Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

sábado, 10 de agosto de 2013

Mas o Senhor, que nunca me faltou, e em todos estes trabalhos que tenho contado, muitas vezes me consolava e dava forças.

LIVRO DA VIDA - SANTA TERESA DE JESUS DE ÁVILA



CAPÍTULO 33. Prossegue na mesma matéria da fundação do
mosteiro de S. José. Diz como lhe mandaram que não se
metesse nela e o tempo que a deixou e alguns trabalhos que
teve e como neles a consolava o Senhor.

1. Estando pois os negócios neste estado e tão a ponto de se
acabar, que no outro dia se haviam de fazer as escrituras, foi quando
o Nosso Padre Provincial mudou de parecer. Creio que foi movido
por inspiração divina, segundo se tem visto depois; porque, como
as orações eram tantas, ia o Senhor aperfeiçoando a obra e
ordenando as coisas para que se fizesse doutro modo. Como o
Provincial não quis admitir a fundação, o meu confessor mandou
que não me metesse mais nisso. Porém, o Senhor bem sabe os
grandes trabalhos e aflições que já me tinha custado o levar as
coisas àquele ponto. Como se pôs tudo de lado e ficou assim, mais
se confirmou ser disparate de mulheres e a crescer a murmuração
contra mim, apesar de meu Provincial me o ter mandado até então.


2. Estava muito malquista em todo o meu mosteiro, por querer fazer
mosteiro mais encerrado. Diziam que lhes fazia afronta, que ali podia
também servir a Deus, pois havia lá outras melhores que eu, que não
tinha amor à casa; melhor era procurar renda para ela do que para
outra parte.

Umas diziam que me metessem no cárcere; outras, bem
poucas, tomavam um tanto a minha defesa. Eu bem via que em
muitas coisas tinham razão, e algumas vezes dava-lhes desconto
embora, como não podia dizer o principal, que era mandar-me o
Senhor, não sabia que fazer e assim calava. Outras vezes, fazia-me
Deus muito grande graça de que tudo isto não me desse
inquietação, e com tanta facilidade e contentamento o deixei, como
se não me houvesse custado nada.

E isto ninguém o podia acreditar,
nem ainda as mesmas pessoas de oração que tratavam comigo,
porquanto pensavam que estava muito penalizada e corrida, e até o
meu confessor não acabava de o crer. Eu, como me parecia ter feito
tudo quanto podia, achava não estar obrigada a mais para cumprir o
que o Senhor me tinha mandado, e ia ficando na casa, onde
estava muito contente e a meu prazer. Ainda que jamais pude deixar
de crer que se havia de fazer, não via já meio, nem sabia como, nem
quanto. Mas tinha-o por muito certo.


3. O que muito me afligiu foi uma vez que, o meu confessor, como se
eu tivesse feito coisa contra sua vontade, (também o Senhor devia
querer que, daquilo que mais me havia de doer, não deixariam de
surgir trabalhos), e assim, nesta multidão de perseguições,
parecendo-me que ele me haveria de consolar, escreveu-me a dizer
que já via, por tudo o que tinha sucedido, era tudo um sonho; que
me emendasse dali em diante não querendo levar a minha avante,
nem falando mais no assunto, pois via o escândalo que tinha
acontecido e outras coisas, todas para causar sofrimento. Tudo isto
deu-me mais pena, parecendo-me ter sido eu ocasião, por minha
culpa, de ofensa e que, se estas visões eram ilusórias, toda a oração
que tinha era engano e que eu andava muito enganada e perdida.

Apertou-me isto em tanto extremo, que fiquei toda perturbada e em
grandíssima aflição. Mas o Senhor, que nunca me faltou, e em todos
estes trabalhos que tenho contado, muitas vezes me consolava e
dava forças - que não há necessidade de o dizer aqui - disse-me
então que não me afligisse, pois tinha servido muito a Deus e não
ofendido naquele negócio; mas fizesse o que me mandava o
confessor, que me calasse por então, até que fosse tempo de voltar
a isso. Fiquei tão consolada e contente, que já não me parecia nada
toda a perseguição que havia contra mim.


4. Aqui me ensinou o Senhor, o grandíssimo bem que é passar
trabalhos e perseguições por Ele. Foi tanto o acréscimo de amor de
Deus e outras muitas coisas que vi em minha alma, que eu me
espantava. Isto faz-me não poder deixar de desejar trabalhos. E as
outras pessoas pensavam que estava muito corrida, e, sim que
estaria, se o Senhor me não favorecesse em tanto extremo com
graça tão grande.

