ReligionenLibertad.com
Denuncia manobras tomadas de manuais comunistas clássicos
«Menina, abotoa a blusa»: a escritora Birgit Kelle é contra as mentiras do feminismo anti-família

A escritora Birgit Kelle denuncia a aliança das ideologias comunistas e capitalistas para debilitar as familias, a maternidade e a feminilidade
Vito Punzi / Tempi.it-28 janeiro 2014-religionenlibertad.com
Birgit Kelle, nascida em 1975 e de origem romeno-germânica, se ganhou sem buscar a vingança mediática europeia só nos últimos meses, desde a publicação de seu livro, intitulado em sua edição italiana 'Allora chiuditi la camicetta. Un grido contro la follia dell’uguaglianza («Então abotoa a blusa. Um grito contra a loucura da igualdade»).
Birgit Kelle (www.birgit-kelle.de) trabalha faz anos como publicitária em jornais e revistas como Welt, Focus e Junge Freiheit, mas sua presença em debates públicos sobre temas relacionados com o papel da mulher, a família e a educação literalmente se duplicou.
O último teve lugar em 24 de janeiro em Siegen, organizado pela seção local da CDU, o partido cristão-democrata, onde Kelle se tem confrontado sobre o tema “Feminismo hoje” com Zana Ramadani, fundadora de “Femen Alemanha”, mas também membro do partido de Angela Merkel.
«Não necessitamos de um feminismo que represente só os interesses de algumas mulheres que querem constantemente que me liberte contra minha vontade», disse Kelle sobre as Femen.
«Nós somos diferentes – respondeu Ramadani –, somos auto-conscientes, caminhamos com a cabeça alta e o fazemos com o peito desnudo. É muito raro ver isto hoje, porque a sociedade prefere que só se vejam as mulherzinhas, não as mulheres fortes».

-"Abotoa a blusa"... Senhora Kelle, o que quer dizer escolhendo o título de seu último livro?
-No ano passado, na Alemanha, houve nos meios de comunicação um debate muito duro sobre o que é sexismo e o que não é. Este conceito pode ser definido só pelas mulheres, os homens não têm mais nada que dizer sobre isto. Basta que um homem equivocado olhe de maneira equivocada, diga uma palavra equivocada no momento equivocado e imediatamente é chamado sexista.
»Contemporaneamente vivemos em uma sociedade “hiper-sexualizada”, na qual são precisamente as mulheres as que se apresentam voluntariamente em atitudes sedutoras e disponíveis. Atitudes que se consideram chique, esperando inclusive que as mulheres sejam assim.
»Pensei no título de meu livro quando li que a atriz americana Megan Fox, definida normalmente como sensual, em uma entrevista declarou que queria abandonar este estereótipo e que queria ser considerada uma atriz. Porém algumas semanas depois vi, no entanto, uma foto sua na capa de uma revista de glamour americana vestida só com roupa interior e disse a mim mesma: “Então, coloca a blusa se quer que te vejam os olhos”.

»O que quero dizer com isto, é que é a mesma mulher a que deve refletir e perceber se ressalta a própria inteligência ou a própria aparência. Se uma mulher se apresenta semi-desnuda não deve se assustar se a atenção do outro se concentra só em suas qualidades físicas.
- Por que se enraivece a propósito do debate sobre o modelo de mulher dona de casa?
- Porque como donas de casa devemos justificar-nos continuamente e explicar porque escolhemos esta vida. Definem-nos como não emancipadas, como “galinhas na cozinha”. E no entanto criamos nossos filhos os quais, com seus trabalhos, farão pagamentos aos outros, enquanto nós não recebemos nenhum pagamento. Assim não pode continuar.
»Para a mulher devem existir diferentes oportunidades que sejam boas e justas. Mas o sistema econômico, a política, os meios de comunicação e sobretudo as feministas nos explicam continuamente como devemos mudar nossa vida. Todos querem libertar-nos, mas eu não quero ser libertada. Eu gosto de minha vida. E ninguém faz política para um modelo de vida como nós queremos.
- Qual é a relação entre a política atual [se compreende que do anterior governo de Merkel, ndr] para os jardins de infância e a liberdade das mulheres, ou seja, das mães?
-A política para os jardins de infância foi vendida como apoio à “liberdade de escolha”, como liberdade para a mulher poder exercer uma profissão, como liberdade de poder dispor nossos filhos. Na realidade se trata de uma política decididamente unilateral que não tem em conta a liberdade de poder educar e acompanhar o crescimento dos próprios filhos.
»Portanto, se trata de uma grande mentira, porque na realidade sempre as mulheres não têm uma possibilidade real de escolha: de fato, uma família que não pode viver com um só salário e recebe um subsídio para o jardim de infância e não um apoio econômico genérico não tem, efetivamente, nenhuma liberdade de escolha.
-A propósito do tema da mulher de carreira ou da mulher dona de casa, parece que existe uma coalizão entre a ideologia socialista e a capitalista: Qual é sua opinião a respeito?
-Também é surpreendente como se podem realizar estranhas alianças e como a história se repete. É útil se perguntar: por que escolher uma política familiar que impulsione as mulheres a ter o menor tempo possível para viver com seus filhos e estejam o quanto antes à disposição do mercado de trabalho?
»Isto leva à exploração: exploração das famílias, das mulheres e, sobretudo, das crianças. Em troca, o sistema econômico consegue um benefício. Portanto, voltam a ter um elevado conteúdo político as perguntas sobre quem deve educar os filhos e segundo quais critérios. E precisamente a respeito deste tema temos que dar-nos conta de como a história se repete.
»É um sinal distinto dos regimes totalitários se apoderar das crianças e subtraí-los quanto antes possível da esfera de influência de seus pais. Temos aprendido nas ditaduras comunistas ou em qualquer outro tipo de regimes.

