ReligionenLibertad.com

O mais célebre pensador conservador da Inglaterra, Roger Scruton, filósofo inglês abertamente: « A lei sobre a homofobia? Como os processos de Mao»
O filósofo Roger Scruton no prega o pensamento único nem os truques de linguagem dos lobbys progressistas
Giulio Meotti / Foglio Quotidiano- 6 outubro 2013-religionenlibertad.com
George Orwell já disse tudo em seus famosos ‘dois minutos de ódio’ do livro ‘1984’”, disse ao Foglio (www.ilfoglio.it) o filósofo e comentarista inglês Roger Scruton (www.roger-scruton.com).
“A questão homossexual é complicada e difícil, mas não pode encarcerar o pensamento com leis sobre a denominada ‘homofobia’ como a do Parlamento italiano, que a única coisa que faz é criminalizar a crítica intelectual sobre o matrimônio homossexual. É um novo crime intelectual, ideológico, como foi o anti-comunismo durante a Guerra Fria”.
Docente de Filosofia na St. Andrews University, setenta anos, autor de uma trezena de livros que o converteram no mais célebre filósofo conservador inglês (foi definido pelo Sunday Times “the brightest intellect of our time”, “a mente mais brilhante de nosso tempo”), Scruton comenta deste modo a lei que se está debatendo no Parlamento italiano sobre a criminalização da “homofobia”. Também a Anistia Internacional está se mobilizando em apoio a esta lei.
Como os julgamentos simulados e maoismo
“Esta lei sobre a homofobia me recorda os julgamentos farsa-espetáculos de Moscou e da China maoista, em que as vítimas confessavam com entusiasmo seus próprios crimes antes de serem executados. Em todas estas causas em que os otimistas acusam os opositores do ‘ódio’ e ‘o discurso do ódio’ vejo o que o filósofo Michael Polanyi definiu, em 1963, como ‘inversão moral’: se desaprovas o welfare (o bem estar social) te falta ‘compaixão’; se te opões à normalização da homossexualidade é um ‘homófobo’; se crê na cultura ocidental é um ‘elitista’. A acusação de ‘homofobia’ significa o final da carreira, sobretudo para quem trabalha na universidade”.
Distorcendo a linguagem: volta a Orwell
Scruton sustenta que a manipulação da verdade passa através da distorção da linguagem, como na obra de Orwell, com o nome de “Novilíngua”.
“A novilíngua intervém cada vez que o propósito principal da linguagem, que é descrever a realidade, é substituída pelo propósito oposto: a afirmação do poder sobre ela. Aqui, o ato linguístico fundamental coincide só superficialmente com a gramática assertiva. As frases da novilíngua soam como declarações nas quais a única lógica subjacente é a da fórmula mágica: mostram o triunfo das palavras sobre as coisas, a futilidade da argumentação racional e o perigo de resistir ao encantamento.
Como consequência, a novilíngua desenvolve uma sintaxe especial que, se bem que está estreitamente conectada a que se utiliza normalmente nas descrições ordinárias, evita com cuidado roçar a realidade ou confrontar-se com a lógica da argumentação racional. É o que Françoise Thom tentou ilustrar em seu estudo, ‘La langue de bois’ (“A linguagem de madeira”). Thom pôs em relevo algumas de suas peculiaridades sintáticas: o uso de substantivos em lugar de verbos diretos; a presença da forma passiva e da construção impessoal; o uso de comparativos em lugar de predicados; a onipresença do modo imperativo”.

A "homofobia", um fantasma
Com a lei sobre a homofobia, Scruton disse que “se tenta infundir na mente do público a ideia de uma força maligna que invade toda a Europa, albergando-a nos corações e na cabeça das pessoas que ignora suas maquinações, e dirigindo para o caminho do pecado inclusive o projeto mais inocente. A novilíngua nega a realidade e a endurece, transformando-a em algo alheio e resistente, algo ‘contra o que lutar’ e ao que ‘há que vencer’. A linguagem comum dá calor e abranda; a novilíngua congela e endurece. O discurso comum gera, com seus mesmos recursos, os conceitos que a novilíngua proíbe: correto-incorreto; justo-injusto; honesto-desonesto; teu-meu”.
