
"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"
Vol. 11, 13 de outubro de 1916
Estava fazendo as 'Horas da Paixão', e o bendito Jesus me disse:
« Minha filha, no curso de minha vida mortal, milhares e milhares de anjos cortejavam minha humanidade e recolhiam tudo o que Eu fazia: os passos, as obras, as palavras, mesmo os suspiros, as dores, as gotas de meu sangue, em suma, tudo.
Eram anjos encarregados de minha custódia, de render-me honras, obedientes a todos meus sinais; subiam e desciam do céu, para levar ao Pai o que Eu fazia.
Agora estes anjos tem um ofício especial, e quando a alma faz memória de minha vida, de minha paixão, de minhas orações, se põem ao redor desta alma e recolhem suas palavras, suas orações, as compaixões que me faz, as lágrimas, as oferendas, as unem às minhas, e as levam diante de minha Majestade, para renovar-me a glória de minha mesma vida.
E é tanto o agrado dos anjos, que reverentes, estão atentos para escutar o que a alma diz, e oram junto com ela.
Por isso, com que atenção e respeito deve a alma fazer estas Horas, pensando que os anjos estão pendentes de seus lábios para repetir ao seu lado o que ela diz! »
Depois acrescentou: « Diante de tantas amarguras que as criaturas me dão, estas Horas são os pequenos goles doces que me dão as almas; porém são tantos os goles amargos que recebo e tão poucos os doces.
Por isso, mais difusão, mais difusão! »
Alma Solitária

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