»Aconselho sempre que se leia “O ABC do comunismo” de Bujarin e Preobrazenskiy; mesmo esta obra fazendo referência a 1920, os paralelos com a realidade de hoje são evidentes e terríveis.
»Uma citação: «À sociedade pertence o mais original e fundamental direito à educação das crianças. A partir deste ponto de vista as pretensões dos padres de apoiar, mediante a educação dada em casa, sua cegueira, não só devem ser rechaçadas, mas que tem que ser objeto de escárnio… Por este motivo a educação social não é necessária só por considerações pedagógicas; ela leva em si, de fato, enormes vantagens econômicas. Centenas, milhares, milhões de mães, graças à atuação da educação social, são liberadas para a produção e para o desenvolvimento de seu modelo cultural. São libertadas dessa economia doméstica que mata o espírito e desse infinito número de pequenos deveres que estão vinculados à educação familiar das crianças».
-Você nasceu na Romênia e conheceu o realismo socialista. Quais são as diferenças substanciais entre esse regime e o democrático de seu atual país, Alemanha? E o que considera que há em comum?
-A diferença substancial é a da liberdade de opinião. Em nossos países democráticos temos a possibilidade de dizer o que pensamos. Podemos comprometer-nos politicamente e podemos criticar o governo sem que nossa vida corra nenhum risco. Na Itália levaram diante da justiça o ex-chefe de governo Berlusconi e isto em um país comunista é impensável. Portanto, esta liberdade há também que defendê-la.
»Possivelmente nas nações democráticas as pessoas correm o risco de se sentirem saciadas de liberdade. Possuem direitos que nem sequer utilizam. Não se comprometem politicamente e renunciam inclusive a ir votar. Sempre se reconhece o valor da liberdade só quando se perde.
-Você escreveu: «Queremos mais assentamentos gauleses». O que quer dizer?
-Eu disse a propósito das famílias. Na Alemanha se justifica cada vez mais a generalizada educação em idade infantil em grupos e comunidades citando sempre um provérbio africano segundo o qual se necessita toda uma aldeia para educar uma criança. Querem nos convencer de que para dirigir um filho pela reta via da vida não bastam seus pais, mas se necessita toda a sociedade. Tomado isto de um determinado ponto de vista pode ser justo, porque uma criança necessita muitos exemplos. Na Alemanha, no entanto, nos comportamos como se se pudesse prescindir dos pais, até dizer e crer, assim ao menos o sustentam alguns políticos, que o Estado é melhor que os pais para educar as crianças.

»Pois bem, com essa piada queria dizer que não necessitamos de aldeias africanas, mas mais assentamentos gauleses, como diz no famoso comic de Asterix. Cada família deveria ser um núcleo, um ninho de resistência para nos defender do ataque do Estado os nossos filhos. Como famílias devemos defender a liberdade de poder educar nossos filhos até o ponto que consideramos justo.
-Você é católica. Quanto de sua posição a respeito da família e a educação depende desta pertença?
-Estas convicções as tinha antes de me converter ao catolicismo. Converti-me há dois anos, mas faz pelo menos dez anos que escrevo contra uma política de família que não compartilho. Em minha fé atual me sinto confirmada como mulher e como mãe. A Igreja é a última instituição que me acolhe assim, tal como sou, que não tenta constantemente mudar meu ser mulher e não me obriga a me aventurar por rotas vitais que não quero percorrer.
»Sou mulher e gosto de ser mulher, com uma tipicidade só minha. Deste modo sou também mãe e poder educar meus filhos é para mim uma grande satisfação. A Igreja católica me diz: está no bom caminho. E isto me faz mais forte.
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Denuncia manobras tomadas de manuais comunistas clássicos
«Menina, abotoa a blusa»: a escritora Birgit Kelle é contra as mentiras do feminismo anti-família