Uma forma de “reeducação”
Scruton disse que está se expandindo nos países europeus o medo à heresia. “Está emergindo um sistema considerável de etiquetas semi-oficiais para prevenir a expressão de pontos de vista ‘perigosos’. A ameaça se difunde de maneira tão rápida na sociedade que não é possível evitá-la. Quando as palavras se convertem em fatos, e os pensamentos são julgados pela expressão, uma espécie de prudência universal invade a vida intelectual".
E detalha mais o que acontece quando se fala com medo: "As pessoas moderam a linguagem, sacrificam o estilo a uma sintaxe mais ‘inclusiva’, evita sexo, raça, gênero, religião. Qualquer frase ou idioma que contenha um julgamento sobre outra categoria ou tipo de pessoas pode converter-se, de manhã à noite, em objeto de estigmatização. O politicamente correto é uma censura branda que permite mandar as pessoas à fogueira por pensamentos ‘proibidos’. As pessoas que tem um ‘julgamento’ são condenadas com a mesma violência de Salem”. O do julgamento das bruxas, em Massachusetts. 'A letra escarlate' livro de Nathaniel Hawthorne.
Quem discorda do lobby gay será "homófobo"
“Quem se angustia por tudo isto e quer expressar seu protesto deverá lutar contra poderosas formas de censura. Quem discorda do que está se convertendo em ortodoxia no que diz respeito aos ‘direitos dos homossexuais’ é regularmente acusado de ‘homofobia’. Nos Estados Unidos existem comitês encarregados de examinar a nomeação dos candidatos no caso de que exista a suspeita de ‘homofobia’, liquidando-os uma vez que se formula a acusação: ‘Não se pode aceitar a petição dessa mulher em formar parte de um juri em um julgamento, é uma cristã fundamentalista e homofóbica’”.
Segundo Scruton, se trata de uma operação ideológica que recorda, exatamente, a que teve lugar durante a Guerra Fria.
“Na época se necessitavam definições que estigmatizassem o inimigo da nação para justificar sua expulsão: era um revisionista, um desviado, um esquerdista imaturo, um socialista utopista, um social-fascista. O êxito destas ‘etiquetas’ marginalizando e condenando o opositor corroborou a convicção comunista de que se pode mudar a realidade mudando a linguagem: por exemplo, se pode inventar uma cultura proletária com a palavra ‘proletkult’; se pode desencadear a queda da livre economia simplesmente declarando em voz alta a ‘crise do capitalismo’ cada vez que o tema é debatido; se pode combinar o poder absoluto do Partido Comunista com o livre consentimento das pessoas definindo o governo comunista como um ‘centralismo democrático’.
Que fácil foi assassinar a milhões de inocentes visto que não estava sucedendo nada grave, pois se tratava somente da ‘liquidação dos gulags’. Que fácil é encerrar as pessoas durante anos em campos de trabalho forçado até que adoeça ou morra, se a única definição linguística concedida é ‘reeducação’!. Agora existe uma nova beataria leiga que quer criminalizar a liberdade de expressão sobre o grande tema da homossexualidade”.

Dizem "nós"... e são só os progressistas
Por último, disse Scruton, temos o choque entre o “pragmático” e o “racionalista”.
“As velhas ideias de objetividade e verdade universal já não têm nenhuma utilidade, a única coisa importante é que ‘nós’ estejamos de acordo. Mas, quem é este ‘nós’ ? E sobre o que estamos de acordo? ‘Nós’ estamos todos a favor do feminismo, somos todos liberais, defensores do movimento de libertação dos homossexuais e do curriculum aberto; ‘nós’ não cremos em Deus ou em qualquer outra religião revelada, e as velhas ideias de autoridade, ordem e auto-disciplina para nós não contam".
E continua: "Nós decidimos o significado dos textos, criando com nossas palavras o consentimento que gostamos. Não temos nenhum vínculo, só o que nos une à comunidade da qual decidimos formar parte, e porque não existe uma verdade objetiva, senão só um consentimento auto-gerado, nossa posição é inatacável de qualquer ponto de vista fora dela. O pragmático não só pode decidir o que pensar, senão que também pode se proteger contra qualquer um que não pense como ele”.
Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=31427

O mais célebre pensador conservador da Inglaterra, Roger Scruton, filósofo inglês abertamente: « A lei sobre a homofobia? Como os processos de Mao»
O filósofo Roger Scruton no prega o pensamento único nem os truques de linguagem dos lobbys progressistas
Giulio Meotti / Foglio Quotidiano- 6 outubro 2013-religionenlibertad.com
George Orwell já disse tudo em seus famosos ‘dois minutos de ódio’ do livro ‘1984’”, disse ao Foglio (www.ilfoglio.it) o filósofo e comentarista inglês Roger Scruton (www.roger-scruton.com).
“A questão homossexual é complicada e difícil, mas não pode encarcerar o pensamento com leis sobre a denominada ‘homofobia’ como a do Parlamento italiano, que a única coisa que faz é criminalizar a crítica intelectual sobre o matrimônio homossexual. É um novo crime intelectual, ideológico, como foi o anti-comunismo durante a Guerra Fria”.
Docente de Filosofia na St. Andrews University, setenta anos, autor de uma trezena de livros que o converteram no mais célebre filósofo conservador inglês (foi definido pelo Sunday Times “the brightest intellect of our time”, “a mente mais brilhante de nosso tempo”), Scruton comenta deste modo a lei que se está debatendo no Parlamento italiano sobre a criminalização da “homofobia”. Também a Anistia Internacional está se mobilizando em apoio a esta lei.
Como os julgamentos simulados e maoismo
“Esta lei sobre a homofobia me recorda os julgamentos farsa-espetáculos de Moscou e da China maoista, em que as vítimas confessavam com entusiasmo seus próprios crimes antes de serem executados. Em todas estas causas em que os otimistas acusam os opositores do ‘ódio’ e ‘o discurso do ódio’ vejo o que o filósofo Michael Polanyi definiu, em 1963, como ‘inversão moral’: se desaprovas o welfare (o bem estar social) te falta ‘compaixão’; se te opões à normalização da homossexualidade é um ‘homófobo’; se crê na cultura ocidental é um ‘elitista’. A acusação de ‘homofobia’ significa o final da carreira, sobretudo para quem trabalha na universidade”.
Distorcendo a linguagem: volta a Orwell
Scruton sustenta que a manipulação da verdade passa através da distorção da linguagem, como na obra de Orwell, com o nome de “Novilíngua”.
“A novilíngua intervém cada vez que o propósito principal da linguagem, que é descrever a realidade, é substituída pelo propósito oposto: a afirmação do poder sobre ela. Aqui, o ato linguístico fundamental coincide só superficialmente com a gramática assertiva. As frases da novilíngua soam como declarações nas quais a única lógica subjacente é a da fórmula mágica: mostram o triunfo das palavras sobre as coisas, a futilidade da argumentação racional e o perigo de resistir ao encantamento.
Como consequência, a novilíngua desenvolve uma sintaxe especial que, se bem que está estreitamente conectada a que se utiliza normalmente nas descrições ordinárias, evita com cuidado roçar a realidade ou confrontar-se com a lógica da argumentação racional. É o que Françoise Thom tentou ilustrar em seu estudo, ‘La langue de bois’ (“A linguagem de madeira”). Thom pôs em relevo algumas de suas peculiaridades sintáticas: o uso de substantivos em lugar de verbos diretos; a presença da forma passiva e da construção impessoal; o uso de comparativos em lugar de predicados; a onipresença do modo imperativo”.

A "homofobia", um fantasma
Com a lei sobre a homofobia, Scruton disse que “se tenta infundir na mente do público a ideia de uma força maligna que invade toda a Europa, albergando-a nos corações e na cabeça das pessoas que ignora suas maquinações, e dirigindo para o caminho do pecado inclusive o projeto mais inocente. A novilíngua nega a realidade e a endurece, transformando-a em algo alheio e resistente, algo ‘contra o que lutar’ e ao que ‘há que vencer’. A linguagem comum dá calor e abranda; a novilíngua congela e endurece. O discurso comum gera, com seus mesmos recursos, os conceitos que a novilíngua proíbe: correto-incorreto; justo-injusto; honesto-desonesto; teu-meu”.
