferecem.

Belloc e Chesterton
1. As comunidades hão de ter um tamanho reduzido
Cada comunidade de pessoas deve ter uma “medida humana”. A família é o arquétipo da medida humana. Uma sociedade que não se pode contar em número de famílias não é feita na medida do ser humano.

2. O pacto pela verdade
Quando os hábitos da corrupção se  arraigaram e se  converteram em  costume nacional, é difícil de eliminá-lo. Previamente para aplicar o sistema distributista, é necessário um “pacto pela verdade” de toda a comunidade em que se leve os parlamentares inoperantes ao ridículo social. Não será agradável, mas “todo câncer precisa de uma cirurgia”, disse Belloc.

3. Por os corruptos diante dos Tribunais
Observa Chesterton, em 'Os limites da prudência (1926), que quando dizemos que a Justiça deve agir contra um político ou um banqueiro, geralmente aprovamos rindo. Esse riso significa que não   contemplamos a medida como possibilidade real.

O sentido comum indica que não há nenhuma força superior em nenhum povo que impeça levar um corrupto para prisão. É preciso que a Polícia investigue a sério. É habitual que os Agentes descubram antes  um vagabundo que  maltratou  seu cão ou que  feriu os sentimentos de seu papagaio, que  Rockefeller querendo perpetrar um trust do petróleo, mesmo encontrando uma mancha de graxa na toalha.

4. O executivo não pode dissolver-se antes de que expire seu mandato.
As campanhas eleitorais são caras e incômodas. O Governo que ficar em minoria, deverá submeter-se à nova maioria, realizando inclusive as políticas de seu adversário, até que termine a legislatura.

5. Eliminam-se os fundos à disposição do executivo excluídos do controle do Parlamento 
A pergunta é:  Que faria uma pessoa com a chave de uma caixa forte  que depois não tem que dar contas  a ninguém? Essa é a questão deste tipo de fundos. Deverá levantar-se a isenção de seu controle ao Parlamento. É tanto como por uma nova fechadura na caixa.

6.Os cidadãos podem levar  um representante diante de um Tribunal por não cumprimento de promessas eleitorais 
Hão de se habilitar leis com este fim. Para ganhar em juízo, deve assistir-nos a razão legal. Não basta com a razão moral. Hoje, a razão legal e a moral não tem porque coincidir, podem ser distintas.  Oxalá chegue o dia em que a cada razão moral, lhe corresponda uma razão legal!

7. A volta da Europa à Fé
Como ensinava Frei Vincent McNabb, o pai espiritual do Distributismo, em sua Carta aberta a um jovem distributista: “Se ainda não  se sentiu chamado ao estado de votos matrimoniais, escolhe outros votos – em  que o misticismo e o ceticismo  tem demostrado que por si só podem redimir a Economia”. McNabb é consciente de que os modelos sociais estão sujeitos na Terra à Lei universal do tempo, porque falham ou falecem. McNabb põe mais alto a felicidade de seu jovem amigo, mostrando  Cristo que redime.

Belloc não está falando exatamente da Fé-virtude, mas do acordo social sobre certos princípios religiosos e a observância de determinadas normas morais. O Distributismo nasceu de acordo com a doutrina social da Igreja, com o desenvolvimento que tinha alcançado nesse momento. Para estar conforme  a tradição da Igreja que é “viva”, hoje os distributistas deveriam evoluir até o conceito de “inculturação”, introduzido nos tempos de São João Paulo II. Essa socialização de Fé manifesta o impulso apostólico-missionário, tão próprio da Fé teologal. Os princípios religiosos penetram nas culturas, as quais interagem com outras culturas por meio da, por ex., internet. A socialização da Fé compreende, e inclusive supera, o critério convencional de Belloc.

8. Um  remédio específico: O sistema de representação com mandado. 
Belloc e Cecil Chesterton no The party system, propõem uma solução rupturista, ou seja, não se trata de introduzir melhorias no sistema, mas de mudá-lo. Deve substituir-se lentamente todo um sistema eleitoral por outro, como na História, uma Civilização sucede a outra. O único limite é conservar a essência da Democracia. Esta consiste em aprovar as Leis que quer a população; e em rechaçar as que não quer. Tudo mais, como os partidos ou as campanhas, é só  sua maquinaria.

A Democracia só  funciona em pequenas comunidades. A imagem seria a dos anciãos de um povo que se reúne debaixo de uma árvore, fumam seus cachimbos, falam e tomam decisões.

Escolhem-se delegados. Cada um, representa um grupo de pessoas, as quais lhe mandam por escrito votar com uma linguagem simples “sim” ou “não”. Esse encargo documentado é o mandado que dá nome a esse tipo de representação. 

Evolução posterior dos distributistas
Belloc em sua maturidade, evoluiu desde os planteamentos revolucionários do The Party System, para o continuísmo. Apreciou que romper um sistema estável, bom ou mal, gerava tanta força expansiva, como a que unia  seus componentes. Influenciou-o, no final de sua carreira, o meditar  que chamou “o isolamento da alma”, que havia produzido a grande ruptura: a Reforma Protestante.

A maior parte da obra de G. K. Chesterton sobre o Distributismo, a desenvolveu no período anterior ao seu Batismo na Igreja Católica. Mesmo a frase sendo ambígua, cabe dizer que Chesterton trabalhava para o Reino, quando o surpreendeu a Igreja.

Conheça mais  Chesterton em seus livros


Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos: 
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=36397

Nenhum comentário:

Postar um comentário