Em tudo fazer a Vontade de Deus
Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.
DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Acaso pede muito uma alma quando pede beijos àquele Jesus que se doou e se doa sempre tudo de Si mesmo?
"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"
Santo Anibal Maria di Francia comenta seu livro "As Horas da Paixão".
Não se pode por em dúvida que se a Nosso Senhor agrada muito o reverente temor, não lhe agrada menos ao seu amantíssimo Coração a filial e terna confiança.
E como não tê-la com Aquele que podendo-nos salvar derramando uma só gota de seu Preciosíssimo Sangue, o quis derramar todo, no meio dos mais inauditos tormentos e dos mais ignominiosos ultrajes, para demostrar-nos quanto nos ama?
Acaso pede muito uma alma quando pede beijos àquele Jesus que se doou e se doa sempre tudo de Si mesmo?
E por que deveria privar-nos desta grande confiança de amor nossos pecados, quando temos sido deles purificados com o arrependimento, a Penitência e a humildade?
Não é acaso certo que o pai do filho pródigo, quando o viu voltar lhe lançou os braços ao pescoçoo e o encheu de beijos?
E a ovelha perdida, encontrada e nos ombros do Bom Pastor não haverá sido também ela acariciada e beijada?
Não será certo, então, o que aquela angelical enamorada de Jesus, Santa Inês, disse: Eu amo a Aquele que quanto mais o abraço e o toco, tanto mais pura e casta me faço?
Ah, pois bem: A confiança amorosa que parte de um coração humilde rouba o Coração de Deus!
E é deste modo como faz uma criança, como ensinou Nosso Senhor quando abraçando em seu regaço amoroso uma terna criança, disse: "Destes é o Reino dos Céus".
Tal é a confiança que transpira cada página destas "Horas da Paixão".
E a alma que põe em suas mãos este livro e entra neste piedoso exercício com este guia, pouco a pouco se encontrará partícipe dos sentimentos, da compaixão, do amor e da confiança, de todos os quais está este livro cheio e transbordante.
Às vezes, a Alma Solitária neste livro faz falar a Nosso Senhor, e então todas essas palavras não são mais um particular sentimento seu, mas uma inspiração que se manifesta com as palavras que a alma é capaz, posto que toda inspiração e toda revelação que passa por um canal humano brota segundo a capacidade, ou melhor, segundo a intuição mística do sujeito.
Daqui a diversidade no expressar-se das almas contemplativas sobre um mesmo tema.
Porém se, a Alma Solitária, autora de estas "Horas", as faz novas nos afetos, e novíssimos, e diria eu, únicas, nas REPARAÇÕES.
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