
No Santo Ofício
Madre Eugenia é chamada à Roma e pára na casa de Marino. Depois de oito dias, vão encontrá-la dois padres religiosos que começam o discurso de sempre: "Você é acusada de fazer conhecer o Pai".
Madre Eugenia não responde, porque o Bispo de Grenoble seu vigário, Mons. Guerry - seu diretor espiritual, que então será nomeado Bispo Auxiliar de Cambrai - lhe impôs não falar mais a ninguém do Pai senão a ele.
Silenciosa, como sempre, ainda porque se dá conta que está começando um ultimo processo e Jesus, seu único e verdadeiro Mestre, lhe ensinou que, nesses casos, a única palavra válida é o silêncio.
Silenciosa mesmo quando tem de enfrentar acusações de imoralidade: "Não sabia que existia pecado desse gênero - conta depois com amargo humor - tenho de explicar em que coisa consiste as do Santo Ofício".
No seu radical silêncio, madre Eugenia ouviu ecoando em seu coração a oração de consagração a Jesus que fez no dia da sua profissão: "O que mais prezamos é a minha honra, eu lhe dou também ..."
A tempestade desta vez é muito mais violenta do que as outras, porque não parte da periferia, mas da cúpula da Igreja.
Este é o momento em que aqueles que a estimam e admiram - após os testes de provas da ação de Deus em madre Eugenia - deveriam defendê-la, consolá-la, testemunhá-la. Mas madre Eugenia está totalmente só, pode dizer com amargura: "No momento da provação, mesmo os homens mais sábios e santos, me abandonaram e não moveram um dedo sequer para me defender".
Vem à mente o que Paulo escreveu a Timóteo: "Na minha primeira defesa no tribunal, ninguém me ajudou, todos me abandonaram"(2 Tm 4:16).
O jogo está ficando mais pesado. Madre Eugenia deu tudo ao seu Instituto, já terminou a primeira parte da sua missão, e deve preparar-se para abrir novos horizontes para fluirem sobre a Igreja.
Foi sucesso o fazer conhecer o Pai às Irmãs de Nossa Senhora dos Apóstolos, agora deve transmitir esta mensagem a toda a Igreja, para toda a humanidade.
Esta nova dimensão profética requer um preço muito mais alto que foi pago até agora.
Na sua oferta ao Pai, em Jesus e Jesus Crucificado. Também disse: "Vós sois o meu amor, o meu Pai, o meu Rei, estarei toda na casa destinada a vós, em oblação contínua convosco, a cada dia unida a vós, em toda a Missa...».
E o Pai, não hesita, de Pai universal que é, vai imolar esta filha por todos os filhos, como aconteceu com Jesus. Será um sacrifício contínuo, uma Missa viva oferecida cada dia, porque o Pai precisa fazer o seu caminho nos corações dos seus filhos.
O quanto escrevemos até agora é só crônica. Uma crônica concisa de muitas misérias na qual mencionamos tudo o que madre Eugenia passou e passará pelo resto de sua vida.
É história verdadeira recente, muitas das pessoas que aparecem estão vivas ainda, a caridade nos faz não falarmos seus nomes e não darmos nenhuma particularidade.

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