Então começaram a ser maiores os ímpetos de amor de Deus de que
falei e os arroubamentos, embora eu calasse e não dissesse a
ninguém estes lucros. O santo homem dominicano não deixava de ter
por tão certo como eu, que se havia de fazer mosteiro, e como eu
não me queria   ter nisso para não ir contra a obediência do meu
confessor, negociava-o ele com a minha companheira e escreviam
para Roma e buscavam meios.


5. Também começou aqui o demônio a procurar que, de boca em
boca, se fosse espalhando e entendendo que eu havia tido alguma
revelação neste negócio e vinham, pois, a mim com muito medo a
dizer que andavam os tempos difíceis e podia ser que me
levantassem alguma suspeita e fossem acusar-me aos inquisidores.

A mim me caiu isto em graça e me fez rir, porque, neste caso, jamais
eu temi, que de mim sabia bem, que em coisa de fé ou contra a
menor cerimônia da Igreja que alguém visse que eu ia, por ela ou por
qualquer verdade da Sagrada Escritura, eu me ofereceria a morrer
mil mortes. Disse, pois, que disto não temessem; muito mau seria
para a minha alma se nela houvesse coisa que fosse de molde a eu
temer a Inquisição. Se pensasse que havia de quê, eu mesma a iria
buscar, mas, se fosse inventado, o Senhor me livraria e ficaria eu
com lucro.

E tratei-o com este meu padre dominicano que, como digo, era tão
letrado, que eu bem me podia assegurar com o que ele me dissesse
e disse-lhe então todas as visões e modo de oração e as grandes
graças que me fazia o Senhor, com a maior clareza que pude e eu
supliquei-lhe que o visse muito bem e me dissesse se havia alguma
coisa contra a Sagrada Escritura e o que achava de tudo aquilo. Ele
me assegurou muito e, a meu parecer, fiz-lhe também proveito.

Embora já fosse muito bom, daí por diante deu-se muito mais à
oração e, para melhor nela se poder exercitar, retirou-se a um
mosteiro da sua Ordem, onde há muita solidão. Aí esteve mais de
dois anos. Tirou-o de lá a obediência, o que sentiu muito, porque
dele tiveram necessidade, por ser a pessoa que era.


6. Eu, em parte, senti também muito quando se foi, pela grande falta
que me fazia, - conquanto não o estorvasse -. Mas compreendi o
proveito que daí lhe advinha; porque, estando com grande pena da
sua ida, o Senhor me disse que me consolasse e não a tivesse, pois
que ia bem guiado. Veio de lá tão aproveitada a sua alma e ia tão
adiante nas vias de espírito, que então me disse que, por nenhuma
coisa, quisera ter deixado de lá ter estado. E eu bem podia dizer o
mesmo; porque, se antes me assegurava e consolava só com suas
letras, agora já o fazia também com experiência de espírito, que
tinha muita, de coisas sobrenaturais. E trouxe-o Deus quando Sua
Majestade viu que havia de ser necessário para ajudar a Sua obra, a
deste mosteiro, que Sua Majestade queria que se fizesse.


7. Estive, pois, neste silêncio, não me metendo nem falando neste
negócio, cinco ou seis meses, e nunca o Senhor me o mandou. Eu não
entendi qual era a causa, mas não se me podia tirar do pensamento
que se havia de fazer.

Ao fim deste tempo, tendo-se ido daqui o Reitor da Companhia de
Jesus, trouxe Sua Majestade outro muito espiritual e de grande
ânimo, entendimento e boas letras, ao tempo em que eu estava com
grande necessidade; porque, como o que me confessava tinha
Superior e eles têm em extremo esta virtude de não se moverem
senão conforme à vontade de seu Maior, embora ele entendesse
bem o meu espírito e tivesse desejo de que eu fosse muito adiante,
não ousava determinar-se em algumas coisas, por várias causas que
para isso tinha. E já o meu espírito ia com ímpetos tão grandes, que
eu sentia muito tê-lo atado e, contudo, não saía do que ele me
mandava.


8. Estando um dia com grande aflição por me parecer que o
confessor não me acreditava, disse-me o Senhor que não me
afligisse, que depressa se acabaria aquela pena. Alegrei-me muito
pensando que havia de morrer em breve e sentia muito
contentamento quando disso me lembrava. Depois vi claramente
que era a vinda deste Reitor que digo; porque nunca mais se me
ofereceu motivo para aquela pena. É que o Reitor que veio não ia à
mão ao Ministro que era meu confessor, antes lhe dizia que me
consolasse e que não havia de que temer. Que não me levasse por
caminho tão apertado e deixasse obrar o Espírito do Senhor. Às
vezes dir-se-ia que, com estes grandes ímpetos de espírito, ficava a
alma como sem poder respirar.