A escritora Birgit Kelle denuncia a aliança das ideologias comunistas e capitalistas para debilitar as familias, a maternidade e a feminilidade
Vito Punzi / Tempi.it-28 janeiro 2014-religionenlibertad.com
Birgit Kelle, nascida em 1975 e de origem romeno-germânica, se ganhou sem buscar a vingança mediática europeia só nos últimos meses, desde a publicação de seu livro, intitulado em sua edição italiana 'Allora chiuditi la camicetta. Un grido contro la follia dell’uguaglianza («Então abotoa a blusa. Um grito contra a loucura da igualdade»).
Birgit Kelle (www.birgit-kelle.de) trabalha faz anos como publicitária em jornais e revistas como Welt, Focus e Junge Freiheit, mas sua presença em debates públicos sobre temas relacionados com o papel da mulher, a família e a educação literalmente se duplicou.
O último teve lugar em 24 de janeiro em Siegen, organizado pela seção local da CDU, o partido cristão-democrata, onde Kelle se tem confrontado sobre o tema “Feminismo hoje” com Zana Ramadani, fundadora de “Femen Alemanha”, mas também membro do partido de Angela Merkel.
«Não necessitamos de um feminismo que represente só os interesses de algumas mulheres que querem constantemente que me liberte contra minha vontade», disse Kelle sobre as Femen.
«Nós somos diferentes – respondeu Ramadani –, somos auto-conscientes, caminhamos com a cabeça alta e o fazemos com o peito desnudo. É muito raro ver isto hoje, porque a sociedade prefere que só se vejam as mulherzinhas, não as mulheres fortes».

-"Abotoa a blusa"... Senhora Kelle, o que quer dizer escolhendo o título de seu último livro?
-No ano passado, na Alemanha, houve nos meios de comunicação um debate muito duro sobre o que é sexismo e o que não é. Este conceito pode ser definido só pelas mulheres, os homens não têm mais nada que dizer sobre isto. Basta que um homem equivocado olhe de maneira equivocada, diga uma palavra equivocada no momento equivocado e imediatamente é chamado sexista.
»Contemporaneamente vivemos em uma sociedade “hiper-sexualizada”, na qual são precisamente as mulheres as que se apresentam voluntariamente em atitudes sedutoras e disponíveis. Atitudes que se consideram chique, esperando inclusive que as mulheres sejam assim.
»Pensei no título de meu livro quando li que a atriz americana Megan Fox, definida normalmente como sensual, em uma entrevista declarou que queria abandonar este estereótipo e que queria ser considerada uma atriz. Porém algumas semanas depois vi, no entanto, uma foto sua na capa de uma revista de glamour americana vestida só com roupa interior e disse a mim mesma: “Então, coloca a blusa se quer que te vejam os olhos”.

»O que quero dizer com isto, é que é a mesma mulher a que deve refletir e perceber se ressalta a própria inteligência ou a própria aparência. Se uma mulher se apresenta semi-desnuda não deve se assustar se a atenção do outro se concentra só em suas qualidades físicas.
- Por que se enraivece a propósito do debate sobre o modelo de mulher dona de casa?
- Porque como donas de casa devemos justificar-nos continuamente e explicar porque escolhemos esta vida. Definem-nos como não emancipadas, como “galinhas na cozinha”. E no entanto criamos nossos filhos os quais, com seus trabalhos, farão pagamentos aos outros, enquanto nós não recebemos nenhum pagamento. Assim não pode continuar.
»Para a mulher devem existir diferentes oportunidades que sejam boas e justas. Mas o sistema econômico, a política, os meios de comunicação e sobretudo as feministas nos explicam continuamente como devemos mudar nossa vida. Todos querem libertar-nos, mas eu não quero ser libertada. Eu gosto de minha vida. E ninguém faz política para um modelo de vida como nós queremos.
- Qual é a relação entre a política atual [se compreende que do anterior governo de Merkel, ndr] para os jardins de infância e a liberdade das mulheres, ou seja, das mães?
-A política para os jardins de infância foi vendida como apoio à “liberdade de escolha”, como liberdade para a mulher poder exercer uma profissão, como liberdade de poder dispor nossos filhos. Na realidade se trata de uma política decididamente unilateral que não tem em conta a liberdade de poder educar e acompanhar o crescimento dos próprios filhos.
»Portanto, se trata de uma grande mentira, porque na realidade sempre as mulheres não têm uma possibilidade real de escolha: de fato, uma família que não pode viver com um só salário e recebe um subsídio para o jardim de infância e não um apoio econômico genérico não tem, efetivamente, nenhuma liberdade de escolha.
-A propósito do tema da mulher de carreira ou da mulher dona de casa, parece que existe uma coalizão entre a ideologia socialista e a capitalista: Qual é sua opinião a respeito?
-Também é surpreendente como se podem realizar estranhas alianças e como a história se repete. É útil se perguntar: por que escolher uma política familiar que impulsione as mulheres a ter o menor tempo possível para viver com seus filhos e estejam o quanto antes à disposição do mercado de trabalho?
»Isto leva à exploração: exploração das famílias, das mulheres e, sobretudo, das crianças. Em troca, o sistema econômico consegue um benefício. Portanto, voltam a ter um elevado conteúdo político as perguntas sobre quem deve educar os filhos e segundo quais critérios. E precisamente a respeito deste tema temos que dar-nos conta de como a história se repete.
»É um sinal distinto dos regimes totalitários se apoderar das crianças e subtraí-los quanto antes possível da esfera de influência de seus pais. Temos aprendido nas ditaduras comunistas ou em qualquer outro tipo de regimes.

