AO BISPO
(continuação da "Mensagem do Pai" à Madre Eugenia Ravasio)
Às vezes vos olho com compaixão porque vos encontrais numa infeliz condição.
Às vezes vos olho com amor para que vos sintais dispostos a ceder aos encantos da graça.
Às vezes passo dias, também anos, perto de algumas almas para assegurar-lhes a felicidade eterna.
Não sabem que Eu estou ali, que as espero, que as chamo a cada instante durante o dia.
No entanto, tampouco me canso e sinto igualmente alegria estando junto a vós, sempre com a esperança de que um dia regressareis a vosso Pai e que me fareis um ato de amor, pelo menos antes de morrer.
Eis aqui, por exemplo, um alma que está morrendo de repente: esta alma foi sempre para Mim como o filho pródigo.
Eu a cumulava de bens, ela andava desfazendo-se de todos estes bens, todos os dons gratuitos, de seu Pai tão amável, e ademais me ofendia gravemente.
Eu a esperava, a seguia por todas as partes, lhe fazia novos favores como a saúde e os bens que fazia produzir de seus trabalhos, tanto assim que tinha até o que era supérfluo. Às vezes minha providência lhe dava ainda outros bens novos.
Por tanto, se encontrava na abundância mas não via outra coisa que o triste resplendor de seus vícios, e toda sua vida foi um conjunto de erros, pelo pecado mortal habitual.
Mas meu amor não se cansou nunca. Persistia a segui-la, a amava e, sobretudo, apesar das rejeição que me opunha, estava contente de viver pacientemente perto dela, com a esperança de que, quem sabe , um dia haveria de escutar meu amor e haveria de regressar a Mim, seu Pai e salvador.
Por fim, chega perto de seu último dia: lhe mando uma enfermidade para que possa estar recolhido e possa regressar a Mim, seu Pai: mas o tempo passa e ali está meu pobre filho com 74 anos em sua última hora.
E Eu, como sempre, estou ali ainda: e como nunca antes lhe falei com maior bondade ainda. Insisto, chamo a meus eleitos para que rezem por ele para que peça o perdão que Eu lhe ofereço ... Neste ponto, antes de expirar, abre os olhos, reconhece seus erros e o muito que se afastou do verdadeiro caminho que conduz a Mim.
Volta a si e depois, com voz débil que ninguém a seu redor conseguiu escutar, me disse: "Meu Deus, agora vejo como vosso amor por mim foi grande, e eu vos ofendi continuamente com uma vida muito má. Nunca pensei em ti, meu Pai e salvador. Tu que vês tudo, todo mal que vês em mim, e que reconheço a minha confusão, te peço perdão e te amo, meu Pai e meu salvador"!
Morreu nesse mesmo instante e aqui está diante de Mim.
Eu o julgo com o amor de um Pai, como ele me chamou, e se salvou. Ficará por um tempo no lugar de expiação e depois será feliz por toda a eternidade.
E Eu, depois de haver-me comprazido durante sua vida com a esperança de salvá-lo com seu arrependimento, me alegro ainda mais com minha corte celestial porque se realizou meu desejo e por ser seu Pai por toda a eternidade.
Em quanto as almas que vivem na justiça e na graça santificante, sinto a felicidade de estabelecer-me nelas. Dou-me à elas. Transmito-lhes o uso de minha POTÊNCIA, e com MEU AMOR encontram, em MIM seu Pai e salvador, uma antecipação do Paraíso!

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