9. Foi-me ver este Reitor e mandou-me o confessor que falasse com
ele com toda a liberdade e clareza. Costumava eu sentir grandíssima
contradição em dizer estas coisas. E é assim que, entrando no
confessionário, senti em meu espírito um não sei quê que nem antes
nem depois me recordo tê-lo sentido com mais ninguém, nem eu
saberei dizer como foi, nem por comparação o poderia. Porque foi
um gozo espiritual e um entender a minha alma que aquela alma a
havia de entender e que se afazia com ela, embora - como digo - não
entendo como foi. Porque, se eu the tivesse falado ou dele me
tivessem dado muitas informações, não era muito dar-me gozo o
perceber que me havia de entender; mas nenhuma palavra, nem ele
a mim nem eu a ele, havíamos dito, nem era pessoa de quem eu
antes tivesse tido alguma notícia.


Depois vi bem que não se enganara meu espírito, pois de todos os
modos e maneiras tem sido de grande proveito para mim e para
minha alma tratar com ele. O seu trato é muito para pessoas que o
Senhor parece ter já muito adiante, porquanto ele as faz correr e não
ir passo a passo; o seu modo de as levar é desapegá-las de tudo e
mortificá-las. Para isto lhe deu o Senhor grandíssimo talento, como
também em outras muitas coisas.


10. Quando comecei a tratar com ele, logo entendi seu estilo e vi ser
uma alma pura, santa e com dom particular do Senhor para
conhecer espíritos. Consolei-me muito. Havia ainda pouco que o
tratava quando o Senhor voltou a apertar comigo para que tornasse
a cuidar do negócio do mosteiro e que dissesse a meu confessor e a
este Reitor muitas razões e coisas para que não mo estorvassem.

Algumas os faziam temer, ainda que este padre Reitor nunca
duvidasse de que fosse espírito de Deus; porque com muito estudo
a cuidado olhava a todos os efeitos. Enfim, por muitos motivos, não
ousaram atrever-se a impedir-me-lo.


11. Tornou meu confessor a dar-me licença para eu me pôr a isso,
tanto quanto pudesse. Eu bem via o trabalho em que me metia, por
estar muito só e ter pouquíssimas possibilidades. Assentámos em
que se tratasse de tudo com todo o segredo, e assim procurei que
uma irmã minha que vivia fora daqui, comprasse e arranjasse a casa
como se fosse para si, com dinhei- ros que o Senhor deu, por
diversas vias, para a comprar. Seria longo contar como o Senhor foi
provendo a tudo. Andava eu com grande cuidado de não fazer coisa
alguma contra a obediência; mas bem sabia que, se o dissesse a
meus prelados, estava tudo perdido, como da vez passada , e ainda
seria pior.


Em conseguir o dinheiro, em procurar as coisas, em consertá-las e
fazê-las aviar, passei grandes trabalhos e alguns bem a sós. A minha
companheira fazia o que podia, mas podia bem pouco e tão pouco
que era quase nada, a não ser o fazer-se tudo em seu nome e com
seu favor. Todo o mais trabalho era meu e de tantas maneiras, que
agora me espanto como o pude aguentar. Algumas vezes, aflita,
dizia: "Senhor meu, como mandais coisas que parecem
impossíveis? Embora fora mulher, se tivesse liberdade!... Mas atada
por tantos lados, sem dinheiro nem ter donde vir, nem para o Breve,
nem para nada, que posso eu fazer, Senhor?".


12. Uma vez, estando numa necessidade, sem mesmo saber que
fazer de mim nem com que pagar aos oficiais, apareceu-me S. José,
meu verdadeiro pai e senhor, e deu-me a entender que os ajustasse,
pois não me faltaria, e assim o fiz sem ter um real e o Senhor me
proveu de tudo, por modos que espantavam os que o souberam.
Fazia-se-me a casa muito pequena, e era-o tanto, que não parecia
levar caminho de ir a ser mosteiro. Queria, pois, comprar outra, a
qual estava junto dela, também muito pequena, para fazer a igreja.
Mas nem tinha com quê, nem havia modo de se poder comprar, nem
sabia que fazer. Acabando um dia de comungar, disse-me o Senhor:
já te disse que entres como puderes. E a modo de exclamação,
acrescentou: Oh! cobiça do género humano, que até terra pensas
que te há-de faltar! Quantas vezes dormi Eu ao relento por não ter
onde me recolher!

Eu fiquei muito espantada e vi que o Senhor tinha razão. Vou à
casita, tracei-a e achei-a embora bem pequeno, um mosteiro
perfeito. Não curei de comprar mais espaço, senão procurei que nela
se dispusesse tudo de maneira que se pudesse viver; tudo tosco e
sem arte, tão semente para que não fosse nocivo à saúde, e assim
se há-de fazer sempre.