»Aconselho sempre que se leia “O ABC do comunismo” de Bujarin e Preobrazenskiy; mesmo esta obra fazendo referência a 1920, os paralelos com a realidade de hoje são evidentes e terríveis.
»Uma citação: «À sociedade pertence o mais original e fundamental direito à educação das crianças. A partir deste ponto de vista as pretensões dos padres de apoiar, mediante a educação dada em casa, sua cegueira, não só devem ser rechaçadas, mas que tem que ser objeto de escárnio… Por este motivo a educação social não é necessária só por considerações pedagógicas; ela leva em si, de fato, enormes vantagens econômicas. Centenas, milhares, milhões de mães, graças à atuação da educação social, são liberadas para a produção e para o desenvolvimento de seu modelo cultural. São libertadas dessa economia doméstica que mata o espírito e desse infinito número de pequenos deveres que estão vinculados à educação familiar das crianças».
-Você nasceu na Romênia e conheceu o realismo socialista. Quais são as diferenças substanciais entre esse regime e o democrático de seu atual país, Alemanha? E o que considera que há em comum?
-A diferença substancial é a da liberdade de opinião. Em nossos países democráticos temos a possibilidade de dizer o que pensamos. Podemos comprometer-nos politicamente e podemos criticar o governo sem que nossa vida corra nenhum risco. Na Itália levaram diante da justiça o ex-chefe de governo Berlusconi e isto em um país comunista é impensável. Portanto, esta liberdade há também que defendê-la.
»Possivelmente nas nações democráticas as pessoas correm o risco de se sentirem saciadas de liberdade. Possuem direitos que nem sequer utilizam. Não se comprometem politicamente e renunciam inclusive a ir votar. Sempre se reconhece o valor da liberdade só quando se perde.
-Você escreveu: «Queremos mais assentamentos gauleses». O que quer dizer?
-Eu disse a propósito das famílias. Na Alemanha se justifica cada vez mais a generalizada educação em idade infantil em grupos e comunidades citando sempre um provérbio africano segundo o qual se necessita toda uma aldeia para educar uma criança. Querem nos convencer de que para dirigir um filho pela reta via da vida não bastam seus pais, mas se necessita toda a sociedade. Tomado isto de um determinado ponto de vista pode ser justo, porque uma criança necessita muitos exemplos. Na Alemanha, no entanto, nos comportamos como se se pudesse prescindir dos pais, até dizer e crer, assim ao menos o sustentam alguns políticos, que o Estado é melhor que os pais para educar as crianças.

»Pois bem, com essa piada queria dizer que não necessitamos de aldeias africanas, mas mais assentamentos gauleses, como diz no famoso comic de Asterix. Cada família deveria ser um núcleo, um ninho de resistência para nos defender do ataque do Estado os nossos filhos. Como famílias devemos defender a liberdade de poder educar nossos filhos até o ponto que consideramos justo.
-Você é católica. Quanto de sua posição a respeito da família e a educação depende desta pertença?
-Estas convicções as tinha antes de me converter ao catolicismo. Converti-me há dois anos, mas faz pelo menos dez anos que escrevo contra uma política de família que não compartilho. Em minha fé atual me sinto confirmada como mulher e como mãe. A Igreja é a última instituição que me acolhe assim, tal como sou, que não tenta constantemente mudar meu ser mulher e não me obriga a me aventurar por rotas vitais que não quero percorrer.
»Sou mulher e gosto de ser mulher, com uma tipicidade só minha. Deste modo sou também mãe e poder educar meus filhos é para mim uma grande satisfação. A Igreja católica me diz: está no bom caminho. E isto me faz mais forte.
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