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Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

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O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Putin reuniu os líderes de 15 igrejas ortodoxas e falou como um estadista com visão global tentando despertar a comunidade internacional. Recordou que se violam os direitos das minorias religiosas em todo o mundo, especialmente os dos cristãos, e que a humanidade "deve tomar medidas para freá-lo".

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Putin reuniu os líderes de 15 igrejas ortodoxas e pede ao mundo que proteja os cristãos
Putin reúne a los líderes de 15 iglesias ortodoxas y pide al mundo que proteja a los cristianosVladimir Putin, o Patriarca Kiril e outros Patriarcas ortodoxos

P. J. Gines / ReL - 26 julho 2013 - religionenlibertad.com

Vladimir Putin está há 13 anos dirigindo a Rússia. Sempre   teve como modelo o Império dos Czares, alguns elementos ilustrados de Pedro o Grande e la iconografia de Moscou como uma Terceira Roma, a que protege os cristãos ortodoxos do mundo inteiro.

Pelo motivo dos 1025 anos do "Batismo da Rússia" (o rei São Vladimir, neto de Santa Olga, cristianizou toda a Rússia original -na Ucrânia- no ano 998), o novo Vladimir  convocou os líderes das igrejas ortodoxas para reforçar seu papel como protetor dos cristãos, lamentando que a Europa e a América não façam   nada pelos cristãos perseguidos nas terras do Islã.

 Constantino convocava concílios...
Se o imperador Constantino e seus herdeiros convocaram concílios na Segunda Roma (Constantinopla), Putin representa sua liderança protetora da Terceira Roma, e chamou delegações de 15 igrejas ortodoxas auto-céfalas que somam uns 225 milhões de cristãos (a imensa maioria na Rússia, onde os praticantes são escassos: entre   2 e  5% dos ortodoxos vão à Igreja, inclusive na Páscoa).

As 15 igrejas assistentes:

- Constantinopla
- Alexandria (ortodoxos do Egito e da África, não são coptos)
- Antioquia (ortodoxos sírios)
- Jerusalém
- Geórgia
- Sérvia
- Albânia
- Romênia
- Bulgária
- Chipre
- Polônia
- Tcheca
- Eslováquia
- Grécia
- Rússia
- Igreja Ortodoxa Russa na América

Mesmo participando os Patriarcas da Rússia, Geórgia, Romênia e outros países, o Patriarca ecumênico Bartolomeu I de Constantinopla enviou só  um delegado de posição  menor.

As Igrejas ortodoxas ali reunidas decidiram emitir uma declaração alertando sobre a ameaça de desaparição dos cristãos na Síria por causa da guerra civil, sob a qual se solapa uma perseguição direta e violenta contra a minoria cristã.



Toda  Síria afeta todo Oriente
"Não devemos permitir a desolação do Oriente Médio do  ponto de vista da presença da cristandade. Isso seria uma catástrofe da civilização. Nossas origens estão ali, dali provém nossa fé", avisou o Patriarca Kiril de Moscou.

O patriarca russo recordou que no passado já houve outros casos em  que os cristãos ortodoxos foram expulsos dessa região de maioria muçulmana. E advertiu que o que ocorrer com a comunidade cristã na Síria influirá na sorte dos cristãos em todo Oriente Médio.

Rússia, exemplo de paz inter-religiosa
Putin falou como um estadista com visão global tentando despertar a comunidade internacional. Recordou que se violam os direitos das minorias religiosas em todo o mundo, especialmente os dos cristãos, e que a humanidade "deve tomar medidas para freá-lo". Mencionou "especialmente o Oriente Médio e a África do Norte".

E postulou o exemplo da Rússia como país de grande tamanho, com grande diversidade religiosa, abundância de população muçulmana e "enorme experiência em chegar a um acordo e uma paz inter-confessional", experiência que a Rússia está disposta a compartilhar.

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