Uma forma de “reeducação”
Scruton disse que está se expandindo nos países europeus o medo à heresia. “Está emergindo um sistema considerável de etiquetas semi-oficiais para prevenir a expressão de pontos de vista ‘perigosos’. A ameaça se difunde de maneira tão rápida na sociedade que não é possível evitá-la. Quando as palavras se convertem em fatos, e os pensamentos são julgados pela expressão, uma espécie de prudência universal invade a vida intelectual".
E detalha mais o que acontece quando se fala com medo: "As pessoas moderam a linguagem, sacrificam o estilo a uma sintaxe mais ‘inclusiva’, evita sexo, raça, gênero, religião. Qualquer frase ou idioma que contenha um julgamento sobre outra categoria ou tipo de pessoas pode converter-se, de manhã à noite, em objeto de estigmatização. O politicamente correto é uma censura branda que permite mandar as pessoas à fogueira por pensamentos ‘proibidos’. As pessoas que tem um ‘julgamento’ são condenadas com a mesma violência de Salem”. O do julgamento das bruxas, em Massachusetts. 'A letra escarlate' livro de Nathaniel Hawthorne.
Quem discorda do lobby gay será "homófobo"
“Quem se angustia por tudo isto e quer expressar seu protesto deverá lutar contra poderosas formas de censura. Quem discorda do que está se convertendo em ortodoxia no que diz respeito aos ‘direitos dos homossexuais’ é regularmente acusado de ‘homofobia’. Nos Estados Unidos existem comitês encarregados de examinar a nomeação dos candidatos no caso de que exista a suspeita de ‘homofobia’, liquidando-os uma vez que se formula a acusação: ‘Não se pode aceitar a petição dessa mulher em formar parte de um juri em um julgamento, é uma cristã fundamentalista e homofóbica’”.
Segundo Scruton, se trata de uma operação ideológica que recorda, exatamente, a que teve lugar durante a Guerra Fria.
“Na época se necessitavam definições que estigmatizassem o inimigo da nação para justificar sua expulsão: era um revisionista, um desviado, um esquerdista imaturo, um socialista utopista, um social-fascista. O êxito destas ‘etiquetas’ marginalizando e condenando o opositor corroborou a convicção comunista de que se pode mudar a realidade mudando a linguagem: por exemplo, se pode inventar uma cultura proletária com a palavra ‘proletkult’; se pode desencadear a queda da livre economia simplesmente declarando em voz alta a ‘crise do capitalismo’ cada vez que o tema é debatido; se pode combinar o poder absoluto do Partido Comunista com o livre consentimento das pessoas definindo o governo comunista como um ‘centralismo democrático’.
Que fácil foi assassinar a milhões de inocentes visto que não estava sucedendo nada grave, pois se tratava somente da ‘liquidação dos gulags’. Que fácil é encerrar as pessoas durante anos em campos de trabalho forçado até que adoeça ou morra, se a única definição linguística concedida é ‘reeducação’!. Agora existe uma nova beataria leiga que quer criminalizar a liberdade de expressão sobre o grande tema da homossexualidade”.

Dizem "nós"... e são só os progressistas
Por último, disse Scruton, temos o choque entre o “pragmático” e o “racionalista”.
“As velhas ideias de objetividade e verdade universal já não têm nenhuma utilidade, a única coisa importante é que ‘nós’ estejamos de acordo. Mas, quem é este ‘nós’ ? E sobre o que estamos de acordo? ‘Nós’ estamos todos a favor do feminismo, somos todos liberais, defensores do movimento de libertação dos homossexuais e do curriculum aberto; ‘nós’ não cremos em Deus ou em qualquer outra religião revelada, e as velhas ideias de autoridade, ordem e auto-disciplina para nós não contam".
E continua: "Nós decidimos o significado dos textos, criando com nossas palavras o consentimento que gostamos. Não temos nenhum vínculo, só o que nos une à comunidade da qual decidimos formar parte, e porque não existe uma verdade objetiva, senão só um consentimento auto-gerado, nossa posição é inatacável de qualquer ponto de vista fora dela. O pragmático não só pode decidir o que pensar, senão que também pode se proteger contra qualquer um que não pense como ele”.
Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:
http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=31427
Nenhum comentário:
Postar um comentário