Em tudo fazer a Vontade de Deus

Nisto consiste a felicidade neste nosso caminhar. Não esqueçamos que estamos a caminho do Paraíso e não vivamos como se aqui já fosse o Paraíso, disse São Gregório.

DIVINO PAI ETERNO

DIVINO PAI ETERNO
O olhar do Pai sobre nós, seus filhos que tanto ama.

sábado, 10 de setembro de 2011

Não pode acontecer que uma obra de Deus não seja honrada com a coroa da perseguição.



"Memórias da Serva de Deus Luisa Piccarreta"

Com sua condenação acreditavam que faríam morrer tudo o que  disse sobre minha Vontade Divina; eu em troca permitiria tais flagelos e incidentes tristes, que faria ressurgir minhas verdades mais belas, mais majestosas entre os povos.

Por isso, tanto de minha parte  como de tua parte não nos movamos em nada; sigamos realizando o que temos feito, mesmo que todos se ponham  contra.

Este é meu modo de operar divino, que  quantos mais façam as criaturas jamais faço por um lado minhas obras, as conservo sempre com minha potência e virtude criadoras, por amor a quem me ofende; as amo sempre, sem jamais cessar...

...Eu me servirei de todos os meios, de amor, de graças, de castigos; tocarei as criaturas por todos lados para fazer que minha Vontade reine, e quando pareça como se o verdadeiro bem devesse morrer, ressuscitará mais belo e majestoso. »


Não podemos deixar de notar que assim como a condenação foi aprovada com o voto geral da "Suprema Congregação do Santo Ofício, os Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardeais encarregados de proteger as coisas da fé e dos costumes", dos " Senhores Consultores", e por SS. Pio XI, do mesmo modo, a providência quis que a mesma Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, os Eminentíssimos e Reverendíssimos Senhores Cardeais, com a cabeça do Cardeal Ratzinger, cancelaram a condenação, não sem o voto pessoal e decisivo de SS. João Paulo II, como por sua parte SS. Pio XI, firmou a condenação.

Os inimigos, pelo que se vê, eram poderosos, e se haviam infiltrado até não se sabe onde. A condenação foi de todo inesperada e inexplicável desde o ponto de vista humano, mas certamente desde o ponto de vista divino não podia faltar, pois não pode acontecer que uma obra de Deus não seja honrada com a coroa da perseguição. E definitivamente, de acordo com a grandeza da missão assim devia ser a perseguição.

Houve muitos intentos para obter algum esclarecimento, para tirar aquilo que a Suprema Congregação do Santo Ofício considerara contrário à sã doutrina da fé, para que tirando o que estava mal se pudessem seguir publicando e continuasse o bem que estavam já fazendo estes escritos.
Claro, com que gosto teriam dito que estava mal, para, com razão suficiente, justificar a condenação, mas nada, porque não havia nada, do contrário teria ido  por meio da honra de bispos, de revisores eclesiásticos, e até do mesmo Santo Anibal Maria De Francia. Em uma carta de Luisa que conservamos, escreve:

« ... sinto do Padre Beda; porque os manuscritos -se trata de una carta que enviou à Suprema Congregação do Santo Ofício o Padre Beda para saber o que era o que estava mal, argumentando a possibilidade de ter-se equivocado- não chegaram a Roma? Quem o impediu? Enquanto eu sei, de fonte segura, que no Santo Ofício havia petições de todas as partes que queriam que os escritos saíessem à luz. Pelo demais, se vê que o Senhor quer fazê-lo todo Ele, se não hoje, amanhã... »

Porém para que se esclarecesse tudo era necessário que passassem muitos anos.


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