"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"
Vol. 11, 9 de dezembro de 1916
Estava aflita pela privação de meu Jesus; e se vinha,enquanto ficava respirando um pouco de vida, ficava também mais aflita ao vê-lo mais aflito que eu, e que não quer saber de nada em relação em aplacar-se, porque as criaturas o obrigam, lhe arrancam outros castigos; mas enquanto castiga, chora pela sorte do homem e se esconde dentro de meu coração como para não ver o que sofre o homem.
Parece que não se pode viver nestes tristes tempos e apesar de tudo, parece que apenas está començando tudo.
Então, meu doce Jesus, estando eu muito preocupada por minha dura e triste sorte de ter que estar tão frequentemente privada d'Ele, veio e, passando o braço no meu pescoço, me disse:
« Minha filha, não aumentes minhas penas com tuas preocupações. Já são demasiadas;
Eu não espero isto de ti; e mais, quero que faças tuas as minhas penas, minhas orações, todo Eu mesmo, de maneira que Eu possa encontrar em ti outro Eu mesmo.
Nestes tempos quero grandes satisfações, e só quem me faz seu, me as pode dar.
E o que em Mim encontrou o Pai, ou, glória, complacência, amor, satisfação completa, perfeita, para o bem de todos, Eu o quero encontrar nestas almas, como outros tantos Jesus que se me assemelhem.
E estas intensões as deves repetir em cada 'Hora da Paixão' que faças, em cada ação, em tudo; e se Eu não encontro minhas satisfações, ah, vai acabar para o mundo!
Choverão castigos a torrentes. Ah, minha filha! Ah, minha filha! »
E desapareceu.
Alma Solitária (Luisa Piccarreta)


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