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Putin reuniu os líderes de 15 igrejas ortodoxas e pede ao mundo que proteja os cristãos
Vladimir Putin, o Patriarca Kiril e outros Patriarcas ortodoxos
P. J. Gines / ReL - 26 julho 2013 - religionenlibertad.com
Vladimir Putin está há 13 anos dirigindo a Rússia. Sempre teve como modelo o Império dos Czares, alguns elementos ilustrados de Pedro o Grande e la iconografia de Moscou como uma Terceira Roma, a que protege os cristãos ortodoxos do mundo inteiro.
Pelo motivo dos 1025 anos do "Batismo da Rússia" (o rei São Vladimir, neto de Santa Olga, cristianizou toda a Rússia original -na Ucrânia- no ano 998), o novo Vladimir convocou os líderes das igrejas ortodoxas para reforçar seu papel como protetor dos cristãos, lamentando que a Europa e a América não façam nada pelos cristãos perseguidos nas terras do Islã.
Constantino convocava concílios...
Se o imperador Constantino e seus herdeiros convocaram concílios na Segunda Roma (Constantinopla), Putin representa sua liderança protetora da Terceira Roma, e chamou delegações de 15 igrejas ortodoxas auto-céfalas que somam uns 225 milhões de cristãos (a imensa maioria na Rússia, onde os praticantes são escassos: entre 2 e 5% dos ortodoxos vão à Igreja, inclusive na Páscoa).
As 15 igrejas assistentes:
- Constantinopla
- Alexandria (ortodoxos do Egito e da África, não são coptos)
- Antioquia (ortodoxos sírios)
- Jerusalém
- Geórgia
- Sérvia
- Albânia
- Romênia
- Bulgária
- Chipre
- Polônia
- Tcheca
- Eslováquia
- Grécia
- Rússia
- Igreja Ortodoxa Russa na América
Mesmo participando os Patriarcas da Rússia, Geórgia, Romênia e outros países, o Patriarca ecumênico Bartolomeu I de Constantinopla enviou só um delegado de posição menor.
As Igrejas ortodoxas ali reunidas decidiram emitir uma declaração alertando sobre a ameaça de desaparição dos cristãos na Síria por causa da guerra civil, sob a qual se solapa uma perseguição direta e violenta contra a minoria cristã.

Toda Síria afeta todo Oriente
"Não devemos permitir a desolação do Oriente Médio do ponto de vista da presença da cristandade. Isso seria uma catástrofe da civilização. Nossas origens estão ali, dali provém nossa fé", avisou o Patriarca Kiril de Moscou.
O patriarca russo recordou que no passado já houve outros casos em que os cristãos ortodoxos foram expulsos dessa região de maioria muçulmana. E advertiu que o que ocorrer com a comunidade cristã na Síria influirá na sorte dos cristãos em todo Oriente Médio.
Rússia, exemplo de paz inter-religiosa
Putin falou como um estadista com visão global tentando despertar a comunidade internacional. Recordou que se violam os direitos das minorias religiosas em todo o mundo, especialmente os dos cristãos, e que a humanidade "deve tomar medidas para freá-lo". Mencionou "especialmente o Oriente Médio e a África do Norte".
E postulou o exemplo da Rússia como país de grande tamanho, com grande diversidade religiosa, abundância de população muçulmana e "enorme experiência em chegar a um acordo e uma paz inter-confessional", experiência que a Rússia está disposta a compartilhar.
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http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=30403
Putin reuniu os líderes de 15 igrejas ortodoxas e pede ao mundo que proteja os cristãos
Vladimir Putin, o Patriarca Kiril e outros Patriarcas ortodoxosP. J. Gines / ReL - 26 julho 2013 - religionenlibertad.com
Vladimir Putin está há 13 anos dirigindo a Rússia. Sempre teve como modelo o Império dos Czares, alguns elementos ilustrados de Pedro o Grande e la iconografia de Moscou como uma Terceira Roma, a que protege os cristãos ortodoxos do mundo inteiro.
Pelo motivo dos 1025 anos do "Batismo da Rússia" (o rei São Vladimir, neto de Santa Olga, cristianizou toda a Rússia original -na Ucrânia- no ano 998), o novo Vladimir convocou os líderes das igrejas ortodoxas para reforçar seu papel como protetor dos cristãos, lamentando que a Europa e a América não façam nada pelos cristãos perseguidos nas terras do Islã.
Constantino convocava concílios...
Se o imperador Constantino e seus herdeiros convocaram concílios na Segunda Roma (Constantinopla), Putin representa sua liderança protetora da Terceira Roma, e chamou delegações de 15 igrejas ortodoxas auto-céfalas que somam uns 225 milhões de cristãos (a imensa maioria na Rússia, onde os praticantes são escassos: entre 2 e 5% dos ortodoxos vão à Igreja, inclusive na Páscoa).
As 15 igrejas assistentes:
- Constantinopla
- Alexandria (ortodoxos do Egito e da África, não são coptos)
- Antioquia (ortodoxos sírios)
- Jerusalém
- Geórgia
- Sérvia
- Albânia
- Romênia
- Bulgária
- Chipre
- Polônia
- Tcheca
- Eslováquia
- Grécia
- Rússia
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Mesmo participando os Patriarcas da Rússia, Geórgia, Romênia e outros países, o Patriarca ecumênico Bartolomeu I de Constantinopla enviou só um delegado de posição menor.
As Igrejas ortodoxas ali reunidas decidiram emitir uma declaração alertando sobre a ameaça de desaparição dos cristãos na Síria por causa da guerra civil, sob a qual se solapa uma perseguição direta e violenta contra a minoria cristã.

Toda Síria afeta todo Oriente
"Não devemos permitir a desolação do Oriente Médio do ponto de vista da presença da cristandade. Isso seria uma catástrofe da civilização. Nossas origens estão ali, dali provém nossa fé", avisou o Patriarca Kiril de Moscou.
O patriarca russo recordou que no passado já houve outros casos em que os cristãos ortodoxos foram expulsos dessa região de maioria muçulmana. E advertiu que o que ocorrer com a comunidade cristã na Síria influirá na sorte dos cristãos em todo Oriente Médio.
Rússia, exemplo de paz inter-religiosa
Putin falou como um estadista com visão global tentando despertar a comunidade internacional. Recordou que se violam os direitos das minorias religiosas em todo o mundo, especialmente os dos cristãos, e que a humanidade "deve tomar medidas para freá-lo". Mencionou "especialmente o Oriente Médio e a África do Norte".
E postulou o exemplo da Rússia como país de grande tamanho, com grande diversidade religiosa, abundância de população muçulmana e "enorme experiência em chegar a um acordo e uma paz inter-confessional", experiência que a Rússia está disposta a compartilhar.
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