Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

sábado, 11 de janeiro de 2014

«Para que ir a missa? Se não tenho vontade!»: conheça a resposta, muito lógica, do padre Loring.

ReligionenLibertad.com

«¿Para qué ir a misa? ¡Si no tengo ganas!»: conozca la respuesta, muy lógica, del padre Loring

Um propósito para 2014: não faltar à missa

«Para que ir a missa? Se não tenho vontade!»: conheça a resposta, muito lógica, do padre Loring

O que afasta  muitos da missa não é o sono nem a preguiça, mas a ignorância

ReL  - 2 janeiro 2014 - religionenlibertad.com

O padre jesuíta Jorge Loring, que faleceu no dia de Natal p.p aos 92 anos de idade, se tornou famoso por suas respostas diretas para perguntas diretas. Ao longo de sua vida viu como se reduzia a porcentagem de pessoas que assistiam a Missa aos domingos.

Em sua opinião, tinha mais a ver com a ignorância que com a preguiça ou a falta de fé. 

Em seu livro "Histórias de uma vida apostólica" (De Buena Tinta), explica como respondia à pergunta "por que me pedem para ir à missa, se não tenho vontade?"

Reproduzimos aqui.

Por que tem que ir à missa, 
por Jorge Loring, sj

É de dar pena a tremenda ignorância religiosa que existe sobre o valor da Santa Missa.

Muitos dizem que não vão à Missa porque não sentem nada. Estão em um erro.

O cristianismo não é questão de emoções, mas de valores. Os valores estão  acima das emoções e não precisa delas.

Uma mãe não precisa ter ou não vontade de cuidar de seu filho, pois seu filho é para ela um valor.

Quem sabe o que vale uma Missa, não precisa ter ou não vontade para ir. Procura não perder nenhuma, e vai de boa vontade.

A vontade não coincide sempre em ter vontade. Você vai ao dentista voluntariamente, porque compreende  que tem  que ir; mas pode ser que não tenha nenhuma vontade de ir.

Alguns dizem que não vão à Missa porque para eles isso não tem sentido. Como vai  ter sentido se têm uma lamentável ignorância religiosa?

A ninguém podemos convencer do que não conhece. A quem carece de cultura, tampouco um museu lhe diz alguma coisa. Mas uma joia não perde valor porque existem pessoas que não sabem apreciá-la. É preciso saber descobrir o valor que tem as coisas para poder apreciá-las.

Outros dizem que não vão à Missa porque não lhes agrada, e para ir de má vontade, é preferível não ir.

Se a Missa fosse uma diversão, seria lógico ir só  quando agrada. Mas as coisas obrigatórias precisamos fazer com vontade ou sem vontade.

Nem todo o mundo vai à aula ou ao trabalho porque lhe agrada. Às vezes precisamos ir sem vontade, porque temos obrigação de ir.

Que alguém fume ou deixe de fumar, conforme a vontade que tenha, tudo bem. Porém ir ao trabalho não pode depender de  ter ou não vontade. O mesmo acontece com a Missa.

O cumprimento das obrigações não se limita a quando se tem vontade. O sensato é por boa vontade em fazer o que se deve.

(Sob estas linhas, o padre Loring dá algumas respostas claras a um jovem estudante)



Muitos cristãos não se dão conta do valor incomparável da Santa Missa.

Na missão de Torrevieja (Alicante), os missionários se alojavam  em um hotel. Eu falava no cassino para a juventude maior de dezesseis anos.

Durante o almoço nos disse o padre Pardo:
—Hoje disse aos estudantes uma coisa que lhes deixou impactado.
— O que?
—Falando do valor da Missa disse-lhes que se  me dessem um milhão de dólares para que deixasse a Missa, deixaria o milhão, não a Missa. Ficaram com  caras de admiração!

E eu lhe disse: —Magnífica ideia!

Eu faria o mesmo. Uns dias depois ao dizer eu isto em algumas conferências que estava dando em Ecija, o milhão me pareceu pouco, e disse: dez, cincoenta, cem,  bilhões, nem por todo o ouro do mundo deixaria eu de celebrar uma só Missa.

Repartindo  bilhões de dólares eu poderia fazer muito bem: mas ajudo mais a humanidade celebrando uma Missa; pois os  bilhões de dólares tem um valor finito, e a Santa Missa é de valor infinito.

Quando sabe o que vale uma Missa, não te importa  os sacrifícios que tenha que fazer para não perdê-la.

Em uma ocasião eu viajava  de Barcelona a Sevilha no trem expresso que em Barcelona chamavam «o sevilhano» e em Sevilha «o catalão».

Saímos de Barcelona às onze da noite. Chegava-se a Sevilha às seis da tarde do dia seguinte. Pela manhã as pessoas do compartimento pegavam seus lanchinhos para se alimentarem. Eu com meu livro, sem levantar a cabeça.

Chegou o meio-dia e as pessoas tornaram a pegar seus lanchinhos. E eu, nada. As pessoas ao  que eu não tomava nada, me ofereciam:
—Padre, quer um pouquinho?
—Não. Muito obrigado.
—Mas se não comeu nada desde que saímos de Barcelona.
—É  que ao chegar em Sevilha quero celebrar a Missa.

Naquele tempo o jejum eucarístico tinha que ser guardado desde a meia-noite  anterior. Não se podia tomar nem um copo de água antes da Missa. As pessoas ficaram admiradas. Mas eu preferia não tomar nada e poder celebrar a Missa ao chegar.

Em Sevilha, quando cheguei em minha casa, tomei banho e fui celebrar a Missa, me deram  para celebrar às nove da noite. Então  tomei o café da manhã, almocei e jantei, tudo junto.   Sacrifiquei-me um pouco, mas celebrei a Missa que vale muito mais.

O que vale uma missa  expressa o padre Royo, O.P., dizendo: «Uma só missa glorifica a Deus mais que toda a glória que lhe dão todos os santos do céu, incluindo a Santíssima Virgem, por toda a eternidade».

Isto parece exagero, mas quando explicam o compreende. A glória que dão os santos e a Virgem é glória de criatura. A Santíssima Virgem é a joia da humanidade, a pérola da criação, mas criatura. E na Santa Missa é Cristo-Deus quem se sacrifica; e isto vale muito mais.


Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:

http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=33081

Nenhum comentário:

Postar um comentário