13. No dia de Santa Clara, indo eu a comungar, ela apareceu-me com
muita formosura. Disse-me que me esforçasse e fosse avante no
começado, que me ajudaria. Fiquei-lhe com grande devoção e tem
saído tão verdadeira a sua promessa que um mosteiro de freiras da
sua Ordem, que está perto deste, nos ajuda a sustentar. E o que é
mais ainda: pouco a pouco, ela trouxe este meu desejo a tanta
perfeição, que a pobreza que a bem-aventurada Santa tinha em sua
casa, se observa nesta e vivemos de esmola. O que não metem
custado pouco trabalho, a fim de que isto fique assente com toda a
firmeza e autoridade do Santo Padre, para que se não. possa fazer
outra coisa, nem jamais haja renda. E mais faz ainda o Senhor, e
deve porventura ser pelos rogos desta bendita Santa, que, sem
diligências nossas, nos provê Sua Majestade muito perfeitamente do
necessário. Seja bendito por tudo. Amen.


14. Estando eu por estes mesmos dias, o de Nossa Senhora da
Assunção, num mosteiro da Ordem do glorioso São Domingos,
considerando os muitos pecados que noutro tempo eu havia
confessado naquela casa, e em outras coisas da minha ruim vida,
veio-me um arroubamento tão grande, que quase me tirou de mim.
Sentei-me e até me parece que não pude ver a Elevação, nem ouvir
Missa, que depois fiquei com escrúpulo disto. Parecia-me, estando
assim, que me via vestir uma roupa de muita brancura e claridade. A
princípio não via quem ma vestia; depois vi a Nossa Senhora a meu
lado direito e a meu Pai S. José à esquerda, que me vestiam aquela
roupa. Deu-se-me a entender que já estava limpa de meus pecados.

Acabada de vestir e eu com grandíssimo deleite e glória, logo me
pareceu Nossa Senhora pegar-me nas mãos. Disse-me que Lhe dava
muito gosto sendo devota do glorioso S. José; que tivesse por certo
que, o que eu pretendia do mosteiro, se havia de fazer e nele se
serviria muito o Senhor e a eles ambos; que não temesse que nisto
houvesse jamais quebra, embora a obediência que dava não fosse a
meu gosto, porque Eles nos guardariam e já Seu Filho nos tinha
prometido andar connosco. Para sinal de que isto se cumpriria davame
aquela jóia.


Pareceu-me então que me tinha deitado ao pescoço um colar de
ouro muito formoso e preso a ele uma cruz de muito valor. Este ouro
e pedras são tão diferentes das de cá, que não têm comparação. Sua
formosura excede a tudo o que podemos aqui imaginar, pois o
entendimento não alcança compreender de que era a roupa, nem
como imaginar a alvura que o Senhor quer que se nos represente.
Tudo parece aqui como um debuxo a carvão, a modo de dizer.


15. Era grandíssima a formosura que vi em Nossa Senhora, ainda
que não pude divisar nenhuma feição particular, mas vi em conjunto
a feitura do rosto. Vestia de branco, num grandíssimo resplendor,
não que deslumbra, mas suave. Ao glorioso S. José não vi tão
claramente, embora bem visse que estava ali, como nas visões que
tenho dito que se não vêem. Parecia-me Nossa Senhora muito
jovem.

Estando assim um pouco comigo e eu com tão grandíssima glória e
gozo, que segundo me parece, maior jamais havia tido e nunca
quisera apartar-me dele, pareceu-me que os vi subir ao Céu
acompanhados por uma grande multidão de anjos. Fiquei em muita
solidão, embora tão consolada, enlevada, recolhida em oração e
enternecida, que estive algum tempo sem me poder mover, nem
falar, mas como quase fora de mim. Fiquei com veemente anseio de
me desfazer por Deus e com tais efeitos - de tal modo tudo se
passou - que nunca pude duvidar, ainda que muito quisesse, não ser
coisa de Deus. Deixou-me consoladíssima e com muita paz.


16. No que disse á Rainha dos Anjos da obediência, é que se
tornava duro para mim não a prestar aos da Ordem. Havia-me dito o
Senhor que não convinha fazê-lo. Deu-me os motivos pelos quais,
de nenhuma maneira, convinha que o fizesse, mas que recorresse a
Roma por certa via que também me indicou, que Ele faria com que
viesse por ali a licença. E assim foi, que se enviou por onde o
Senhor me disse - pois nunca acabávamos de o conseguir - e veio
muito bem.

Para as coisas que depois sucederam, era muito conveniente
que se prestasse a obediência ao Bispo, mas então não o conhecia
eu, nem ainda sabia que prelado seria. Quis o Senhor que fosse tão
bom e favorecesse tanto esta casa, como era necessário para a
grande contradição que tem havido acerca dela - como depois direi -
e para  a levar ao estado em que está. Bendito seja Ele que assim
tem feito tudo. Amém.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário