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O Papa canonizou oficialmente a Hildegarda von Bingen, próxima doutora da Igreja
Ao estender seu culto litúrgico à Igreja universal, a abadessa de princípios do século XII entra no catálogo dos santos.
ReL - 11 maio 2012 - religionenlibertad.com
Hildegarda von Bingen (1089-1179), monja beneditina do século XII, nunca havia sido oficialmente canonizada, pois o foi de fato nesta quinta. Depois de receber em audiência o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, o Papa firmou a estensão de seu culto litúrgico à Igreja universal, "inscrevendo-a en no catálogo dos santos", declaração formal equivalente à uma canonização.
A devoção à esta abadessa alemã, célebre por suas visões e profecias e por seus conhecimentos artísticos e científicos (da composição musical à medicina natural), é extraordinariamente popular na Alemã, e Bento XVI a professa de maneira muito especial. De fato, declarou sua intenção de proclamá-la ao longo deste ano doutora da Igreja. Em duas catequeses gerais das quartas-feiras o Papa Ratzinger utilizou seus ensinamentos para instruir os fiéis.
De família nobre, Santa Hildegarda foi a mais nova de dez irmãos e começou a ter visões desde muito jovem. Entrou no convento de Disibodenberg, onde a abadessa Jutta lhe deu uma educação muito esmerada. Compôs 78 obras musicais, entre elas uma ópera, e escreveu nove livros que abrangem a investigação botânica e a cura de enfermidades, também escritos de porte espiritual e místico.
Fundou dois monastérios e não teve medo de censurar a atitude de Federico Barbarroxa durante o conflito das investidas entre o Papa e o Imperador: "Comportas-te como uma criança", lhe disse.
Da importância que concede a Santa Sé à Santa Hildegarda dá conta o lugar proeminente que L´Osservatore Romano desta sexta concede à canonização com um artígo em primeiro plano da jornalista e historiadora, convertida do feminismo, Lucetta Scaraffia.
Junto ao decreto de Santa Hildegarda, o Papa firmou diversos outros atos de reconhecimento de virtudes, milagres e martírios, entre eles o de vinte religiosos espanhóis assassinados "no ódio à fé" durante a Guerra Civil: dois dominicanos martirizados em Bilbao, 17 membros da Congregação dos Filhos da Sagrada Família e um leigo, Sebastião Llorens. Também, declarou as virtudes heróicas do sacerdote galego Baltasar Pardal Vidal, fundador do instituto secular das Filhas da Natividade de Maria e falecido em 1963.
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